Segunda-feira, 14 de maio
de 2018
"O primeiro a pedir desculpas é o mais corajoso. O
primeiro a perdoar é o mais forte e o primeiro a esquecer, é o mais
feliz!"
EVANGELHO DE HOJE
Jo 15,9-17
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Como o Pai me amou,
também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus
mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os
mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.
Tenho-vos dito isto,
para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.
O meu mandamento é este:
Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
Ninguém tem maior amor
do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.
Vós sereis meus amigos,
se fizerdes o que eu vos mando.
Já vos não chamarei
servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado
amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.
Não me escolhestes vós a
mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o
vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele
vo-lo conceda.
Isto vos mando: Que vos
ameis uns aos outros.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz-(In
Memorian)
Não fostes
vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi.
Hoje nós
celebramos a festa do Apóstolo S. Matias. A escolha dele, em substituição a
Judas Iscariotes, está narrada na primeira Leitura: At 1,15-26. Fizeram um
sorteio. Nós hoje escolhemos os nossos líderes geralmente através da votação.
Mas no fundo quem escolhe é sempre Deus, seja através do sorteio, da votação,
ou de qualquer outro sistema eleitoral.
Não somos
nós que escolhemos a Deus, mas é ele que nos escolhe. Da nossa parte, cabe a
disponibilidade, como teve S. Matias. Ele não escolheu ser Apóstolo, foi a
Igreja que o escolheu. Ou melhor, foi Deus que o escolheu através da Igreja.
É
interessante o discursinho de S. Pedro, que está na primeira Leitura. O qur ele
fez foi um discernimento junto com a Comunidade, isto é, uma busca da vontade
de Deus. Usando outras palavras, Pedro disse: Deus quer que haja doze
Apóstolos, porque foi assim que Jesus constituiu o grupo, que é uma continuação
das doze tribos de Israel. Mas Judas nos deixou. Portanto, Deus quer que um de
vocês ocupe o lugar dele.
Com essas
palavras, Pedro motivou a Igreja ali reunida, umas cento e vinte pessoas, a
buscarem uma saída, indicando candidatos para preencher a vaga. Pedro ainda deu
critérios para a escolha: “Há homens que nos acompanharam durante todo o tempo
em que o Senhor Jesus vivia no meio de nós, a começar pelo batismo de João até
o dia em que foi elevado ao céu. Agora, é preciso que um deles se junte a nós”.
Esses são os chamados setenta de dois discípulos. A Comunidade trocou idéias e
apresentou Matias e José Barsabás.
A
Comunidade escolheu através de um sorteio. Nós hoje costumamos fazer votação ou
outro sistema qualquer. É a mesma coisa. No fundo, quem escolhe é Deus, seja
através do sorteio, ou dos votos, ou de qualquer outro sistema eleitoral.
O
importante é a Comunidade fazer as três coisas que essa Comunidade fez: 1ª) Ter
o desejo de fazer a vontade de Deus, não a própria vontade. 2ª) Rezar, pedindo
a Deus que ilumine e dirija na hora de votar ou de escolher. 3ª) Os membros
fazerem a sua parte, conversando entre si e trocar idéias sobrem quem é o mais
indicado para o cargo.
Deus quer
que os postos vagos nas pastorais, nos ministérios e nos vários serviços da
nossa Comunidade sejam preenchidos. Vários motivos levam um cargo a ficar vago:
doença, mudança da família para outra cidade, impossibilidade de continuar,
devido a compromissos pessoais ou familiares, devido a doença. E também por um
motivo muito comum: a pessoa que exercia o cargo parou de participar da
Comunidade.
O próprio
fato de haver uma função vaga é um chamado de Deus para todos os membros da
Comunidade. É algo que nos inquieta. A primeira coisa que a gente pensa é: Será
q eu tenho condições de assumir essa função? Ou: Será que eu não poderia
convencer alguém a assumi-la?
Imagine se
S. Pedro aparecesse hoje na nossa Comunidade, convivesse uns dias com ela e
depois fizesse um discursinho na hora da Missa: “Irmãos, eu descobri que tal
cargo está vago. Isso não pode acontecer! Deus não quer isso! Peço a vocês que
se reúnam, conversem entre si e apresentem alguns candidatos para fazermos uma
votação”. Que bonito seria, não? Que aprendamos a lição da escolha de Matias!
Uma função vaga na nossa Comunidade é, por si mesma, um chamamento de Deus a
nós. Que nos esforcemos para que, de uma forma ou de outra, essa função seja
preenchida.
No
Evangelho, Jesus fala que o seu amor nasce da obediência aos seus mandamentos:
“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor”. Essa expressão
“no meu amor” refere-se não apenas ao nosso amor a ele, mas ao amor que ele
carrega no coração, que é o amor que existe dentro da SS. Trindade e que foi
derramado em nossos corações (Rm 5,5).
De fato, o
amor de Deus não é apenas sentimento, ele se mostra nas nossas ações e
atitudes. “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos
Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus”
(Mt 7,21).
Um dos
mandamentos de Jesus é pertencer à sua Igreja, que é una, santa, católica e
apostólica.
E neste
Evangelho Jesus fala também: “Eu não vos chamo servos, mas amigos”. Ele quer
ser nosso amigo. Vamos também ser amigos dele, amigos fiéis e sinceros, como
ele é conosco.
“Ninguém
tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos.” O Apóstolo S.
Matias pregou a Palavra de Deus na Palestina, e depois na Ásia Menor, onde
morreu mártir. Diz a tradição que ele foi apedrejado e depois morto a
machadadas. Portanto, deu a vida por Cristo e pela santa Igreja.
Existe o
chamado martírio incruento, isto é, martírio sem sangue. São cristãos que dão a
vida por Cristo e pela Igreja, e morrem por esta causa. Diante de Deus, o
martírio incruento tem o mesmo valor do martírio de sangue.
Certa vez,
um pai comprou para o seu filho de sete anos uma pipa, brinquedo que em alguns
lugares é chamado de papagaio. O menino foi direto para o terreiro, a fim de
soltar a pipa. Mas ele não conseguiu levantá-la. Por mais que se esforçava, a
pipa não subia. O garoto corria pra lá e pra cá, mas nada.
O pai viu,
veio, pegou a linha e com facilidade levantou a pipa, mas só a uns dois metros
do chão, para que o menino fizesse o resto. Passou a linha para o filho e explicou
como fazer. Aí sim, o papagaio se levantou, foi para as alturas e o garotinho
ficou muito feliz.
S. Pedro,
na eleição do Apóstolo Matias, fez como esse pai. Ele não levantou a pipa mas
ajudou o filho a fazê-la. S. Pedro não escolheu o sucessor de Judas, mas
incentivou e orientou a Comunidade como fazê-lo. As pessoas têm muitas pipas
para serem levantadas. Que tal nós darmos uma mãozinha? Feliz daquele e daquela
que, apesar do vento, não deixa a sua pipa cair nem se enroscar nas árvores!
Que Maria
Santíssima e os Apóstolos S. Pedro e S. Matias nos ajudem a levar em frente a
nossa Comunidade, observando os mandamentos de Jesus.
Não fostes
vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi.
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
Irritado
com pequenas coisas
Professor Marins
Você já reparou quantas
pessoas se irritam com pequenas coisas? Conheço pessoas que não toleram nada!
Conheço pessoas que ficam irritadas se o café não estiver exatamente do jeito
que gostam; se o quadro estiver um pouco torto na parede; se sua esposa (ou
marido) usarem uma roupa da cor que não gostam; se a sopa estiver um pouco mais
fria do que gostariam; se o telefone toca quando não queriam que tocasse, etc.,
etc.
Conheço chefes que são verdadeiros poços de
irritação com bobagens, com coisas acidentais, com detalhes mínimos sem a menor
importância. Vejo nas empresas pessoas preocupadas em agradar chefes e patrões
absolutamente impossíveis de agradar. Sempre há alguma coisa errada que os tira
do sério, que os aborrece, que os irrita profundamente. “Já falei que não gosto
da cor desta xícara”, ouvi um diretor dizendo ríspido à moça que lhe servia
café.
Essas pessoas que se
irritam com pequenas coisas, no trabalho, em casa ou seja onde for, devem
prestar mais atenção a esse seu comportamento para tentar modificá-lo. Elas
precisam perceber que essa sua irritação com coisas acidentais também irrita as
pessoas. Além de tudo, esse comportamento denota uma personalidade insegura,
dependente e carente afetivamente, segundo me explicou um psiquiatra. É preciso
enfrentar essas irritações impulsivas por pequenas coisas, parar e refletir na
importância e no valor daquilo pelo que se está ficando irritado(a). Muitas
vezes nem nos damos conta de nossa constante irritação.
Ouvi um relato de
proprietários de salões de beleza dizendo que o seu maior problema é lidar com
a irritação de suas clientes por pequenas coisas. “Tudo as irrita”, me disse um
dos proprietários. “As pessoas hoje parecem estar com os nervos à flor da pele e
se irritam facilmente”, me disse um diretor de hospital se referindo à
impaciência das pessoas.
É claro que há muitos
motivos reais para nos irritarmos. O que estou querendo chamar a atenção neste
texto, é para o cuidado que devemos ter para não cairmos no ridículo de nos
irritar por pequenas coisas sem importância. Se aprendermos a controlar nossa
irritação com pequenas coisas, com certeza teremos uma vida mais saudável e
ambientes menos tensos.
Pense nisso. Sucesso!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Em 1755, a capital de Portugal, Lisboa, sofreu um
grande terremoto, que devastou a cidade. O rei, Dom José I, ficou perdido, sem
saber que atitude tomar. Pediu para chamar seu conselheiro, o Marquês de
Alorna, a fim de que lhe apresentasse soluções para o grande problema.
O Marquês foi simples, objetivo e categórico. Ele
disse: “Enterre os mortos e cuide dos vivos”. Em outras palavras: Em vez de
maldizer a escuridão, acenda um fósforo.
Em nossa vida, terremotos acontecem. São crises,
problemas de saúde, na família etc. A nossa pergunta é: O que Deus pede de mim
agora, nesta nova situação? E olhar para frente, porque Deus não nos permite
barreira sem brecha, nem problema sem solução.
O nosso foco não deve estar no problema, mas na
solução. Não devemos focalizar o que passou, mas o presente, direcionando para
o futuro. O importante é, a partir do que sobrou, reconstruir.
Após o pecado original, Deus foi objetivo e prático:
“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta
te esmagará a cabeça” (Gn 3,15). Maria é inimiga do tentador, do qual seu Filho
esmagou a cabeça.
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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