Quinta-feira, 09 de
julho de 2020
“No
final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio
dos nossos amigos.” (Martin Luther King)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 10,7-15
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Mateus
Glória a vós, Senhor!
Cuidado com os falsos profetas: eles vêm até vós vestidos de
ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os conhecereis.
Acaso se colhem uvas de espinheiros, ou figos de urtigas? Assim, toda árvore
boa produz frutos bons, e toda árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não
pode dar frutos maus, nem uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não dá
bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Portanto, pelos seus frutos os
conhecereis.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom dia!
Na rede Record era apresentado um programa chamado “O APRENDIZ”. Nesse
programa um grande empresário ditava quem poderia ou não continuar, levando em
consideração o perfil desejado, o empenho e a capacidade de resolver
adversidades o melhor que possível.
Muita gente acompanhava o programa torcendo para que seus favoritos
conseguissem lograr êxito e saírem vencedores.
Apesar da nítida dureza e severidade racional do apresentador só
discordávamos dele quando criticava ou eliminava aqueles que estávamos emocionalmente
envolvidos. Após cada “DEMISSÃO” havia uma reação proporcional dos que torciam
desse lado da tela.
Duas coisas servem esse exemplo para nossa reflexão de hoje:
1) Discordamos apenas quando a opinião afeta nosso desejo;
2) Sabíamos reconhecer que o apresentador “vendia bem o seu peixe”.
Quanto a primeira…
É duro de aceitar, mas somos para Deus o PRODUTO e não a PROPAGANDA. Não
dá para mentir para quem bem nos conhece. Boa parte de nossas desavenças surgem
de interesses escondidos dentro do assunto. Um pai dificilmente vai a escola
elogiar o trabalho de um professor, mas madruga na reunião que falará da nota
vermelha que ele tirou.
Tornamos-nos mansos quando queremos algo. Somos fartos nos elogios e
sorrisos aos chefes, aos que são importante, os que podem nos fazer algo, mas
desrespeitosos com os mais simples que limpam nossa casa, nosso local de
trabalho, nosso dia-a-dia. Conseguimos ser coelhos na “rua” e “cavalos” em casa
com os nossos pais; andamos quilômetros para ver a nova namorada, mas não vamos
à padaria da esquina comprar o pão (hunf)… Como disse, Deus conhece o PRODUTO e
não se engana com a PROPAGANDA. “(…) Eles chegam disfarçados de ovelhas, mas
por dentro são lobos selvagens. Vocês os conhecerão pelo que eles fazem“.
Uma coisa deve ser bem frisada: falsos pastores NÃO DISCORDAM DO NOSSO
DESEJO MESMO QUE ELE SEJA EQUIVOCADO.
A segunda…
Voltando ao último grifo: Como é fácil fazer as coisas e por culpa nos
outros?
Eu não duvido que o mal sugira as pessoas a fazer coisas erradas, mas é
preciso ter claro que a última opinião será sempre nossa. Como pode uma moça
ficar grávida e por a culpa na insistência do namorado e vice-versa?
Mas é justamente nisso que muitas igrejas e seitas se embasam: TUDO É O
DIABO! Sim pode ser ele, mas sempre a última palavra do livre arbítrio é nossa.
Não se faz ninguém crescer na fé dizendo que ele nada fez e sim outra pessoa.
São igrejas onde só existem anjos. Repare o modelo impregnado do comércio nessa
situação: O CLIENTE SEMPRE TEM RAZÃO.
Cada vez mais surgem pessoas mal intencionadas a falar o que QUEREMOS QUE
FALEM em troca de dinheiro, ofertas e até de TRÍZIMO. Não falei errado não! Uma
igreja já pregou a suas ovelhas que deveriam por uma graça pagar o TRÍZIMO.
Precisamos reconhecer que ELES SABEM VENDER O SEU PEIXE! Fico triste que
o povo acaba comendo JAÚ pensando que é PINTADO “(…) A árvore boa não pode dar
frutas ruins, e a árvore que não presta não pode dar frutas boas. Toda árvore
que não dá frutas boas é cortada e jogada no fogo. Portanto, vocês conhecerão
os falsos profetas pelas coisas que eles fazem”.
Para finalizar deixo uma reflexão que talvez não conste na interpretação
da Bíblia que eles apresentam aos seus:
“(…) Se alguém transmite uma doutrina diferente e não se atém às palavras
salutares de nosso Senhor Jesus Cristo e ao que ensina nossa piedade, é um
orgulhoso, um ignorante, alguém doentiamente preocupado com questões fúteis e
contendas de palavras. Daí se originam invejas, ultrajes, suspeitas malévolas,
discussões sem fim entre pessoas de mente corrompida, que estão privadas da
verdade e consideram a piedade como uma fonte de lucro. Ora, a piedade dá
grande ganho, sim, mas para quem se satisfaz com o que tem. Com efeito, não
trouxemos nada para este mundo, como também dele não podemos levar coisa
alguma“.(I Timóteo 6, 3-7)
Um imenso abraço fraterno!
MUNDO ANIMAL
Existe
Cachorro Racista?
Desde que eu era menina sempre ouvi dizer que existem determinados cães,
e em especial determinadas raças de cães, que são racistas. Naquela época eu
nunca me questionei a este respeito e eu mesma fui dona de um Pastor Alemão
que, embora não pudesse ser chamado de "racista" pois sempre aceitou
pessoas brancas, pretas, japonesas ou de qualquer raça, poderia ser chamado de
"preconceituoso". Este cão tinha verdadeira aversão (e agressividade)
com relação a mendigos e bêbados, bem como por bando de crianças barulhentas e
sem camisa.
Mas será que existem mesmo cães racistas e cães que detestam determinado
grupo de pessoas?
A verdade é que esta atitude agressiva não é reflexo de preconceitos como
nós humanos entendemos. Mesmo que alguns cães pareçam ser mais agressivos e
desconfiados com determinados grupos de pessoas, cães não gostam ou deixam de
gostar mais ou menos de uma pessoa, seja ela negra, branca ou oriental, por
causa de conceitos prévios a respeito de uma possível correlação entre a cor da
pele e comportamento "padrão" tal como muitos humanos fazem.
Se um cão discrimina determinado grupo de pessoas é porque uma das três
razões abaixo fizeram parte do seu desenvolvimento quando filhote:
1- Ele nunca teve contato ou até mesmo viu uma pessoas com estas
características físicas.
Se um cão for criado apenas numa comunidade negra ele (o cão)
provavelmente irá estranhar, podendo até demonstrar sinais de agressividade
contra brancos. Da mesma forma cães que nunca tiveram contato com crianças,
pessoas obesas ou que se utilizem de cadeira de rodas irão estranhar estes
grupos.
2- O dono transmite insegurança ou
desaprovação com relação a determinados tipos de pessoas.
Embora este sentimento possa ser involuntário e extremamente discreto o
cão percebe e reage tentando compensar a insegurança do dono. Este era
exatamente o caso do meu Pastor Alemão.
Meu cachorro era dotado de muita sensibilidade e instinto de guarda.
Hoje, analisando minha relação com ele, percebo que todas as vezes que eu
avistava um mendigo ou um bêbado (na época eu devia ter um 15 anos e morria de
medo de ser abordada por estas pessoas) eu retesava a coleira, puxando o
cachorro ainda mais para perto de mim. Não foram necessárias muitas repetições
deste movimento para que o cão percebesse o meu desconforto e passasse a dar o
aviso aos transeuntes, que se enquadravam neste padrão, para que não se
aproximassem. Neste caso o cheiro (bebida alcóolica ou da falta de higiene
corporal) eram a dica para que ele começasse a latir ameaçadoramente. Da mesma
forma, na região em que eu morava, era comum que bando de meninos voltando da
praia atacassem pessoas para realizar pequenos furtos ou apenas para ameaça-las
e dar boa risada da cara de pavor do pobre coitado. Mais uma vez, toda vez que
eu avista um destes bandos eu puxava o cachorro para junto de mim .
E mais uma vez Tiquinho (este era o nome do cão) vinha em meu socorro.
Nestes casos eu imagino que além do cheiro de praia, a algazarra dos
meninos, e a maneira que eles andavam pela rua (tentado cobrir um raio
suficiente para cercar as pessoas) deflagrava os instintos do meu bicho. Claro
que eu não sabia o que eu estava fazendo. Eu não estava tentando ensinar ao meu
cachorro a me proteger, mas sempre eu o recompensava, já que me sentia aliviada
com a distancia que estas pessoas mantinham de nós. Aliás, era uma dupla
recompensa: Uma quando eu acabava acariciando o cão, e outra através das
pessoas que se afastavam. Eu e elas estávamos mostrando ao Tiquinho que ele
estava fazendo um belíssimo trabalho e que deveria continuar se aperfeiçoando.
Em poucos meses não era preciso mais que eu visse as pessoas
"indesejadas" se aproximando, nem que eu puxasse a coleira do
Tiquinho. Não subestimem os sentidos de um cão (olfato, visão e audição
principalmente). Bastava estas pessoas estarem a centenas de metros de nós e
Tiquinho logo se arrepiava e se colocava em posição de defesa (Graças a Deus,
nunca de ataque).
3- Determinados grupos de pessoas estimulam o comportamento desconfiado
do cão.
As pessoas que tem medo de cachorro acabam dando o sinal de que alguma
coisa está errada, mesmo quando o dono e o cão estão tranqüilos.
Foi exatamente isso que aconteceu outro dia quando eu estava treinando um
Rottiweiler de 1 ano e 2 meses.
É bastante comum que quando saio para treinar cães grandes como o Rott as
pessoas evitem de passar muito perto de nós. Mas num dia em especial eu vinha
caminhando calmamente com este belíssimo exemplar da raça, com a coleira
totalmente frouxa, já que o cão é totalmente confiável e está quase pronto para
andar sem guia, quando dois jovens negros começaram a andar em direção
contrária a nossa.
Lá de longe eu já havia percebido que os dois vinham se cutucando e se
empurrando e, tal como eu, o cachorro também percebeu.
Desta vez tenho certeza de que não mandei nenhum sinal para o Thor. Eu
estava absolutamente calma e de espírito desarmado. Também não poderia enviar
nenhum sinal pela guia, já que a mesma estava passando por trás do meu pescoço
antes de chegar ao cão (justamente com o propósito de eliminar o vício de corrigir
o cão quando estamos preparando o animal para andar fora da guia).
Na medida quem que os rapazes se aproximavam de nós, eles mais se
cutucavam e se empurravam, com um tentando manter o outro próximo da rota do
cachorro, enquanto que o que era empurrado tentava escapar.
A título de verificar o temperamento do Thor, resolvi manter o meu passo
e não interferir na tensão da guia. Quando estávamos quase cruzando com os
rapazes o Thor começou a rosnar muito baixinho. Era quase inaudível, na verdade
eu podia mais sentir a vibração do corpo dele junto a minha perna do que propriamente
ouvir o rosnado dele. Imediatamente reforcei o comando para que ele se
mantivesse junto a mim e não toquei na guia. Quando os rapazes estavam
paralelos a nós o Thor finalmente colocou os dentes para fora e começou a
latir, virando a cabeça para acompanhar os dois rapazes (que nesta hora
aceleraram o passo e pararam de se cutucar), porém sem nunca se afastar do meu
lado..
Comentário do rapaz que estava sendo empurrado para o amigo que ria
histérica e nervosamente. "Viu seu Mané, não falei que estes cachorros não
gostam de pretos?!".
Me controlando para não rir do comentário que foi dito num misto de pavor
e aborrecimento dignos de comédia, parei, coloquei o Thor na posição deitada e
expliquei para os dois que o cachorro não tinha nada contra a cor da pele
deles. Que apenas tinha reagido à forma que os dois se aproximaram, que para o
cão pareceu diferente, e portanto suspeita. Resposta dos dois: ‘A senhora pode
falar o que quiser dona, mas eu é que não chego perto destes cachorros, eles
não gostam de pretos e tá acabado!".
Tenho certeza que se esta experiência fosse repetida mais uma dúzia de
vezes, e sempre com pessoas de pele escura, o Thor iria começar a ter uma
atitude suspeita contra todos os negros, já que ele é criado por uma família
branca e não costuma sair muito às ruas.
Bom, a esta altura você pode estar se perguntando: "E se alguém não
gosta de judeus? É possível tornar um cachorro anti-semita?" (Se você não
se perguntou isso não tem importância, estou só querendo aproveitar para
esclarecer a dúvida de um aluno meu). : -)
Teoricamente não, já que não existe nenhuma característica aparente e
comum a todos os judeus que o dono ou seu cão pudessem usar como forma de
identificação. A não ser que a pessoa morasse num lugar onde houvesse uma comunidade
ortodoxa. Aí sim, talvez, quem sabe, os cães pudessem estabelecer uma relação
com as roupas escuras, os chapéus e as barbas longas que a maioria dos homens
desta religião usam. Mas veja bem: Qualquer pessoa que estivesse trajando o
mesmo tipo de roupa, e com as mesmas características físicas, estaria sujeita
ao comportamento anti-social do cão.
E afinal de contas, qual é a vantagem de estimular o comportamento
anti-social de um cão baseado apenas na aparência das pessoas? Melhor mesmo é
manter os cães longe deste comportamento horroroso que alguns humanos
desenvolvem.
Mais uma notinha: Este comportamento não é exclusividade de cachorros
grandes. Até um poodle pode reagir da mesma maneira, mas as raças desenvolvidas
geneticamente com o propósito de guarda são mais sensíveis e mais reativas do
que raças de caça ou de companhia. Além disso as pessoas tendem a mostrar mais
medo de cachorro grande justamente porque certas raças já possuem a fama de
racistas.
Claudia Pizzolatto -
Treinadora e Especialista em Comportamento Canino
MOMENTO DE REFLEXÃO
Poucas coisas são tão pesadas quanto as palavras e emoções que carregamos
dentro de nós. São coisas que não podemos colocar no chão para descansar um
pouco e pegar depois, com forças renovadas. Elas nos seguem e, por que não
dizer, nos perseguem.
As vezes nos sentimos pequeninos sim. As vezes queremos não dizer nada,
estar simplesmente nos braços de alguém e fechar os olhos e outras, gostaríamos
de gritar nossa dor, nossa revolta e deixar que as lágrimas façam caminho no
nosso rosto.
Mas nos calamos... por que reconhecer nossa fragilidade diante de outra
pessoa é expôr-se, entregar-se a ela, na nudez da alma. E por pudor, medo,
vergonha ou orgulho, não queremos isso.
Portanto, a fragilidade não está em mostrar-se frágil. Só os fortes são
capazes de reconhecer suas fraquezas para melhor lidar com elas. Ser forte é
desenvolver a capacidade de lidar com as emoções, que corroem o ser como uma
doença incurável.
Desabafar é abrir as portas do coração e as janelas da alma. Deixar sair
o ar fechado e entrar o sol. É soltar palavras e acolher alívio; é partir para
o grande vôo da liberdade que todo mundo anseia.
Mas, claro, é preciso sabedoria para se saber onde vamos. Não podemos
sair por aí proclamando a todo mundo que temos situações mal resolvidas dentro
de nós. Temos que escolher cuidadosamente as pessoas que são capazes de nos
receber com maturidade, sem julgamentos.
Há pessoas que nos fazem crescer. Os grandes amigos estão incluídos nessa
categoria. A eles então nossas portas podem ser abertas e as palavras poderão
fluir, até que nos sintamos mais leves.
E há ainda e, principalmente, Aquele que mesmo conhecendo nosso íntimo
melhor ainda que nós, aceita e pede que nosso coração se abra.
Ele nos pega nos braços, seca nossas lágrimas e nos carrega no colo. Ele
nos leva até a praia e nos apresenta o
raiar do dia e o pôr-do-sol... nos diz
que a natureza também dorme, acorda e chora às vezes, mas que assim é a vida e
que o importante mesmo é continuar de pé, buscando um mundo melhor.
Letícia Thompson contact@leticiathompson.net
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
Para comentários, sugestões ou cadastro de um amigo
veraborro@gmail.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário