Quinta-feira, 02 de dezembro de 2021
“Não existe o Natal ideal, só o Natal
que você decida criar como reflexo de seus valores, desejos, queridos e
tradições.” (Bill McKibben)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 7,21.24-27
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a
vós, Senhor!
Naquele
tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor,
Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu
Pai que está nos céus. 24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em
prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu
a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não
caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas
minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que
construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os
ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi
completa!”
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
“(…) Somente quem faz a vontade do
Pai que está nos céus irá participar plenamente do seu Reino. Jesus veio até
nós para nos revelar quem é o Pai, assim como a sua vontade, para que, a partir
do seu conhecimento, pudéssemos praticá-la e participar conscientemente do
Reino. Por isso, todos os que desejam a vida eterna devem fundamentar a sua
existência na palavra de Jesus e procurar viver segundo os valores que ele
pregou no Evangelho, colocando em prática a vontade do Pai, que Jesus, ao se
fazer homem e vir ao mundo, revelou para todos nós”. (Reflexão proposta pela
CNBB)
Já adentramos dezembro e que reflexão
faço da minha casa, ou seja, de mim, esse ano? Quantas vezes caí? Quantas vezes
me envergonhei dos meus atos? Sobre o que edifiquei ou me embasei nas minhas
decisões? Decidi ou me manifestei no calor de emoções? A quantos feri? Mais pra
frente entenderemos o porquê dessas perguntas.
Somos chamados, ano a ano a
acompanhar o tempo. Os dias passam e com eles o tempo também. Um fruto, um dia
foi semente, foi flor e depois o fruto, uma sequência natural que também
acontece conosco, pois um dia fomos crianças, outrora jovens e agora maduros,
mas nesse ano, quantos passos foram dados em busca da maturidade?
“(…) Então é natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez…”.
Pergunto isso todos os anos… Responda
sem preocupações: Quantos livros eu li? O quanto me aperfeiçoei ou me dediquei
em algo? Que conceitos ou pré-conceitos foram revistos? O que era um defeito e
agora é um fato controlado ou pelo menos esta mais tênue? A quantos eu estendi
a mão (perdão, conforto, paz)? O que plantei? Que projetos idealizei e consegui
concluir?
O ano renasce a cada novo amanhecer.
Se usarmos uma analogia daquela placa “ESTAMOS EM OBRAS PARA MELHOR ATENDÊ-LO”,
descobrimos que passamos mais tempo em obras do que abertos ao público. Que
afugentamos mais do que trazemos para perto de nós. Que temos medo de abraçar,
pois não sabemos as intenções verdadeiras de quem nos abraça; que damos mais
“esmolas” se tivermos algo em troca.
Pergunte-se: A quem mais ajudamos no
dia a dia, o malabarista de semáforo que nos pede um trocado pelo show ou ao
rapaz da Manasses (casa que lida na recuperação de vítimas do álcool e outras
drogas) que entra no ônibus e nos dá duas canetas em “troca” de 2 Reais? Ambos
estão trabalhando. Poderíamos alegar que o motivo dos meninos da Manasses seja
mais nobre, mas como não verificar a dificuldade de reconhecer que até a melhor
de nossas intenções pode ser movida por interesses?
Quantas vezes minha decisões foram
movidas por meus interesses ou sentimentos particulares? Quantos projetos
naufragaram por minha falta de vontade ou por minhas críticas? Quantas vezes
fui movido pelas dores dos outros a atacar ou julgar outras? Quantos, que nem
mesmo conhecia, mas eu já imaginava como seriam (pré-julgamento)?
A música “Então é Natal” termina com
um pedido de paz e uma lembrança a Hiroxima e Nagasaki, cidades destruídas pelo
ímpeto humano de estar certo a qualquer custa. Quantos casamentos, noivados,
namoros e amizades também foram e são desfeitos também pelo orgulho, por não
querer ceder, não aceitar as correções? Por exemplo, o orgulho de homens que
não querem ajudar na lida doméstica (lavar, cozinhar, passar) como se fosse
“coisas de mulher” ou quando não as deixam estudar, sair de casa, (…)
As reformas do nosso ser não param de
acontecer, pois temos um imenso prazer em receber as pessoas, estar perto
delas, de nos socializar, cada vez melhor, mais dóceis, amáveis… Quem tem Deus
no coração não consegue se isolar, se calar, fugir.
João, o evangelista, era
provavelmente o mais novo dos apóstolos e somente na velhice conseguiu
sintetizar o que Jesus realmente desejava. É dele frases como “Deus é Amor”,
mas algo que ele escreveu, que nesse período tão favorável, me toca:
“(…) Compreendemos o que é o amor,
porque Jesus deu a sua vida por nós; portanto, nós também, devemos dar a vida
pelos irmãos. Se alguém possui bens deste mundo e, vendo o seu irmão em
necessidade, lhe fecha o coração, como pode o amor de Deus permanecer nele?
Filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e de
verdade”. (I João 3, 16-18)
Daí se sintetiza o evangelho de hoje
“(…) Filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e de
verdade”, pois como Jesus disse “(…) Não é toda pessoa que me chama de “Senhor,
Senhor” que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai,
que está no céu.
Meus irmãos! Precisamos crescer com
as primaveras que passam.
Um imenso abraço fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Um pescador dirigia-se para seu barco, após uma
noite mal dormida, os peixes estavam cada vez mais escassos e ele temia logo
não ter como sustentar a numerosa família.
Ia assim matutando entre um passo e outro, até
parar admirado: em seu barco dormia a sono solto uma criança. Como fora parar
aí ele não sabia, pensou em sacudi-la mas sua mão ficou solta no ar, as
palavras lhe faltaram diante daquele semblante do qual se desprendia tanta
inocência.
Sentou-se ao lado do barco enquanto mergulhava em
suas próprias lembranças: um dia também fora criança, alegre, sonhadora apesar
de todas as adversidades da vida, seus risos infantis, as molecagens com os
colegas, ainda ecoavam em sua memória.
Bons tempos aqueles, mas a criança crescera e os
sorrisos murcharam, os dias alegres se esconderam, não tinha mais tempo nem
alegria nem mesmo para partilhar com os filhos. A molecada fora chegando um
após outro, o pão ficando cada vez mais difícil, tentara ensinar-lhes o ofício
mas , esquecera da alegria do coração. Hoje se dava conta do quanto perdera.
Neste momento o barco sacolejou, a criança saltou
assustada, já ia escapar quando ele a deteve, o menino desculpou-se por ocupar
o barco sem permissão, ele apenas sorriu meio sem jeito e foi soltando as
palavras há muito atadas no coração:
- Hoje garoto me lembrei do que é ser criança, do
que é ter a alegria solta no fundo do coração, hoje reaprendi a ser pai e vou
levando comigo esta lição, vou partilhar com meus filhos além do pão de cada
dia, o pão que alimenta a alma, o pão da palavra amiga, consoladora, pão que
sai fresquinho do fundo do coração, pois, um pai que não sabe amar seus filhos
de verdade pode dar-lhes tudo, mas este tudo de nada vale porque junto não está
o coração.
A criança olhou-o sem nada entender, depois foi
se afastando de mansinho deixando o pescador rodeado pelos filhos, que o
cercavam de todos os lados numa festa só...
Regina Célia Suppi
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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