Terça-feira, 07 de
julho de 2020
"A
árvore, quando está sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado é
de madeira." (Provérbio árabe)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 9,32-38
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Mateus
Glória a vós, Senhor!
18Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se,
inclinou-se profundamente diante dele, e disse: "Minha filha acaba de
morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá".
19Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos.
20Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia há doze anos veio por trás dele e
tocou a barra do seu manto. 21Ela pensava consigo: "Se eu conseguir ao
menos tocar no manto dele, ficarei curada". 22Jesus voltou-se e, ao vê-la,
disse: "Coragem, filha! A tua fé te salvou". E a mulher ficou curada
a partir daquele instante.
23Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta
e a multidão alvoroçada, 24e disse: "Retirai-vos, porque a menina não
morreu, mas está dormindo". E começaram a caçoar dele. 25Quando a multidão
foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26Essa
notícia espalhou-se por toda aquela região.”
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom dia!
Inicio essa reflexão com um pensamento bem particular: os discípulos de
Jesus são conhecidos pelo amor uns aos outros e aos que mais precisam e por
eles superam as pressões e os entraves da vida em comunidade.
“(…) O discípulo nasce pelo fascínio do encontro com Cristo e se
desenvolve pela força da atração que permanece na experiência de comunhão dos
discípulos de Jesus. ‘A Igreja cresce, não por proselitismo, mas ‘por atração:
como Cristo atrai tudo para si com a força de seu amor’. A Igreja atrai quando
vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns
aos outros como ele nos amou’“. (CNBB – Documento 87, §89)
Vivemos tempos onde as pessoas não querem mais se responsabilizar umas
pelas outras. Tenho “compromissos cristãos” bem definidos, ou seja, participo
das celebrações e de uma pastoral ou movimento, ou ajudo nas festas ou ajudo no
recolhimento e entrega de materiais de primeira necessidade como roupas,
alimentos, (…). Graças a Deus, desses operários a igreja esta bem suprida, mas
novos campos precisam ser roçados (internet, livros, CDs, DVDs,…); novos campos
precisam ser cuidados (juventude, promoção humana, política, relações sociais,
comunicação…) e reconquistar campos abandonados (família, filhos, casamento,
amor ao próximo).
O operário que precisamos hoje na messe é extremamente capacitado por
Deus, mas muitas vezes pouco utilizado ou aproveitado por nós, às vezes por
mera vaidade ou “medo de perdermos o espaço”. Aos pastos repletos de lobos
Jesus envia os mais experientes ficando assim o cuidar do rebanho para os que
foram ensinados pelo pastor. Mas tenho uma pergunta: onde estão eles?
Muitos pararam no caminho em virtude das perseguições dos próprios filhos
de Deus que existem em toda comunidade. Pessoas que por imaturidade e
frustrações pessoais “abraçam” a igreja como local para realizarem suas
necessidades de ser reconhecido e poder “mandar” em alguém.
Não estou falando nenhuma coisa que não saibamos ou que não vivamos em
nossas comunidades; padres nos seminários sofrem com isso também. Não é um
conforto, mas se até Jesus teve que enfrentá-los, por que nós não teríamos?
A proposta da CNBB para o evangelho de hoje é bem nesse foco: Dizer para
cada um que pensou em desistir a continuar lutando pelo reino de Deus
“(…) Existem pessoas que vivem chorando pelos cantos por causa das
ofensas e calúnias das quais são vítimas no trabalho evangelizador. O Evangelho
de hoje nos mostra que não deve ser essa a atitude dos discípulos de Jesus.
Quando Jesus realiza a expulsão de um demônio, é caluniado, pois afirmam que é
pelo poder do mal que ele faz exorcismos. Jesus simplesmente continua a sua
caminhada, preocupando-se com o sofrimento e as dores de todos os que encontra
pelo caminho e fazendo o bem a todos, olhando a todos com compaixão e
preocupando-se porque são como ovelhas que não têm pastor. Assim também devemos
ser nós, não devemos viver preocupados com as calúnias que nos são dirigidas,
mas sim preocupados em fazer o bem”. (proposta do site da CNBB)
Por que é que mesmo lendo isso ainda me calo, fujo ou desisto?
“(…) Quando Jesus viu a multidão, ficou com muita pena daquela gente
porque eles estavam aflitos e abandonados, como ovelhas sem pastor”.
Se me calo, desisto ou “entrego os pontos” o mundo vai aos poucos parar
de ouvir meus valores, preceitos e no que acredito. Se parar de acreditar, de
denunciar, de aprender é sinal que o mundo conseguiu me mudar.
Não ligue para aqueles que ficam procurando defeitos no seu trabalho.
Faça sim uma reflexão permanente se algo do que falam é verdade, no entanto,
entendendo e verificando que o motivo da crítica é a inveja ou dor de cotovelo,
bata o pé e continue.
Rezemos para que os filhos de Deus não se persigam.
Um imenso abraço fraterno.
COMPORTAMENTO
Não
plante flores no jardim de pessoas que não se interessam em regá-las
Luiza Fletcher
Achamos que, ao fazer isso, estamos preservando a relação mas, na
verdade, estamos apenas sacrificando nossa felicidade por quem não mostra o
menor interesse em nos corresponder.
Em nossos relacionamentos, estamos constantemente “plantando flores” nos
jardins de outras pessoas. Esse plantar pode ser interpretado de diferentes
maneiras: fazer concessões para torná-las felizes, oferecer-lhes nosso tempo e
amor, preparar-lhes surpresas especiais, encontramos maneiras simples, mas
poderosas de demonstrar-lhes nossos sentimentos em seu dia a dia.
No entanto, infelizmente, muitas dessas pessoas não estão interessadas em
regar nossas flores. Elas não retribuem nossas atitudes, não fazem nada para
que também sintamos que somos amados e valorizados, e tratam com desprezo tudo
aquilo que fazemos por elas todos os dias.
É muito difícil e doloroso lidar com essa falta de reciprocidade e,
muitas vezes, para não termos de encarar a realidade, ou seja, o fato de que a
outra pessoa simplesmente não se importa conosco, optamos por manter a relação,
ignorando sua indisponibilidade emocional.
Achamos que, ao fazer isso, estamos preservando a relação mas, na
verdade, estamos apenas nos prendendo a uma situação de solidão e esforço
individual. Estamos apenas sacrificando a nossa felicidade por uma pessoa que
não mostra o menor interesse em nos corresponder.
Precisamos parar de plantar as nossas tão preciosas flores no jardim de
pessoas que não estão interessadas em regá-las, precisamos parar de nos
esforçar sozinhos por quem não nos reconhece.
A vida é muito pequena para perdermos tempo cuidando de alguém que jamais
faria o mesmo por nós e que permanece ao nosso lado por obrigação. Somos únicos
e especiais demais para plantar nossas flores em corações sem vida, que não
sabem apreciar sentimentos verdadeiros.
Precisamos ter muita cautela em nossas relações e pesar muito bem o
investimento fazemos em cada uma delas, para não acordarmos um dia percebendo
que desperdiçamos muito sentimento com pessoas erradas.
Nós devemos cuidar e nos importar com pessoas que realmente nos apreciam
e gostam de ter-nos ao seu lado, devemos nos esforçar por aquelas que realmente
o merecem. Quando aprendemos a identificar essas pessoas e direcionamos nossa
atenção a elas, começamos a viver relacionamentos felizes e recíprocos.
Comece hoje a analisar suas relações e definir quais delas merecem ou não
suas flores. Redirecione corretamente seus atos de amor para que seja
correspondido como merece.
Você merece muito mais do que ausência, merece um jardim especial em sua
homenagem, e está em suas mãos conquistá-lo.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de
alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de
comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até
à fogueira ardendo em brasas e dela retirou uma panela de comida.
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua
força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a
panela, começou a perceber algo lhe atingindo.
Na verdade, era o calor da tina. Ele estava sendo queimado nas patas, no
peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as
queimaduras pelo seu corpo comouma coisa que queria lhe tirar a comida.
Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a
panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava
mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado
a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.
O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu
imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser
importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro,
e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse
medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas
coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto
protegemos, acreditamos e defendemos.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Solte a panela!!!
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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