Terça-Feira
21/10/2025.
“No
meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade.” (Albert Einstein)
EVANGELHO DE HOJE
Lc 12,35-38
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
E
Jesus disse ainda:
-
Fiquem preparados para tudo: estejam com a roupa bem presa com o cinto e
conservem as lamparinas acesas. Sejam como os empregados que esperam pelo
patrão, que vai voltar da festa de casamento. Logo que ele bate na porta, os
empregados vão abrir. Felizes aqueles empregados que o patrão encontra
acordados e preparados! Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o próprio patrão
se preparará para servi-los, mandará que se sentem à mesa e ele mesmo os
servirá. Eles serão felizes se o patrão os encontrar alertas, mesmo que chegue
à meia-noite ou até mais tarde.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Queiroz
Felizes
os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar.
Neste
Evangelho, Jesus nos faz um apelo à vigilância. “Que vossos rins estejam
cingidos e as lâmpadas acesas”. Os orientais usam roupas largas, precisando
então, para o trabalho, amarrá-las à cintura. Portanto, o sentido é a espera
atenta e já preparado para trabalhar. Lâmpadas acesas é a graça de Deus, na
qual precisamos sempre andar, pois não sabemos o dia nem a hora da chegada do
Reino de Deus.
A
redenção é comparada com uma festa de casamento, na qual Jesus, como Deus, é o
noivo e nós a noiva. Mas este casamento (a redenção) só acontece concretamente
para nós se estivermos atentos e sempre preparados.
Na
parábola, quando o senhor bate na porta, não dá mais tempo de se preparar. O
mesmo acontece conosco: quando o Senhor Deus bater à nossa porta, não haverá
mais tempo de nos prepararmos. Daí a necessidade da vigilância constante, nas
vinte e quatro horas do dia, nos sete dias da semana, nos 365 dias do ano, sempre.
Isso
não é fácil, mas compensa, porque, se o Senhor nos encontrar preparados, a
situação vai se inverter: nós seremos os “senhores” e ele o servo nosso. “Ele
mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá”. Que
coisa bonita! Mostra que Jesus não está interessado em nada, a não ser na nossa
salvação. Como ele mesmo disse: “Quem é maior, o que está à mesa, ou aquele que
serve? Não é o que está à mesa? Eu estou no meio de vós como aquele que serve”
(Lc 22,27).
Existem
até religiões que dizem saber quando o Senhor virá, ou quando será o fim do
mundo. Mas Jesus disse várias vezes que ninguém tem condições de saber isso. O
que precisamos é atender ao seu apelo e viver sempre preparados.
Não
podemos ficar nem um minuto com a nossa lâmpada apagada, pois a qualquer
momento poderá acontecer a chegada do Reino de Deus. O nosso encontro com Deus
acontece não só na nossa morte, mas de muitas outras formas. A vida é cheia de
momentos altos, em que devemos dar um forte testemunho. E isso acontece de
repente. Por isso que os santos diziam: “Eu temo o Senhor que passa”. Ou
“Quando Jesus passar eu quero estar no meu lugar”.
A
nossa vida futura é muito mais importante que esta, por isso precisamos pensar
um pouco nela e viver sempre preparados.
A
vigilância é também atitude própria de quem ama. É a lâmpada acesa do amor que
nunca se apaga. Quantas mães, esposos e namorados passam o dia e a noite
olhando pela janela para ver se seu amado ou a sua amada está chegando! O nosso
amor a Deus vai nessa linha, e muito mais.
Havia,
certa vez, uma casa bonita, mas o quintal deixava muito a desejar. Era um
terreno abandonado, maltratado, oferecendo um aspecto desolador.
Numa
manhã de feriado, o marido, sem ter o que fazer, pensou: Já que minha esposa
foi visitar seus pais, eu vou melhorar esse quintal. Pegou a enxada, cavou
fundo, revirou a terra, quebrou os torrões, misturou com adubo... No dia
seguinte, ao voltar do trabalho, traria sementes de verduras e estaria pronta a
horta.
A
esposa voltou à noite e nada viu. Mas no outro dia cedo, ao ver o terreno
preparado, teve uma idéia: plantar flores. Correu ao mercado, plantou sementes
e as plantou. O marido, por sua vez, plantou as sementes de verduras. Sem saber
os planos um do outro, ficaram esperando os resultados.
Quando
as verduras começaram a pintar de verde a terra, apareceram os pesinhos de
flor. O marido pensou ser uma praga, por isso arrancou tudo. Com igual
raciocínio, a mulher arrancou as verduras. E continuaram esperando... mas nada!
No
lar em que o casal não tem diálogo acontece isso de muitas formas diferentes,
principalmente na educação dos filhos. O que um faz o outro tira, dando tudo
errado. E o prejuízo é muito maior que perder umas sementes.
O
amor matrimonial é como uma plantinha, que deve ser regada todos os dias pela
oração e pelo diálogo. Que o Senhor não nos pegue de surpresa!
Maria
Santíssima era vigilante; ela tinha a atenção amorosa de quem se prepara para o
encontro com um grande amor. Por isso, no fim de sua vida terrena nem precisou
morrer e já passou direto para a convivência com a Santíssima Trindade, já que
ela é filha de Deus Pai, esposa de Deus Espírito Santo e mãe de Deus Filho.
Vamos pedir a Maria que nos ajude a ser vigilantes.
Felizes
os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar.
MOMENTO DE REFLEXÃO
O gabinete daquela
escola de ensino médio se convertera, por alguns momentos, em palco para uma
cena constrangedora.
Um aluno de 16 anos de idade estava ali, sentado, cabeça baixa, pensamento em
desalinho, aguardando a sentença final.
Os pais, desolados, olhavam em silêncio para o filho, sem saber o que dizer
diante daquele momento.
Vários de seus
professores já haviam dado seus depoimentos, todos desfavoráveis ao jovem
rebelde.
Se o garoto fosse
expulso seria um peso a menos na sua árdua obrigação de ensinar...
Se se livrassem
daquele estorvo sua tarefa ficaria mais leve, talvez pensassem alguns daqueles
educadores.
O silêncio enchia a
pequena sala, quando chegou o último professor para dar seu parecer sobre a
questão: era o professor de física.
Homem maduro, lúcido,
educador por excelência, sentou-se e, antes de dizer qualquer palavra, olhou
detidamente nos olhos de cada uma daquelas criaturas ali sentadas, e sentiu-se
extremamente comovido diante da situação.
Como poderia ajudar a
resolver a questão sem prejuízo para o seu aluno?
Afinal, para aquele nobre mestre, expulsar um aluno seria decretar a própria
falência como educador.
Então, ele olhou
carinhosamente para a mãe e perguntou: o que está havendo? O que aconteceu para
que a situação chegasse a esse ponto?
Tamanha era a
vibração de ternura que emanava da voz suave do educador, que a mãe se sentiu
amparada na sua desdita e decidiu falar.
Olhou com afeto para o filho, e, num tom de extremado carinho disse: meu filho!
O jovem, diante da pequena frase que ecoou em seu íntimo com mais força do que
mil palavras de reprimenda, desatou a chorar...
Chorou e chorou, compulsivamente...
A comoção tomou conta
do gabinete e as lágrimas rolaram quentes dos olhos daqueles pais sofridos, e
também do professor e da diretora.
Após quase meia hora,
as lágrimas foram cedendo lugar a um certo alívio, como se uma chuva de bênçãos
tivesse lavado o travo de fel que pairava sobre a pequena assembléia...
Quebrando o silêncio,
o garoto falou: mãe, posso lhe prometer uma coisa?
Vocês nunca mais virão à escola por motivos como este.
Um ano se passou, e a promessa que o jovem fez se cumpriu.
Um dia, o professor encontrou seu aluno no corredor da escola e lhe fez a
pergunta que há muito desejava fazer: o que fez você mudar, aquele dia, no
gabinete?
E o jovem respondeu,
um tanto constrangido:
É que minha mãe
nunca havia me chamado de "meu filho".
Aquelas duas
palavras, professor, pronunciadas pela minha mãe com uma sonoridade espiritual
tão profunda, foram o suficiente para eu mudar o rumo da minha vida...
O rapaz se despediu e se foi, deixando o mestre absorto em seus pensamentos...
Em sua mente voltou a cena daquele dia distante, em que adentrou a pequena sala
do gabinete...
Em suas conjecturas
se perguntou sobre qual seria a situação daquele moço, se tivesse sido expulso
da escola naquela oportunidade...
Pensou também na
força da pequena frase: "Meu filho"! E ficou a imaginar quão poderoso
é o afeto de mãe.
E, como homem notável
e admirável educador, concluiu, em seus lúcidos raciocínios:
O dia que as
mães quiserem, elas mudarão o mundo.
Não conhecemos a autoria, caso você saiba, por
favor entre em contato para que possamos fazer o
devido crédito
UM ABENÇOADO
DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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