Terça-feira, 30 de
junho de 2020
“Um
homem honesto não sente prazer no exercício do poder sobre seus iguais.” (Thomas Jeferson)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 8,23-27
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Mateus
Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 23Jesus entrou na barca, e seus discípulos o
acompanharam. 24E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a
barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia.
25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo:
“Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26Jesus respondeu: “Por que tendes
tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o
mar, e fez-se uma grande calmaria. 27Os homens ficaram admirados e diziam:
“Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom dia!
Qual é o limite que suportam nossas forças? Sabemos até onde podemos chegar
ou suportar antes de “entregar os pontos”?
A tolerância que temos para suportar as pressões pode sim variar de
pessoa para pessoa e conforme o que estamos passando sendo assim, a fé também
pode ser umas das possíveis vítimas. Ela (a fé) pode sofrer abalos momentâneos
ou duradouros quando somos submetidos diretamente ao sofrimento em especial,
nas situações de sofrimento ou penúria imposta pelas moléstias (doenças) ou
pela morte.
Quantas pessoas que ao passar por momentos de profundo e intenso estresse
sucumbiram à descrença? Quantas que desistiram ao ver seu mundo virar ao
avesso?
Moisés certa vez, cansado da incredulidade e “pedição” do povo, desconta
toda sua raiva e decepção num rochedo que “se nega” a dar água da primeira vez
que é solicitado e que precisa ser novamente atingido para que se contentasse o
povo descrente. Deus concedeu muito a Moisés, mas naquele momento o humano
“escapou” do divino e a raiva tomou conta. Somos assim também.
“(…) Em seguida, tendo Moisés e Aarão convocado a assembléia diante do
rochedo, disse-lhes Moisés: ‘Ouvi, rebeldes: acaso faremos nós brotar água
deste rochedo? Moisés levantou a mão e feriu o rochedo com a sua vara duas
vezes; as águas jorraram em abundância, de sorte que beberam, o povo e os
animais. Em seguida, disse o Senhor a Moisés e Aarão: “Porque faltastes à
confiança em mim para fazer brilhar a minha santidade aos olhos dos israelitas,
não introduzireis esta assembléia na terra que lhe destino’“. (Números 20,
10-12)
Como enxergamos as fatalidades? Como vemos a morte? Em ambas as perguntas
a resposta deveria vir precedida da palavra DEPENDE.
Sim! A resposta é proporcional a importância que damos a pergunta. Como
assim? A fatalidade geralmente acontece na casa dos outros, mas quando ocorre
no nosso quintal é catástrofe!
Anos e anos de RCC (Renovação Carismática Católica) me ensinaram e
fizeram refletir algo que carrego no meu exercício como ministro: Quem nos
procura volta pra casa com algo melhor? Será que estamos ensinando o que Jesus
nos pediu?
O próprio documento de Aparecida nos sugere um ensino querigmático, ou
seja, com foco no anúncio da Boa Nova, mas por que muitos grupos, pastorais,
homilias e pregações dão tanta importância ao povo “pidão” que insiste em ver a
água brotar da terra ao invés de educar? Temos em nosso conviver um povo que
tem medo de enfrentar as tempestades e já no primeiro vento acorda Jesus. O
foco do QUERIGMA é ensinar que antes de gritar é ACREDITAR QUE JESUS ESTA NO
BARCO!
Não quero aqui diminuir a dor de quem sofre fisicamente com uma doença ou
uma perda, mas dar a ela um sentido que gere o conforto. Deus esta no Barco!
Creia!
Lembrei de outra passagem em que o apóstolo dos gentios, Paulo, ia em
direção a Roma para ser julgado. A vontade de ser levado a Roma o fez enfrentar
uma tremenda tempestade que sacudia o barco e tudo levava a crer que o viraria
e levaria todos os ocupantes a morte. Lançaram ao mar todo material que podia
ser desprezado e ao final restando apenas a tripulação veio a idéia de pularem
no mar. Paulo então diz:
“(…) Desde muito tempo ninguém havia comido nada. Paulo levantou-se no
meio deles e disse: Amigos, deveras devíeis ter-me atendido e não ter saído de
Creta, e assim evitar esse perigo e essas perdas. Agora, porém, vos admoesto a
QUE TENHAIS CORAGEM, POIS NÃO PERECERÁ NENHUM DE VÓS, MAS SOMENTE O NAVIO. Esta
noite apareceu-me um anjo de Deus, a quem pertenço e a quem sirvo, o qual me
disse Não temas, Paulo. É necessário que compareças diante de César. Deus
deu-te todos os que navegam contigo. POR ISSO, AMIGOS, CORAGEM! EU CONFIO EM
DEUS QUE HÁ DE ACONTECER COMO ME FOI DITO. VAMOS DAR A UMA ILHA“. (Atos 27,
21-26)
Não abandonemos o barco, haverá sempre uma ilha.
Pessoas que passaram por grandes tormentas na vida testemunham que em um
dado momento, quando viam a esperança a certa distancia, perceberam a mudança
no sentido do vento. No olho do furação que viviam, Deus concedia pela fé uma
ilha de tranqüilidade a aqueles que não desistiam. Derrotas, percas, tormentas,
[...] também nos ensinam, mesmo que duramente, no entanto é preciso crer que
venceremos.
Por fim, saiba que ACREDITAR, no dicionário, vem antes de gritar,
portanto, não pule do barco!
Um imenso abraço fraterno!
COMPORTAMENTO
A
ansiedade não tira o problema de amanhã, ela só tira sua paz de hoje.
Revista Pazes
Não é algo simples (nem, talvez, possível), para quem padece do mal da
ansiedade, simplesmente deixar de senti-la. Há, entretanto, estados mentais a
que damos no dia-a-dia o nome de “ansiedade” e que não configuram patologias,
por assim dizer, graves: preocupações que nos tiram o sono, ideias que nos
aprisionam no futuro e que nos impedem de viver o agora. Em qualquer caso,
contudo, costuma ser de grande utilidade buscar compreender a fundo o que se
passa conosco.
A ansiedade já está entre os maiores males do século e, ao lado da
depressão (muitas vezes concomitantemente a ela) tem comprometido o bem estar e
a saúde mental de milhões de pessoas ao redor do mundo, pessoas que, em muitos
casos, vendo-se incapazes, impotentes para lidar com os desafios da vida
quotidiana em razão do estado mental em que se encontram, acabam pondo fim às
próprias vidas.
Em resposta ao aumento do número de pessoas diagnosticadas com ansiedade,
a psiquiatria tem sido demandada como nunca antes na história e psicofármacos,
que aliviam sintomas mas passam longe de combaterem as causas mais profundas da
doença, tem sido, também, receitados como nunca antes na história.
Alternativamente, pessoas tem procurado (e frequentemente encontrado) em
práticas meditativas uma saída para o mal da ansiedade. A eficácia de práticas
como a meditação reside, precisamente, no fato de nos tornar mais capazes de
refletir com tranquilidade sobre nós mesmos, nos tornando aptos a escantear
ideias que comprometem a boa compreensão e resolução dos problemas que
atravessamos.
Se “a ansiedade”, em qualquer dos seus graus, se caracteriza sempre, em
alguma medida, por não tirar “o problema de amanhã” e sim, apenas, por tirar
“sua paz de hoje”, a busca pela compreensão do problema já é, precisamente, não
um passo na direção da cura, mas parte da cura: ela representa um primeiro
momento da “pacificação” mental que caracteriza a cura almejada.
MOMENTO DE REFLEXÃO
DÁ-ME AS TUAS SANDÁLIAS, MARIA
Quero sentir o pó do caminho para chegar até Deus desprendido de tudo.
Quero confiar na Palavra e não me sustentar apenas do alimento
quotidiano.
DÁ-ME AS TUAS SANDÁLIAS, MARIA
Para transformar o meu caminho em encontro pessoal e definitivo com Deus
…para confiar n’Aquele que fala do alto quando eu me empenho a olhar para o
chão.
DÁ-ME AS TUAS SANDÁLIAS, MARIA
Para ser e viver um pouco como Tu sem mais nada que a tua fé, nem mais
amparo que a luz da lua.
DÁ-ME AS TUAS SANDÁLIAS, MARIA
Para dizer a Jesus que, apesar das minhas debilidades, a Sua ressurreição
é para mim motivo de alegria. …chamada à conversão, oportunidade para uma vida
nova, água fresca na minha existência obscura e sedenta.
DÁ-ME AS TUAS SANDÁLIAS, MARIA
E, se queres e podes, Diz-me qual é o teu passo e o teu número para
caminhar da mesma forma que Tu caminhas.
Na plenitude do Teu SIM, nos deste Jesus!
Amém!
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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