Segunda-feira, 29
de junho de 2020
Sempre
é preciso saber quando uma etapa chega ao final…
Se
insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a
alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
(Fernando
Pessoa)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 8,18-22
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Mateus
Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 18vendo uma multidão ao seu redor, Jesus
mandou passar para a outra margem do lago. 19Então um mestre da Lei
aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”.
20Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves
dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”.
21Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá
sepultar meu pai”. 22Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos
sepultem os seus mortos”.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre
Antonio Queiroz
Segue-me!
Neste Evangelho, Jesus nos chama para segui-lo. Ele é sincero e franco
conosco: não teremos vida fácil nem riquezas, e precisamos colocar em segundo
lugar muitas coisas.
Jesus era pobre, nasceu na pobreza e sua vida toda foi assim. Ao nascer,
teve como cama um coxo de animais, e ao morrer teve como cama a cruz. Na cruz,
nem roupas ele tinha. Ali, tornou-se o mais pobre dos pobres da terra. “As
raposas tem suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem
não tem onde reclinar a cabeça”. Para segui-lo, precisamos desapegar-nos dos
bens materiais.
Jesus era um homem como nós: sentia fome, sede, cansaço, sentia a
ingratidão... Mas ele rezava nas horas difíceis: “Jesus dirigiu ao Pai preces e
súplicas com clamor e lágrimas. Embora sendo Filho de Deus, aprendeu a ser
obediente através dos sofrimentos” (Hb 4,15). “De fato, temos um sumo sacerdote
capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado como
nós, em todas as coisas, menos no pecado” (Hb 5,7-8). Seguir a Jesus é fazer o
mesmo.
Ele era alegre. Vibrava com flores, com a natureza e com gestos de
bondade. Tinha um olhar cativante, que às vezes impressionava as pessoas.
Transmitia tranqüilidade. Quando as crianças se reúnem em torno de uma pessoa,
é sinal de que ela é tranqüila e acolhedora. As crianças gostavam de se reunir
em torno de Jesus. Seguir a Jesus é fazer o mesmo.
O primeiro sentimento de Jesus ao ver alguém era de amor e de
acolhimento. Foi o que ele fez com o jovem rico: “Olhou-o e o amou”, sem nem
conhecer o rapaz. Quantas vezes nós falamos: “Não foi com a cara dele(a)”, sem
nem conhecer!
Jesus sentia dó das pessoas: “Tenho pena deste povo que está com fome”.
Em seguida, multiplicou os pães. Quando ele viu a viúva de Naim, acompanhando o
enterro do seu filho único, teve dó dela. Foi lá, ressuscitou o seu e lhe
entregou. Cada um faz o que pode pelo próximo que sofre. Jesus podia
ressuscitar, ressuscitou. Nós podemos dizer uma palavra ou dar um abraço,
damos. Seguir a Jesus é ser assim.
Jesus era uma pessoa agradecida; agradecia a Deus Pai continuamente. Como
homem igual a nós, ele sentia a solidão. Foi o que ele mostrou no Jardim das
Oliveiras: “Fiquem aqui e vigiem comigo” (Mt 26,37-38).
Houve momentos em que Jesus ficou com raiva, como aquele dia em que ele
entrou no Templo e viu pessoas transformando a casa de Deus em um local de
comércio.O seguimento de Jesus não nos impede de, de vez em quando, sentir
indignação.
Jesus tinha amigos. Nos Evangelhos aparece a sua amizade com João
Evangelista, com os irmãos Lázaro, Marta e Maria... E é interessante que ele
quer ser nosso amigo: “Não vos chamo servos... mas amigos” (Jo 15,15). Ele quer
ser seu amigo, você topa? Seguir a Jesus é tudo isso e muito mais. É o caminho
mais feliz e gostoso do mundo.
Jesus era uma pessoa simples. Seus exemplos eram sempre tirados da vida
familiar e do trabalho: fermento, pastor, semeador, mulher que perde a moeda...
É interessante que Jesus não era atrelado aos tabus da sociedade. Não
podia conversar com mulheres em público, ele conversava. Não podia tocar em
leprosos, ele tocava.
Agora, Jesus era bastante severo com os grandes que oprimiam o povo, sem
perdoar nem os sacerdotes daquele tempo. Vemos isso em todo o Evangelho. Ele se
indignava especialmente quando via a exploração das pessoas mais simples e a
trapaça. E era franco; o que ele tinha de dizer, falava na lata, sem medo de
ninguém. Seguir a Jesus é ser assim. “Por que não és nem frio nem quente, estou
para vomitar-te da minha boca”.
Ele foi um “sinal de contradição”, por isso sempre provocou atritos e
criou situações desconfortantes para os opressores. Seguir a Jesus é isso.
Mais importante que tudo foi que Jesus ressuscitou. Tentaram acabar com
ele, mas ele venceu. E o mesmo ele prometeu aos seus seguidores.
Certa vez, um casal de namorado estavam sentado num banco do jardim da
cidade, à noite. A lua estava bonita. De repente uma nuvem cobriu a lua. Ele
comentou: “Está vendo, Querida, o nosso amor é tão grande que até a lua se
escondeu!” Aquelas palavras para a moça causaram o máximo de felicidade. Quase
se derreteu de contentamento.
Logo eles se casaram, e o tempo foi passando. Um ano depois de casados,
um dia lá estavam eles novamente naquela mesma praça, à noite, sentados no
mesmo banco. E a lua estava novamente bonita. De repente, uma nuvem a cobriu. A
esposa, que jamais se esquecera daquelas palavras, esperava um comentário dele,
mas não veio. Então ela deu um toque, dizendo: “Bem, por que será que a lua se
escondeu?” Ele, na hora: “O burra, você não está vendo que está armando chuva?”
O verdadeiro discípulo de Jesus cresce sempre no amor, sem jamais
interromper os afetos do passado. “Nisto conhecerão todos que sois os meus
discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35).
É interessante lembrar que o corpo de Jesus foi Maria que lhe deu.
Também, como qualquer criança, muito dos seus sentimentos ele aprendeu na
família. Santa Maria e São José, rogai por nós.
Segue-me!
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
A
incoerência entre o discurso e a prática
Prof. Luiz Marins
Falar é fácil. Fazer é que são elas...” diz o ditado popular. As palavras
saem com muita facilidade de nossa boca. Agir é sempre mais difícil. E quando
notamos, estamos falando coisas que não fazemos; criticando coisas que
igualmente fazemos; apontando o dedo para os erros alheios sem enxergar os que
cometemos. A coerência entre o discurso e a prática, entre o que falamos e
fazemos é um dos maiores desafios a todos nós - e a nossa credibilidade depende
dessa coerência.
Essa incoerência não ocorre apenas nos níveis mais elevados da hierarquia
como sempre imaginamos. Sempre criticamos pessoas corruptas, mas será que temos
consciência de que somos corruptos ativos ao oferecer uma gorjeta ou propina
para ganhar uma vantagem ilícita, como nos livrar de uma multa por excesso de
velocidade? E aqui vale o mesmo exemplo: sempre criticamos pessoas que não
obedecem o limite de velocidade nas estradas. E nós? Repare que, quando estamos
sem pressa e alguém nos ultrapassa o chamamos de “louco”. Quando estamos
apressados e encontramos alguém sem pressa em nossa frente, o chamamos de
lesma.
Outro dia vi uma pessoa reclamando do preço alto dos produtos que
comprava. Meia hora depois, sem perceber, ela estava me dizendo que iria
aumentar o preço do produto que vende por achar que havia espaço para esse
aumento, embora seu lucro já fosse razoável. Da mesma forma, vi um grupo de
pessoas chamando alguém de fofoqueira. Mas elas próprias não estavam fazendo
fofoca sobre essa fofoqueira?
A verdade é que antes de criticar, falar mal, dar lições de moral, etc.
temos que analisar nosso próprio comportamento. Como somos? Como agimos? Talvez
nunca consigamos ser 100% coerentes, mas temos que prestar atenção para não
cairmos no ridículo de falar uma coisa e fazer outra completamente oposta ao
que falamos.
Pense nisso. Sucesso!
MOMENTO DE REFLEXÃO
- Bom dia, como tá a alegria"? Diz dona Francisca, minha faxineira
rezadeira, que acaba de chegar.
- Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu te dar um abraço que
preste!" e ela me apertou.
Na matemática de dona Francisca, "quatro abraços por dia dão para
sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar".
Falando nisso, "vida nenhuma prospera se estiver pesada e
intoxicada". Já ouviu falar em toxinas da casa?
Pois são:
- objetos que você não usa,
- roupas que você não gosta ou não usa há um ano,
- coisas feias,
- coisas quebradas, lascadas ou rachadas,
- velhas cartas, bilhetes,
- plantas mortas ou doentes,
- recibos/jornais/revistas, antigos,
- remédios vencidos,
- meias velhas, furadas,
- sapatos estragados...
Ufa, que peso! "O que está fora está dentro e isso afeta a
saúde", aprendi com dona Francisca. "Saúde é o que interessa. O resto
não tem pressa!", ela diz, enquanto me ajuda a 'destralhar', ou liberar as
tralhas da casa...
O 'destralhamento' é a forma mais rápidas de transformar a vida e ajuda
as outras eventuais terapias. Com o destralhamento:
- A saúde melhora;
- A criatividade cresce;
- Os relacionamentos se aprimoram...
É comum se sentir cansado,
deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois "existem fios
invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos".
Outros possíveis efeitos do "acúmulo e da bagunça":
- sentir-se desorganizado;
- fracassado;
- limitado;
- aumento de peso;
- apegado ao passado...
No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga;Na entrada, restringem o
fluxo da vida;Empilhadas no chão, nos puxam para baixo;Acima de nós, são dores
de cabeça;
"Sob a cama, poluem o sono".
"Oito horas, para trabalhar;Oito horas, para descansar; Oito horas,
para se cuidar."
Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se:
- Por que estou guardando isso?
- Será que tem a ver comigo hoje?
- O que vou sentir ao liberar isto?
...e vá fazendo pilhas
separadas...
- Para doar!
- Para jogar fora!
Para destralhar mais:
- livre-se de barulhos,
- das luzes fortes,
- das cores berrantes,
- dos odores químicos,
- dos revestimentos sintéticos...
e também...
- libere mágoas,
- pare de fumar,
- diminua o uso da carne,
- termine projetos inacabados.
"Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará.. Se
não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá", Arremata o mestre Jesus, no evangelho de
Tomé.
"Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser
impermanente", diz a sabedoria oriental. O Ocidente resiste a essa idéia
e, assim, perde contato com o sagrado instante presente.
Dona Francisca me conta que "as frutas nascem azedas e no pé, vão
ficando docinhas com o tempo".. a gente deveria de ser assim, ela diz
"Destralhar ajuda a adocicar."
Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar...
Carlos Solano
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
Para comentários, sugestões ou cadastro de um amigo
veraborro@gmail.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário