Terça-feira
16/12/2025.
“Quando
você tem que comprar, use seus olhos, não seus ouvidos."
(Provérbio
Checo)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 21,28-32
— O
Senhor esteja convosco.
— Ele
está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
Jesus
continuou:
- E
o que é que vocês acham disto? Certo homem tinha dois filhos. Ele foi falar com
o mais velho e disse: "Filho, hoje você vai trabalhar na minha plantação
de uvas."
-
Ele respondeu: "Eu não quero ir." Mas depois mudou de idéia e foi.
- O
pai foi e deu ao outro filho a mesma ordem. E este disse: "Sim,
senhor." Mas depois não foi.
-
Qual deles fez o que o pai queria? - perguntou Jesus.
E
eles responderam:
- O
filho mais velho.
Então
Jesus disse a eles:
- Eu
afirmo a vocês que isto é verdade: os cobradores de impostos e as prostitutas
estão entrando no Reino de Deus antes de vocês. Pois João Batista veio para
mostrar a vocês o caminho certo, e vocês não creram nele; mas os cobradores de
impostos e as prostitutas creram. Porém, mesmo tendo visto isso, vocês não se
arrependeram e não creram nele.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
João veio, e os pecadores creram nele.
Neste Evangelho, Jesus nos conta a parábola dos dois filhos.
O pai pede ao primeiro para ir trabalhar na vinha, ele fala que não quer, mas
depois muda de opinião e vai. O pai faz o mesmo pedido ao segundo, este fala
que vai, mas não vai.
Jesus explica a comparação: os publicanos e as prostitutas
eram pessoas que levavam vida errada, isto é, inicialmente disseram “não” ao
Pai que é Deus. Mas depois se arrependeram e acreditaram na pregação de João
Batista e de Jesus.
Já os sumos sacerdotes e os anciãos, que respondiam “sim” a
Deus no Antigo Testamento, agora respondem “não” ao mesmo Deus, no Novo
Testamento. Portanto, eles agem como o segundo filho da parábola, que disse que
ia trabalhar na vinha, mas não foi.
Os próprio sumos sacerdotes e anciãos se condenaram, dizendo
que quem fez a vontade do pai foi o primeiro filho, que representa os
publicanos e as prostitutas. Jesus conclui dizendo que os publicanos e as
prostitutas os precederão no Reino de Deus.
Trazendo para nós hoje, há pessoas que no passado diziam
“sim” a Deus com generosidade, e hoje são medíocres. E existem também exemplos
contrários, de pessoas antes afastadas e hoje engajadas e generosas para Deus e
a Comunidade. O que vale é o que a pessoa é hoje, não o que foi no passado. Os
pecados do passado, Deus está pronto a nos perdoar, se depois mudamos de idéia
e nos convertemos. Outro sentido é que Deus gosta mais das pessoas que cumprem
com fidelidade e perseverança a sua Lei, mesmo sem prometer nada, do que daquelas
que prometem muito e fazem pouco.
Mais do que palavras bonitas, o que agrada a Deus são as
ações corretas. Os fariseus gostavam de se apresentar como santos, isto é,
diziam “sim” na aparência, mas “não” nas ações. Deus gosta de palavras bonitas,
mas quando são acompanhadas de uma vida bonita.
Há pessoas que têm facilidade em prometer, mas depois se
esquecem e não cumprem. Como aquele que disse: “Eu consigo parar de fumar; só
este ano já parei três vezes!”
Existe até uma afirmação de que emprestar é sinônimo de dar,
porque quem pede emprestado promete devolver mas não devolve. Deus não gosta
desse tipo de gente. São atitudes indignas de cristão. Se as pessoas cumprissem
o que prometem, não precisaríamos do SPC, CERASA etc. No dia do nosso batismo,
os nossos pais e padrinhos disseram “sim” a Deus em nosso lugar. E nós
assumimos aqueles compromissos na primeira comunhão, e o renovamos na crisma, e
todos os domingos na Missa, quando fazemos a profissão de fé. Como estamos hoje
em relação aos nossos compromissos batismais?
S. Paulo disse “não” a Cristo, quando jovem. Mas depois disse
“sim” e o manteve até a morte. Assemelhou-se, portanto, ao primeiro filho da
parábola.
E ele compara a vida cristã com uma competição de corrida a
pé. “Acaso não sabeis que todos correm, mas um só ganha o prêmio? Correi de tal
maneira que conquisteis o prêmio. Todo atleta se impõe todo tipo de disciplina.
Eles assim procedem, para conseguir uma coroa corruptível. Quanto a nós,
buscamos uma coroa incorruptível” (1Cor 9,24-25).
Quando Deus Pai chamou seu Filho Jesus para a missão de
redimir a humanidade, ele respondeu: “Eis me aqui, ó Pai, para fazer vossa
vontade!” (Hb 10,7). E depois perseverou naquele “sim”. “Cristo humilhou-se,
fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2,8). Jesus, portanto,
não se assemelhou nem ao primeiro nem ao segundo filho, pois respondeu “sim” a
Deus Pai, e cumpriu esse “sim” até o fim da vida terrena, e continua cumprindo
hoje.
Cada dia que amanhece é um novo presente que Deus nos dá.
Quando abrimos os olhos e vemos a luz de um novo dia, cabe a nós agradecer a
Deus o dom da vida e vivê-la bem hoje, porque amanhã não sabemos se estaremos
vivos.
Certa vez, um casal estava viajando numa cidade grande, em
direção a um bairro desconhecido. Eles iam à casa de um amigo, que os convidara
para jantar.
O marido ao volante e a esposa ao lado, indicando o caminho.
Em determinado momento, ela disse: “Na primeira esquina vire à direita”. Ele
teimou que era à esquerda. Os dois discutiram um pouco, mas por fim ela cedeu,
a fim de que não chegassem à casa do amigo mal humorados. Resultado: depois de
muito andar, tiveram de voltar àquela esquina e entrar à direita. Assim,
chegaram atrasados no jantar.
Na volta, conversando sobre o incidente, ela disse: “Se você
tinha certeza de que eu estava errado, por que não insistiu um pouco mais? Ela
respondeu: “Entre ter razão e ser feliz, eu preferi ser feliz. Estávamos à beira
de uma briga. Se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite”
Dizer “sim” na hora do casamento é fácil. Mas o importante é
mantê-lo até o fim da vida.
O Natal se aproxima. Não queremos celebrá-lo mal humorados ou
carregando algum pecado. É para isso que existe o advento.
Maria Santíssima ganhou de longe desses dois filhos da
parábola, porque ela, a exemplo do Filho, disse “sim” para Deus no começo da
vida e o manteve até o fim. Maria do “sim”, rogai por nós!
João veio, e os pecadores creram nele.
MOMENTO DE REFLEXÃO
“Então Maria deu à luz ao seu primeiro filho.
Enrolou o menino em panos e o deitou numa manjedoura, pois não havia lugar para
eles na pensão.” (Lucas 2.7)
Baseado nas
palavras dos Evangelhos a iconografia ao longo dos séculos tem romantizado a
imagem da família de Jesus em torno da manjedoura. Como a vida imita a arte,
muitas vezes não vamos muito além disto: deixamos Jesus na manjedoura. Nesse
tempo de advento, mais do que em outros meses, a criança, Deus, volta para a
manjedoura... Onde Jesus está? Onde está Jesus neste tempo especial de Advento?
Seria melhor perguntar, onde nós o colocamos? Ou melhor, onde nós o deixamos?
Fiz esta pergunta para a comunidade e ela respondeu: na manjedoura. De fato,
Jesus está na manjedoura. No chão. Deitado. Deixado! Chorando. Costumamos
colocar Jesus num lugar onde não incomoda. Pois, enquanto escrevo esta
mensagem, ouvimos falar dos alagamentos em SP, do choque de ordem no RJ, do
Governador Arruda no Distrito Federal, nos EUA que enviarão mais 30.000
soldados ao Afeganistão nos próximos seis meses. Enquanto tudo isso ocorre,
Jesus está deitado e esquecido num coxo onde os animais comem. Assim a arte e
os poderes de morte têm pintado o agir de Deus e a inocência de Jesus. Afinal,
onde Jesus está no Natal?
No Advento
de 2009 recebi da artista plástica de Guarulhos, Edite Straube, uma graciosa pintura
produzido pelas suas próprias mãos e doado à comunidade de Guarulhos. Diríamos
uma obra que saiu do coração, pois Jesus não está na manjedoura. Onde está
Jesus? Sob a paz do ambiente e o olhar cuidadoso de José, Jesus está no colo de
sua mãe. Esquecemos muitas vezes desta cena: antes de Jesus ser deitado na
manjedoura ele esteve no aconchego do colo e dos braços de Maria. No silêncio
das Escrituras ele esteve também no aconchego do colo e braços de seu pai.
Somente depois de muitas carícias, Maria o colocou na manjedoura para dormir em
"paz celestial", como diz o hino Noite Feliz.
Às vezes,
penso que Ele não esteja dormindo na manjedoura, mas esteja esperando que nós o
peguemos e o levemos em nosso coração. Este é o desafio para cada pessoa neste
Natal. Tirá-lo do chão, do coxo, da manjedoura e trazê-lo próximo ao coração.
Cientes que o menino no colo de Maria é o mesmo que na sexta feira santa é crucificado.
Ele dá a sua vida em resgate da humanidade. Ainda podemos ouvir suas palavras
ao seu discípulo Tomé: “toque nas minhas feridas”. Quem não quer tocar nas
feridas de Jesus nos dias de hoje também não é digno de abraçá-lo. Certamente,
Jesus iria chorar se nossas mãos estivessem sujas de corrupção ou manchadas de
sangue, se nosso coração estivesse cheio de ódio ou malícia, se na nossa vida
não houvesse espaço para a paz com Deus e amor entre as pessoas.
Amigo
leitor, Advento chama-nos à manjedoura. Não somente para contemplá-la, mas,
sobretudo, para acolher Jesus com fé, pureza e devoção. “... preparai o coração
com fé, pureza, devoção! Assim o Rei a vós virá, que vida e salvação dará.
Louvado seja Deus, que guia os passos meus!” Amém.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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