quinta-feira, 23 de abril de 2026

DIÁRIO DE SEXTA-FEIRA 24/04/2026

 

Sexta-feira 24/04/2026

 

"Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se! Você quer ser feliz para sempre? Perdoe!"

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 6,52-59

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

 

Aí eles começaram a discutir entre si. E perguntavam:

- Como é que este homem pode dar a sua própria carne para a gente comer?

Então Jesus disse:

- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, vocês não terão vida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é a comida verdadeira, e o meu sangue é a bebida verdadeira. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive em mim, e eu vivo nele. O Pai, que tem a vida, foi quem me enviou, e por causa dele eu tenho a vida. Assim, também, quem se alimenta de mim terá vida por minha causa. Este é o pão que desceu do céu. Não é como o pão que os antepassados de vocês comeram e mesmo assim morreram. Quem come deste pão viverá para sempre.

Jesus disse isso quando estava ensinando na sinagoga de Cafarnaum.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Fr. Daniel Antonio da Silva, CSsR

 

Jesus é o pão verdadeiro descido dos céus e, diferente do maná concedido no deserto, ele é pão que alimenta para a Ressurreição. Com sua auto-doação, o Senhor se-nos entrega totalmente. Para a cultura hebraica a carne e o sangue significam a totalidade do homem em sua condição mortal. Entretanto, em Cristo, somos chamados a viver uma vida-eterna em que a morte significa apenas passagem necessária a plena contemplação do Senhor.

Ao se entregar a nós por meio de sua própria carne e sangue, o Cristo nos faz participantes da comunhão de amor com o Pai, pois ele já a vive em perfeita harmonia.

Quem come desse pão necessariamente crê no crucificado e com ele ressuscitará. Mas Jesus não dá apenas seu corpo, ele doa seu sangue. Isso, para a cultura judaica, é extremamente escandaloso, pois o sangue é a própria vida (Lv 17, 10-14).

Na Eucaristia se-nos aparecem dois mistérios inseparáveis: a Redenção e a Ressurreição. Entretanto, como discípulos e missionários do Senhor, somos chamados, a exemplo do mestre, a doação de nossas vidas aos irmãos e irmãs. Com o oferecimento de sua vida, Jesus exige um compromisso de seus discípulos: dar a própria vida em favor dos outros.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Desde os primórdios dos tempos os animais são subjugados à condição de inferioridade pela raça humana, como se tivessem papel desprezível ou insignificante na vida, meros coadjuvantes no teatro das ambições, vaidades e espetáculos de almas aflitas, no palco das ilusões.

O  homem dominou a terra e dela fez a sua morada, com isso, pensa-se superior.

Derrubou árvores, mudou o curso de rios, criou lagos artificiais, modificando habitats de animais a seu bel-prazer, como se fossem senhores absolutos da vida, algozes de destinos sombrios para seus companheiros de jornada, alimentando a dor e a aflição de sua própria existência.

Durante milênios o ser humano se digladia em embates sangrentos, com objetivos de conquistas, apoderar-se daquilo que é de seu semelhante, almas agonizantes , ávidas de ambição, senhores do mundo, senhores da vida, senhores de sua própria... derrocada.

Esquece que nada nos pertence, apenas nos é emprestado nesta vida de aprendizados.

Os séculos atravessaram o tempo e a ganância referenda a destruição, modificando apenas o cenário, antes campos de batalha sob a força e égide de espadas e lanças para um cenário mais perigoso e destruidor de arsenais nucleares,  além da força mutilante das motosserras, devastando as florestas e  habitats.

O senhor do mundo caminha destruindo tudo à sua volta. A natureza, os animais e até os seus próprios irmãos são vítimas dos algozes da dor, um flagelo da alma.  O maior inimigo do ser humano é ele mesmo e ainda não atentou para tal fato, esquecendo que subjugar semelhantes, destruir a natureza, menosprezar os animais como sempre fizeram, formam a lâmina que cortará a cabeça deste senhor do mundo, afinal, o ódio às espécies sinaliza e pede passagem. O ser humano é o espelho de sua agonia, de sua mentira, arrogância e destruição.

A vida está repleta de senhores do mundo, donos do dinheiro, tiranos do poder, ambiciosos que só pensam em si, que destroem o que veem pela frente, subjugando todas as manifestações de vida a planos inferiores.

E o pior é que isso vem de séculos. Os infelizes animais sempre em segundo plano por causa da vaidade humana e tirania  dos senhores do mundo, os "superiores" que causam guerras, destruições, devastando o verde e considerando os animais como seres inferiores.

O homem ofende a sua própria alma que mergulha nos pântanos do desespero.

Em pouco mais de 200 anos, após a revolução industrial, chegamos a esta triste realidade do aquecimento global.

Os senhores do mundo  estão perdidos no desencanto, mergulhados na mentira, na farsa da superioridade, sufocando a vida, provocando a dor.  Quanta ilusão e desencanto , afinal, se fossem superiores não haveriam guerras nem a imperiosa  necessidade de discutir-se a questão climática, afinal, o homem atravessa milênios e continua com o mesmo defeito que         destroi a sua alma: a soberba provocada pelo desconhecimento e razão da vida, esquecendo que aquele que  destroi a vida na Terra destroi a si mesmo.

Ainda há tempo para reverter a situação e ver a natureza como irmã, aproximar-se dela, tratá-la com respeito e ver nos animais a mesma igualdade, afinal, o que eleva a Deus é o sentimento de amor e o fulgor da simplicidade. O resto é obra da vaidade, da prepotência, da arrogância dos empedernidos que pensam ser superiores se não conseguem mudar o ritmo natural de uma folha que cai de uma árvore.

Se Deus concedeu-nos o discernimento, a inteligência para cumprir a vida na Terra, até hoje não soubemos usá-la como deveria ser.

Disse o Mestre Jesus:

"Amai-vos uns aos outros como vos amei"!

A natureza, os animais, todas as manifestações de vida são o nosso próximo. E ainda não perceberam a verdade dos fatos.

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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