Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
“O
que somos é um presente que a vida nos dá. O que nós seremos é um presente que
daremos à vida.” (Herbert de Souza, o Betinho)
EVANGELHO DE HOJE
Lc
17,26-37
— O
Senhor esteja convosco.
Ele
está no meio de nós!
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26“Como aconteceu nos dias de Noé,
assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. 27Eles comiam, bebiam,
casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então
chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28Acontecerá como nos dias de Ló:
comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29Mas no dia em
que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer
todos. 30O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado.
31Nesse dia, quem estiver no terraço, não desça para apanhar os bens que estão
em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32Lembrai-vos da
mulher de Ló. 33Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai
conservá-la. 34Eu vos digo: nesta noite, dois estarão numa cama; um será tomado
e o outro será deixado. 35Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada
e a outra será deixada. 36Dois homens estarão no campo; um será levado e o
outro será deixado”. 37Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá
isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”.
Palavra
da salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Escrevi esse texto ano passado, mas infelizmente ainda é
muito atual..
(…)
E os mortos-vivos? O que será deles? (risos) Quem são eles?
“(…) A pessoa que procura os seus próprios interesses nunca
terá a vida verdadeira”.
São “mortos-vivos” os que perambulam por todo lugar sem um
objetivo maior a sua frente. NÃO são eles os mendigos, os pedintes, mas os que
se apegam a carros, casas, fazendas, grifes, cargos, chefias, (…) fazem lobbies
para serem eleitos para cargos eletivos ou de liderança de massas (prefeito,
vereadores e até mesmo no trabalho, na comunidade); esquecem de ouvir quem mais
precisa (às vezes usam até o nome de Deus); fecham seus olhos aos seus
defeitos, mas se aguçam a procurar o dos que discordam do seu “modelo” e
tristemente “(…) Onde estiver o corpo de um morto, aí se ajuntarão os urubus“.
Fico muito triste quando vejo os urubus (às vezes somos nós
mesmos) atestando os atos dos mortos-vivos! Pois de certa forma ao calarmos
estamos consistindo, consciente ou inconscientemente, o gesto incorreto e pior
que isso, dando argumentos para novos “seguidores”.
Dura é a realidade: Só existe ainda propina (pagamento
ilícito), pois sempre tem alguém a querer pagar; acabam-se as locadoras de DVD,
pois justifica-se que é um serviço caro locar um filme original; o consumo e o
tráfico de drogas só existem, pois alguém o alimenta comprando uma “cabecinha”;
a menina ou o menino que não deixam a prostituição, pois se recusam perder os
luxos a receber um salário mínimo por mês num emprego qualquer; que prefiro
colocar a culpa da falta de programas de saúde, emprego e educação no governo,
nos políticos que eu mesmo ajudei eleger em troca de um cargo comissionado, por
um privilégio, por um botijão de gás (hunf). Estamos sempre querendo levar
alguma vantagem.
Verdade Senhor! “(…) Onde estiver o corpo de um morto, aí se
ajuntarão os urubus“.
Esses “mortos-vivos fazem tudo isso e depois tem a capacidade
de ir a frente das pessoas para novamente ludibriá-las, enganá-las, fazendo
cara de bom moço, passando-se por ingênuos, inocentes, usando assim do
sentimento bom que temos… Isso vai durar até o momento que vem o dilúvio…
Outro ponto: Imagino o desespero das pessoas que vêem
repentinamente a água subir e ver as portas da arca fechadas. Diferentemente do
episódio bíblico, devemos estar prontos e amadurecidos para abrir as portas e
recebê-los de volta enquanto a água não sobe, pois cabe somente a Deus dizer quem
fica e quem vai. Esse que vem bater à porta da arca pode ser seu irmão que se
arrependeu e pede abrigo; o filho que pelo vício do álcool ou das drogas pede
ajuda; a filha adolescente gestante de outro guri; o nosso maior desafeto de
trabalho vivendo um difícil momento ou em profunda depressão (…)
Sabe, acredito que talvez sejam nessas horas, que parece que
ninguém esta vendo, que o Senhor de fato, repara o quanto mudamos, o quanto
somos verdadeiros, bons, obedientes, (…)
O professor Felipe Aquino diz:
“(…) Ser fiel a Deus é ser obediente às suas leis, à sua
vontade, e servir-lhe com toda a alma. Santo Inácio de Loyola afirmava que
viver bem é amar e servir a Deus nesta vida. Jesus disse aos Apóstolos na
última Ceia: ‘Se me amais, guardareis os meus mandamentos’ (Jo 14,15).
Portanto, amar a Deus, mais do que um sentimento, é uma decisão: guardar os
seus mandamentos, cumprir a sua vontade”.
Precisamos nos empenhar em pelo menos não sermos hipócritas.
Que pelos nossos gestos verdadeiros consigamos tocar a Deus e como Ló, não
voltar e nem olhar para trás. Abandonemos o quanto antes o que é velho e o que
não edifica. Joguemos fora nossas máscaras para com Deus.
Um imenso abraço fraterno.
CULINÁRIA
Bauru de Forno da Palmirinha
Ingredientes
- Massa
2 tabletes de fermento biológico fresco
1 colher (chá) rasa de sal
2 xícaras de leite morno
Farinha de trigo (suficiente para dar ponto)
1 colher (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
2 ovos ligeiramente batidos
Sal a gosto
Gema para pincelar
Ingredientes
– Recheio
2 tomates sem sementes picados
1 cebola grande picada
1 colher (sopa) de orégano
3 colheres (sopa) de azeite
Uma pitada de sal
200g de presunto fatiado
200g de queijo mozarela fatiado
Modo
de Preparo
Em uma vasilha pequena, esfarele o fermento e adicione o
sal. Misture até obter um líquido. Junte um pouco de leite morno, mexa e
reserve.
Em outra vasilha, coloque a farinha e (reserve um pouco), a
manteiga, o ovo batido, o sal, o restante do leite e o fermento reservado.
Misture com as mãos até obter uma massa que não grude nos dedos (se necessário,
utilize a farinha reservada).
Sove a massa sobre uma bancada até ficar homogenia e macia.
Deixe descansar por aproximadamente 10 minutos em lugar abafado.
Faça o recheio: em um recipiente, junte o tomate, a cebola,
o orégano, o azeite e o sal. Misture bem para incorporar e reserve.
Passado o tempo da massa, divida-a em duas partes. Abra uma
delas com o rolo e coloque-a numa assadeira retangular, untada e enfarinhada.
Distribua as fatias de presunto, de mozarela e o recheio reservado por cima.
Estenda a outra parte da massa e cubra o bauru com ela. Pincele com gema e
deixe dobrar de volume (cerca de 20 minutos).
Leve para assar em forno preaquecido a 180°C por 25 a 30
minutos. Sirva quente ou frio.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Um dos esquemas de segurança pública de maior sucesso em
grandes metrópoles, o de Nova Iorque, ficou conhecido pela base de seus
programas: a tolerância zero. Ele tem como característica evitar e, se
necessário, reprimir as pequenas transgressões à lei. O motivo é que as
desobediências de pouca gravidade, toleradas, encorajam a prática de crimes.
Desenvolvido em paralelo com programas sociais em favor dos
carentes e marginalizados, o tolerância zero obteve uma redução significativa
das ocorrências criminais violentas.
Algo parecido ocorre no âmbito das relações entre as pessoas
e as nações. Quando admitimos como uma prática normal a grosseria, a violência
verbal e a agressão física sem maiores conseqüências, estamos encorajando
indivíduos, grupos e povos, quando em desacordo, a substituírem a conversação,
o diálogo e a negociação pelo emprego da força.
A aceitação desta, no plano das relações interpessoais e
intergrupais, legitima a guerra e o terrorismo político como instrumentos de
ação internacional.
Individualmente, você imagina que pouco pode fazer para
acabar com os conflitos bélicos iniciados ou em vias de iniciar-se ao redor do
mundo. Não é verdade.
Você pode orar pedindo, em nome de Jesus, que o Altíssimo, a
quem o apóstolo Paulo define como o Deus da paz, restabeleça a concórdia e a
sensatez entre os seres humanos, permitindo reinar novamente a paz em toda a
Terra.
Pode, também, participar do processo de construção da paz
entre os povos, esforçando-se por viver em harmonia com as demais pessoas e
conduzir os indivíduos e grupos em desacordo a encontrarem caminhos pacíficos
para a superação dos seus conflitos.
"(...) vivei em paz uns com os outros." (Marcos 9:50)
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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