Quinta-feira, 27 de agosto de 2020
“O mundo é redondo e o lugar que parece ser o fim, pode ser apenas o
começo.” (Ivy Baker Priest)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 24,42-51
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Mateus
Glória a vós, Senhor!
De fato, Herodes tinha mandado prender João e acorrentá-lo na prisão,
por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado.
Pois João vivia dizendo a Herodes: “Não te é permitido ter a mulher do teu
irmão”. Por isso, Herodíades lhe tinha ódio e queria matá-lo, mas não
conseguia, pois Herodes temia João, sabendo que era um homem justo e santo, e
até lhe dava proteção. Ele gostava muito de ouvi-lo, mas ficava desconcertado.
Finalmente, chegou o dia oportuno. Por ocasião de seu aniversário, Herodes
ofereceu uma festa para os proeminentes da corte, os chefes militares e os
grandes da Galileia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes
e a seus convidados. O rei, então, disse à moça: “Pede-me o que quiseres, e eu
te darei”. E fez até um juramento: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires,
ainda que seja a metade do meu reino”. Ela saiu e perguntou à mãe: “Que devo
pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. Voltando depressa para
junto do rei, a moça pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de
João Batista”. O rei ficou muito triste, mas, por causa do juramento e dos
convidados, não quis faltar com a palavra. Imediatamente, mandou um carrasco
cortar e trazer a cabeça de João. O carrasco foi e, lá na prisão, cortou-lhe a
cabeça, trouxe-a num prato e deu à moça. E ela a entregou à sua mãe. Quando os
discípulos de João ficaram sabendo, vieram e pegaram o corpo dele e o puseram
numa sepultura.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
A reflexão da CNBB propõe o seguinte:
“(…) Duas virtudes nos são colocadas pelo Evangelho de hoje: fidelidade
e prudência. Servo fiel é aquele que não precisa ser vigiado o tempo todo a fim
de realizar tudo o que é da sua competência, é aquele que merece a confiança do
seu senhor, o que não quer dizer submissão cega e inconseqüente, mas sim a
pessoa ser totalmente responsável por aquilo que faz. Prudência significa agir
com cautela, procurando evitar todo tipo de erro, fugindo de todo mal,
principalmente do pecado e de suas conseqüências, o que não quer dizer covardia
e medo, mas sim uma busca de maior consciência dos próprios atos“
Uma das discussões que mais tem ocupado meu pensamento é o fato ou dificuldade
dos cristãos, em especial dos católicos, em manterem-se firme no que acreditam.
Meio que disfarçadamente as pessoas aos poucos parecem ter medo de dizer que
acreditam em Deus, que tem uma religião ou professam uma fé.
É complicado competir com o hedonismo, ou seja, pela busca desenfreada
por algo que nos dê prazer. Como o encarregado da propriedade do evangelho de
hoje passamos pouco a pouco a esfriar na crença, zelo ou na esperança do que
acreditamos. Vendemos-nos ou nos permitimos conquistar facilmente pelas coisas
que me façam feliz hoje, agora,… Sob a bandeira da teologia da prosperidade
muitos tem preferido ficar no deserto. Mas de quem é a culpa? Do medo
Um povo, uma gente ou apenas uma única pessoa não consegue viver se
tiver medo, e hoje parece que cada vez
as pessoas precisam de gestos concretos ou milagres para continuar acreditando,
mas fé não é atendido pelo código de defesa do consumidor! Bem aventurados hoje
são aqueles que ainda alimentam a fé, a esperança e a paz mesmo que não a vejam
no horizonte.
Gosto muito de uma citação de um livro que diz: “(…) Para viver de
verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é
preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
(Pensar é transgredir – Lya Luft)
Um povo que resolve desistir de acreditar por não querer mais esperar e
assim voltar a um passado que não se orgulha, é um povo fadado a perambular num
deserto por ter medo de continuar andando. Nenhuma religião ou credo irá
contemplá-la! Alguém que precisa deixar de crer ou ter valores morais e
pessoais para se sentir inimputável dos seus atos é fadado a mediocridade
espiritual.
Bento XVI certa vez disse que “Deus não tira nada”. Se crer é um fardo,
paciência! Apesar que não entender ou julgar os motivos para tal fato. Crer não
é um valor quadrado, ultrapassado ou démodé, acreditar em algo, ter uma
religião, professar sua fé, pode nos salvar dos desertos que ajudamos a
construir; a sair de poços profundos que com nossas próprias pernas entramos.
No livro Êxodo narra-se a saga de um povo no deserto e um Deus cada vez
mais próximo, por mais que não o vissem caminhar com eles. Além de vigilantes,
convido a cada um de NÓS a nesse mês de Setembro procurar SEUS passos na areia.
Em suma… Acredite! Vale a pena! Fuja do mal! Mantenha-se fiel! E se ver
alguém perdendo a esperança, lhe estenda a mão!
Um imenso abraço fraterno.
MUNDO ANIMAL
As crianças e os animais
A relação entre o homem e os animais domésticos data de milhares de anos
e tem sido objeto de estudo de várias áreas do conhecimento como a
Antropologia, a Paleontologia, a Sociologia, a História das Mentalidades e a
Psicologia. O estudo dos papéis desempenhados pelo animal de estimação na
relação com os homens, bem como os desejos projetados por estes sobre os animais
podem trazer importantes conhecimentos sobre o psiquismo humano.
Neste artigo vamos falar um pouco da relação entre a criança e estes
animais e como podemos ajudar o desenvolvimento emocional de nossos filhos.
Além do afeto, os animais também podem produzir outros benefícios para a saúde.
É nisso que se baseia a “Terapia Assistida por Animais”. Segundo a Delta
Society (http://www.deltasociety.org) , organização internacional com sede nos
Estados Unidos que se dedica a reunir pacientes a animais treinados. As
terapias assistidas por animais são capazes de promover melhoras físicas,
sociais, emocionais e cognitivas humanas.
Quando a criança começa a crescer e sensibilizar suas relações de afeto,
os objetos passam a ser substituídos por seres vivos. De todos os animaizinhos
de estimação o mais comum e que mais se interage com o ser humano é o cão. Com
ele a criança pode brincar, correr, explorar o ambiente e vivenciar novas
experiências. Há um ganho significativo aqui: a criança não mais interage com
total poder sobre o objeto de afeição e suas ações provocam reações. O
cachorrinho pode correr para apanhar o objeto lançado, pode rosnar e até
morder. Ele reage ao carinho, abana o rabo, pula...e agride, se maltratado. E
não é só o cão que interage com a criança, apesar de ser o mais comum, outros
animais também fazem papel importante. O gato se encosta e se permite ser
tocado. Os peixinhos se alvoroçam no aquário quando a criança lhes joga o
alimento. O passarinho pega o alpiste na mão da criança e seu encanto atrai
pequenos e grandes. Além da relação de afeto que se desenvolve, do estímulo ao
período sensório - motor, do tocar, do sentir, do explorar o corpo do animal e
observar suas reações, muitos conhecimentos são adquiridos, do campo
psicológico ao campo científico.
Ter um animal também requer cuidados e estes cuidados, orientados pelo
adulto, estimulam a autonomia e a responsabilidade. Cuidar da limpeza do
bichinho e do seu habitat, cuidar da sua alimentação, dividir o seu pão e lhe
oferecer um pedaço do seu biscoito, medicá-lo quando necessário, também
favorece o desenvolvimento do vínculo afetivo e a lidar com os mais diversos
sentimentos, da frustração à alegria e até à morte. E nesta relação entre a
vida e a morte que o animal de estimação têm um papel muito importante, a
criança aprende lidar com a perda, com a dor. Um risco que todos correm e
queremos evitar e poupar, mas o ciclo da vida está aí, mostrando a ordem
natural das coisas.
Nesta convivência tão saudável e necessária, a criança está aprendendo e
desenvolvendo suas relações afetivas para o futuro, influenciando na sua forma
de se relacionar com as outras pessoas e respectivos parceiros, com segurança,
compreensão, aceitação e respeito.
Se no mundo das artes encontramos lugar para o desenvolvimento da
criatividade e do auto conhecimento, é no mundo da natureza que a criança
desenvolve a sensibilidade, a observação, a compreensão e os sentimentos de
solidariedade, generosidade, zelo, afeto e carinho.
Alguns fatos que devem ser considerados importantes:
A criança que convive com animais, é mais afetiva, repartindo suas
coisas, é generosa e solidária, demonstra maior compreensão dos fatos, é
crítica e observadora, se sensibiliza mais com as pessoas e as situações.
Apresenta autonomia, responsabilidade, preocupação com a natureza, com
os problemas sociais, desenvolve boa auto-estima.
Relaciona-se com desembaraço com os amigos, tornando-se mais sociável,
cordial e justa. Sabe respeitá-los.
Desenvolve sua personalidade de maneira equilibrada e saudável, sem mais
facilidade para lidar com a frustração, liberta-se do egocentrismo.
Desde os cuidados com aquela planta do vaso da sala aos cuidados com o
bichinho que escolheu para ser seu, a criança está desenvolvendo uma nova
consciência, onde o meio-ambiente, as questões ecológicas do momento e as
questões sociais, políticas e econômicas do mundo, sob uma outra ótica, contará
com a colaboração de verdadeiros cidadãos.
CURIOSIDADES:
Pacientes autistas foram “despertados” de seu estado constante de recolhimento
na presença e o convívio com animais.
Nos lares de pessoas idosas, a presença de um animal aumenta as
expectativas de vida.
A equoterapia (terapia complementar com auxílio de cavalos) é utilizada
no desenvolvimento psicomotor de portadores da síndrome de Down e outras
deficiências neuropsicomotoras congênitas ou adquiridas.
Os animais são indicados para pessoas com deficiências sensoriais (cegos
e surdos), dificuldades de coordenação motora (ataxia), atrofias musculares,
paralisia cerebral, distúrbios comportamentais e outras afecções.
O cachorro é capaz de pressentir antecipadamente as “convulsões”
características da epilepsia quer seja do ser humano ou de outro animal.
Todos os procedimentos científicos e técnicos vêm confirmar a relação
afetiva que os animais são capazes de estabelecer com as pessoas. Além disso, é
muito importante lembrar que todos nós interagimos nomesmo ecossistema.
Lucia Helena Salvetti De Cicco - Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
MOMENTO DE REFLEXÃO
Há dias em que temos a sensação de que chegamos ao fim da linha.
Não conseguimos vislumbrar uma saída viável para os problemas que surgem
em grande quantidade.
Com você não é diferente. Você também faz parte deste mundo cheio de
provas e expiações. Desta escola chamada terra.
E já deve ter passado por um desses dias, e pensado em desistir...
No entanto vale a pena resistir...
Resista um pouco mais, mesmo que as feridas latejem e que a sua coragem
esteja cochilando.
Resista mais um minuto e será fácil resistir aos demais.
Resista mais um instante, mesmo que a derrota seja um ímã... Mesmo que a
desilusão caminhe em sua direção.
Resista mais um pouco mesmo que os pessimistas digam para você parar...
mesmo que sua esperança esteja no fim.
Resista mais um momento mesmo que você não possa avistar, ainda, a linha
de chegada... mesmo que a insegurança brinque de roda a sua volta.
Resista um pouco mais, ainda que a sua vida esteja sendo pesada na
balança dos insensatos, e você se sinta indefeso como um pássaro de asas
quebradas.
As dores, por mais amargas, passam...
Tudo passa...A ilusão fascina, mas se desvanece...
A posse agrada, porém se transfere de mãos...
O poder apaixona, entretanto, transita de pessoa.
O prazer alegra, todavia é efêmero.
A glória terrestre exalta e desaparece.
O triunfador de hoje, passa, mais tarde, vencido...
Tudo, nesta vida, tem um propósito...
A dor aflige, mas também passa.
A carência aturde, porém, um dia se preenche.
A debilidade física deprime, todavia, liberta das paixões.
O silêncio que entristece, leva à meditação que felicita.
A submissão aflige, entretanto fortalece o caráter.
O fracasso espezinha, ao mesmo tempo ensina o homem a conquistar-se.
A situação muda, como mudam as estações...
O verão brinca de esconde-esconde com a brisa morna, mas cede lugar ao
outono, que espalha suas tintas sobre a folhagem. O inverno chega e, sem pedir
licença, congela a brisa e derruba as folhas.
Tudo parece sem vida, sem cor, sem perfume...
Será o fim? Não! Eis que surge a primavera e estende seus tapetes
multicoloridos, espalhando perfume no ar e reverdecendo novamente a paisagem...
Assim, quando as provas lhe baterem à porta, não se deixe levar pelo
desejo de desistir... resista um pouco mais.
Resista, porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa
a manhã pelo braço...
E essa manhã bonita, ensolarada, sem algemas, nascerá para você em
breve, desde que você resista.
Resista, porque alguém que o ama está sentado na arquibancada do tempo,
torcendo muito para que você vença e ganhe o troféu que tanto deseja: a
felicidade...
Não se deixe abater pela tristeza.
Todas as dores terminam.
Aguarde que o tempo, com suas mãos cheias de bálsamo, traga o alívio.
A ação do tempo é infalível, e nos guia suavemente pelo caminho certo,
aliviando nossas dores, assim como a brisa leve abranda o calor do verão.
Mais depressa do que supõe, você terá a resposta, na consolação de que
necessita.
Por tudo isso, resista... e confie nesse abençoado aliado chamado tempo.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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