Segunda-feira, 30 de Setembro de 2019
“A
casa é o retrato do dono” (Antero de
Figueiredo)
EVANGELHO DE HOJE
Lc
9,46-50
— O
Senhor esteja convosco.
Ele
está no meio de nós!
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o
maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando, pegou então uma criança, colocou-a
junto de si 48e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, estará
recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois
aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”.
49João
disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas
nós lho proibimos, porque não anda conosco”. 50Jesus disse-lhe: “Não o
proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor”.
Palavra
da salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom Dia!
Essa história foi escrita no ano passado, mas tem um
tremendo valor ainda no dia de hoje
“(…) Houve certa vez um conferencia sobre todas as plantas
que existiam em uma região. Todos foram convidados a enviar seus representantes
para que ao final saísse qual era a planta, árvore ou arbusto mais importante.
Horas e horas de longos debates e apresentações foram
necessárias para que três espécimes fossem selecionados dentre tantas que ali
se apresentaram e bravamente foram defendidas. A Sequóia americana, a Orquídea
e a Palma.
A Sequóia começou a ser apresentada como a rainha imponente
da floresta. Aquela que homem nenhum poderia arrancá-la do solo, pois seu porte
de tronco e raízes profundas deixavam claro sua força e por ser uma arvore
americana, ou seja, importada, era que tinha mais requisitos para o cargo.
Após muitas palmas, o defensor da Orquídea pôs-se em defesa
dela dizendo logo de cara que ninguém consegue ser tão bela e também tão
destemida como ela. Dizia ele que alguns gostam de difamá-la como fresca por
gostar de pouco de sol e de muitos cuidados, mas desafiava a poderosa Sequóia a
ficar presa, com suas raízes fortes nas paredes de um precipício íngreme igual
ela – com o discurso provocativo a orquídea foi aplaudida de pé.
Veio então a Palma. Uma planta sem beleza, sem raízes e
troncos fortes que se comparassem a poderosa Sequóia; não era bela ou de
aparência agradável tão pouco intrépida ao ponto a se alojar um penhasco. Seu
defensor, sem ter muito que falar pelo clima de “já ganhou” da Orquídea, pois
se então a falar:
- Colegas e irmãos! Reconheço que temos pouco a apresentar
para contrapor a beleza e a força dos nossos adversários. Deixo claro que não
são nossos inimigos, apenas temos nossas belezas diferentes. Sinto-me feliz em
estar aqui! Gostaria de apresentar a PALMA que nada mais é que um cacto. Ela
não possui a beleza da Orquídea e nem a imponência da rainha Sequóia, mas creio
que temos chances… Surgiram alguns risos na platéia, iguais aos dados a Suzan
Boyle no programa Ídolos Inglês.
- Esta é a PALMA! O local que vive e não fácil. Lá não
chove, não tem belas cachoeiras, não tem um terreno rico para mantê-la sempre
bela, mas mesmo assim ela tem flores! Nunca se ouviu dizer de uma palma que se
entregou, pois as condições eram adversas; nunca ouviu-se dizer que alguém quis
tirar fotos com ela para mostrar o quanto era grossa e imponente; nunca se
ouviu dizer seria fácil ser uma ou ter sua vida
- Atrevo-me a dizer, que não existe nada igual a ela.
Animais vêm de longe para poder se alimentar dela, pois mesmo em condições
extremas de calor e sofrimento permanecem vivas. A dor sempre rondou sua vida,
mas mesmo assim era uma referencia para quem tinha fome
- Por fim, creio eu, que certo dia numa cidade do deserto,
quando viu um homem ser levantado numa cruz por coisas que não fez, homem esse
também sem beleza ou força física, a motivou a também a se dar pelos outros sem
precisar perder o que ainda tinha de belo que eram suas flores. Deixo, portanto
a escolha para vocês!
“(…) Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado
numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu
aspecto não podia seduzir-nos. Era desprezado, era a escória da humanidade,
homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais
se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. Em verdade, ele
tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o
reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi
castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que
nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas. Todos nós
andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor
fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós. Foi maltratado e
resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e
uma ovelha muda nas mãos do tosquiador”. (Ele não abriu a boca.) (Isaias 53,
2-7)
Conseguiu entender a mensagem? Criei essa estória para
mostrar que existem coisas que ainda preciso aprender com a vida.
Um imenso abraço fraterno
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
Max Gehringer
responde
Palavra da semana: CANDIDATO. Em latim, candidatus
significava “vestido de branco”, já que os postulantes a um cargo público
usavam togas inteiramente alvas, que denotavam franqueza e sinceridade. É o que
as empresas continuam a esperar dos candidatos a emprego – a verdade –, embora
o terno escuro seja mais recomendado em entrevistas.
Pretendo iniciar minha carreira em breve. Se você puder me
dizer uma palavra para me orientar em minhas futuras decisões profissionais, eu
agradeço. – Paulo, 18 anos
Rumo, Paulo. Muitos jovens se atrasam, ou se perdem, porque
demoram demais a decidir para onde querem ir. E, na dúvida, ficam fazendo
cursos e mais cursos – de graduação, pós e especialização –, imaginando que o
número de oportunidades será diretamente proporcional à quantidade de diplomas.
Depois, cogitam em morar um ano no exterior para aprimorar o inglês. Um dia,
esses jovens descobrem que já passaram da idade ideal para conseguir um
estágio, mas não acumularam experiência prática para competir por uma boa vaga.
Por isso, Paulo, quanto antes você conseguir um emprego, qualquer que seja ele,
para começar a entender como o mercado de trabalho funciona, mais facilmente
você definirá um rumo para sua carreira.
Sou funcionária pública há 12 anos, e não vejo mais
perspectivas de crescimento. Quero mudar para a iniciativa privada. O que seria
melhor para aumentar minhas chances de fazer essa mudança, um MBA ou um
mestrado? – Salete
Um MBA, Salete. O mestrado seria mais valorizado se você se
decidisse por uma carreira acadêmica. Mas faça um teste antes de tomar uma
decisão tresloucada. Comece a mandar currículos e a participar de processos
seletivos em empresas privadas. Você descobrirá quanto sua experiência no
serviço público será benéfica ou prejudicial para uma eventual mudança.
Considere também que hoje você tem estabilidade e – eu suponho – tempo para
desfrutar de uma certa qualidade de vida. Na empresa privada, você terá mais
chances de promoção em médio prazo, mas sofrerá mais pressões, trabalhará mais horas
e correrá mais riscos – incluindo o pior de todos, o de desemprego. A decisão é
sua, Salete, mas tenha a certeza de que você está avaliando corretamente a
situação. Tomando como base as mensagens que recebo, há muito mais gente
querendo pular da iniciativa privada para o serviço público que o contrário.
Há quatro meses estou ocupando interinamente o cargo de
encarregado de meu setor. Já perguntei duas vezes a meu chefe se vou ser
efetivado na função, e ele me respondeu, nesta ordem: “Vamos ver” e “No momento,
a empresa está passando por uma fase de transição, e mais adiante a gente
conversa”. O que eu posso deduzir? – Fausto
Várias coisas. A primeira é que seu chefe ainda não viu em
você todas as qualidades necessárias para o cargo de encarregado. A segunda é
que seu chefe acredita que você é a pessoa certa, mas alguém acima dele não
acredita. E a terceira é que você está apenas tapando buraco, até que a empresa
contrate um novo encarregado. Neste momento, há uma coisa que você deve estar
fazendo: demonstrar, por meio de resultados práticos e do apoio de seu pessoal,
que é de fato a melhor solução. E outra que talvez você não esteja fazendo:
preparar-se para o caso de alguém de fora ser contratado. Se você enxergar a
situação como um aprendizado, sofrerá menos caso ocorra a segunda hipótese –
que, em minha opinião, é a mais provável.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certa vez, dois senhores estavam participando da Santa
Missa, no domingo de manhã. Estavam um ao lado do outro, mas não se conheciam.
Na hora da paz, um deles virou-se para o outro, estendeu a
mão e disse: “Paz para você, meu irmão!” O outro respondeu: “E para você
também".
Terminada a Missa, lá fora, aquele que havia recebido a
saudação disse ao outro: “Hoje eu vou almoçar na sua casa”.
O outro estranhou e disse: “Mas eu nem conheço você!” O
colega respondeu: “Há poucos minutos você não me disse que sou seu irmão?”.
De fato, os irmãos quando querem, no domingo, almoçar um na
casa do outro, apenas avisam antes, para que não falte comida.
Como que nós somos fariseus! Falamos tanta coisa bonita na
casa de Deus, mas quando saímos, somos outras pessoas bem diferentes, às vezes
até contrárias ao que falamos! “Este povo me honra com os lábios, mas o seu
coração está longe de mim” (Mc 7,6). Por isso que este mundo, que nós mesmos
construímos, é tão diferente do Evangelho que ouvimos.
“Filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas
com obras e de verdade” (1Jo 3,17-19).
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.