quinta-feira, 30 de abril de 2026

DIÁRIO DE SEXTA-FEIRA 01/05/2026

 

Sexta-feira 01/05/2026

 

"Felicidade é ter o que fazer, ter algo que amar, e algo que esperar." [Aristóteles]

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 14,1-6

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

 

Jesus disse:- Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim. Na casa do meu Pai há muitos quartos, e eu vou preparar um lugar para vocês. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. E, depois que eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e os levarei comigo para que onde eu estiver vocês estejam também. E vocês conhecem o caminho para o lugar aonde eu vou. Então Tomé perguntou: - Senhor, nós não sabemos aonde é que o senhor vai. Como podemos saber o caminho? Jesus respondeu: - Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antonio Queiroz

 

 

No Evangelho deste domingo, Jesus se apresenta como a luz do mundo. Entretanto, percebemos que não é uma luz que impõe ser vista indiferentemente por todos, mas aquilo que se constata através de sua ação na cura de um cego, é que algumas pessoas começam a ver e outras permanecem cegas, tudo depende da atitude de cada um de nós.

No início do relato, Jesus vê um cego de nascença e decide curá-lo por iniciativa própria, ninguém lhe pede para fazê-lo. Mas os discípulos ficam refletindo uma idéia muito difundida (não só no mundo de então, mas forte ainda hoje) segundo a qual toda doença é castigo de Deus pelo pecado. Assim, eles perguntam a Jesus se a causa da cegueira do mendigo foram os pecados dele ou dos seus pais.

Isto não é completamente ilógico, já que freqüentemente muitos de nós somos tentados a pensar que os males físicos e psíquicos de uma determinada pessoa seja culpa dos pais; por exemplo, se uma criança nasce com AIDS não é culpa sua obviamente, e talvez nem mesmo de sua mãe; pais briguentos podem provocar nos filhos traumas psicológicos, tornando-os doentes.

Mas no caso do cego em questão, Jesus desmente categoricamente aquela convicção: “Nem ele nem os seus pais pecaram”; a cegueira do mendigo, como qualquer outra enfermidade, não depende sempre de específicas culpas de alguém nem de Deus, que não é vingativo, mas aquele homem assim nasceu para que as obras de Deus se manifestem nele.

Jesus cura o cego. E os olhos que ele curou para ver o sol, abrem-se gradativamente para ver aquele que lhe curou. O milagre suscita uma discussão entre os presentes e conhecidos. Há uma tentativa de afastar a verdade. Duvidam da identidade do homem curado “não é ele, mas alguém parecido com ele”. Porém, o ex-cego afirma sua identidade “sou eu mesmo!”, ainda que não saiba dizer nada sobre Jesus nem sobre onde eles possam encontrá-lo.

Em seguida, ao encontrar os fariseus, estes se escandalizam e sustentam que, tendo feito Jesus o milagre em dia de sábado quando é proibido qualquer trabalho, era um pecador: portanto, devia ser evitado; mas à inconfundível consideração do curado, surge uma divergência entre eles, pois ficam se perguntando como é possível um pecador fazer tal sinal?

Os fariseus se interessam normalmente só com o “como” Jesus fez isso (dia de sábado), de onde concluíam que ele era um pecador. O fato da cura em si não tinha nenhum significado para eles. Mas depois de terem colocado todos os pretextos e tentado subornar a família do cego que arriscava ficar toda ela expulsa da comunidade, ficava agora obrigatória tomar uma posição com relação à pessoa de Jesus.

Aí é onde entra a inconformidade do curado com os fariseus. Pois ele é consciente da relação perfeita que há entre Jesus e Deus. “Se ele é pecador, não sei. Só sei que eu era cego e agora vejo”. “Sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aquele que é piedoso e que faz a sua vontade”. Para o cego curado, a cura torna-se verdadeiramente um sinal que o leva a reconhecer o vínculo entre Deus e Jesus. Os fariseus continuaram resistindo em não querer enxergar e endureceram o coração, expulsando o homem da comunidade.

É triste! Não há pior cego que o que não quer ver; e a cegueira espiritual é pior que a física, onde diante da evidência alguém permanece emperrado nos próprios preconceitos, fechando os olhos para a realidade.

O episódio se conclui com a revelação do significado profundo do prodígio. Encontrando de novo o homem curado, agora expulso da comunidade, Jesus o convida a valer-se da vista recuperada para reconhecê-lo: “você acredita no Filho do Homem?” “E quem é? para que creia nele”? “Tu o estás vendo, é aquele que está falando contigo”. Como com a samaritana do domingo passado, tudo caminha para a mesmo finalidade.

A luz dos olhos é metáfora da luz da alma. O cego de nascença é cada homem, cada mulher, incapaz de sozinho ver a luz divina, e, que, portanto deixa-se guiar por ela, com as conseqüências, pessoais, e coletivas, das quais todos somos testemunhas; e se quisermos permanecer cegos, fazendo descaso da luz de Deus, quantos desastres, derrotas, tragédias, amarguras, teremos pela frente! Para evitá-las na sua bondade Deus nos fez dom da sua luz, para que possamos ver a estrada justa no caminho desta vida, a estrada que tem como meta ele, luz do mundo.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

O ruído da maçaneta

Não há mais bela música

que o ruído da maçaneta da porta,

quando meu filho volta para casa.

Volta da rua, da vasta noite,

da madrugada de estranhas vozes,

e o ruído da maçaneta,e o gemer do trinco,

o bater da porta que, novamente, se fecha,

o tilintar inconfundível  do molho de chaves,

são um doce acalanto, uma suave cantiga de ninar.

Só assim fecho os olhos,

posso, afinal, dormir e descansar.

Oh! a longa espera, a negra ausência,

as histórias de acidentes e assaltos,

que só a noite, como ninguém, sabe contar!

Oh! os presságios e os pesadelos,

o eco dos passos nas calçadas,

a voz dos bêbados na rua,

e o longo apito do guarda, medindo a madrugada,

e os cães uivando na distância,

e o grito lancinante da ambulância!

E o coração, descompassado,

a pressentir e a martelar,

na aritimia do relógio do meu quarto,

esquadrinhando a noite e seus mistérios.

Nisso, na sala que se cala,

estala a gargalhada jovem da maçaneta

que canta a festiva cantiga do retorno.

E sua voz engole a noite imensa,

com todos os ruídos secundários.

Oh! Os símbolos do trinco

e os clarins da porta que se escancarava,

e os guizos das muitas chaves que se abraçam

e o festival dos passos que ganham a escada!

Nem as vozes da orquestra, e o tilintar de copos,

e a mansa canção da chuva no telhado,

podem, sequer, se comparar

ao som da maçaneta que sorri, quando meu filho volta.

Que ele retorne sempre, são e salvo,

marinheiro depois da tempestade, a sorrir e a cantar.

E que, na porta, a maçaneta cante

a festiva canção do seu retorno,

que soa, para mim, como suave cantiga de ninar.

Só assim, só assim, meu coração se aquieta,

posso, afinal, dormir e descansar

("Gióia Júnior")

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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quarta-feira, 29 de abril de 2026

DIÁRIO DE QUINTA-FEIRA 30/04/2026

 Quinta-feira 30/04/2026

 

"As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera." [Ernesto Che Guevara]

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 13,16-20

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

 

Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o empregado não é mais importante do que o patrão, e o mensageiro não é mais importante do que aquele que o enviou. Já que vocês conhecem esta verdade, serão felizes se a praticarem.

- Não estou falando de vocês todos; eu conheço aqueles que escolhi. Pois tem de se cumprir o que as Escrituras Sagradas dizem: "Aquele que toma refeições comigo se virou contra mim". Digo isso a vocês agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vocês creiam que "EU SOU QUEM SOU". Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem receber aquele que eu enviar estará também me recebendo; e quem me recebe recebe aquele que me enviou.

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antonio Queiroz

 

Quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim.

Este Evangelho narra as palavras de Jesus após o lava-pés. São orientações fundamentais aos Apóstolos e a todos os líderes de Reino de Deus, de todos os tempos e lugares. Esses líderes vão continuar o trabalho que ele fez nos seus três anos de vida pública.

“O servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou”. Se ele, o senhor e mestre, agiu como uma empregada doméstica lavando os pés da família que chega da viagem, nós, os líderes cristãos, devemos preocupar-nos, não com honras, mas em servir as pessoas com humildade.

“Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes.” Essa atitude de serviço humilde nos faz felizes. “Descubra a felicidade de servir.” Mas não basta saber que é assim; a felicidade começa quando colocamos em prática.

Jesus nos pede também que apoiemos os seus líderes: “Quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”. Em outras palavras, quem receber e tratar bem um líder cristão, estará recebendo e tratando bem o próprio Cristo, o próprio Deus.

Jesus inverteu o sentido da autoridade. É estar por baixo, não por cima; é servir, não ser servido. Toda autoridade é poder para servir. Jesus nunca condenou a busca do poder, pois ele é necessário na sociedade. O chefe é o centro de unidade de qualquer grupo humano. O que Jesus fez foi direcionar e orientar quem exerce o cargo de coordenação e de poder, em todos os níveis da sociedade. O chefe encontra a sua felicidade quando lava os pés, não quando os outros lhe lavam os pés. “Aquele que manda seja como aquele que serve” (Lc 22,26).

O poder é uma realidade muito ampla e diversificada na sociedade. Todos nós temos poder: Os pais, os professores, o motorista de ônibus, o ascensorista de elevador, a secretária, o guarda, o porteiro, o chefe de sessão, o médico, a enfermeira... E na Igreja o papa, o bispo, o padre, a religiosa, o líder leigo, a catequista etc. Até uma criança exerce poder sobre seus irmãos menores. Há momentos em que coordenamos e há momentos em que somos coordenados.

Em outra ocasião, Jesus nos mostrou, através de uma comparação, como ser o maior: “Na hora da refeição, quem é o maior: quem está sentado à mesa, ou quem está servindo? Não é quem está sentado à mesa? Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,27). Está expressa aí, de modo claro, a inversão que Jesus fez no exercício da autoridade.

Certa vez, houve numa paróquia uma palestra para os casais sobre a educação dos filhos. Quem deu a palestra foi um casal da pastoral familiar. A primeira coisa que o casal fez foi distribuir todos um papelzinho no qual estava escrito: “O melhor modo de educar os filhos é ser:” E embaixo uma linha para cada um completar a frase.

Alguns casais, em vez de completar, expressaram a sua discordância com a formulação da frase. Para eles, o correto seria deixar fora a palavra “ser”, pois educar é uma ação, não um modo de ser.

Na hora de ler as frases completadas, o casal palestrante explicou: Os filhos aprendem mais com os olhos do que com os ouvidos. Por isso, a educação acontece noventa por cento pelo exemplo, pelo modo de ser dos pais, e só dez por cento pelas suas palavras e conselhos. Se os pais procuram ser pessoas exemplares, mesmo que os filhos não os imitem na hora, mais tarde vão fazê-lo. Aliás, isso vale para todo tipo de educação, não só a familiar. Quem se coloca como primeiro, como líder, influi muito mais pelo exemplo do que pelas palavras. “A palavra convence, o exemplo arrasta”.

Maria Santíssima é chamada a mulher servidora. Ela não se deixava levar pelos tabus da época, que obrigavam a mulher a passar a vida fechada dentro de casa. Pelo contrário, ela viajava, fazia até longas viagens, unicamente para servir, como foi o caso da prima Isabel, das Bodas de Cana, do serviço ao Filho na cruz, da presença junto à Igreja primitiva etc. Santa Maria, a mulher servidora, rogai por nós!

Quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Havia nos Andes duas tribos em guerra. Uma vivia na parte baixa; a outra, na parte alta das montanhas.

Um dia, a parte baixa foi invadida pelos povos do alto, que, além de saquearem os inimigos, raptaram um bebê e o levaram para as montanhas.

Os povos da parte baixa não conheciam os caminhos usados pelos povos da montanha. Não sabiam como chegar ao alto, como chegar aos inimigos ou rastrear seus passos pelos terrenos escarpados.

Mesmo assim, enviaram seus melhores guerreiros para subir a montanha e trazer a criança de volta. Os homens tentaram diferentes métodos de escalada. Primeiro um caminho, depois outro.

Após vários dias de esforços, não tinham subido nem quinhentos metros.

Sentido-se impotentes e sem esperança, os homens da parte baixa consideraram a causa perdida e se prepararam para voltar para sua cidade.

Enquanto arrumavam o equipamento para a descida, viram a mãe do bebê andando na direção deles.

Perceberam que ela estava descendo a montanha que eles não tinham conseguido subir.  E então descobriram que o bebê estava amarrado às costas da mulher. Como era possível? Um dos homens a saudou, dizendo:

- Nós não tivemos êxito em subir a montanha. Como você chegou ao alto se nós, os homens mais fortes e capazes da cidade, não conseguimos?

Ela encolheu os ombros e respondeu:

- É que não era o filho de vocês que estava lá.

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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DIÁRIO DE QUARTA-FEIRA 29/04/2026

 Quarta-feira 29/04/2026

 

"Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida." [Ernesto Che Guevara]

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 12,44-50

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

 

Jesus disse bem alto: - Quem crê em mim crê não somente em mim, mas também naquele que me enviou. Quem me vê vê também aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz para que quem crê em mim não fique na escuridão. Se alguém ouvir a minha mensagem e não a praticar, eu não o julgo. Pois eu vim para salvar o mundo e não para julgá-lo. Quem me rejeita e não aceita a minha mensagem já tem quem vai julgá-lo. As palavras que eu tenho dito serão o juiz dessa pessoa no último dia. - Eu não tenho falado em meu próprio nome, mas o Pai, que me enviou, é quem me ordena o que devo dizer e anunciar. E eu sei que o seu mandamento dá a vida eterna. O que eu digo é justamente aquilo que o Pai me mandou dizer.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antonio Queiroz

 

Eu vim ao mundo como luz.

Neste Evangelho, Jesus nos fala que veio como luz, luz enviada por Deus Pai para que tenhamos a vida eterna. Em outra ocasião ele falou: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12).

E Jesus continua: “Eu não falei por mim mesmo, mas o Pai é quem me ordenou o que eu devia falar.” O evangelista João vai mais longe e fala que Jesus, não só fala o que Deus Pai lhe mandou, mas é a própria Palavra de Deus Pai que se fez carne (Cf Jo 1,14).

Mas Jesus lamenta: “A luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois quem pratica o mal não se aproxima da luz, para que suas obras não sejam denunciadas” (Jo 3,19-20). Esta é uma verdade que vemos todos os dias: quem faz o mal age às escondidas.

No fundo, somos nós que nos julgamos a nós mesmos diante de Deus, porque o nosso julgamento está na própria palavra de Jesus que ouvimos e não praticamos. “Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar... já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia”. Isto nos cutuca fortemente, e nos faz pensar duas vezes antes de abrir os Evangelhos e ler as palavras de Jesus, pois a partir do momento em que as lemos, temos obrigação de praticá-las. Claro que o Espírito Santo nos ajuda, mas que é sério, é. No fundo, quem rejeita as palavras de Jesus está rejeitando a Deus Pai, do qual Jesus é o porta-voz.

Por outro lado, quem ouve as palavras de Jesus não será frustrado, pois constrói sobre a rocha (Mt 7,24). Praticar a palavra de Jesus, no fundo, é aderir à sua pessoa e entregar-se a ele, num encontro de absoluta confiança. Pela fé fazemos nossa a sua pessoa, de maneira que ele chega a ser o nosso ideal de vida, numa comunhão total de amor e de vida.

O Evangelho de hoje nos leva a fazer um paralelo: Assim como Jesus foi um fiel mensageiro de Deus Pai, nós devemos ser fiéis mensageiros de Jesus, falando só e tudo o que ele disse, isto é, reproduzindo hoje, na linguagem de hoje, o que ele falou, sem mudar nem um pouquinho. Se não conseguimos praticar, vamos ser humildes e pedir perdão, em vez de querer mudar ou torcer as palavras de Jesus. A santa Igreja é a fiel intérprete das palavras de Jesus. Qualquer dúvida, é só consultar a Igreja una, santa, católica e apostólica.

Certa vez, numa sala de catequese, a catequista perguntou para as crianças: “Qual é a parte mais importante da Missa?” Um menino, que era bastante levado, respondeu: “É quando termina a Missa”. Os colegas deram uma pequena vaia nele, como quem diz: “Você assiste à Missa doido para que ela termine logo, hein?” A catequista interveio e lhe perguntou por quê. Ele se levantou e explicou com firmeza: “A parte mais importante da Missa é quando ela termina, porque aí começa a nossa Missa!” Esta foi a maior lição que os alunos receberam naquela aula de catecismo.

De nada adianta ouvir a Palavra de Deus e depois não praticar. Jesus só será a nossa luz, se acolhermos e praticarmos a sua palavra. “Nem todo aquele que me diz: Senhor! Senhor! Entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21).

Maria Santíssima foi a primeira a ser iluminada por esta maravilhosa Luz que Deus Pai nos mandou. Que ela nos ajude a acolhê-la também.

Eu vim ao mundo como luz.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Certa noite eu quis falar com Jesus, mas Ele me disse:

" Agora estou muito ocupado "

" É urgente! " , eu disse, " trata-se de minha mãe! "

" Calma ... agora não posso ", respondeu Ele suavemente.

Entre chocado e desapontado eu bradei:

" Está bem ! Com quem posso falar então?!? "

" Comigo, mas não agora que estou tão ocupado ".

Eu, doente e febril, tive que me conformar e aguardar o momento "certo" para falar com Ele.

Sozinho, naquela cidade estranha, tudo que eu queria era o abraço de minha mãe, naquele momento tão distante de mim.

A febre deve ter se elevado tanto, que adormeci.

Tive sonhos confusos e agitados, onde eu me via sendo envolvido pelos braços amorosos de minha mãe.

Quando acordei, ensopado de suor, eu me sentia  maravilhosamente bem.

Tinha desaparecido a febre e toda aquela sensação de abandono.

Lembrei-me que havia chamado por Jesus, mas não sabia exatamente se fôra um delírio ou se Ele falara comigo realmente.

 

Arrisquei, sentindo-me patético, a chamá-Lo de novo:

 " Senhor! Agora é possível só responder-me a uma pergunta? "

Para minha surpresa, eu ouvi:

" Sim. O que você quer? "

" Era só para saber se realmente falei com o Senhor.

Agora não quero mais nada. Já estou bem.

Quando O chamei, eu ia pedir-Lhe que me trouxesse minha mãe, mas o Senhor estava muito ocupado para atender ao meu chamado.

Sonhei com ela e isso foi o bastante para curar-me ".

" Sim, eu estava muito ocupado, atendendo alguém que tinha mais urgência do que você: Eu estava escutando sua Mãe que me pedia para levá-la até aí ".

Mães são Anjos de Deus ! 

Ser mãe é ter Deus no coração para colocá-lo no coração dos filhos.

(©Silvia Schmidt©)

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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