Sexta-feira, 03 de
julho de 2020
“O
cofre do Banco contem apenas dinheiro. Frustrar-se-á quem pensar que nele
encontrará riqueza.” (Carlos Drumond de Andrade)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 20,24-29
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo João
Glória a vós, Senhor!
Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com
eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: "Vimos
o Senhor!" Mas Tomé disse-lhes: "Se eu não vir a marca dos pregos em
suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no
seu lado, não acreditarei". 26Oito dias depois, encontravam-se os
discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas
as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja
convosco". 27Depois disse a Tomé: "Põe o teu dedo aqui e olha as
minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo,
mas fiel". 28Tomé respondeu: "Meu Senhor e meu Deus!" 29Jesus
lhe disse: "Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram
sem terem visto!"
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom dia!
Como sou lembrado? Como é que somos vistos? Isso importa para mim? Chega
ao ponto de me incomodar? Será que meus erros passados pesam ainda sobre meus
ombros?
Costumo dizer que o diabo é o melhor paparazzo que existe. Ele sempre
esta presente quando fazemos grandes ou pequenas burradas. Ele “tira” fotos dos
nossos deslizes em todas as posições e ângulos possíveis esperando o momento
certo – quando bate em meu coração o desejo do arrependimento puro e sincero.
Queremos voltar a caminhar, fazer, portanto o que é correto (…) então ele
“revela” as “fotos” dos nossos equívocos em nossa mente. É um mini flashback.
Lembramos de tudo nos mínimos detalhes e envergonhados, fugimos do perdão. Quem
nunca passou por isso? As “fotos” uma após outra “se revelam” em nossa mente e
a tristeza toma o lugar da vontade de voltar.
Não sei bem, mas surge então um dos nossos mecanismos de defesa (ou seria
de agressão?): passo a avalizar e julgar também os outros! -“Eu sei que fiz”,
mas ele (a) também não é santo (a) porque fez isso e isso (…). Fazemos muito
isso sem pensar.
O que isso tem haver com Tomé? Como ele é lembrado? A ele é dado o
estigma da incredulidade. O engraçado que esse mesmo homem, em meio à dúvida
dos apóstolos, sugere que todos acompanhem Jesus à Jerusalém e, se for o caso,
morram com Ele. Não lembramos Tomé por isso e sim pela sua fraqueza!
“(…) A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscípulos: Vamos
também nós, para morrermos com ele”. (João 11, 16)
Pedro é lembrado pela tríplice negação, por não ter conseguido andar
sobre as águas, por ter cortado a orelha de Malco, mas José Prado Flores
apresenta uma perspectiva interessante desse apóstolo: Ele foi o único que teve
coragem de TENTAR caminhar nas águas; de fato Ele negou, mas ele estava lá,
onde estavam os outros? Pedro agride o soldado, pois reconhecia aquele ato
infundado como um ato contra o filho de Deus, sendo ele o primeiro a reconhecer
isso. E nós como somos lembrados? Como nos lembramos dos que nos acompanham?
É, pois tão difícil fazer o caminho de volta, reconhecendo seus próprios
erros e terrível encontrar alguém se pondo num trono de vaidade e soberba a
apontar nossos defeitos que o paparazzo já fez questão de revelar! Nesse
momento alguém pede apenas uma chance! O perdão não deve ser negado ou
condicionado. O resgate da confiança, sim vai depender dos próximos atos, mas
não devemos negar o perdão.
“(…) É por isso que o Senhor está desejoso de vos perdoar; é por isso que
ele se ergue para vos poupar; porque o Senhor é um Deus justo; ditosos aqueles
que nele esperam”. (Isaias 30, 18)
Começamos a viver uma convocação do papa Bento XVI – o ano sacerdotal.
Algo que, nesse evangelho é devidamente apropriado. O padre ou presbítero é, em
bom coloquial, “gente como a gente”. Alguém que busca, como nós, fazer mais
coisas certas que não certas. E como é lembrado? Vejo alguém jogando futebol e
quero participar. O jogo tem regras, mas desejo que elas se adaptem a mim.
Advinha quem é o juiz do jogo?
Em algum momento já escutamos que a igreja não deixa isso, isso e isso
(…) mas é a regra da igreja, o que chamamos de tradição e deve ser respeitada.
Não é culpa do padre! Se levássemos a sério o casamento não casaríamos por fogo
de palha ou evento social (respeito as exceções particulares); se levássemos a
serio a catequese, creio eu que teríamos mais crianças e adultos com amor ao
próximo, pois temos católicos que vemos no batismo e depois no casamento.
Se levássemos mais a serio o Pai Nosso não teríamos perdido tantos irmãos
e irmãs para outras religiões e se lá estão bem e reconhecem a Deus: Glória a
Deus! Gostaria, sinceramente, que estivessem aqui em só rebanho, mas “nossos
dedos” os empurraram pra longe.
São Tomé sou eu, você, nós que no fim das nossas mazelas, reconhecemos
nossas fraquezas e dizemos: “(…) Meu Senhor e meu Deus”! Somos chamados a ver
as chagas do mundo dentre elas as nossas.
Um imenso abraço fraterno!
CULINÁRIA
Sanduiche
de pão de queijo
1 xícara de chá de óleo
1 xícara de chá de leite
2 xícaras de chá de polvilho azedo
1 xícara de chá de parmesão ralado
1 colher de chá de sal
3 ovos
Bata todos os ingredientes no liquidificador até misturar bem!
Depois de bater, essa é a hora de adicionar algum tempero especial se
você quiser, como: pimenta do reino, orégano, manjericão, noz moscada,
alecrim…use sua imaginação!!
Ligue a sanduicheira e quando ela estiver bem quente, passe um pouco de
manteiga só para ter certeza que a massa não vai grudar… se a sua sanduicheira for como a minha, ela
já tem uma certa idade e assim como a pipa do vovô, aquela camada anti-aderente
já não é mais a mesma…
Coloque um pouco da massa e feche. Agora vem aqueles intermináveis “5
minutos” esperando a luz verde acender…Na primeira vez, o resultado vai ser
esse…o pão ainda não esta dourado…
E como estamos “assando” esse pãozinho, para ficar pronto ele vai precisar
de mais tempo. Feche de novo e espere mais alguns minutos.
Ai sim!!! Dourado e crocante por fora e macio por dentro! A consistência
é bem parecida com a de um pão de queijo mesmo!
Se mesmo assim você ainda estiver com aquela vontade de comer o bom e velho
pão com presunto e queijo é só você colocar metade da massa, algumas fatias de
presunto, e a outra metade da massa! Mas se você quiser mudar, use um recheio
diferente cada vez! Salame, doce de leite, pedaços de chocolate, doce de leite,
goiabada…
Para os preguiçosos que não querem botar a mão na massa, se liga nessa
dica AQUI
MOMENTO DE REFLEXÃO
Nosso medo é nosso fardo, embora possa ser também nosso meio de defesa.
O medo que gera a prudência é positivo e necessário.
Podemos observar já em bebezinhos o medo de perder a mãe. Não sei se
vocês já viram um vídeo de um aborto onde o feto tenta desesperadamente de se
agarrar à vida.
Nos animais o medo faz com que se defendam. Nesse ponto prepara-os para um eventual perigo.
O medo é o sinal laranja que nos
diz "atenção!"
Mas esse pode ser também destrutivo, quando deixamos que tome conta da
gente. Há pessoas que se deixam levar por esse sentimento de tal forma que são
incapazes de tomar qualquer atitude. Elas se bloqueiam, se petrificam diante de
situações que temem e ficam sem ação. E fazendo isso, deixam de viver
normalmente, são atingidas em pleno peito pelo que tanto receiam.
Muitos morrem do próprio temor. Tanto eles temem que acabam atraindo para
si mesmos a infelicidade. É o caso de pessoas que temem acidentes a tal ponto
de sentirem-se petrificadas diante de uma situação que poderiam facilmente
evitar. Ou doenças.
Nosso cérebro é algo extraordinário. Ele coordena e comanda todo o nosso
corpo e as nossas ações. Exercitá-lo diariamente com nossos medos pode ser
muito perigoso. Nossas palavras têm poder e nossos pensamentos também.
Muitos temem amar. Medo de decepções, de sofrimento. Preferem se fechar
numa concha e olhar o mundo através duma janela do que se abrir e se entregar
ao inevitável. Amor traz sofrimento sim. Mas quanta felicidade traz também,
quanta agitação no peito, quanto suspiro, quanto brilho nos olhos, quanta
beleza!
É a velha história do copo pelo meio: uns vêm meio cheio, outros meio
vazio. E isso faz uma grande diferença!
As pessoas otimistas preferirão correr o risco e viverão plenamente todas
as coisas. As outras serão apenas passantes da vida, não viventes.
E o medo é algo tão inerente ao ser humano que até mesmo quando se sente
feliz, sente medo. Medo que seja bom demais, que isso passe, que isso se perca.
E no auge da felicidade o medo se instala. E, se instalando, estraga tudo, nos
impede de viver o momento presente, tão divino. Como o ciúme, que corrói a alma
e relacionamentos e destrói minutos e horas que poderiam ser maravilhosos.
Jogamos fora nosso tempo a troco de nada.
Então troque!
Troque uma boa briga por um bom beijo! Troque a indiferença por um pouco
de atenção! Troque o medo pela ousadia (só o suficiente!)! O pessimismo por uma gota de otimismo! Um
aperto de mão por um gostoso abraço! Um instante de inquietação por um segundo
de oração. Uma maldição por uma bênção!
Experimente a vida!!!
Letícia Thompson
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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