Sexta-feira 24/04/2026
"Você quer ser
feliz por um instante? Vingue-se! Você quer ser feliz para sempre?
Perdoe!"
EVANGELHO DE HOJE
Jo 6,52-59
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho
de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Aí eles começaram a discutir
entre si. E perguntavam:
- Como é que este homem pode
dar a sua própria carne para a gente comer?
Então Jesus disse:
- Eu afirmo a vocês que isto
é verdade: se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu
sangue, vocês não terão vida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a
vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é a comida
verdadeira, e o meu sangue é a bebida verdadeira. Quem come a minha carne e
bebe o meu sangue vive em mim, e eu vivo nele. O Pai, que tem a vida, foi quem
me enviou, e por causa dele eu tenho a vida. Assim, também, quem se alimenta de
mim terá vida por minha causa. Este é o pão que desceu do céu. Não é como o pão
que os antepassados de vocês comeram e mesmo assim morreram. Quem come deste
pão viverá para sempre.
Jesus disse isso quando
estava ensinando na sinagoga de Cafarnaum.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Fr. Daniel Antonio da Silva, CSsR
Jesus é o pão verdadeiro
descido dos céus e, diferente do maná concedido no deserto, ele é pão que
alimenta para a Ressurreição. Com sua auto-doação, o Senhor se-nos entrega
totalmente. Para a cultura hebraica a carne e o sangue significam a totalidade
do homem em sua condição mortal. Entretanto, em Cristo, somos chamados a viver
uma vida-eterna em que a morte significa apenas passagem necessária a plena
contemplação do Senhor.
Ao se entregar a nós por
meio de sua própria carne e sangue, o Cristo nos faz participantes da comunhão
de amor com o Pai, pois ele já a vive em perfeita harmonia.
Quem come desse pão
necessariamente crê no crucificado e com ele ressuscitará. Mas Jesus não dá
apenas seu corpo, ele doa seu sangue. Isso, para a cultura judaica, é
extremamente escandaloso, pois o sangue é a própria vida (Lv 17, 10-14).
Na Eucaristia se-nos
aparecem dois mistérios inseparáveis: a Redenção e a Ressurreição. Entretanto,
como discípulos e missionários do Senhor, somos chamados, a exemplo do mestre,
a doação de nossas vidas aos irmãos e irmãs. Com o oferecimento de sua vida,
Jesus exige um compromisso de seus discípulos: dar a própria vida em favor dos
outros.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Desde os primórdios dos
tempos os animais são subjugados à condição de inferioridade pela raça humana,
como se tivessem papel desprezível ou insignificante na vida, meros
coadjuvantes no teatro das ambições, vaidades e espetáculos de almas aflitas,
no palco das ilusões.
O homem dominou a terra e dela fez a sua
morada, com isso, pensa-se superior.
Derrubou árvores, mudou o
curso de rios, criou lagos artificiais, modificando habitats de animais a seu
bel-prazer, como se fossem senhores absolutos da vida, algozes de destinos
sombrios para seus companheiros de jornada, alimentando a dor e a aflição de
sua própria existência.
Durante milênios o ser
humano se digladia em embates sangrentos, com objetivos de conquistas,
apoderar-se daquilo que é de seu semelhante, almas agonizantes , ávidas de
ambição, senhores do mundo, senhores da vida, senhores de sua própria...
derrocada.
Esquece que nada nos
pertence, apenas nos é emprestado nesta vida de aprendizados.
Os séculos atravessaram o
tempo e a ganância referenda a destruição, modificando apenas o cenário, antes
campos de batalha sob a força e égide de espadas e lanças para um cenário mais
perigoso e destruidor de arsenais nucleares,
além da força mutilante das motosserras, devastando as florestas e habitats.
O senhor do mundo caminha
destruindo tudo à sua volta. A natureza, os animais e até os seus próprios
irmãos são vítimas dos algozes da dor, um flagelo da alma. O maior inimigo do ser humano é ele mesmo e
ainda não atentou para tal fato, esquecendo que subjugar semelhantes, destruir
a natureza, menosprezar os animais como sempre fizeram, formam a lâmina que
cortará a cabeça deste senhor do mundo, afinal, o ódio às espécies sinaliza e
pede passagem. O ser humano é o espelho de sua agonia, de sua mentira, arrogância
e destruição.
A vida está repleta de
senhores do mundo, donos do dinheiro, tiranos do poder, ambiciosos que só
pensam em si, que destroem o que veem pela frente, subjugando todas as
manifestações de vida a planos inferiores.
E o pior é que isso vem de
séculos. Os infelizes animais sempre em segundo plano por causa da vaidade
humana e tirania dos senhores do mundo,
os "superiores" que causam guerras, destruições, devastando o verde e
considerando os animais como seres inferiores.
O homem ofende a sua própria
alma que mergulha nos pântanos do desespero.
Em pouco mais de 200 anos,
após a revolução industrial, chegamos a esta triste realidade do aquecimento
global.
Os senhores do mundo estão perdidos no desencanto, mergulhados na
mentira, na farsa da superioridade, sufocando a vida, provocando a dor. Quanta ilusão e desencanto , afinal, se
fossem superiores não haveriam guerras nem a imperiosa necessidade de discutir-se a questão
climática, afinal, o homem atravessa milênios e continua com o mesmo defeito
que destroi a sua alma: a soberba
provocada pelo desconhecimento e razão da vida, esquecendo que aquele que destroi a vida na Terra destroi a si mesmo.
Ainda há tempo para reverter
a situação e ver a natureza como irmã, aproximar-se dela, tratá-la com respeito
e ver nos animais a mesma igualdade, afinal, o que eleva a Deus é o sentimento
de amor e o fulgor da simplicidade. O resto é obra da vaidade, da prepotência,
da arrogância dos empedernidos que pensam ser superiores se não conseguem mudar
o ritmo natural de uma folha que cai de uma árvore.
Se Deus concedeu-nos o
discernimento, a inteligência para cumprir a vida na Terra, até hoje não
soubemos usá-la como deveria ser.
Disse o Mestre Jesus:
"Amai-vos uns aos
outros como vos amei"!
A natureza, os animais,
todas as manifestações de vida são o nosso próximo. E ainda não perceberam a
verdade dos fatos.
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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