Segunda-feira
06/10/2025.
“O
que quero saber antes de tudo não é se fracassaste, mas se soubestes aproveitar
o teu fracasso.” (Abrahan Lincoln)
EVANGELHO DE HOJE
Lc 10,25-37
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, 25um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade,
perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”
26Jesus
lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?”
27Ele
então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a
tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo
como a ti mesmo!”
28Jesus
lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”.
29Ele,
porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”
30Jesus
respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de
assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora,
deixando-o quase morto.
31Por
acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem,
seguiu adiante, pelo outro lado.
32O
mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante,
pelo outro lado.
33Mas
um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão.
34Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas.
Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde
cuidou dele.
35No
dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando:
‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’”.
E
Jesus perguntou:
36“Na
tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos
assaltantes?”
37Ele
respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”.
Então
Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
E quem é o meu próximo?
Este Evangelho começa com duas perguntas de um mestre da Lei a Jesus,
pra pô-lo em dificuldade. São pontos sobre os quais não havia acordo nas
escolas rabínicas. Jesus, na sua sabedoria, faz com que o próprio mestre da Lei
responda as duas.
A primeira é: “Que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” O
próprio mestre da Lei responde: “Amarás o Senhor teu Deus...”
Entretanto, o mestre da Lei não se dá por vencido e faz outra pergunta:
“E quem é o meu próximo?” Também sobre esta questão eles se dividiam. Para uns,
eram os amigos. Para outros, eram os parentes. Para outros, eram os da mesma
nação ou raça...
O mestre da Lei quer saber quais são os limites do amor. Jesus fala que
não tem limites. São todos e todas que encontrarmos pelos caminhos da vida,
como o samaritano, que cuidou de um judeu, povo rival.
Todo homem e toda mulher que encontrarmos pela vida, e estão em situação
de necessidade, são nossos próximos.
Dos três viajantes que, no caminho, se encontraram com o ferido, os dois
primeiros são membros ativos e líderes da religião: o sacerdote, e o levita que
tinha uma função parecida com os nossos líderes cristãos. Com isso, Jesus deixa
claro que o que vale para entrar no céu não são títulos ou cargos importantes
na Igreja, mas a prática da caridade.
Já o amor do samaritano foi bonito: espontâneo, desinteressado,
generoso, terno, serviçal, eficaz e gratuito.
Após terminar a parábola, Jesus devolve a segunda pergunta ao seu
interlocutor, mas a inverte. Ele não focaliza o destinatário (quem é o meu
próximo?), e sim o seu sujeito: “Qual dos três foi o próximo do homem que caiu
nas mãos dos assaltantes?” E o mestre da Lei respondeu corretamente, usando
inclusive uma expressão bíblica: “Foi aquele que usou de misericórdia para com
ele”.
A conclusão de Jesus – “Vai e faze a mesma coisa” – é dirigida a todos
nós. O amor verdadeiro sempre coloca como centro o outro, não eu. A pergunta
correta que devemos nos fazer hoje é: “Quem espera ajuda de mim?” Vemos que o
amor não tem limites, pois ele parte das necessidades do outro.
O sacerdote e o levita viram o ferido, mas seguiram adiante pelo outro
lado do caminho. Eles se colocaram propositalmente à distância do necessitado.
Corresponde um pouco aos nossos condomínios fechados, muros altos, vidros fumê
nos carros... são estratégias atuais de seguir em frente pelo outro lado. Já
quem ama faz o contrário: quer estar no meio dos necessitados.
Como vemos, a parábola é atual, e toca no núcleo da nossa vida cristã,
que é o amor ao próximo. É o que Jesus, como Juiz, vai cobrar de nós no Juízo
final: “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos
preparou desde a criação do mundo!... Pois eu estava doente, e cuidastes de
mim”(Mt 25,34ss).
Ser o próximo do outro é não apenas estar perto, mas estar perto de
coração, aproximar-se afetiva e efetivamente dele. Quem tem o coração duro,
fica distante de quem está próximo em situação de necessidade. Isso pode
acontecer dentro das famílias e até das comunidades religiosas.
O capitalismo interessa-se pelo próximo, mas apenas por uma parte dele:
o seu bolso. Até no caso de doença, ou de acidente como foi este da parábola, o
capitalista vê como oportunidade de ganhar dinheiro.
“Este mandamento que hoje te dou
não é difícil demais, nem está fora do teu alcance... Está em teu coração, para
que o possas cumprir” (Dt 30,10-14). De fato esta lei do amor ao próximo já
está escrita em nosso coração desde que nascemos. Se alguém não a cumprir, não
terá desculpas.
Uma maneira frutuosa de meditar sobre esta parábola é tentar descobrir
com qual dos personagens que aparecem nela nós mais nos parecemos. Claro que o
nosso desejo é nos parecer com o samaritano, e até com Jesus. Mas a resposta
verdadeira nós a damos com a nossa vida concreta do dia a dia. Será que nos
parecemos com o dono da pensão: fazemos o bem quando somos remunerados? Ou
somos como o sacerdote e o levita: vivemos tão preocupados com os nossos
afazeres que “nem vemos” quem está em necessidade ao nosso lado? Ou, pior
ainda, somos assaltantes disfarçados do nosso próximo? A sociedade atual que
construímos mostra claro que os “bons samaritanos” não passam de uns 5%. Claro
que cada um de nós se julga entre esses 5%. No entanto, o resultado está aí.
Certa vez, numa grande região, faltou chuva e a colheita foi pobre.
Entretanto, uma grande fazenda, que tinha irrigação artificial, teve uma
colheita abundante. O administrador encheu os celeiros, depois disse para o
dono da fazenda: “A colheita ruim aumentou o preço dos cereais. Agora é o tempo
propício para vender e ganhar muito dinheiro”. O fazendeiro respondeu: “Eu
penso nos pobres lavradores que não colheram nada e estão com as suas despensas
vazias. Agora é tempo propício para dar”.
O amor é assim, freqüentemente ele inverte o pensamento cego dos
capitalistas, baseado na sede de lucro.
Existem pessoas que disfarçam o seu egoísmo, como aquele que disse: “Os
homens são maus. Só pensam em si. Só eu penso em mim!” Quem falou isso não
percebe que a primeira pessoa má do mundo é ele mesmo!
É próprio das mães perceber as necessidades dos filhos e colocar-se ao
lado deles. Vamos pedir à nossa querida Mãe Maria Santíssima que nos ajude a
ser bons samaritanos, socorrendo o nosso próximo em suas necessidades, e assim
“recebendo como herança a vida eterna” Mãe do amor, rogai por nós.
E quem é o meu próximo?
MOMENTO DE REFLEXÃO
Existem
situações, pelas quais passamos, que lembram uma chave capaz de abrir uma porta
que sempre nos leva a "lugar nenhum", é a porta que quase sempre se
abre para o sofrimento.
Pior
ainda, é perceber que muita gente, vive com essa chave no bolso, e esta sempre
usando-a, causando dor e sofrimento a si própria, envolvendo-se naqueles
relacionamentos que já começam errado, em empregos que nitidamente não lhes
servem, fazendo cursos que não lhe dizem respeito, trocando a noite pelo dia na
frente do computador, se envolvendo com drogas, com amigos "drogas",
com "situações drogas", e assim por diante.
Por
isso, por causa dessa chave, que não abre porta alguma e nos conduz ao lugar
nenhum, que muita gente reclama que nada dá certo para elas, vivendo situações
que se repetem sempre, mal começam uma coisa e já sabem que não vai dar em
nada.
Mas,
porque não largar esse chave, destrui-lá pelo caminho? Como abandonar esse
instrumento de tortura? Antes de mais nada, a chave é feita com nossos
sentimentos, com nossas emoções, não é dada por ninguém, é estampada em nosso
intimo, e para ficar livre dela, é preciso um esforço muito grande no caminho
da modificação do nosso "eu", quebrar paradigmas, esquecer o "eu
não posso", o "eu não consigo", e mudar tudo o que sabemos que
precisamos mudar.
Quem
está disposto a abandonar um caso extraconjugal?
Quem
quer realmente largar um vício de anos?
Quem
é que realmente começa um regime e se modifica?
Essa
chave representa a luta do homem contra as facilidades que ele buscou e não
consegue se desligar, é uma luta contra si próprio e, por mais incrível que
pareça, totalmente a seu favor.
Que
chave é essa que você anda carregando?
A da
determinação que abre portas onde as pessoas só enxergam problemas?
A da
esperança que te leva sempre a dar mais um passo em busca dos seus sonhos?
A do
amor, que transformou sua vida em flores e possibilidades infinitas.?
Ou
ainda é a velha chave do "eu quero, mas não consigo", a chave das
lamentações, das dores, do medo?
Reflita,
a chave da sua vida pode ser mais leve, livre e revestida de ouro que atrai
mais brilho, mais vida, mais amor e nos leva mais perto de Deus.
Paulo
Roberto Gaefke
UM ABENÇOADO
DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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