quarta-feira, 4 de junho de 2025

DIÁRIO DE QUINTA-FEIRA 05/06/2025

 

Quinta-feira, 05/06/2025

 

Definições de estupidez: Conhecer a verdade, ouvir a verdade, ver a verdade, e ainda acreditar na mentira.

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 17,20-26

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo:

20“Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; 21para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.

22Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: 23eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. 24Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. 25Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste. 26Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.               

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antônio Queiroz CSsR

 

Para que eles cheguem à unidade perfeita.

Estamos na semana de oração pela unidade dos cristãos. Neste Evangelho, Jesus continua orando a Deus Pai e pedindo pela nossa união. Ela é importante para que o mundo creia. Jesus pede ao Pai por quantos ao longo dos séculos acreditarão nele, graças à palavra e ao testemunho dos cristãos da geração anterior. A unidade será diante do mundo o sinal, ou o selo de autenticação da verdadeira Comunidade de Cristo. O amor tem duas direções: a Deus e ao próximo, união com Deus e união com o próximo. As duas se completam e não possível uma sem a outra.

É importante construir a unidade dentro da pluralidade. Este é o caminho para que os que acreditam em Cristo, e têm boa vontade, se unirem.

O livro dos Atos dos Apóstolos, ao referir-se à vida dos primeiros cristãos, diz assim: “Todos viviam unidos e possuíam tudo em comum... E, cada dia, o Senhor acrescentava a seu número mais pessoas que seriam salvas” (At 2,44.47). O amor dentro da Comunidade cristã atrai novos membros para ela.

S. Pedro, quando estava em Cesaréia, na casa de Cornélio, disse as seguintes palavras: “Irmãos, Deus não faz discriminação entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença” (At 10,34-35). Nós também queremos ser abertos a todos e a todas, sem rejeitar ninguém.

S. Paulo pede para não formarmos facções dentro da Comunidade: “Irmãos, eu vos exorto, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, a que estejais todos de acordo no que falais e não haja divisões entre vós. Pelo contrário, sede bem unidos no sentir e no pensar. Com efeito, pessoas da família de Cloé informaram-me a vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós. Digo isto, porque cada um de vós fala assim: ‘Eu sou de Paulo’, ou: ‘Eu sou de Apolo’, ou: ‘Eu sou de Cefas’, ou: ‘Eu sou de Cristo’! Será que Cristo está dividido? Será Paulo quem foi crucificado por amor a vós? Ou foi no nome de Paulo que fostes batizados?” (1Cor 1,10-13). Que forte apelo à nossa união, não? Deve doer no coração de Jesus saber que pessoas que acreditam nele, que acreditam em Deus Pai e no Espírito Santo, estão divididas e competindo entre si!

Por outro lado, uma Comunidade unida exerce uma forte atração sobre os de fora, e a Comunidade vai crescendo dia-a-dia.

Havia, certa vez, uma ilha onde moravam várias virtudes e vários defeitos, todos misturados. Lá viviam a alegria, tristeza, a vaidade, a sabedoria, a riqueza, o poder, a verdade, a mentira, o amor etc.

Um dia, foi avisado aos moradores que a ilha ia ser inundada. Então eles começaram a ir embora. Menos o amor, porque ele queria ficar um pouco mais com a ilha. Até que, quando a ilha já estava quase coberta pelas águas, o amor resolveu pedir ajuda. Ele viu a riqueza que ia saindo e pediu: “Riqueza, me ajude. Deixe-me ir com você!” A riqueza respondeu: “Você não cabe no meu barco, amor! Eu estou carregando muito ouro, muita prata!” E a riqueza foi-se embora. A vaidade vinha chegando, e o amor pediu: “Por favor, vaidade, leve-me!” Ela respondeu: “Não posso, amor. Você está todo molhado e estragaria o meu barco!” Mas a tristeza vinha logo atrás, e o amor, chorando, pediu: “Tristeza, me ajude. Leve-me com você!” Esta porém falou: “Não, amor. Estou tão triste que prefiro ir sozinha”. A alegria também passou. Ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamar.

O amor, já soluçando baixinho, se espantou quando um velhinho lhe disse: “Venha, amor, eu levo você”. O amor ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar quem era. Chegando à margem segura, o velhinho o deixou e foi-se embora. Então o amor viu a sabedoria e perguntou: “Quem era aquele bom velhinho que me ajudou?” “O tempo” – disse a sabedoria. “Mas por que – insistiu o amor – só o tempo me trouxe até aqui?” A sabedoria respondeu: “É porque só o tempo é capaz de compreender um grande amor”.

Para chegarmos à unidade perfeita, precisamos ter paciência, pois ela não se constrói de um dia para o outro. Só o tempo nos possibilitará conquistar esta bela virtude. As pessoas precipitadas quebram a unidade, às vezes por nada.

Maria Santíssima, Mãe do belo amor e do acolhimento, rogai por nós!

Para que eles cheguem à unidade perfeita.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Havia mais terrenos baldios. E menos canais de televisão.

E mais cachorros vadios. E menos carros na rua.

Havia carroças na rua. E carroceiros fazendo o pregão dos legumes.

E mascates batendo de porta em porta.

E mendigos pedindo pão velho. Por que os mendigos não pedem mais pão velho?

A Velha do Saco assustava as crianças. O saco era de estopa.

Não havia sacos plásticos, levávamos sacolas de palha para o supermercado.

E cascos vazios para trocar por garrafas cheias.

Refrigerante era caro. Só tomávamos no fim de semana.

As latas de cerveja eram de lata mesmo, não eram de alumínio.

Leite vinha num saco. Ou então o leiteiro entregava em casa, em garrafas de vidro.

Cozinhava-se com banha de porco. Toda dona-de-casa tinha uma lata de banha debaixo da pia.

O barbeador era de metal, e a lâmina era trocada de vez em quando. Mas só a lâmina.

As camas tinham suporte para mosquiteiro.

As casas tinham quintais. Os quintais tinham sempre uma laranjeira, ou uma pereira, ou um pessegueiro.

Comíamos fruta no pé.

Minha vó tinha fogão a lenha. E compotas caseiras abarrotando a despensa.

E chimia de abóbora, e uvada, e pão de casa.

Meu pai tinha um amigo que fumava palheiro.

Era comum fumar palheiro na cidade; tinha-se mais tempo para picar fumo.

Fumo vinha em rolo e cheirava bem.

O café passava pelo coador de pano. As ruas cheiravam a café. Chaleira apitava.

O que há com as chaleiras de hoje que não apitam?

As lojas de discos vendiam long plays e fitas K7.

Supimpa era ter um três-em-um: toca-disco, toca-fita e rádio AM (não havia FM).

Dizia-se 'supimpa', que significa 'bacana'. Pois é, dizia-se 'bacana', saca?

Os telefones tinham disco. Discava-se para alguém. Depois, punha-se o aparelho no gancho.

Telefone tinha gancho. E fio.

Se o seu filho estivesse no quarto dele e você no seu escritório, você dava um berro pra chamar o guri, em vez de mandar um e-mail ou um recado pelo MSN.

Estou falando de outro milênio, é verdade.

Mas o século passado foi ontem! Isso tudo acontecia há apenas 20 ou 25 anos, não mais do que o espaço de uma geração.

A vida ficou muito melhor.

Tudo era mais demorado, mais difícil, mais trabalhoso.

Então por que engolimos o almoço? Então por que estamos sempre atrasados?

Então por que ninguém mais bota cadeiras na calçada?

Alguém pode me explicar onde foi parar o tempo que ganhamos?

Marcelo Canellas

 

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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