domingo, 31 de maio de 2026

DIÁRIO DE SEGUNDA-FEIRA 01/06/2026

 

Segunda-feira 01/06/2026

 

“O que é bom para o enxame, não é bom para a abelha”

(Marco Aurélio Antonino (121-180), imperador romano e filósofo).

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 12,1-12

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

 

Depois Jesus começou a falar por meio de parábolas. Ele disse: - Certo homem fez uma plantação de uvas e pôs uma cerca em volta dela. Construiu um tanque para pisar as uvas e fazer vinho e construiu uma torre para o vigia. Em seguida, arrendou a plantação para alguns lavradores e foi viajar. Quando chegou o tempo da colheita, o dono enviou um empregado para receber a sua parte. Mas os lavradores agarraram o empregado, bateram nele e o mandaram de volta sem nada. O dono mandou mais um empregado, mas eles bateram na cabeça dele e o trataram de um modo vergonhoso. E ainda outro foi mandado para lá, mas os lavradores o mataram. E o mesmo aconteceu com muitos mais - uns foram surrados, e outros foram mortos. E agora a única pessoa que o dono da plantação tinha para mandar lá era o seu querido filho. Finalmente ele o mandou, pensando assim: "O meu filho eles vão respeitar." Mas os lavradores disseram uns aos outros: "Este é o filho do dono; ele vai herdar a plantação. Vamos matá-lo, e a plantação será nossa." - Então agarraram o filho, e o mataram, e jogaram o corpo para fora da plantação. Aí Jesus perguntou:

- E agora, o que é que o dono da plantação vai fazer? Ele virá, matará aqueles homens e entregará a plantação a outros lavradores. Vocês não leram o que as Escrituras Sagradas dizem? "A pedra que os construtores rejeitaram

veio a ser a mais importante de todas. Isso foi feito pelo Senhor e é uma coisa maravilhosa!" Os líderes judeus sabiam que a parábola era contra eles e quiseram prender Jesus, mas tinham medo do povo. Por isso deixaram Jesus em paz e foram embora.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antonio Queiroz

 

Agarraram o filho querido, o mataram, e o jogaram fora da vinha.

Neste Evangelho, Jesus nos conta a parábola dos agricultores assassinos que mataram filho do proprietário que lhes tinha arrendado a vinha.

A vinha representa o Reino de Deus. Os judeus, o Povo de Deus, chegaram a considerar que os interesses de Deus se confundiam com os seus próprios interesses. O povo achava que, como povo escolhido, Deus tinha obrigação de ajudá-los na luta contra seus inimigos. Julgavam-se salvos e não se interessavam com a sorte dos demais povos, que não conheciam a Deus.

Deus havia confiado a eles o seu Reino, isto é, tinha colocado-os diante do mundo como exemplo, como um povo que conhecia melhor a Deus, e o seguia, especialmente na prática da justiça. Mas isso não aconteceu.

Por isso, Deus lhes enviou seus profetas para recordar-lhes a dívida que tinham com Deus. Mas, além de não ouvirem, maltrataram os profetas. Na sua bondade, Deus lhes mandou seu próprio Filho único, ao qual também eles mataram. E mataram “fora da vinha”, isto é, depois de rechaçá-lo.

Então a obra do Reino de Deus lhes foi tirada e entregue a outro povo, a santa Igreja, um povo constituído não baseado em raça ou nação, mas pela fé e pelo sacramento do batismo.

Nós, como Igreja, queremos nos comportar como bons agricultores da vinha do Senhor. Não queremos imitar os pecados do antigo Povo de Deus.

Se as nossas Comunidades começarem a explorar o povo, se elas deixarem de ser o lugar onde existe mais obediência a Deus e mais empenho em cultivar a verdade e a justiça, elas correrão o risco de serem também recusadas por Deus.

Deus nos livre disso! Queremos nos converter. Queremos ser agricultores honestos, que cultivam bem a vinha do Senhor e não se apropriem dela, mas dêem ao proprietário, que é Deus, a parte que lhe pertence. Pois a vinha não é nossa, a Igreja não é nossa, e não podemos usá-la para nos enriquecer ou para ter qualquer vantagem pessoal.

Deus nos ama, ama aqueles a quem entregou a sua vinha. Mas é zeloso pela vinha e por seu povo. Ele nos pedirá contas de tudo. A Comunidade cristã é um povo sagrado, que tem dono e não podemos enganar ou manipular.

A viagem do dono da vinha para longe significa que Deus não interfere no nosso trabalho, mesmo que não sigamos o “contrato de arrendamento”. Naquele tempo, uma pessoa que estava longe não tinha nenhuma condição de acompanhar um trabalho, e de saber como está indo. A responsabilidade é toda nossa, como agricultores da vinha do Senhor. Só no fim Deus nos vai cobrar.

O ato de matar o filho lembra-nos, além da condenação de Jesus, os irmãos de José do Egito que quiseram matá-lo (Gn 37).

Jesus citou o Sl 118,22s: “A pedra que os construtores deixaram de lado tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos”. Citou essa passagem para nos lembrar que Jesus é a pedra principal na construção do Reino de Deus. Hoje esta pedra principal é a santa Igreja, o Corpo místico de Cristo.

Como vemos, a parábola tem dois níveis: no primeiro nível ela se refere aos chefes do Povo de Deus do Antigo Testamento, que eram aquelas autoridades que estavam ali presentes. No segundo nível ela se refere a nós, o Povo sacerdotal da Nova Aliança.

E a parábola pode ser entendida também no nível individual: se eu, ou você, não cumprimos bem a nossa missão como “agricultores da vinha do Senhor”, isto é, como líderes da Comunidade e testemunhas do Cristo no mundo, Deus nos tirará este cargo e o confiará a outro ou outra.

Quantos líderes, enviados por Deus, já trabalharam na nossa Comunidade e deram a vida por ela! Hoje somos nós. Isto é uma alegria, mas é também uma responsabilidade nossa. O povo não é nosso, é de Deus, e Deus espera frutos de justiça, de amor e de vida plena para todos. Não podemos querer tirar proveito pessoal em cima do Povo de Deus, pois, como o próprio nome diz, ele é de Deus e não nosso. Que bom será se nós, líderes atuais, um dia ouvirmos de Deus: “Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor”.

Quando vemos gansos voando em formação de “V”, ficamos curioso quanto às razões pelas quais eles escolhem voar dessa forma. Eis algumas descobertas feitas pelos cientistas:

À medida que cada ave bate suas asas, ela cria uma sustentação para a ave seguinte. Voando em formação “V”, o grupo inteiro consegue voar pelo menos 71% a mais do que se cada ave voasse isoladamente. Pessoas que compartilham uma direção comum e um senso de equipe, chegam ao seu destino mais depressa e mais facilmente, porque elas se apóiam na confiança uma das outras.

Outra lição que os gansos nos dão: Sempre que um deles sai fora da formação, ele a maior resistência do ar, e retorna à formação “V”, para tirar vantagem do poder de sustentação da ave imediatamente à frente. Existe força, poder e segurança em grupo, quando se viaja na mesma direção com pessoas que compartilham um objetivo comum.

Ainda uma terceira lição: Quando o ganso líder se cansa, ele vai para a traseira do “V”, enquanto outro ganso assume a ponta. É vantajoso o revezamento, quando se necessita fazer um trabalho árduo.

Quarta lição: Os gansos de trás grasnam para encorajar os da frente a manterem o ritmo e a velocidade. Todos nós necessitamos ser reforçados com apoio ativo e o encorajamento.

Quinta lição: Quando um ganso adoece, ou se fere, e deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e o seguem, para ajudá-lo e protegê-lo. Eles o acompanham até a solução do problema e, então, reiniciam a jornada os três ou juntando-se a outra formação, até encontrarem o seu grupo original. Precisamos ser solidários nas dificuldades.

Vamos procurar nos lembrar mais freqüentemente de dar um “grasnado” de encorajamento e nos apoiarmos uns aos outros com a força de uma verdadeira equipe. Vamos ajudar, apoiar quem está nos postos de liderança ou de governo. Eles precisam do nosso apoio, inclusive para que não caiam nas tentações.

Nós, como cristãos, queremos nos ajudar mutuamente a sermos bons agricultores da vinha do Senhor. A nossa ajuda mútua é ampla e inclui a boa palavra, e até a correção fraterna, a fim de que não imitemos os agricultores assassinos.

Maria Santíssima foi também uma agricultora da vinha do Senhor; e ela trabalhou tão bem que foi premiada sendo elevada ao Céu em corpo e alma. Que Nossa Senhora nos ajude a sermos bons agricultores. Que trabalhemos com dedicação e desapego, sem querer nos apropriar da Comunidade cristã, ou usar o nosso cargo em benefício próprio.

Agarraram o filho querido, o mataram, e o jogaram fora da vinha.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Foi em dezembro de 1944 que tudo começou. Caminhões chegaram no campo de concentração de Bergen-Belsen e despejaram 54 crianças. A mais velha tinha 14 anos e havia muitos bebês.

No alojamento das mulheres, Luba Gercak dormia. Acordou sua vizinha de beliche e lhe perguntou: "está escutando?" É choro de criança."

A outra lhe disse que voltasse a dormir. Ela devia estar sonhando. Todos conheciam a história de Luba. Ainda adolescente se casara com um marceneiro e tiveram um filho, Isaac.

Quando veio a guerra, os nazistas lhe arrancaram dos braços o filho de três anos e o jogaram em um caminhão, junto com outras crianças e velhos. Todos inúteis para o trabalho e, portanto, com destino certo: a câmara de gás.

Logo mais, ela pôde ver um outro caminhão arrastando o corpo, sem vida, do marido.

No primeiro momento, desistira de viver. Depois a fé lhe visitou a alma e ela percebeu que Deus esperava muito mais dela. Então, passou a ser voluntária nas enfermarias.

Agora, Luba ouvia choro de crianças. Quem seriam?

Abriu a porta do alojamento e viu meninos, meninas, bebês apinhados, em choro, no meio do campo. Separados de seus pais, se encontravam desnorteados e tinham fome e frio.

Luba as trouxe para dentro. E porque protestassem as demais ocupantes do infecto alojamento, ela as repreendeu, dizendo: "vocês não são mães? Se fossem seus filhos, diriam para que eu os deixasse morrer de frio? Eles são filhos de alguém."

Em verdade, o que suas companheiras temiam era a fúria dos soldados da SS.

Luba agradeceu a Deus por ter lhe enviado aquelas crianças. O seu filho morrera, mas faria tudo para que aquelas crianças vivessem.

Foi até o oficial da SS no acampamento e lhe contou o que fizera. Pôs sua mão no braço dele e suplicou. Ele se deu conta que ela o tocara, o que era proibido, e lhe aplicou um soco em pleno rosto, fazendo-a cair.

Ela se levantou, e falou: "sou mãe. Perdi meu filho em Auschwitz. Você tem idade para ser avô. Por que há de querer maltratar crianças e bebês?"

"Fique com elas", foi a resposta seca do oficial.

Mas ficar com elas não era suficiente. Era necessário alimentá-las. Nos dias que se seguiram, todas as manhãs, ela ía ao depósito, à cozinha, à padaria, implorando, barganhando e roubando alimentos.

Os meninos ficavam à janela e quando a viam chegar diziam uns aos outros: "lá vem irmã Luba. Ela traz comida pra nós!"

À noite, ela cantava canções de ninar e as abraçava. Era a mãe que lhes faltava. As crianças, que falavam holandês, não entendiam as palavras de Luba, que era polonesa, mas compreendiam seu amor.

Em 15 de abril de 1945, os tanques britânicos entraram no campo, vitoriosos e em seis idiomas passaram a rugir os alto-falantes: "estão livres! Livres!"

Luba conseguira salvar 52 das 54 crianças que adotara como filhos do coração.

Em abril de 1995, 50 anos após a libertação, cerca de 30 homens e mulheres se reuniram na prefeitura de Amsterdã para homenagear aquela mulher.

Recebeu, em nome da rainha beatriz, a medalha de prata por serviços humanitários.

No entanto, declarou que sua maior recompensa era estar com aqueles seus filhos que, com o apoio de Deus, conseguira salvar da sombra dos campos da morte.

Por isso tudo nunca pensemos que somos muito pequenos para lutar pelas grandes causas ou que estamos sós. Quem batalha pela justiça, tem um insuperável aliado que se chama Deus, nosso Pai.

Cada um de nós, pode fazer a diferença, mesmo se for só em casa, reflita sobre isso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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sábado, 30 de maio de 2026

DIÁRIO DE DOMINGO 31/05/2026

 

Domingo 31/05/2026

 

“Não há aplausos que durem para sempre e nem vaias que sejam eternas.” (Augusto Cury)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 3,16-18

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

 

De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem crê nele não será julgado, mas quem não crê já está julgado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

 

Pai, Filho e Espírito Santo

O mistério da Santíssima Trindade é o Mistério Central de nossa fé e de nossa vida cristã. É o Mistério de Deus em si mesmo. É, portanto a fonte de todos os outros mistérios da fé. Tratase de um mistério no sentido estrito, um dos "mistérios escondidos em Deus que não podem ser conhecidos se não forem revelados do Alto". Sem dúvida, Deus deixou vestígios de seu ser Trinitário na obra da criação e sua revelação ao longo do Antigo Testamento. Mas a intimidade do seu ser como Santíssima Trindade constitui um mistério inacessível à pura razão e até mesmo à fé de Israel, antes da encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo. Muitas religiões designam Deus como Pai. Ao designar Deus como Pai, a linguagem da fé indica dois aspectos: origem primeira de tudo e autoridade transcendente e que, ao mesmo tempo, é bondade e solicitude de amor para com todos os seus filhos. Esta ternura paterna de Deus pode ser expressa também mediante a linguagem da maternidade. Os pais são os primeiros representantes de Deus para o homem, mas a fraqueza humana pode desfigurar o rosto da paternidade e maternidade. Deus transcende a paternidade e a maternidade humanas. Ninguém é Pai como Deus o é. Com efeito, Jesus revelou que Deus é Pai num sentido inaudito: não o é somente enquanto criador, mas o é eternamente em relação a seu Filho único que, reciprocamente, só é Filho em relação a seu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar (Mt 11,27).

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, revelado pelo Pai e pelo Filho. Antes da Páscoa Jesus anuncia o envio de um outro paráclito, o Espírito Santo. Em ação desde a criação, depois de ter outrora falado por meio dos profetas, ele estará agora junto de seus discípulos e neles, a fim de ensinalos e conduzilos à verdade toda (Jo 16,13). A origem eterna do Espírito Santo revelase na sua missão temporal. O Espírito Santo é enviado aos apóstolos e à Igreja tanto pelo Pai em nome do Filho quanto pelo Filho, depois que este tiver voltado para junto do Pai. Nós, cristãos, somos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19) e não nos nomes destes, pois há um só Deus: o Pai Todopoderoso, seu Filho unigênito e o Espírito Santo: a Santíssima Trindade. Nosso batismo significa, portanto, imersão (este é o sentido literal do batismo) plena no mistério da Santíssima Trindade. Batizar todas as gentes em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo e fazêlas discípulos e discípulas de Jesus é conduziIas ao insondável mistério de Deus Trindade. Neste Deus, nós cristãos, estamos mergulhados. (O Mensageiro de Sto Antonio)

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades... Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei... Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou vir a ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro... Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser... Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei, de quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre; de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter; de coisas que nem sei que existiram mas que se soubesse, decerto gostaria de experimentar; Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer, dos livros que li e que me fizeram viajar, dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade; Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que, não sei aonde, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente, quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e declarar sentimentos fortes, seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês, mas que minha saudade, por eu ter nascido brasileiro, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Eu acredito que um simples;”I miss you”;, ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima, corretamente, a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades...

Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito do que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência... Sentir saudade, é sinal de que se está vivo.

 

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

DIÁRIO DE SÁBADO 30/05/2026

 

Sábado 30/05/2026

 

"Amores novos não combinam com a dignidade dos velhos."

(Rubem Alves)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 11,27-33

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

 

Depois voltaram para Jerusalém. Quando Jesus estava andando pelo pátio do Templo, chegaram perto dele os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes dos judeus que estavam ali e perguntaram:

- Com que autoridade você faz essas coisas? Quem lhe deu autoridade para fazer isso?

Jesus respondeu:

- Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Se me derem a resposta certa, eu direi com que autoridade faço essas coisas. Respondam: quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas?

Aí eles começaram a dizer uns aos outros:

- Se dissermos que foi Deus, ele vai perguntar: "Então por que vocês não creram em João?" Mas, se dissermos que foram pessoas, ai de nós!

Eles estavam com medo do povo, pois todos achavam que, de fato, João era profeta. Por isso responderam:

- Não sabemos.

- Então eu também não digo com que autoridade faço essas coisas! - disse Jesus.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Fr. Denis Francisco Rosa Oliveira

 

A palavra

As autoridades religiosas questionam Jesus pelas obras que ele realiza entre o povo judeu. Em Jerusalém, ele está com seus discípulos andando pelo Templo. As obras e milagres que acontecem no Templo são realizados por Javé, o Deus libertador. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os sábios anciãos aproveitam que Jesus está ali e perguntam com que autoridade realiza as obras. Podemos entender “autoridade” como: em vista de que, por qual motivo e\ou por ordem de quem ele as realiza. É claro, sendo ele o filho de Deus Pai, tem autoridade (autorização) para realizar os prodígios. O problema está nas autoridades eclesiais e civis. Eles não compreendem que, de fato, Jesus é filho de Deus, e que está na terra para fazer a vontade do Pai, redimindo os afastados (os pobres, coxos, pagãos e abandonados) do Templo, da Casa de Israel, por causa da estrutura religiosa do tempo.

O mesmo acontece com João Batista, pois não compreenderam a sua missão de ser o precursor do Messias. Muitos judeus, pagãos e samaritanos acreditaram em João, aceitando o batismo. Eles o tinham como profeta, já que anunciava a vinda do Messias com autoridade e sabedoria. Jesus não responde para as autoridades religiosas “o motivo pelo qual ele realiza os prodígios”, porque eles não iriam acreditar nele como filho de Deus. Sendo ele e o Pai um só, tem autoridade para realizar obras e curas, mesmo no sábado, dia de guarda.

Oração da vida

Havia certa vez um rapaz chamado João. Ele usava calça branca, camisa branca e tênis branco. E tinha na mão um balde limpinho. Perto dele havia um poço bem sujo, mas com água limpa no fundo. O João desceu o poço sujo e saiu com água limpa no balde, sem se sujar.

Nós somos o João e o mundo é aquele poço. Tem muitas coisas boas e ruins misturadas. Que bom, através do discernimento, identificássemos as coisas boas e aproveitássemos, sem nos sujarmos! As autoridades eclesiais e civis do tempo de Jesus não fizeram discernimento das coisas que ele dizia e realizava. Tinham medo de sua verdade. Por isso, o condenaram, partindo da Lei e não da realidade.

Em nossa vida de cristãos, às vezes cometemos o mesmo erros que eles. Julgamos sem conhecer a realidade, e ainda queremos respostas para nossos questionamentos: De onde viemos? Para onde vamos? Será mesmo que Jesus e os discípulos existiram? Será que a Sagrada Escritura é apenas um conto, uma estória de um povo? Será que minha fé é válida?

Bom, se não acreditamos naquilo que é revelado e com tantos anos presente na vida das pessoas, para que então respostas a muitas perguntas sobre o mistério divino, se não temos experiência com o concreto, com o dia-a-dia, com a realidade do povo pobre, oprimido e explorado donde podemos encontrar Deus? O que podemos dizer daqueles que fazem experiência com Deus, abandonando tudo para viver uma vida dedicada a Ele e ao próximo? Evidentemente, precisamos questionar sim, porém não devemos tomar tais respostas que não se convergem com a nossa realidade e com a realidade da Igreja. De fato, Deus existe e suas coisas também. O problema pode estar na cegueira não cristã e não religiosa que impede-nos de enxergar a realidade da vida e a verdade do mistério divino. Pensemos um pouquinho...

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Em cinco minutos pouco se diz, porém muito acontece:

Uma cidade inteira pode ser presa de chamas devoradoras;

Em cinco minutos Esaú trocou e perdeu para sempre o seu direito de primogenitura;

Em cinco minutos um negócio desonesto, uma palavra ignominosa, mancham  para sempre, uma alma, de tal modo que rios de água não lhe restituem o estado de pureza e candura.

Em cinco minutos pode um Saulo tornar nome; podes abismar-te na infelicidade, hoje e sempre.

Em cinco minutos podes partir para a Eternidade.

Contudo em cinco minutos, também podes apreender uma ideia nova e empreender uma causa boa.

Como o filho pródigo  podes reconhecer o teu estado pecaminoso e voltar no caminho de correção.

Em cinco minutos pode um Santo tornar-se Paulo.

Cinco minutos em silêncio – pela manhã, ao meio dia e à tarde como Daniel, e cinco minutos aos pés de Jesus, como Marta, em Betânia – podem modificar o curso dos nossos dias agitados.

A vida toda compõem-se de cinco minutos.

Cinco minutos perdidos nunca mais podem ser recuperados.

Cinco minutos com Deus sempre são fontes de bênçãos.

(Leituras Diárias, tradução do alemão por A. Rickli)

 

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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