Sexta-feira
26/12/2025.
“É
preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado.”
(Guimarães Rosa)
EVANGELHO DE HOJE
Mt
10,17-22
— O
Senhor esteja convosco.
— Ele
está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória
a vós, Senhor!
Tenham
cuidado, pois vocês serão presos, e levados ao tribunal, e serão chicoteados
nas sinagogas. Por serem meus seguidores, vocês serão levados aos governadores
e reis para serem julgados e falarão a eles e aos não-judeus sobre o evangelho.
Quando levarem vocês para serem julgados, não fiquem preocupados com o que
deverão dizer ou como irão falar. Quando chegar o momento, Deus dará a vocês o
que devem falar. Porque as palavras que disserem não serão de vocês mesmos, mas
virão do Espírito do Pai de vocês, que fala por meio de vocês.
-
Muitos entregarão os seus próprios irmãos para serem mortos, e os pais
entregarão os filhos. Os filhos ficarão contra os pais e os matarão. Todos
odiarão vocês por serem meus seguidores. Mas quem ficar firme até o fim será
salvo.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do
vosso Pai.
Iniciamos um novo ciclo litúrgico, o do Natal, em que
celebramos o mistério da Encarnação, isto é, a humanização de Deus para a
divinização do homem.
Hoje é a festa de Santo Estevão, o primeiro mártir da Igreja.
Por isso que nós o celebramos logo após o Natal. Ele foi o primeiro discípulo
dessa criança que nasceu em Belém, e que o seguiu até no martírio.
No Evangelho, próprio da festa, Jesus nos alerta sobre a
perseguição que todo cristão sofre, vivendo no meio desse mundo pecador. E ele
nos dá orientações sobre como nos comportar nessas horas. Ele pede para não nos
preocuparmos com o que falar, pois “não sereis vós que havereis de falar, mas
sim o Espírito do vosso Pai”.
Santo Estevão foi a primeira vítima dessas perseguições,
depois de Jesus. A primeira Leitura da Missa de hoje narra o seu martírio (At
6).
Veja um resumo do que narra At 6-8: Estevão, cheio de graça e
poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo... Entretanto, começaram a
discutir com ele. Como não conseguiam resistir à sabedoria de Estevão,
subornaram alguns indivíduos, que disseram: “Ouvimos este homem dizer
blasfêmias contra Moisés e contra nosso Deus”. Então os doutores da Lei o
prenderam e o conduziram ao sinédrio.
Lá, o sumo sacerdote perguntou a Estevão: “É verdade o que
estão dizendo?” Estevão aproveitou a oportunidade para provar, pelas
Escrituras, que Jesus é o Messias esperado. Ele fez um discurso longo e
belíssimo. Destaques:
- O testemunho de Abraão a respeito do Messias.
- José foi perseguido por seus irmãos, por inveja (indireta
às autoridades ali presentes). O exílio Babilônico aconteceu devido à dureza do
coração do povo (outra indireta).
- Citando Is 66, Estevão relativiza o Templo de Jerusalém,
dizendo que o Altíssimo não mora em casa feita por mãos humanas: “O céu é o meu
trono, e a terra é o apoio dos meus pés. Que casa construireis para mim? Não
foi minha mão que fez todas essas coisas? Tudo o que existe fui eu que fiz! Eu
olho para o aflito e o de espírito abatido, e também para aquele que estremece
diante das minhas palavras!”
Em seguida, Estevão falou claro e direto: “Homens teimosos,
insensíveis e fechados à vontade de Deus! Vocês sempre resistiram ao Espírito
Santo. São hoje como foram seus pais! A qual dos profetas os pais de vocês não
perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual
agora vocês se tornaram traidores e assassinos. Vocês receberam a Lei
promulgada através de anjos, e não a observam!”
“Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram
os dentes contra Estevão. Repleto do Espírito Santo, Estevão olhou para o céu e
disse: ‘Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de
Deus’. Então eles, dando grandes gritos e tapando os ouvidos, avançaram contra
Estevão, arrastaram-no para fora da cidade e o apedrejaram. As testemunhas
deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo. Enquanto o apedrejavam,
Estevão clamou dizendo: ‘Senhor Jesus, acolhe o meu espírito’. Depois dobrou os
joelhos e gritou forte: ‘Senhor, não os condenes por este pecado.’ E, ao dizer
isto, adormeceu.” (At 7,51-60).
Este “Saulo” é São Paulo. Santo Agostinho fala que foi
certamente aquela oração de Estevão que conseguiu de Deus a conversão de São
Paulo. Ele disse: “Se Estevão não tivesse rezado certamente hoje não teríamos o
grande Apóstolo dos gentios”.
Estevão deixou muitos exemplos para nós. Podemos destacar: a
oração por aqueles que o estavam matando, o comportamento firme na hora da
perseguição, o testemunho dado no tribunal etc.
Havia, certa vez, uma alta figueira, cujo tronco era bem
grosso. Os animais gostavam de ficar debaixo dela, por causa da sombra. Um dia,
deu um vendaval, e a figueira caiu. Aí que descobriram que ela estava oca. Sem
ninguém perceber, as brocas comeram o interior daquela figueira.
Nós temos alguma coisa a aprender dessa figueira. Pelo
batismo, nós nos tornamos participantes da natureza divina. Não podemos ser
ocos, pois assim não resistiremos o vendaval do mundo pecador e das
perseguições.
Que Maria Santíssima e Santo Estevão, nos ajudem a ser
testemunhas de Jesus, nas horas fáceis e também nas difíceis.
Não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do
vosso Pai.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Você não
precisa cuidar de um medo específico. Não precisa se preocupar em acabar com um
ou outro receio que você tenha. Basta investir seus esforços em desenvolver a
sua confiança. Ao aumentar a sua segurança como pessoa e a sua confiança em si
mesmo, nos outros e em Deus, seus medos vão fazer as malas e ir embora.
Desenvolver confiança é vacinar-se contra o medo.
Quando você
acredita em si mesmo, a insegurança desaparece aos poucos, até o dia que você
vai perceber que a sua vida está se tornando uma dádiva e não um peso pra
carregar. Confiar em si mesmo tem a ver com acreditar na sua capacidade de
superar desafios.
Quando
confia em alguém, você não precisa ficar se perguntando se existe alguma
intenção oculta por trás do que está sendo dito. Confiar no outro tem a ver com
construir juntos uma amizade verdadeira e saber que na hora da pressão você
pode contar com essa pessoa.
Quando
confia em Deus você sabe que está protegido em todas as circunstâncias.
Mas a
confiança não nasce pronta. Ela é construída. Quanto mais vivemos novos
desafios, mais vamos tendo consciência da nossa capacidade de acreditar em
Deus, no outro e em nós mesmos. Pense sobre isso!
Roberto
Shinyashiki
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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