Segunda-feira 27/04/2026
"O sucesso é
um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que
jamais vão cair." [Bill Gates]
EVANGELHO DE HOJE
Jo 10,11-18
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho
de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Eu sou o bom pastor; o bom
pastor dá a vida pelas ovelhas. Um empregado trabalha somente por dinheiro; ele
não é pastor, e as ovelhas não são dele. Por isso, quando vê um lobo chegando,
ele abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca e espalha as ovelhas. O
empregado foge porque trabalha somente por dinheiro e não se importa com as
ovelhas. Eu sou o bom pastor. Assim como o Pai me conhece, e eu conheço o Pai,
assim também conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem. E estou pronto para
morrer por elas. Tenho outras ovelhas que não estão neste curral. Eu preciso
trazer essas também, e elas ouvirão a minha voz. Então elas se tornarão um só
rebanho com um só pastor. O Pai me ama porque eu dou a minha vida para
recebê-la outra vez. Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha
própria vontade. Tenho o direito de dá-la e de tornar a recebê-la, pois foi
isso o que o meu Pai me mandou fazer.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz
O bom pastor dá a vida por
suas ovelhas.
Hoje, o quarto domingo da
Páscoa, chamado o Domingo do Bom Pastor, nós celebramos o Dia Mundial de Oração
pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas. No Evangelho, Jesus se apresenta como
o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. A parábola está dividida em três
partes, e continua amanhã e depois.
A comparação é muito viva,
porque seus ouvintes eram, na maioria, pastores. Jesus é o nosso Bom Pastor e
nós somos as suas ovelhas. Ele cuida de nós com carinho, inclusive carregando
nas costas as ovelhas que se afastam do rebanho (Lc 15,1-10). Deus ama você por
inteiro, isto é, com as suas falhas e tudo. Por isso que ele vai atrás de você,
quando você peca. Não só vai atrás mas, com carinho põe você nas costas e traz
de volta para o rebanho. Como é bom sabermos disso! Faz-nos felizes e alegres,
em meio às lutas da vida.
“O mercenário, quando vê o
lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e devora. Pois ele é
apenas mercenário e não se importa com as ovelhas.” Nós cristãos nos
preocupamos com as ovelhas desgarradas, que estão à mercê dos mercenários, pessoas
que têm outros interesses que não são o bem das ovelhas. Queremos trazer todas
para o rebanho do Bom Pastor, pois assim elas estarão protegidas e se salvarão.
Redil é o curral de ovelhas.
Ele geralmente é grande e cabem muitos rebanhos, que passam a noite juntos para
se defenderem dos animais predadores. Quando começa o dia, é só o pastor chamar
que as suas ovelhas vêm.
“Conheço as minhas ovelhas e
elas me conhecem.” Deus nos deu um dom, chamado “sensus fidelium”. A tradução
literal é: O sentido dos fiéis. São Clemente traduzia esse dom chamando-o de
“nariz católico”: Os cristãos têm um “faro” pelo qual percebem se uma pessoa
está falando em nome da Igreja de Jesus Cristo, ou não.
“Tenho ainda outras ovelhas
que não são deste redil: também a elas devo conduzir.” “Jesus viu uma grande
multidão e encheu-se de compaixão por eles, porque eram como ovelhas que não
têm pastor” (Mc 6,34). Era por isso que Jesus não parava, vivia pregando a
Palavra de Deus, curando os doentes e fazendo todo tipo de bem ao povo. Ele
sabia que o povo está sujeito a milhares de mercenários e de lobos, que não se
interessam pelas ovelhas e querem apenas aproveitar-se delas.
Nesta parábola do Bom
Pastor, Jesus vê a sociedade divida em quatro grupos: 1) As ovelhas, isto é, o
povo em geral. 2) Os lobos são os exploradores do povo. 3) Os mercenários são
aqueles que só cumprem o que está mandado, pensando não no povo, mas no seu
salário ou nos seus interesses. 4) E felizmente existem os bons pastores que
continuam o trabalho de Jesus, cuidando bem das ovelhas e indo atrás das
ovelhas afastadas. Pena que estes são poucos! “A colheita é grande, mas os
trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie
trabalhadores para sua colheita!” (Mt 9,37-38). O desejo de Jesus é que haja
“um só rebanho e um só pastor”. Este é também o nosso desejo e a nossa luta.
Certa vez, Jesus estava
andando com os Apóstolos e anoiteceu. Noite muito escura, de modo que não
podiam mais andar. Pedro foi até uma casa e bateu. Veio o dono da casa e ele
lhe disse: “A gente queria um pouso. É possível?” O homem falou: “Sim. Nós damos
um jeito”. Pedro ficou meio sem graça e disse: “Acontece que eu não estou
sozinho. Há mais doze ali na estrada”. O homem assustou-se, mas pensou um
pouco, conversou com a esposa e respondeu: “Mande-os entrar aqui. A gente dá um
jeito”. Pedro chamou o grupo, eles entraram e lavaram os pés enquanto a dona da
casa preparava algo para comerem. Eles comeram e foram dormir. No outro dia,
agradeceram e foram embora.
Muitos anos se passaram e
aquele dono da casa morreu. Quando foi chegando à porta do céu, encontrou doze
parentes seus que estavam tristes, porque S. Pedro não os havia deixado entrar.
Disse-lhes que o lugar deles era o inferno. Então falaram para o homem que
acabava de chegar: “A gente estava esperando você, porque sabíamos que você
vinha logo. Converse lá, dê um jeito”.
O homem aproximou-se da
porta, S. Pedro olhou a ficha dele e disse: “Sua ficha é pesada. Seu lugar
seria o inferno. Mas você acolhia os peregrinos. E, como Jesus disse: ‘Eu era
peregrino e me acolheste, por isso venha para o Reino’, você está admitido. Pode
entrar”.
Nesta hora o homem falou:
“Mas eu não estou sozinho. Tenho mais doze ali atrás!” Pedro olhou bem para ele
e se lembrou da hospedagem lá na terra. Emocionado, usou a mesma frase que o
homem havia usado para ele: “Pode chamar todos eles; a gente dá um jeito”.
Assim todos entraram no céu e fizeram a festa, a festa que não tem mais fim.
Os peregrinos são como
ovelhas desgarradas. Precisamos acolhê-los.
Neste Dia Mundial de Oração
pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas, peçamos a Maria Santíssima, a Mãe da
Igreja, que interceda por nós junto do seu Filho, para que tenhamos muitas e
santas vocações!
O bom pastor dá a vida por
suas ovelhas.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Muitas pessoas na vida são
acometidas por uma doença muito grave chamada "Síndorme do
Estrelismo".
Duas grandes ilusões
acompanham os portadores desta síndorme. Primeiramente, pensam que têm brilho
próprio. Em segundo lugar, pensam que o seu brilho dura para sempre.
Toda estrela vive a ilusão
do brilho próprio, e pensa que brilha por si mesma; logo imagina também que se
basta a si mesma. É o complexo de superioridade, sempre acompanhado de alguns
sintomas muito conhecidos, tais como presunção, arrogância, soberba, orgulho e
vaidade.
Geralmente esse tipo de luz
se apaga muito rapidamente e, pior ainda, quando cair, a queda é muito grande.
Neste mundo de DEUS ninguém tem brilho próprio. As noites enluaradas nada mais
são do que reflexo do brilho do sol sobre a lua. O sol brilha e a lua
resplandece.
Se na própria natureza
percebemos o valor da interdependência, da justa cooperação para a beleza maior
do universo, também isso é verdadeiro no plano da vivência humana.
Quando resplandecemos,
alguém está nos emprestando o seu brilho. Quem pensa que brilha sozinho, vive
uma grande ilusão e usurpa uma luz que não lhe pertence. Nossas vitórias e
conquistas trazem o reflexo de muitos brilhos e do brilho de muitos, e que, mesmo
no anonimato, ainda assim são mais importantes do que imaginamos. Uma outra
grande ilusão do portador da síndrome do estrelismo é imaginar que vai brilhar
para sempre. É o complexo de eternidade adoecendo a vida de alguns pobres
mortais. Nesta vida nada é para sempre !
Existem pessoas que não
podem conquistar alguns espaços sociais, especialmente no exercício do poder e
de influência (políticos, religiosos, artistas, intelectuais, etc.), pois
imaginam-se astros-reis, brilhando numa constelação de míseros vaga-lumes. Tais
pessoas esquecem que a vida terrena é muito efêmera, e que as marcas desta
efemeridade estão presentes em toda nossa existência. Tudo na vida é ilusório.
O rei Salomão disse: “Tudo é vaidade !” Isso vale, também, para os que se
imaginam intocáveis e eternos. Neste novo milênio, seremos todos desafiados a
buscar a cooperação mútua, o intercâmbio constante e o reconhecimento de que
não somos estrelas isoladas, mas membros de uma grande constelação, onde o
brilho de todos é também reflexo do brilho de cada um. Precisamos deixar que os
outros brilhem, pois muitas vezes, quando alguém lança uma luz sobre nosso
caminho, aponta-nos o abismo onde iríamos cair. Estrela não tem luz própria. A
glória do universo é apenas um pequeno reflexo da luz maior que provém de DEUS,
e todos nós somos fagulhas de DEUS. Quando
pensamos que estamos brilhando,
é ELE quem nos empresta a Sua luz.
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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