Domingo, 06 de maio de
2018
"Manejar o silêncio é mais difícil que manejar a palavra."(George
Clemenceau)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 15,9-17
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Como o Pai me amou,
também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus
mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os
mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.
Tenho-vos dito isto,
para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.
O meu mandamento é este:
Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
Ninguém tem maior amor
do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.
Vós sereis meus amigos,
se fizerdes o que eu vos mando.
Já vos não chamarei
servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado
amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.
Não me escolhestes vós a
mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o
vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele
vo-lo conceda.
Isto vos mando: Que vos
ameis uns aos outros.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Não fostes
vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi.
Hoje nós
celebramos a festa do Apóstolo S. Matias. A escolha dele, em substituição a
Judas Iscariotes, está narrada na primeira Leitura: At 1,15-26. Fizeram um
sorteio. Nós hoje escolhemos os nossos líderes geralmente através da votação.
Mas no fundo quem escolhe é sempre Deus, seja através do sorteio, da votação,
ou de qualquer outro sistema eleitoral.
Não somos
nós que escolhemos a Deus, mas é ele que nos escolhe. Da nossa parte, cabe a
disponibilidade, como teve S. Matias. Ele não escolheu ser Apóstolo, foi a
Igreja que o escolheu. Ou melhor, foi Deus que o escolheu através da Igreja.
É
interessante o discursinho de S. Pedro, que está na primeira Leitura. O qur ele
fez foi um discernimento junto com a Comunidade, isto é, uma busca da vontade
de Deus. Usando outras palavras, Pedro disse: Deus quer que haja doze
Apóstolos, porque foi assim que Jesus constituiu o grupo, que é uma continuação
das doze tribos de Israel. Mas Judas nos deixou. Portanto, Deus quer que um de
vocês ocupe o lugar dele.
Com essas
palavras, Pedro motivou a Igreja ali reunida, umas cento e vinte pessoas, a
buscarem uma saída, indicando candidatos para preencher a vaga. Pedro ainda deu
critérios para a escolha: “Há homens que nos acompanharam durante todo o tempo
em que o Senhor Jesus vivia no meio de nós, a começar pelo batismo de João até
o dia em que foi elevado ao céu. Agora, é preciso que um deles se junte a nós”.
Esses são os chamados setenta de dois discípulos. A Comunidade trocou idéias e
apresentou Matias e José Barsabás.
A
Comunidade escolheu através de um sorteio. Nós hoje costumamos fazer votação ou
outro sistema qualquer. É a mesma coisa. No fundo, quem escolhe é Deus, seja
através do sorteio, ou dos votos, ou de qualquer outro sistema eleitoral.
O
importante é a Comunidade fazer as três coisas que essa Comunidade fez: 1ª) Ter
o desejo de fazer a vontade de Deus, não a própria vontade. 2ª) Rezar, pedindo
a Deus que ilumine e dirija na hora de votar ou de escolher. 3ª) Os membros
fazerem a sua parte, conversando entre si e trocar idéias sobrem quem é o mais
indicado para o cargo.
Deus quer
que os postos vagos nas pastorais, nos ministérios e nos vários serviços da
nossa Comunidade sejam preenchidos. Vários motivos levam um cargo a ficar vago:
doença, mudança da família para outra cidade, impossibilidade de continuar,
devido a compromissos pessoais ou familiares, devido a doença. E também por um
motivo muito comum: a pessoa que exercia o cargo parou de participar da
Comunidade.
O próprio
fato de haver uma função vaga é um chamado de Deus para todos os membros da
Comunidade. É algo que nos inquieta. A primeira coisa que a gente pensa é: Será
q eu tenho condições de assumir essa função? Ou: Será que eu não poderia
convencer alguém a assumi-la?
Imagine se
S. Pedro aparecesse hoje na nossa Comunidade, convivesse uns dias com ela e
depois fizesse um discursinho na hora da Missa: “Irmãos, eu descobri que tal
cargo está vago. Isso não pode acontecer! Deus não quer isso! Peço a vocês que
se reúnam, conversem entre si e apresentem alguns candidatos para fazermos uma
votação”. Que bonito seria, não? Que aprendamos a lição da escolha de Matias!
Uma função vaga na nossa Comunidade é, por si mesma, um chamamento de Deus a
nós. Que nos esforcemos para que, de uma forma ou de outra, essa função seja
preenchida.
No
Evangelho, Jesus fala que o seu amor nasce da obediência aos seus mandamentos:
“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor”. Essa expressão
“no meu amor” refere-se não apenas ao nosso amor a ele, mas ao amor que ele
carrega no coração, que é o amor que existe dentro da SS. Trindade e que foi
derramado em nossos corações (Rm 5,5).
De fato, o
amor de Deus não é apenas sentimento, ele se mostra nas nossas ações e
atitudes. “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos
Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus”
(Mt 7,21).
Um dos
mandamentos de Jesus é pertencer à sua Igreja, que é una, santa, católica e
apostólica.
E neste
Evangelho Jesus fala também: “Eu não vos chamo servos, mas amigos”. Ele quer
ser nosso amigo. Vamos também ser amigos dele, amigos fiéis e sinceros, como
ele é conosco.
“Ninguém
tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos.” O Apóstolo S.
Matias pregou a Palavra de Deus na Palestina, e depois na Ásia Menor, onde
morreu mártir. Diz a tradição que ele foi apedrejado e depois morto a
machadadas. Portanto, deu a vida por Cristo e pela santa Igreja.
Existe o
chamado martírio incruento, isto é, martírio sem sangue. São cristãos que dão a
vida por Cristo e pela Igreja, e morrem por esta causa. Diante de Deus, o
martírio incruento tem o mesmo valor do martírio de sangue.
Certa vez,
um pai comprou para o seu filho de sete anos uma pipa, brinquedo que em alguns
lugares é chamado de papagaio. O menino foi direto para o terreiro, a fim de
soltar a pipa. Mas ele não conseguiu levantá-la. Por mais que se esforçava, a
pipa não subia. O garoto corria pra lá e pra cá, mas nada.
O pai viu,
veio, pegou a linha e com facilidade levantou a pipa, mas só a uns dois metros
do chão, para que o menino fizesse o resto. Passou a linha para o filho e
explicou como fazer. Aí sim, o papagaio se levantou, foi para as alturas e o
garotinho ficou muito feliz.
S. Pedro,
na eleição do Apóstolo Matias, fez como esse pai. Ele não levantou a pipa mas
ajudou o filho a fazê-la. S. Pedro não escolheu o sucessor de Judas, mas
incentivou e orientou a Comunidade como fazê-lo. As pessoas têm muitas pipas
para serem levantadas. Que tal nós darmos uma mãozinha? Feliz daquele e daquela
que, apesar do vento, não deixa a sua pipa cair nem se enroscar nas árvores!
Que Maria
Santíssima e os Apóstolos S. Pedro e S. Matias nos ajudem a levar em frente a
nossa Comunidade, observando os mandamentos de Jesus.
Não fostes
vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi.
VÍDEO DA SEMANA
Mario
Sergio Cortella ●
Quem Foi Jesus?
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certa vez,
uma senhora, casada e mãe de três filhos, descobriu que estava com câncer.
Ficou tão chocada com a notícia que perdeu o rumo da vida. Era uma professora,
boa mãe e boa esposa, mas confundiu-se completamente. Não via mais que um palmo
na frente do nariz.
Resolveu
fazer uma romaria ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Acertou todas as
coisas, em casa e no serviço, e foi sozinha.
Hospedou-se
em um hotel e foi para o Santuário. Subiu a rampa e ficou bem em frente à
Imagem original da Santa. Ela não sabia o que dizer, mas ali era o único lugar
onde se sentia bem. Passou quatro dias ali em frente da Imagem, só saindo para
as suas necessidades físicas.
Aquela
mulher chamou a atenção dos funcionários da Basílica. Antes de voltar para
casa, ela contou a sua história para uma funcionária.
No fim,
disse: “Sou outra. Eu estou bem. Sinto-me ótima e feliz. Não sei se fui curada
ou não; vou saber isso quando voltar ao meu médico. Mas estou disposta a
continuar a minha vida com muita alegria”.
Aí está um
exemplo dos milagres mais comuns que acontecem nos santuários católicos, todos
os dias.
Não há
doenças, mas doentes. Todos um dia vamos morrer. Mas o pior da doença é quando
ela toma conta da nossa pessoa inteira, e nos torna doentes.
Mãe dos
enfermos, rogai por nós.
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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