Sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
"Se não sabes com que presentear os teus seres mais queridos
no Natal, presenteie com teu amor"
EVANGELHO DE HOJE
Mt 9,27-31
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a
vós, Senhor!
Saindo
Jesus dali, dois cegos o seguiram, clamando: "Filho de Davi, tem
misericórdia de nós!"
28 Entrando
ele em casa, os cegos se aproximaram, e ele lhes perguntou: "Vocês creem
que eu sou capaz de fazer isso?"
Eles
responderam: "Sim, Senhor!"
29 E ele,
tocando nos olhos deles, disse: "Que seja feito segundo a fé que vocês
têm!"
30 E a
visão deles foi restaurada. Então Jesus os advertiu severamente: "Cuidem
para que ninguém saiba disso".
31 Eles,
porém, saíram e espalharam a notícia por toda aquela região.
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe.Antonio Queiroz (In Memorian)
Dois cegos, crendo em Jesus, são
curados.
Neste Evangelho, Jesus testa a fé de
dois cegos, e eles passam de cheio no teste.
Enquanto Jesus caminhava, eles foram
atrás pedindo a cura. Jesus não os atendeu, mas continuaram pedindo. Jesus
entrou em casa, eles foram atrás e entraram na sua casa. Jesus lhes pergunta:
“Vós acreditais que eu posso fazer isso?” Eles: “Sim, Senhor”. Na verdade, a
própria insistência deles já mostrava a sua fé. “Jesus tocou nos olhos deles,
dizendo: Faça-se conforme a vossa fé. E os olhos deles se abriram”.
A pergunta de Jesus é feita a nós
também: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?” A nossa fé é condição para
recebermos as graças de Deus. A fé é um dom de Deus aos que lhe obedecem. Quem
tem esse dom é capaz de transportar montanhas. É sempre feliz e tem o amparo de
Deus em tudo o que pede. “Ter fé é um modo de já possuir aquilo que se espera.
É um meio de conhecer realidades que não se vêem... Ter fé é caminhar como se
visse o invisível” (Hb 11,1.27).
Mas só ganha o dom da fé quem obedece
a Deus: “Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me
ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21).
Deus se manifesta, abrindo os nossos olhos para a fé. Quando Jesus visitou a
sua cidade natal, “não conseguiu fazer ali nenhum milagre. Ele se admirou da
incredulidade deles”. Veja como a fé é importante para recebermos milagres!
Para ter fé é importante viver no
amor verdadeiro: “Aquele que ama conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4,7).
É importante lembrar também que ter fé
não é acreditar em um Evangelho modificado conforme a nossa cabeça e os nossos
interesses, mas é curvar-se diante do Evangelho legítimo deixado por Jesus e
transmitido pela Igreja, que ele fundou, que tem Pedro e seus sucessores como
chefes.
Advento é tempo de fé e de
transformação, varrendo a nossa casa para Jesus entrar.
Certa vez, um homem quis zombar do
seu vizinho que fazia aniversário. Pegou uma bandeja, encheu-a de lixo e
porcarias, enfeitou-a bem e pediu que uma pessoa levasse para ele.
O aniversariante abriu o presente.
Vendo o que era, pediu que o emissário esperasse um pouquinho. Foi lá dentro,
jogou fora aquela sujeira, lavou bem a bandeja e a perfumou. Depois encheu-a de
flores e mandou de volta para o vizinho, com um cartão dizendo assim: “A gente
dá o que tem de melhor”.
A fé é um tesouro que carregamos
dentro de nós, melhor até que flores. E o mundo está precisando com urgência
desse presente.
Maria Santíssima celebrou o primeiro
advento. Que ela nos ajude e abençoe neste tempo santo.
Dois cegos, crendo em Jesus, são
curados.
MOMENTO DE REFLEXÃO
O trem atravessava sacolejando os subúrbios de
Tóquio numa modorrenta tarde de primavera.
Um dos vagões estava quase vazio: apenas algumas
mulheres e idosos e um jovem lutador de Aikidô.
O jovem olhava, distraído, pela janela, a
monotonia das casas sempre iguais e dos arbustos cobertos de poeira.
Chegando a uma estação as portas se abriram e, de
repente, a quietude foi rompida por um homem que entrou cambaleando, gritando
com violência palavras sem nexo.
Era um homem forte, com roupas de operário.
Estava bêbado e imundo.
Aos berros, empurrou uma mulher que carregava um
bebê ao colo e ela caiu sobre uma poltrona vazia. Felizmente nada aconteceu ao
bebê.
O operário furioso agarrou a haste de metal no
meio do vagão e tentou arranca-la. Dava para ver que uma das suas mãos estava
ferida e sangrava.
O trem seguiu em frente, com os passageiros
paralisados de medo e o jovem se levantou.
O lutador estava em excelente forma física.
Treinava oito horas todos os dias, há quase três anos.
Gostava de lutar e se considerava bom de briga. O
problema é que suas habilidades marciais nunca haviam sido testadas em um
combate de verdade. Os alunos são proibidos de lutar, pois sabem que Aikidô
"é a arte da reconciliação.
Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com
o universo.
Por isso o jovem sempre evitava envolver-se em
brigas, mas no fundo do coração, porém, desejava uma oportunidade legítima em
que pudesse salvar os inocentes, destruindo os culpados.
Chegou o dia! Pensou consigo mesmo. Há pessoas
correndo perigo e se eu não fizer alguma coisa é bem possível que elas acabem
se ferindo.
O jovem se levantou e o bêbado percebeu a chance
de canalizar sua ira.
Ah! Rugiu ele. Um valentão! Você está precisando
de uma lição de boas maneiras!
O jovem lançou-lhe um olhar de desprezo.
Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava
esperar que ele o agredisse primeiro, por isso o provocou de forma insolente.
Agora chega! Gritou o bêbado. Você vai levar uma
lição. E se preparou para atacar.
Mas, antes que ele pudesse se mexer, alguém deu
um grito: Hei!
O jovem e o bêbado olharam para um velhinho
japonês que estava sentado em um dos bancos.
Aquele minúsculo senhor vestia um quimono
impecável e devia ter mais de setenta anos...
Não deu a menor atenção ao jovem, mas sorriu com
alegria para o operário, como se tivesse um importante segredo para lhe contar.
Venha aqui disse o velhinho, num tom coloquial e
amistoso. Venha conversar comigo insistiu, chamando-o com um aceno de mão.
O homenzarrão obedeceu, mas perguntou com
aspereza: por que diabos vou conversar com você?
O velhinho continuou sorrindo. O que você andou
bebendo? Perguntou, com olhar interessado.
Saquê rosnou de volta o operário e não é da sua
conta!
Com muita ternura, o velhinho começou a falar da
sua vida, do afeto que sentia pela esposa, das noites que sentavam num velho
banco de madeira, no jardim, um ao lado do outro.
Ficamos olhando o pôr-do-sol e vendo como vai
indo o nosso caquizeiro, comentou o velho mestre.
Pouco a pouco o operário foi relaxando e disse:
é, é bom. Eu também gosto de caqui...
São deliciosos concordou o velho, sorrindo. E
tenho certeza de que você também tem uma ótima esposa.
Não, falou o operário. Minha esposa morreu.
Suavemente, acompanhando o balanço do trem,
aquele homenzarrão começou a chorar.
Eu não tenho esposa, não tenho casa, não tenho
emprego. Eu só tenho vergonha de mim mesmo.
Lágrimas escorriam pelo seu rosto. E o jovem
estava lá, com toda sua inocência juvenil, com toda a sua vontade de tornar o
mundo melhor para se viver, sentindo-se, de repente, o pior dos homens.
O trem chegou à estação e o jovem desceu.
Voltou-se para dar uma última olhada. O operário escarrapachara-se no banco e
deitara a cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos
emaranhados e sebosos.
Enquanto o trem se afastava, o jovem ficou
meditando... O que pretendia resolver pela força foi alcançado com algumas
palavras meigas. E aprendeu, através de uma lição viva, a arte de resolver
conflitos.
Terry Dobson
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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