terça-feira, 1 de outubro de 2019

Domingo 27/10/2019

Domingo, 27 de Outubro de 2019


"Se eu não achar um caminho, eu faço um, mais jamais me perco"




EVANGELHO DE HOJE
Lc 18,9-14


— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!



Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros:
10“Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos.
11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’.
13O cobrador de impostos, porém, ficou a distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’
14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”.



Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR



Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto.
Este Evangelho narra que contaram a Jesus um fato trágico: Houve dentro do Templo um motim de judeus vindos da Galiléia. A guarda romana entrou na área reservada somente aos judeus, e matou violentamente a todos.
Os que deram a notícia a Jesus esperavam dele uma solidariedade aos judeus mortos, e um repúdio à profanação do lugar sagrado.
Mas Jesus chama a atenção para algo mais importante: Esse judeus eram violentos, iguais aos soldados que os mataram. Neste momento de comoção nacional, Deus chama todos à conversão, pois é dessa que depende a vida mais importante, a eterna.
O povo judeu era pequeno e fraco; não havia nenhuma saída diante do poder opressor, a não ser a fé, que depende do perdão sem limites.
Muita gente interpreta as catástrofes – enchente, incêndio, acidente... – como castigos de Deus. E se é a própria pessoa que é vítima, ela se pergunta: Que pecado eu fiz para merecer isso?
Essa mentalidade descarta a vida futura, e pensa que Deus deve castigar os maus e premiar os justos aqui na terra. E nem nos lembramos que Jesus era justo e sofreu a vida inteira. Maria Santíssima e os demais santos também.
Deus Pai não é como nós; ele “faz brilhar o sol sobre maus e bons, e cair a chuva sobre justos e injustos” (Mt 5,45). Deus nos adverte através de sinais; mas nem sempre converte os pecadores, enviando-lhes desgraças.
Às vezes um favor de Deus é para nós motivo de conversão: como Deus é bom para mim, apesar de eu ser tão ingrato a ele! Foi isso que aconteceu com Zaqueu (Lc 19,1). Na verdade, só há um castigo de Deus: perdê-lo para sempre.
É comum encontrarmos no Antigo Testamento Deus castigando o povo com desgraças. Isso porque eles não tinham clareza sobre a vida futura, sua fé ainda era imperfeita. Temos, entretanto, o exemplo de Jô, um servo de Deus que sofreu a vida inteira.
“Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.” As catástrofes são sinais de Deus a nós, não para julgarmos as vítimas, mas para “por a nossa barba de molho”. Através delas Deus nos convida à conversão.
E Jesus cita outra catástrofe, que também era comentada pelo povo: O prédio (torre) que caiu em Jerusalém, matando dezoito pessoas. E repete o alerta: “Se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.
Vamos aproveitar as notícias de catástrofes para a nossa conversão, pois nós também podemos ser vítimas e, de uma hora para outra, morrermos.
Na parábola da figueira, Jesus deixa claro que a nossa conversão se mostra pelos frutos, isto é, pelas nossas boas obras. Não adianta ser uma figueira bonita, se não dá fruto. O mundo está cheio de pessoas de ótima aparência, mas pouco fruto.
Boas obras, nós sabemos: é não falar mal dos outros, falar só a verdade, ser justo, perdoar, amar o próximo, ajudar os necessitados...
“O machado já está posto à raiz das árvores. Toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada ao fogo” (Mt 3,10).
“Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto.” Foi o pedido do vinhateiro, quando o dono queria cortar a figueira. Que bom se nós fôssemos como este vinhateiro, fazendo alguma coisa pelas pessoas que estão no caminho errado, ou perdem tempo sem fazer boas obras! “Os que tiverem ensinado a muitos o caminho da virtude, brilharão como as estrelas, por toda a eternidade” (Dn 12,3).

Certa vez, um homem resolveu separar-se da esposa e disse a ela: “Vou separar-me de você. Você pode separar tudo o que é importante para você nesta casa, que eu fico com o resto”.
Ela respondeu: “Sim, mas antes vamos fazer uma festinha. Assim as crianças se divertem, dormem e depois nós faremos a divisão”.
Então prepararam um churrasco, e convidaram os amigos. Como ele estava tenso, acabou bebendo um pouco exagerado e, quando as visitas foram embora, ele dormiu.
Enquanto ele dormia profundamente, a esposa, com a ajuda dos amigos, tirou todas as coisas do quarto do casal, menos a cama dos dois, em que ele estava dormindo, colocou no quarto as crianças, e dormiu ao lado dele.
Quando, no outro dia cedo, ele acordou, perguntou assustado o que havia acontecido. Ela disse: “Você não me pediu para separar o que é mais importante para mim? Já separei. Para mim, o mais importante é o que está aqui: você e os nossos filhos”.
Como o vinhateiro da parábola, essa senhora ainda acreditava na sobrevivência da família; por isso quis ainda “colocar um pouco de adubo” na tentativa de salvá-la.
Maria Santíssima era uma boa árvore, que produziu para nós o melhor fruto do mundo: Jesus, nosso Salvador. Santa Mãe de Deus, rogai por nós!
Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto.





 VÍDEO DA FAMÍLIA


Animação sobre o problema das drogas e o esforço incessante de uma família, desde o berço, para criar seu filho e encaminha-lo para a estrada do equilíbrio e do bem.







MOMENTO DE REFLEXÃO



A estrada que vai de Jerusalém, do alto da montanha até Jericó, no vale do Jordão, é uma descida de mais de mil metros.
Hoje é uma moderna estrada de asfalto que torna a viagem muito agradável. Mas nos  tempos de Jesus era uma viagem difícil e perigosa, inclusive pelos ladrões e malfeitores que infestavam a região.
A certa altura da viagem, vê-se hoje à beira da estrada um "hotel do Bom Samaritano", construído, com inteligente visão turística, como simpática homenagem à parábola de Jesus.
A parábola é, sem dúvida, uma das mais belas do evangelho. E foi formulada por Jesus, para explicar  de maneira bem viva o que significa "próximo": Não é um problema de localização, de vizinhança, mas é uma atitude do coração, que se volta para todo aquele que precisa de nós, ainda que não seja de nosso círculo de amizades.
Por isso é que Jesus apresentou um samaritano socorrendo a um judeu, tradicionalmente inimigos que eram. E fez sentir a repulsa para com o exemplo do sacerdote e do levita, que  passaram de longe, para não se envolverem no problema.


Sugerindo que devemos ser generosos e fazer o que pudermos. Como fez o samaritano, que parou , desceu de sua cavagaldura, aproximou-se do ferido e medicou-o com remédios de que dispunha: o vinho para uma assepsia rudimentar e o óleo como emoliente muito eficaz. E fez mais: transportou o homem até uma próxima  hospedaria, pagou uma quantia adiantada e se comprometeu a voltar para pagar o que fosse gasto a mais.
Graças a Deus, há pessoas assim. Corações de bom samaritano! A força do Evangelho, silenciosamente faz germinar flores de bondade no mundo, embora delas não se fale muito nas colunas dos jornais.
O mal tem mais repercussão. O que é lamentável. Pois faz crescer o pessimismo que abate o desencoraja.
Há os que gostam de ver na parábolas do bom samaritano uma bela alegoria cristológica.
O bom samaritano é o próprio Filho de Deus, descido da Jerusalém do céu para a humilde Jericó de nossa terra. .
Ele parou  à beira do caminho da história, onde jazia o homem, ferido pelas profundas feridas do pecado que o arruinara.
Parou e nos curou, com o vinho do seu sangue e com o sangue e com o óleo balsâmico de seu amor sem limites.  E nos colocou na sua Igreja, onde nos dá gratuitamente o remédio dos sacramentos e o pão da palavra. E - para continuar a alegoria - nos confiou à hospedaria da Igreja, onde deixou os dois denários do Batismo e da Eucaristia.
E Ele voltará. A Igreja o sabe. E o espera: "Vinde, Senhor Jesus"
E aquele homem ferido somos todos nós, toda a humanidade. O sacerdote e o levita representam a lei antiga que não conseguiu salvar o homem do seu pecado, veio então o bom samaritano, Jesus Cristo. E nos salvou da morte, cuidou de nós  com amor.
Mas, voltando ao sentido básico da parábola, chama-me a atenção o fato de o samaritano ter parado, ter apeado do animal, ter chegado perto do homem  ferido e ter-se interessado por ele. Nessa hora ele se tornou próximo. Rompeu a distância geométrica a nos separar.
A força do Evangelho é que nos ensina a quebrar as distâncias, a não prestar nenhum serviço apenas com exatidão profissional  - quem sabe, até, impecável? - porém mantendo longe o coração.
A lição do Evangelho  nos ensina a acompanhar  com um sorriso sincero todos os gestos que fazemos na direção de nossos irmãos.
Num consultório médico, num balcão de comércio, numa sala de aula, em todos os lugares.
Até o pobre a quem damos um prato de comida ou uma esmola em dinheiro deve sentir em nós um coração que se aproxima de seu coração.

O  doente a quem o médico ou o enfermeiro presta seu serviço clínico há de descobrir nele a seiva da bondade evangélica vivificando seu trabalho. Isso ajudará até o doente a se curar mais depressa.
As pessoas precisam muito mais de amor do que de dinheiro, de coisas, de valores materiais. Cada encontro nosso com o próximo  devia ser como um encontro de irmãos, de corações.
Só o Evangelho é capaz de fazer isso. Não a política, nem os negócios, nem a pura filosofia, nem muito menos a preocupação da fama e do prestígio.
Todos temos que aprender a lição do bom samaritano.
Com o disse Jesus: "Vai, e faze o mesmo"


(Padre Lucas)






UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.








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