terça-feira, 2 de junho de 2026

DIÁRIO DE QUARTA-FEIRA 03/06/2026

 

Quarta-feira 03/06/2026

 

“A justiça sem a força é impotente, a força sem justiça é tirana.”

(Blaise Pascal)

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 12,18-27

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

 

Alguns saduceus, os quais afirmam que ninguém ressuscita, chegaram perto de Jesus e disseram:

- Mestre, Moisés escreveu para nós a seguinte lei: "Se um homem morrer e deixar a esposa sem filhos, o irmão dele deve casar com a viúva, para terem filhos, que serão considerados filhos do irmão que morreu." Acontece que havia sete irmãos. O mais velho casou e morreu sem deixar filhos. O segundo casou com a viúva e morreu sem deixar filhos. Aconteceu a mesma coisa com o terceiro. Afinal, os sete irmãos casaram com a mesma mulher e morreram sem deixar filhos. Depois de todos eles, a mulher também morreu. Portanto, no dia da ressurreição, quando todos os mortos tornarem a viver, de qual dos sete a mulher vai ser esposa? Pois todos eles casaram com ela!

Jesus respondeu:

- Como vocês estão errados, não conhecendo nem as Escrituras Sagradas nem o poder de Deus. Pois, quando os mortos ressuscitarem, serão como os anjos do céu, e ninguém casará. Vocês nunca leram no Livro de Moisés o que está escrito sobre a ressurreição? Quando fala do espinheiro que estava em fogo, está escrito que Deus disse a Moisés: "Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó." E Deus não é Deus dos mortos e sim dos vivos. Vocês estão completamente errados.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antonio Queiroz

 

Ele não é Deus de mortos, mas de vivos!

Este Evangelho nos traz aquela cena em que os saduceus, através do caso da mulher que teve sete maridos, tentam provar a Jesus que não existe ressurreição. Mas o argumento deles não tem fundamento, porque está baseado numa noção errada de ressurreição, como se na vida futura nós tivéssemos as mesmas funções biológicas que temos aqui, como comer, dormir, ter relação sexual etc.

Após a morte, seremos “como os anjos do céu”. Não seremos anjos, pois somos e continuaremos a ser pessoas humanas e membros da família humana. Lá no céu, se tivermos a sorte de chegar lá, formaremos uma humanidade nova.

A ressurreição nossa é obra de Deus, fruto do seu poder. É ele que nos tomará e nos transformará. O mesmo Deus que um dia nos criou, nos recriará. A ciência não consegue entender nem explicar esse mistério. Ele é sobrenatural. O livro de Jó é um argumento a favor da ressurreição. Esse livro mostra que a ressurreição é um mistério, mas sem ela a vida seria um absurdo.

A nossa melhor atitude diante do mistério da ressurreição é a de Jesus, antes de morrer: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Fechamos os olhos e nos entregamos com toda confiança e paz nas mãos de Deus. Não entendemos, mas cremos. Não só cremos, mas nos sentimos felizes, pois Deus nos ama tanto que nos quer eternamente ao seu lado. Ele nos conhece pelo nome e quer a cada um de nós junto dele para sempre.

A fé na ressurreição nos dá força para enfrentar as dificuldades e até o risco de vida. Os homens podem matar o nosso corpo, mas a alma, nunca!

Entretanto, devemos ser prudentes e vigilantes, pois não sabemos o dia nem a hora.

“Com a morte, a vida não é tirada, mas transformada. Desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível”

 

(Prefácio da Missa dos mortos).

“A morte foi tragada pela vida; onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Cor 15,54-55). Isso nos dá uma alegria e uma coragem invencíveis.

Havia, certa vez, um casal que tinha duas crianças pequenas e estava atravessando uma situação difícil de pobreza. No dia do aniversário do marido, a esposa não tinha nada para preparar uma festinha. Tinha apenas um punhado de arroz em casa. Então o que ela fez: cozinhou o arroz, colocou-o numa travessa bonita e, com folhas de cebola, escreveu em cima: "Parabéns!" Além disso, colocou ao lado um vaso de flores. Quando o marido chegou, ela e as crianças cantaram parabéns e o abraçaram.

Nada deve quebrar a união matrimonial. Quando um casal se ama de verdade, eles são unidos até morando debaixo de uma ponte. A situação financeira não estraga o amor verdadeiro.

Que Maria Santíssima, elevada ao céu em corpo e alma, nos ajude a crer na ressurreição da carne e a viver de acordo com essa fé.

Ele não é Deus de mortos, mas de vivos!

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados. Os trabalhadores estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições.

Todos que viviam ali trabalhavam na roça do Sinhozinho, um homem rico e poderoso, que, dono de muitas terras exigia que todos trabalhassem duro pagando por isso muito pouco.

Um dia chegou ali um novo empregado.

Era um jovem agricultor em busca de trabalho.

Recebeu como todos uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali.

O jovem vendo aquela casa suja e largada, resolveu dar-lhe vida nova.

Pegou uma parte de suas economias, foi até a cidade comprou algumas latas de tinta. Chegando em casa, em suas horas vagas, cuidou da limpeza, lixou as paredes com cores alegres e brilhantes, colocou flores nos vasos.

Aquela casa limpa e arrumada chamava a atenção de todos que passavam.

O jovem sempre alegre trabalhava feliz na fazenda.

Os outros trabalhadores lhe perguntavam:

- Como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?

O jovem olhou para os amigos e disse:

- Bem, este trabalho, hoje, é tudo o que eu tenho. Ao invés de blasfemar e reclamar prefiro agradecer por ele. Quando aceitei este trabalho sabia de suas limitações. Não é justo que agora que estou aqui, fique reclamando. Eu o aceitei e farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.Os outros olharam admirados. Como ele pode pensar assim?

Afinal, acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino.

O entusiasmo do rapaz em pouco tempo chamou a atenção de Senhorzinho que passou a observar a distância os passos dele. Um dia Senhorzinho pensou:

- Alguém que cuida com tanto cuidado e carinho da casa que emprestei, cuidará também com o mesmo capricho da minha fazenda. Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda.

Senhorzinho, foi até a casa do rapaz, e, após tomar um café fresco, ofereceu ao jovem um emprego de administrador da fazenda.

O rapaz prontamente aceitou.

Seus amigos agricultores novamente foram perguntar-lhe:

- O que faz com que algumas pessoas sejam bem sucedidas e outras não?

E ouviram com atenção a resposta:

- Não existe a realidade pronta, existe no homem, a capacidade de realizar!

Por isso, se você quer ver mudanças em sua vida, faça com o que você têm, e não espere as coisas serem solucionadas por si só. Suas atitudes fazem a diferença. Assim também será com aqueles que trabalham na seara do Senhor.

Os que não se deixam vencer e abater, terão mais chances de conseguir seus objetivos.

 

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

Faça seu cadastro informando seu e-mail para receber um

DIÁRIO como este.

veraborro@gmail.com

 

 

 

Para comentários, sugestões ou cadastro de um amigo:veraborro@gmail.com

 

 

 

Visite nosso blog, você vai gostar

https://florescersempre2017.blogspot.com/

 

 

 

 

 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

DIÁRIO DE TERÇA-FEIRA 02/06/2026

 

Terça-feira 02/06/2026

 

"A consciência é o melhor livro de moral e aquele que menos se consulta." (Blaise Pascal)

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 12,13-17

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

 

Depois mandaram que alguns fariseus e alguns membros do partido de Herodes fossem falar com Jesus a fim de conseguirem alguma prova contra ele. Eles chegaram e disseram:

- Mestre, sabemos que o senhor é honesto e não se importa com a opinião dos outros. O senhor não julga pela aparência, mas ensina a verdade sobre a maneira de viver que Deus exige. Diga: é ou não é contra a nossa Lei pagar impostos ao Imperador romano? Devemos pagar ou não?

Mas Jesus percebeu a malícia deles e respondeu:

- Por que é que vocês estão procurando uma prova contra mim? Tragam uma moeda para eu ver.

Eles trouxeram, e ele perguntou:

- De quem são o nome e a cara que estão gravados nesta moeda?

Eles responderam:

- São do Imperador.

Então Jesus disse:

- Dêem ao Imperador o que é do Imperador e dêem a Deus o que é de Deus.

E eles ficaram admirados com Jesus.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antonio Queiroz

 

Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

Este Evangelho narra que as autoridades enviaram a Jesus um grupo formado por fariseus e partidários de Herodes, com uma armadilha, que consistia na seguinte pergunta: “É lícito ou não pagar o imposto a César?”

A armadilha foi bem pensada, porque qualquer resposta que Jesus desse, complicaria para ele. Se falasse que não é lícito, Jesus se colocaria contra os romanos e poderia ser preso. Se respondesse que o imposto é lícito, não só legitimaria a opressão romana, como trairia o povo que sonhava com a independência.

E mais: o grupo enviado tinha posições opostas sobre essa questão. Para os fariseus, pagar o imposto era um pecado de idolatria, pois César se dizia deus, e a própria moeda trazia seus atributos divinos. Havia, inclusive, entre os fariseus, um grupo radical, chamado zelotas, que combatiam o imposto pela luta armada. Já os partidários de Herodes defendiam o imposto, porque recebiam altos salários, vindos justamente desses impostos. Para eles, pecado era não pagar o imposto.

Na verdade, os partidários de Herodes eram usados pelos romanos como “laranjas” junto ao povo judeu.

Mas Jesus, como sempre, teve uma saída magistral. Primeiro, mostrou a hipocrisia e o fingimento do grupo, ao lhe fazer a pergunta. Em seguida, deixando de lado o imposto em si, ele foi mais longe, olhando o problema de forma mais profunda.

“Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” César não é deus; pelo contrário, existe um Deus acima dele, que criou o mundo e o governa.

Entretanto, César constrói a ponte, a escola, a estrada, por isso precisa dos recursos, que vem dos impostos. Mas foi Deus quem fez o rio sobre o qual César constrói a ponto. Foi Deus que fez a terra e o material da estrada e da escola, assim como os professores e alunos. Deus é o nosso criador, e a sua religião precisa de recursos para cumprir a sua tarefa. Mais do que isso, precisa de nós mesmos, da nossa dedicação.

Precisamos pagar o imposto justo às autoridades políticas (César), acompanhando a aplicação desses recursos. E precisamos ser membros ativos da Santa Igreja de Deus.

Todo bom cristão é também um bom cidadão. Entretanto, ele sabe que vive na terra de passagem, como peregrino. Ele tem outro Rei, que é Deus, e outra Pátria, o céu.

O Estado não pode proibir a vivência religiosa dos cidadãos, e a religião não pode impedir os religiosos de cumprir seus deveres cívicos. A fé e a política são complementares, pois têm o mesmo destinatário: o homem.

Houve época em que se negou à autoridade civil (César) a sua autonomia, colocando-a a serviço de Evangelho, usando a força do braço secular para implantar a Lei de Cristo. Para Cristo, as duas autoridades (política e religiosa) são complementares, mas independentes na sua gestão. O cristão é também cidadão, portanto, tem de obedecer às duas leis.

“Mestre, sabemos que és verdadeiro...” Devemos tomar cuidado com as lisonjas, que muitas vezes são usadas como “iscas” para nos pegarem, como o pescador faz com o peixe.

Havia, na cidade de Pádua na Itália, um homem rico, chamado Conde Eselino, que explorava o povo através da agiotagem. O pior é que era desses homens de cara lambida que se apresentam como santos. Assim ele enganava todo mundo. Um dia, Frei Antônio o procurou e descarregou o verbo para ele, mostrando-lhe toda a sua falsidade e ganância. Disse-lhe na cara: “Conde Eselino, até quando vais continuar desafiando o céu? Pensas que os ouvidos de Deus estão surdos ao clamor do sangue desses inocentes? As medidas estão cheias! Se não mudares de vida, a cólera divina te atingirá!” Resultado: Frei Antônio de Pádua arrumou mais um inimigo. Daí para frente, o Conde Eselino passou a perseguir e a desmoralizar Frei Antônio de Pádua.

O bom cristão tem de ser também um bom cidadão.

Peçamos a Maria Santíssima que nos ajude a usar do dinheiro corruptível para cumprir todas as nossas obrigações, e assim ganhar os bens eternos e incorruptíveis.

Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

 

Será que precisamos de tudo aquilo que desejamos ter?

Você já parou para pensar sobre isso?

 

Eis uma reflexão que necessita de nossa atenção, e que irá colocar em análise muitos de nossos valores.

Lembramos de uma passagem narrando que Mahatma Gandhi, depois de ter conseguido a independência da índia, fez uma visita à Inglaterra.

Passeava com algumas pessoas pelas ruas de Londres, quando sua atenção foi atraída para a vitrine de uma famosa joalheria.

E ali ficou Gandhi, olhando as pedras preciosas e as jóias ricamente trabalhadas.

O dono da joalheria imediatamente o reconheceu, e foi até a rua saudá-lo:

Muito me honra que o Mahatma esteja aqui, contemplando o nosso trabalho - disse ele. Temos muitas coisas de imenso valor, beleza e arte, e gostaríamos de oferecer-lhe algo.

Sim, estou admirado com tanta maravilha - respondeu Gandhi. E, mais ainda, estou surpreso comigo, pois ainda consigo viver e ser respeitado sem precisar usar jóias.

Outro espírito muito sábio também se refere a estas mesmas questões.

O Dalai Lama, em sua obra "A arte da felicidade", traz observações e apontamentos sobre isso, propondo a seguinte prática:

Toda vez que estivermos diante de algo que desejamos adquirir, algo que nos desperte o desejo, a vontade, indaguemos a nós mesmos: será que eu preciso disso?

Se nos deixarmos levar por um primeiro impulso responderemos "sim, é claro que preciso", pois ainda não racionalizamos nada.

Agora, se pensarmos um pouco mais, e deixar este primeiro ímpeto para trás, conseguiremos descobrir se realmente estamos precisando daquilo.

Assim, assegura-nos o líder tibetano que não seremos facilmente seduzidos pelas conquistas materiais, que tendem a querer nos escravizar.

Nosso ser é frágil, e ainda acha que precisa de recursos externos para assegurar sua felicidade. A baixa auto-estima, por vezes nos faz procurar no mundo algo que consiga elevá-la.

Comprar roupas, carros, jóias, pode trazer uma certa satisfação às nossas vidas, mas ela será apenas momentânea, e logo que o encanto com o novo passe, voltaremos ao nosso anterior estágio de felicidade.

O ser que busca a espiritualização, vai encontrar os recursos para construir sua felicidade naquilo que não é matéria, vai encontrar a satisfação nos sentimentos, nas ações nobres que pratique em favor do outro, numa conversa amiga, na contemplação da natureza.

O ser que busca a espiritualização precisa rever seus valores, e não ceder aos apelos da mídia e dos modismos, conseguindo assim alicerçar sua felicidade em terreno seguro.

O sábio dos sábios um dia ensinou: "não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Mas, ajuntai tesouros no Céu, onde nem a ferrugem destrói, e onde os ladrões não arrombam e nem roubam. Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração"

 

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

Faça seu cadastro informando seu e-mail para receber um

DIÁRIO como este.

veraborro@gmail.com

 

 

 

Para comentários, sugestões ou cadastro de um amigo:veraborro@gmail.com

 

 

 

Visite nosso blog, você vai gostar

https://florescersempre2017.blogspot.com/

 

 

 

 

 

domingo, 31 de maio de 2026

DIÁRIO DE SEGUNDA-FEIRA 01/06/2026

 

Segunda-feira 01/06/2026

 

“O que é bom para o enxame, não é bom para a abelha”

(Marco Aurélio Antonino (121-180), imperador romano e filósofo).

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 12,1-12

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

 

Depois Jesus começou a falar por meio de parábolas. Ele disse: - Certo homem fez uma plantação de uvas e pôs uma cerca em volta dela. Construiu um tanque para pisar as uvas e fazer vinho e construiu uma torre para o vigia. Em seguida, arrendou a plantação para alguns lavradores e foi viajar. Quando chegou o tempo da colheita, o dono enviou um empregado para receber a sua parte. Mas os lavradores agarraram o empregado, bateram nele e o mandaram de volta sem nada. O dono mandou mais um empregado, mas eles bateram na cabeça dele e o trataram de um modo vergonhoso. E ainda outro foi mandado para lá, mas os lavradores o mataram. E o mesmo aconteceu com muitos mais - uns foram surrados, e outros foram mortos. E agora a única pessoa que o dono da plantação tinha para mandar lá era o seu querido filho. Finalmente ele o mandou, pensando assim: "O meu filho eles vão respeitar." Mas os lavradores disseram uns aos outros: "Este é o filho do dono; ele vai herdar a plantação. Vamos matá-lo, e a plantação será nossa." - Então agarraram o filho, e o mataram, e jogaram o corpo para fora da plantação. Aí Jesus perguntou:

- E agora, o que é que o dono da plantação vai fazer? Ele virá, matará aqueles homens e entregará a plantação a outros lavradores. Vocês não leram o que as Escrituras Sagradas dizem? "A pedra que os construtores rejeitaram

veio a ser a mais importante de todas. Isso foi feito pelo Senhor e é uma coisa maravilhosa!" Os líderes judeus sabiam que a parábola era contra eles e quiseram prender Jesus, mas tinham medo do povo. Por isso deixaram Jesus em paz e foram embora.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antonio Queiroz

 

Agarraram o filho querido, o mataram, e o jogaram fora da vinha.

Neste Evangelho, Jesus nos conta a parábola dos agricultores assassinos que mataram filho do proprietário que lhes tinha arrendado a vinha.

A vinha representa o Reino de Deus. Os judeus, o Povo de Deus, chegaram a considerar que os interesses de Deus se confundiam com os seus próprios interesses. O povo achava que, como povo escolhido, Deus tinha obrigação de ajudá-los na luta contra seus inimigos. Julgavam-se salvos e não se interessavam com a sorte dos demais povos, que não conheciam a Deus.

Deus havia confiado a eles o seu Reino, isto é, tinha colocado-os diante do mundo como exemplo, como um povo que conhecia melhor a Deus, e o seguia, especialmente na prática da justiça. Mas isso não aconteceu.

Por isso, Deus lhes enviou seus profetas para recordar-lhes a dívida que tinham com Deus. Mas, além de não ouvirem, maltrataram os profetas. Na sua bondade, Deus lhes mandou seu próprio Filho único, ao qual também eles mataram. E mataram “fora da vinha”, isto é, depois de rechaçá-lo.

Então a obra do Reino de Deus lhes foi tirada e entregue a outro povo, a santa Igreja, um povo constituído não baseado em raça ou nação, mas pela fé e pelo sacramento do batismo.

Nós, como Igreja, queremos nos comportar como bons agricultores da vinha do Senhor. Não queremos imitar os pecados do antigo Povo de Deus.

Se as nossas Comunidades começarem a explorar o povo, se elas deixarem de ser o lugar onde existe mais obediência a Deus e mais empenho em cultivar a verdade e a justiça, elas correrão o risco de serem também recusadas por Deus.

Deus nos livre disso! Queremos nos converter. Queremos ser agricultores honestos, que cultivam bem a vinha do Senhor e não se apropriem dela, mas dêem ao proprietário, que é Deus, a parte que lhe pertence. Pois a vinha não é nossa, a Igreja não é nossa, e não podemos usá-la para nos enriquecer ou para ter qualquer vantagem pessoal.

Deus nos ama, ama aqueles a quem entregou a sua vinha. Mas é zeloso pela vinha e por seu povo. Ele nos pedirá contas de tudo. A Comunidade cristã é um povo sagrado, que tem dono e não podemos enganar ou manipular.

A viagem do dono da vinha para longe significa que Deus não interfere no nosso trabalho, mesmo que não sigamos o “contrato de arrendamento”. Naquele tempo, uma pessoa que estava longe não tinha nenhuma condição de acompanhar um trabalho, e de saber como está indo. A responsabilidade é toda nossa, como agricultores da vinha do Senhor. Só no fim Deus nos vai cobrar.

O ato de matar o filho lembra-nos, além da condenação de Jesus, os irmãos de José do Egito que quiseram matá-lo (Gn 37).

Jesus citou o Sl 118,22s: “A pedra que os construtores deixaram de lado tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos”. Citou essa passagem para nos lembrar que Jesus é a pedra principal na construção do Reino de Deus. Hoje esta pedra principal é a santa Igreja, o Corpo místico de Cristo.

Como vemos, a parábola tem dois níveis: no primeiro nível ela se refere aos chefes do Povo de Deus do Antigo Testamento, que eram aquelas autoridades que estavam ali presentes. No segundo nível ela se refere a nós, o Povo sacerdotal da Nova Aliança.

E a parábola pode ser entendida também no nível individual: se eu, ou você, não cumprimos bem a nossa missão como “agricultores da vinha do Senhor”, isto é, como líderes da Comunidade e testemunhas do Cristo no mundo, Deus nos tirará este cargo e o confiará a outro ou outra.

Quantos líderes, enviados por Deus, já trabalharam na nossa Comunidade e deram a vida por ela! Hoje somos nós. Isto é uma alegria, mas é também uma responsabilidade nossa. O povo não é nosso, é de Deus, e Deus espera frutos de justiça, de amor e de vida plena para todos. Não podemos querer tirar proveito pessoal em cima do Povo de Deus, pois, como o próprio nome diz, ele é de Deus e não nosso. Que bom será se nós, líderes atuais, um dia ouvirmos de Deus: “Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor”.

Quando vemos gansos voando em formação de “V”, ficamos curioso quanto às razões pelas quais eles escolhem voar dessa forma. Eis algumas descobertas feitas pelos cientistas:

À medida que cada ave bate suas asas, ela cria uma sustentação para a ave seguinte. Voando em formação “V”, o grupo inteiro consegue voar pelo menos 71% a mais do que se cada ave voasse isoladamente. Pessoas que compartilham uma direção comum e um senso de equipe, chegam ao seu destino mais depressa e mais facilmente, porque elas se apóiam na confiança uma das outras.

Outra lição que os gansos nos dão: Sempre que um deles sai fora da formação, ele a maior resistência do ar, e retorna à formação “V”, para tirar vantagem do poder de sustentação da ave imediatamente à frente. Existe força, poder e segurança em grupo, quando se viaja na mesma direção com pessoas que compartilham um objetivo comum.

Ainda uma terceira lição: Quando o ganso líder se cansa, ele vai para a traseira do “V”, enquanto outro ganso assume a ponta. É vantajoso o revezamento, quando se necessita fazer um trabalho árduo.

Quarta lição: Os gansos de trás grasnam para encorajar os da frente a manterem o ritmo e a velocidade. Todos nós necessitamos ser reforçados com apoio ativo e o encorajamento.

Quinta lição: Quando um ganso adoece, ou se fere, e deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e o seguem, para ajudá-lo e protegê-lo. Eles o acompanham até a solução do problema e, então, reiniciam a jornada os três ou juntando-se a outra formação, até encontrarem o seu grupo original. Precisamos ser solidários nas dificuldades.

Vamos procurar nos lembrar mais freqüentemente de dar um “grasnado” de encorajamento e nos apoiarmos uns aos outros com a força de uma verdadeira equipe. Vamos ajudar, apoiar quem está nos postos de liderança ou de governo. Eles precisam do nosso apoio, inclusive para que não caiam nas tentações.

Nós, como cristãos, queremos nos ajudar mutuamente a sermos bons agricultores da vinha do Senhor. A nossa ajuda mútua é ampla e inclui a boa palavra, e até a correção fraterna, a fim de que não imitemos os agricultores assassinos.

Maria Santíssima foi também uma agricultora da vinha do Senhor; e ela trabalhou tão bem que foi premiada sendo elevada ao Céu em corpo e alma. Que Nossa Senhora nos ajude a sermos bons agricultores. Que trabalhemos com dedicação e desapego, sem querer nos apropriar da Comunidade cristã, ou usar o nosso cargo em benefício próprio.

Agarraram o filho querido, o mataram, e o jogaram fora da vinha.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Foi em dezembro de 1944 que tudo começou. Caminhões chegaram no campo de concentração de Bergen-Belsen e despejaram 54 crianças. A mais velha tinha 14 anos e havia muitos bebês.

No alojamento das mulheres, Luba Gercak dormia. Acordou sua vizinha de beliche e lhe perguntou: "está escutando?" É choro de criança."

A outra lhe disse que voltasse a dormir. Ela devia estar sonhando. Todos conheciam a história de Luba. Ainda adolescente se casara com um marceneiro e tiveram um filho, Isaac.

Quando veio a guerra, os nazistas lhe arrancaram dos braços o filho de três anos e o jogaram em um caminhão, junto com outras crianças e velhos. Todos inúteis para o trabalho e, portanto, com destino certo: a câmara de gás.

Logo mais, ela pôde ver um outro caminhão arrastando o corpo, sem vida, do marido.

No primeiro momento, desistira de viver. Depois a fé lhe visitou a alma e ela percebeu que Deus esperava muito mais dela. Então, passou a ser voluntária nas enfermarias.

Agora, Luba ouvia choro de crianças. Quem seriam?

Abriu a porta do alojamento e viu meninos, meninas, bebês apinhados, em choro, no meio do campo. Separados de seus pais, se encontravam desnorteados e tinham fome e frio.

Luba as trouxe para dentro. E porque protestassem as demais ocupantes do infecto alojamento, ela as repreendeu, dizendo: "vocês não são mães? Se fossem seus filhos, diriam para que eu os deixasse morrer de frio? Eles são filhos de alguém."

Em verdade, o que suas companheiras temiam era a fúria dos soldados da SS.

Luba agradeceu a Deus por ter lhe enviado aquelas crianças. O seu filho morrera, mas faria tudo para que aquelas crianças vivessem.

Foi até o oficial da SS no acampamento e lhe contou o que fizera. Pôs sua mão no braço dele e suplicou. Ele se deu conta que ela o tocara, o que era proibido, e lhe aplicou um soco em pleno rosto, fazendo-a cair.

Ela se levantou, e falou: "sou mãe. Perdi meu filho em Auschwitz. Você tem idade para ser avô. Por que há de querer maltratar crianças e bebês?"

"Fique com elas", foi a resposta seca do oficial.

Mas ficar com elas não era suficiente. Era necessário alimentá-las. Nos dias que se seguiram, todas as manhãs, ela ía ao depósito, à cozinha, à padaria, implorando, barganhando e roubando alimentos.

Os meninos ficavam à janela e quando a viam chegar diziam uns aos outros: "lá vem irmã Luba. Ela traz comida pra nós!"

À noite, ela cantava canções de ninar e as abraçava. Era a mãe que lhes faltava. As crianças, que falavam holandês, não entendiam as palavras de Luba, que era polonesa, mas compreendiam seu amor.

Em 15 de abril de 1945, os tanques britânicos entraram no campo, vitoriosos e em seis idiomas passaram a rugir os alto-falantes: "estão livres! Livres!"

Luba conseguira salvar 52 das 54 crianças que adotara como filhos do coração.

Em abril de 1995, 50 anos após a libertação, cerca de 30 homens e mulheres se reuniram na prefeitura de Amsterdã para homenagear aquela mulher.

Recebeu, em nome da rainha beatriz, a medalha de prata por serviços humanitários.

No entanto, declarou que sua maior recompensa era estar com aqueles seus filhos que, com o apoio de Deus, conseguira salvar da sombra dos campos da morte.

Por isso tudo nunca pensemos que somos muito pequenos para lutar pelas grandes causas ou que estamos sós. Quem batalha pela justiça, tem um insuperável aliado que se chama Deus, nosso Pai.

Cada um de nós, pode fazer a diferença, mesmo se for só em casa, reflita sobre isso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

Faça seu cadastro informando seu e-mail para receber um

DIÁRIO como este.

veraborro@gmail.com

 

 

 

Para comentários, sugestões ou cadastro de um amigo:veraborro@gmail.com

 

 

 

Visite nosso blog, você vai gostar

https://florescersempre2017.blogspot.com/