Sexta-feira, 31 de julho de 2020
“Pedir desculpas nem sempre significa que você está errado e a outra
pessoa certa. Às vezes, significa que você valoriza mais seu relacionamento com
essa pessoa, do que seu ego.”
EVANGELHO DE HOJE
Mt 13,54-58
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Mateus
Glória a vós, Senhor!
E voltou para a cidade de Nazaré, onde ele tinha morado. Ele ensinava na
sinagoga, e os que o ouviam ficavam admirados e perguntavam:
- De onde vêm a sabedoria dele e o poder que ele tem para fazer
milagres? Por acaso ele não é o filho do carpinteiro? A sua mãe não é Maria?
Ele não é irmão de Tiago, José, Simão e Judas? Todas as suas irmãs não moram
aqui? De onde é que ele consegue tudo isso?
Por isso ficaram desiludidos com ele. Mas Jesus disse:
- Um profeta é respeitado em toda parte, menos na sua terra e na sua
casa.
Jesus não pôde fazer muitos milagres ali porque eles não tinham fé.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Não é ele o filho do carpinteiro? Então, de onde lhe vem tudo isso?
Este Evangelho narra que Jesus não foi bem recebido na sua terra,
Nazaré. E isso por um motivo totalmente inválido: ele era de lá, pertencia a
uma família simples (pai carpinteiro) e não cursou faculdade.
Mas o motivo verdadeiro é porque ele pisava no calo; falava coisas que
as pessoas não queriam ouvir, porque tocava na ferida delas, isto é, chegava ao
seu pecado, que elas não queriam abandonar.
O profeta fala a palavra certa, na hora certa, do jeito certo e para a
pessoa certa, sem estar preocupado em agradar os ouvintes. Isso é difícil de
engolir, a não ser que a pessoa queira realmente se converter.
E o nosso pecado nos leva a transferir para os outros, problemas que são
nossos. Em vez de aceitar seu erro, criticavam a Jesus. Quando nos simpatizamos
com uma pessoa, aprovamos tudo o que ela fala ou faz. Mas uma pessoa que nos é
antipática fala ou faz a mesma coisa, nós reprovamos. Como que os nossos
julgamentos são subjetivos!
Tudo é motivo para condenar um profeta, até este: eu conheço a sua
família e sei que ele não estudou. E a perseguição ao profeta é, às vezes,
covarde. Criticamos porque ele ou ela tem o cabelo comprido ou curto, porque
usa essa ou aquela roupa, porque reza ou porque não reza, porque é alegre ou
porque é sério etc.
“E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.” A fé é
condição necessária para se receber uma graça de Deus. E o motivo principal da
recusa a um profeta é a nossa falta de fé.
Os profetas, isto é, os líderes cristãos que são nossos vizinhos, e
cujas famílias nós conhecemos, por si são melhores do que os desconhecidos,
porque eles ou elas nos conhecem e podem dar o remédio certo, pois conhecem as
nossas falhas. Também porque, sendo da nossa cidade ou bairro, fica mais fácil
a continuidade do trabalho evangelizador.
Os fariseus colocavam sua segurança na Lei. Os saduceus colocavam sua
segurança no dinheiro; eram todos latifundiários. E os sacerdotes colocavam a
sua segurança no culto. Assim, nenhum deles precisava de Deus! Eram pessoas
cheias de si mesmo e que se julgavam donas do próprio destino. O certo é nos
esvaziarmos de tudo. “Esse povo me procura só de palavra, honra-me apenas com a
boca, enquanto o coração está longe de mim. Seu temor para comigo é feito de
obrigações tradicionais e rotineiras” (Is 29,13). “Este povo me honra com os
lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15,8). “Na sua boca, tu
(Senhor) estás presente, mas longe do coração” (Jr 12,2).
Deus nos fala de muitas maneiras: pelos profetas, pela Sagrada
Escritura, por outros livros ou programas bons... Que estejamos abertos.
Hoje nós celebramos a festa de Santo Inácio de Loyola, o fundador da
Ordem dos Jesuítas. Ele era espanhol e viveu no Séc. XVI. Toda a vida de Inácio
foi maravilhosa. Mas nos chamam a atenção dois fatos:
Como jovem ele levava uma vida devassa, envolvido com bebidas, mulheres,
jogo, boemia... Como era soldado, um dia foi gravemente ferido. Na hora da
cirurgia, para mostrar a sua bravura, dispensou a anestesia. Após a cirurgia,
teve de ficar muitos dias internado. Ele pedia romances de cavalaria para ler.
Mas, ao invés disso, as Irmãs do hospital lhe davam vidas de santos. Inácio lia
aqueles gestos heróicos dos santos e pensava: se eles puderam, por que não eu?
As Irmãs deram para ele ler um livro intitulado: A lenda dourada, que narrava a
vida de Jesus Cristo. Foi esse livro que mudou a vida de Inácio. Ao lê-lo, ele
começou a comparar a sua vida fútil e vazia, com o grande ideal de Cristo, a
serviço de Reino de Deus. Assim, aos poucos, ele foi redescobrindo aquele Jesus
que conhecera quando criança, no catecismo da primeira comunhão. Tomou a firme
resolução de trocar de carreira: em vez de defender reinos humanos, tornar-se
soldado de Cristo, lutando pelo Reino de Deus. Logo que recebeu alta, foi ao
santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat e depositou sua espada aos pés da
Virgem Maria. Depois, retirou-se para o meio do mato, num lugar solitário, e
ali se entregou totalmente à oração, à leitura da Bíblia e à prática de
penitências.
Outro fato que nos chama a atenção aconteceu quando ele estava no meio
do mato, fazendo penitências. Um dia, enquanto caminhava, encontrou-se com um
mendigo. Propôs ao mendigo uma troca das roupas. O pobre aceitou, claro. Na
hora, os dois trocaram as roupas. E lá se foi Inácio vestido com as roupas do
mendigo, e o mendigo com as de Inácio. Isso mostra bem o temperamento de
Inácio. Ele era prático, não suportava ter boas idéias apenas na cabeça, mas queria
executá-las logo. Que bom se nós ouvíssemos os profetas com esse tipo de
postura!
Maria Santíssima é a Rainha dos profetas. Ela testemunhou corajosamente
a verdade, com atitudes e com palavras, por exemplo, no hino Magnificat. E o
principal: ela nos deu o maior profeta de todos os tempos: Jesus Cristo. Rainha
dos profetas, e Santo Inácio, rogai por nós.
Não é ele o filho do carpinteiro? Então, de onde lhe vem tudo isso?
CULINÁRIA
Batata nevada com queijo
Ingredientes
1/2 quilo de batata descascada e cozida
1/2 xícara de chá de maionese light para a massa, mais 4 colheres de
sopa para o recheio e outras 4 para a cobertura
2 gemas de ovos
2 colheres de sopa de maisena
Sal e noz-moscada ralada a gosto
1 xícara de chá de queijo-de-minas cortado em cubos
Margarina suficiente para untar
3 claras batidas em ponto de neve
Modo de Preparo
Aproveite enquanto as batatas ainda estiverem quentes para amassá-las e
misturá-las com 1/2 xícara de maionese light, as gemas, a maisena, o sal e a
noz moscada. Faça bolas de um tamanho ligeiramente menor que o de um hambúrguer
com a massa.
Achate cada bola e na região central coloque um pouco do recheio feito
de queijo-de-minas e mais maionese. Feche ligeiramente essas bolas,
espalhandoas em um refratário untado com margarina.
Misture delicadamente as claras em neve com o restante da maionese e
espalhe essa cobertura sobre as bolas. Leve ao forno pré-aquecido por cerca de
25 minutos e sirva em seguida.
Frango com creme e cebola
Ingredientes:
1 pacote de creme de cebola
2 peitos de frango com osso, sem pele (cerca de 1 kg)
1 lata de creme de leite
Modo de preparo:
Em uma panela grande, dissolva o creme de cebola em 1 litro de água.
Coloque os peitos de frango, tampe e leve ao fogo até que estejam cozidos.
Retire o frango, desfie e misture ao caldo que sobrou do cozimento. Acrescente
o creme de leite e misture bem. Despeje o conteúdo em um refratário e leve ao
forno médio-alto (+/- 200°C) por cerca de 20 minutos ou até gratinar. Sirva a
seguir. No caso dessa receita eu não comprei o frango com osso, já comprei
desossado pois fica muito mais fácil de manusear. Então, coloquei os peitos de
frango ( aproximadamente 1 kg) para cozinhar de acordo como orientado acima.
Por cima, antes de levar ao forno, vale a pena colocar uma mussarela
ralada para dar um ‘tchan’. Gratina e fica aquela casquinha do queijo por cima…
MOMENTO DE REFLEXÃO
Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo e preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,desde que estejamos abertos e
livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de
um rio, e as pedras que estão em sua foz? As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo
polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria
monótona, árida.
A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos,
bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda,
amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de
pessoas extremamente importantes.
Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que
sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais
harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas
Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos.
Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo
todos os excessos
que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a
compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza
de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido
com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de
amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de amar...
Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos
relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de
fazê-lo brilhar
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar
sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser
ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos
contraditórios e...
os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver
envolvimento...
E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.
Roberto Crema
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
Para comentários, sugestões ou cadastro de um amigo