Sábado 18/04/2026
"Bom mesmo é
ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com
classe e viver com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve. E a
vida é muito para ser insignificante."
(Charles Chaplin)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 6,16-21
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho
de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!
De tardinha, os discípulos
de Jesus desceram até o lago. Subiram num barco e começaram a atravessar o lago
na direção da cidade de Cafarnaum. Quando já estava escuro, Jesus ainda não
tinha vindo se encontrar com eles. De repente, um vento forte começou a soprar
e a levantar as ondas. Os discípulos já tinham remado uns cinco ou seis
quilômetros, quando viram Jesus andando em cima da água e chegando perto do
barco. E ficaram com muito medo.
Mas Jesus disse:
- Não tenham medo, sou eu!
Então eles o receberam com
prazer no barco e logo chegaram ao lugar para onde estavam indo.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Fr. Denis Francisco Rosa Oliveira CSsR
A palavra
Os discípulos, ao anoitecer,
foram ao mar em direção à Cafarnaum. Jesus não estava com eles. O Evangelho de
hoje é a continuação do mesmo de ontem (Jo 6,1-15). Após a multiplicação dos
pães e peixes, o povo sedento de fome quis proclamar Jesus como rei; porém, ele
afastou-se de todos e isolou-se numa montanha.
Os discípulos estão na
barca, mas Jesus não se encontra com eles. É importante levar em conta os
fenômenos naturais que aparecem na narração de João: cair da tarde, estava
escuro, vento forte e mar agitado. Para uma embarcação pequena e pobre, como é
a dos discípulos, esses fenômenos comprometem estar em auto mar.
Jesus aparece, mesmo naquela
escuridão, para eles; mas de um modo muito estranho: ele está “andando sobre as
águas”. Com todos esses acontecimentos, os apóstolos ficam com medo.
Apesar de toda a celeuma,
por parte da embarcação, surge uma voz consoladora: “Sou eu. Não tenhais medo”.
Jesus afirma que é ele quem está andando sobre as águas, e não nenhum fantasma
ou outra criatura imaginária. A embarcação se acalma e refletem sobre esses
acontecimentos.
A realidade
Um dia seu João acordou com
uma grande vontade de ser bom. Lavou o rosto, cantando uma cantiga de igreja,
elogiou o café, despediu-se da esposa e das crianças, ligou a caminhonete e
deixou o sítio rumo à cidade. Devia chegar cedo ao escritório, pois tinha
compromisso urgente.
Mas, logo ali à beira da
estrada, uma senhora com duas crianças parecia estar esperando condução.
Ofereceu-lhe carona. Ela aceitou, porque era caso de doença.
Chegando à cidade, procurou
logo o médico e deixou a mulher e as crianças aos cuidados de um conhecido. De
tardezinha voltaria para levá-las de volta.
Fez tudo para terminar mais
cedo seus compromissos, e passou no hospital. Graças à mediação de João, as
crianças foram atendidas e medicadas com mais presteza.
Chegando de volta, a mãe
agradeceu, feliz da vida.
Quando o dono do carro ia
fazendo manobra para pegar novamente a estrada, uma das crianças disse à sua
mãe, apontando para o motorista:
- Mãe, hoje eu vi Jesus. A
senhora vive se queixando da pobreza. Chega até a dizer, que Deus não existe.
Ele existe, sim. Hoje eu o Vi.
Em nossa vida cotidiana,
sempre estamos perdidos no “mar agitado”, enfrentando “ventos fortes” e, “na
escuridão”, sem luz. E o medo toma conta da gente. Às vezes, surge uma voz
consoladora que nos questiona, pergunta sobre o motivo pelo qual o desconsolo,
o que está acontecendo e o que ela possa ajudar. Quando isso acontece, os
nossos medos vão se embora, porque existe mais uma pessoa que deseja, com você,
enfrentá-los. Assim, como o João de nossa historinha de vida, possamos enxergar
às dificuldades das pessoas, com um olhar sempre atento à sua realidade.
Eu sou Jesus!
MOMENTO DE REFLEXÃO
É noite. Os discípulos
tentam atravessar o lago de Tiberíades. O barco é agitado pela tempestade e
pelo vento contrário. Anteriormente já haviam enfrentado uma situação
semelhante, mas o Mestre estava com eles no barco. Dessa vez, não: Ele tinha
ficado em terra firme, estava no monte, a rezar.
Mas Jesus não os deixa
sozinhos na tempestade. Desce do monte, vai ao encontro deles, caminhando sobre
as águas, e os anima: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”. Seria realmente Ele
ou apenas uma ilusão? Pedro, cheio de dúvida, pede-lhe uma prova: que também
ele possa caminhar sobre as águas. Jesus o chama a si. Pedro sai do barco, mas
o vento ameaçador o assusta e ele começa a afundar. Então Jesus o segura pela
mão, dizendo-lhe:
“Homem fraco de fé, por que
duvidaste?”
Também hoje Jesus continua
dirigindo-nos estas palavras, toda vez que nos sentimos sós e incapazes nas
tempestades que freqüentemente desabam sobre a nossa vida. São doenças ou
graves situações familiares, violências, injustiças… que insinuam no coração a
dúvida, quando não, até mesmo, a rebelião: “Por que Deus não vê isso? Por que
não me escuta? Por que Ele não vem? Por que não intervém? Onde está aquele Deus
Amor no qual acreditei? É apenas um fantasma, uma ilusão?”.
Assim como aconteceu com os
discípulos assustados e incrédulos, Jesus continua repetindo agora: “Coragem,
sou eu! Não tenham medo”. E assim como Ele desceu do monte daquela vez para
estar perto deles nas suas dificuldades, da mesma forma hoje Ele, o Ressuscitado,
continua entrando na nossa vida, caminhando ao nosso lado, fazendo-se
companheiro. Jamais nos deixa sozinhos na provação: Ele está aí para
compartilhá-la conosco. Mas, pode ser que não acreditemos suficientemente; por
isso Ele nos repete:
“Homem fraco de fé, por que
duvidaste?”
Estas palavras, além de
serem uma censura, são um convite a reavivar a fé. Quando Jesus estava na terra
conosco, prometeu-nos muitas coisas. Ele disse, por exemplo: “Pedi e
recebereis…”; “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e todo o resto virá por
acréscimo”; a quem tiver deixado tudo por Ele será dado cem vezes mais nesta
vida e como herança a vida eterna.
Podemos obter tudo, mas
precisamos acreditar no amor de Deus. Para poder nos dar algo, Jesus pede que
pelo menos reconheçamos que Deus nos ama.
Ao passo que muitas vezes
nos afligimos como se tivéssemos de enfrentar a vida sozinhos, como se fôssemos
órfãos, sem um Pai. Fazemos como Pedro, dando mais atenção às ondas agitadas
que parecem nos engolir do que à presença de Jesus que logo nos segura pela
mão.
Se ficarmos parados,
analisando aquilo que nos faz sofrer, os problemas, as dificuldades, então
afundaremos no medo, na angústia, no desencorajamento. Mas não estamos sós!
Acreditamos que existe Alguém que cuida de nós. É Nele que devemos fixar o
nosso olhar. Ele está perto de nós, mesmo quando não percebemos a sua presença.
Precisamos acreditar Nele, confiar nele, confiar-nos a Ele.
Quando a fé passa por uma
prova, lutamos, rezamos, do mesmo modo como Pedro, quando gritou: “Senhor,
salva-me!”, ou como os discípulos, numa outra situação semelhante: “Mestre, não
te importa que estejamos perecendo?” Jesus nunca nos deixará faltar a sua
ajuda. O seu amor é verdadeiro e Ele assume todos os nossos pesos.
“Homem fraco de fé, por que
duvidaste?”
Também Jean Louis era um
jovem “fraco de fé”. Apesar de ser cristão, ele duvidava da existência de Deus,
ao contrário dos outros membros da família. Vivia bem longe dos pais, em Man,
na Costa do Marfim, com os irmãos menores.
Quando a cidade foi tomada
por rebeldes, quatro deles entraram na sua casa, saquearam tudo e quiseram
recrutar à força o jovem, devido ao seu aspecto atlético. Os irmãos menores
suplicavam que o soltassem, mas em vão.
Quando já estavam para sair
com Jean Louis, o chefe do grupo mudou de idéia e decidiu deixá-lo. Depois
sussurrou para a maiorzinha das irmãs: “Vão embora o quanto antes, porque
amanhã nós vamos voltar…”. E indicou a direção que eles deveriam tomar.
Seria o caminho certo? Não
seria uma armadilha?, perguntaram-se os adolescentes.
Partiram logo ao amanhecer,
sem um tostão no bolso, porém com uma migalha de fé. Caminharam por 45
quilômetros. Encontram alguém que lhes pagou uma passagem de caminhão para
chegarem até a casa de seus pais. Pelo caminho, foram acolhidos por pessoas
desconhecidas que também lhes deram de comer. Nos postos de controle e ao
atravessar a fronteira, ninguém lhes pediu documentos, até que finalmente
chegaram em casa.
A mãe conta: “Não estavam em
boas condições, mas se sentiam arrebatados pelo amor de Deus!”.
A primeira coisa que Jean
Louis fez, foi perguntar onde havia uma Igreja. E disse: “Papai, o teu Deus é
realmente forte!” (Chiara Lubich)
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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