Quinta-feira 23/04/2026
"Quando
deixamos nossa luz própria brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas
permissão para fazer o mesmo." [Nelson Mandela]
EVANGELHO DE HOJE
Jo 6,44-51
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho
de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Só poderão vir a mim aqueles
que forem trazidos pelo Pai, que me enviou, e eu os ressuscitarei no último
dia. Nos Profetas está escrito: "Todos serão ensinados por Deus." E
todos os que ouvem o Pai e aprendem com ele vêm a mim. Isso não quer dizer que
alguém já tenha visto o Pai, a não ser aquele que vem de Deus; ele já viu o
Pai.
- Eu afirmo a vocês que isto
é verdade: quem crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os antepassados de
vocês comeram o maná no deserto, mas morreram. Aqui está o pão que desce do
céu; e quem comer desse pão nunca morrerá. Eu sou o pão vivo que desceu do céu.
Se alguém comer desse pão, viverá para sempre. E o pão que eu darei para que o
mundo tenha vida é a minha carne.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR
Eu sou o pão vivo descido do
céu.
Neste Evangelho Jesus nos
ensina duas importantes verdades: 1) A origem da fé nele, que brota de uma
graça de Deus Pai. 2) Jesus é o pão vivo que dá vida ao que dele come.
“Quem crê possui a vida
eterna.” Cristo fala no presente: o que responde à atração do Pai, o que crê,
já tem a vida eterna. Esta começa aqui e agora: o eterno entrou no tempo. É a
escatologia realizada. Mas esse dom da fé está condicionado a uma atitude responsável:
escutar Deus. “Todo aquele que escuta o Pai e por ele foi instruído, vem a
mim”. E a nossa salvação é completada no futuro: “Eu o ressuscitarei no último
dia”.
“Eu sou o pão vivo descido
do céu.” Com a expressão “eu sou” (Javé em hebraico), Jesus se auto define como
o pão que dá a vida eterna ao que dele se alimentar. Essa é a diferença do maná
do deserto, que além de ser perecível, quem dele comia depois morria.
Há uma íntima relação entre
a Eucaristia e a Morte e Ressurreição de Jesus. São os seus dois grandes gestos
de amor a nós. Por isso que ele instituiu a Eucaristia um dia antes de sua
morte, e ao instituí-la disse: “Isto é o meu corpo que será entregue por vós”,
e também: “Isto é o meu sangue que será derramado por vós e por todos”.
A Eucaristia atualiza para
nós a redenção. Cada vez que a celebramos, nós nos envolvemos mais no mistério
pascal, participando da ressurreição de Jesus, que passou pela cruz.
A celebração eucarística,
além de banquete, isto é, de alimento dos cristãos, e de encontro semanal da
Comunidade, tem também esta dimensão: Ela torna presente, em termos de tempo e
de lugar, o gesto redentor de Jesus, com todos os seus efeitos. Por isso que a
chamamos memorial da redenção. Memorial é mais que memória ou recordação. É
vivência hoje, revitalização daquilo que aconteceu no passado. Quando
celebramos a Eucaristia, a Morte e Ressurreição de Jesus acontece
misteriosamente ali, com todos os seus efeitos salvadores. A Assembléia
eucarística torna-se ao mesmo tempo beneficiária e agente da redenção. A Igreja
bebe toda a sua força de amar, e todo o seu dinamismo nesta fonte inesgotável q
é a Eucaristia.
Trazendo para o aqui e agora
o mistério redentor, a Eucaristia envolve a Assembléia participante, tornando-a
Corpo Místico de Cristo e torna cada cristão “outro Cristo” no mundo. É assim
que o sacrifício de Cristo se torna sempre vivo e atuante em todos os cantos da
terra. Ao recebermos a Eucaristia, nós nos tornamos eucaristia para o mundo
Certa vez, uma jovem mãe
estava com o seu bebê no portão da sua casa. Passou uma senhora, parou e disse:
“Como é bonita esta criança!” A mãe falou: “Espere um pouquinho, eu vou lá
dentro buscar a fotografia dela para a senhora ver que é mais bonita ainda!”
Na verdade, o que aquela
jovem mãe fez foi uma coisa ridícula, porque hoje em dia os fotógrafos podem
falsificar fotografias, “melhorando” as pessoas. Mas há algo parecido com a
nossa redenção. Ela foi além e tornou o original, isto é, o homem criado por
Deus, melhor e mais bonito ainda. Foi por isso que cantamos no sábado santo,
referindo-nos ao pecado original: “Ó culpa tão feliz que há merecido a graça de
um tão grande Redentor”
Quando Maria Santíssima
ouvia, ao participar da santa Missa, estas palavras do seu Filho: “Tomai todos
e comei: Isto é o meu corpo que será entregue por vós. Tomai todos e bebei...”
certamente ela pensava: Este corpo foi gerado no meu útero. E quando ela
comungava, era quase que uma nova encarnação. Aquele coração que batia em seu
ventre, volta agora ao seu ventre, para sustentá-la na caminhada. Claro que
Maria se lembrava também dos maus tratos que Jesus recebeu e continuava a
receber dos homens, e voltava a sentir a espada que, no Calvário, transpassou o
seu coração. Por isso lhe pedimos: “Ouvi nossos rogos, Mãe dos pecadores!”
Eu sou o pão vivo descido do
céu.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Mesmo antes de nascer, já
tinha alguém torcendo por você.
Tinha gente que torcia para
você ser menino.
Outros torciam para você ser
menina.
Torciam para você puxar a
beleza da mãe, o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito.
Daí continuaram torcendo...
Torceram pelo seu primeiro
sorriso, pela primeira palavra , pelo primeiro passo.
O seu primeiro dia de escola
foi a maior torcida.
E o primeiro gol, então?
E, de tanto torcerem por
você, você aprendeu a torcer.
Começou a torcer para ganhar
muitos presentes e flagrar Papai Noel.
Torcia o nariz para o quiabo
e a escarola.
Mas torcia por hambúrguer e
refrigerante.
Começou a torcer até para um
time.
Provavelmente, nesse dia,
você descobriu que tem gente que torce diferente de você.
Seus pais torciam para você
comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglês e piano.
Eles só estavam torcendo
para você ser uma pessoa bacana.
Seus amigos torciam para
você usar brinco, cabular aula, falar palavrão.
Eles também estavam torcendo
para você ser bacana.
Nessas horas, você só torcia
para não ter nascido.
E por não saber pelo que
você torcia, torcia torcido.
Torceu para seus irmãos se
ferrarem, torceu para o mundo explodir.
E quando os hormônios
começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso.
Depois começou a torcer pela
sua liberdade.
Torcia para viajar com a
turma, ficar até tarde na rua. Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa.
Passou a torcer o nariz para
as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer opinião
dos seus pais.
Todo mundo queria era torcer
o seu pescoço.
Foi quando até você começou
a torcer pelo seu futuro.
Torceu para ser médico,
músico, advogado...
Na dúvida, torceu para ser
físico nuclear ou jogador de futebol. Seus pais torciam para passar logo essa
fase.
No dia do vestibular, uma
grande torcida se formou. Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos
torceram por você.
Na faculdade, então, era
torcida pra todo lado.
Para a direita, esquerda,
contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina.
E, de torcida em torcida, um
dia teve um torcicolo de tanto olhar para 'ela'...
Primeiro, torceu para ela
não ter outro. Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito
gordo, muito magro.
Descobriu que ela torcia
igual a você. E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho.
Torceram para ganhar a
geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel.
E, daí pra frente, você
entendeu que a vida é uma grande torcida. Porque, mesmo antes do seu filho
nascer, já tinha muita gente torcendo por ele.
Mesmo com toda essa torcida,
pode ser que você ainda não tenha conquistado algumas coisas.
Mas muita gente ainda torce
por você!!! (Carlos Drummond de Andrade)
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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