Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
"Não
nasci para ser adequada, coerente, adorável. Nasci para ser gente. Para sentir
de verdade. Tenho vocação para transparências e não preciso ser interessante o
tempo todo. Por isso, não espere que eu supere as suas expectativas: às vezes,
nem eu supero as minhas." (Marla de Queiroz)
EVANGELHO DE HOJE
Lc
17,7-10
— O
Senhor esteja convosco.
Ele
está no meio de nós!
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, disse Jesus: 7“Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou
cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem
depressa para a mesa?’ 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me
o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás
comer e beber?’ 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe
havia mandado? 10Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos
mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.
Palavra
da salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Temos a impressão nesse evangelho que nosso trabalho, nossa
labuta e esforço não são reconhecidos por esse Senhor que chega, come, não
agradece e vai embora sem se despedir, mas reparem que o servo que esta
servindo é aquele que irá em breve lavar os pés dos seus e mesmo assim irá
terminar numa cruz.
Já notaram como tratamos Jesus? Parecemos esse senhor que se
aproxima, exige milagres, favores, olhares, mas ao fim não agradece, não
permanece fiel, não muda! Na primeira vez que lemos temos o olhar de Deus como
mestre, mas o que vemos hoje é um mundo preso a religiões e praticas que serão
populares se Deus for funcionário dos seus seguidores…
É triste, mas é verdade!
Desde aquela época Jesus era amado e idolatrado, pois trazia
não somente a Boa Nova, mas por trazer alivio as dores e mazelas daqueles que o
cercavam. Seu manto era tocado, sua sombra era disputada, sua atenção era
preciosa… Mas quando teve que ir para cruz teve que enfrentar a solidão, o descaso
e a ingratidão até mesmo dos seus. O engraçado é o gesto nobre do Senhor, que
mesmo prevendo tudo isso diz: “(…) Por acaso o empregado merece agradecimento
porque obedeceu às suas ordens”?
Se voltarmos o nosso olhar para muitas (e nossas também)
comunidades veremos o que? Ministros de música que querem receber pagamento pra
tocar nas missas; veremos alguns pregadores profissionais que esquecem que o
Apóstolo Paulo tecia tendas para se sustentar e defendia que as pessoas
deveriam somente comer se trabalhassem.
“(…) Encontrou ali um judeu chamado Áquila, natural do
Ponto, e sua mulher Priscila. Eles pouco antes haviam chegado da Itália, por
Cláudio ter decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo uniu-se a
eles. Como exercessem o mesmo ofício, morava e trabalhava com eles. Eram
fabricantes de tendas”. (Atos dos Apóstolos 18, 2-3)
Acho estranha essa inversão de valores que meio nos assola e
atormenta. Ministros, padres, lideranças que se acham mais importantes que o
próprio Deus que se faz pão; Quando minha vaidade é tão grande que o microfone
não abaixa do 12; quando minhas homilias mais são ataques e desabafos a aqueles
que não gosto ou aturo… E no meio disso um povo sem saber o que esta
acontecendo…
Chato ver pessoas que acreditam em Deus brigar, sendo elas
da mesma ou de outra religião. Será quem é o Senhor? Quem é o servo? Estamos
confundindo?
Pastores enriquecendo e pedindo que as “ovelhas” abdiquem do
dinheiro, do que é material, (…) é meio contra-senso, não acham? Ver pessoas
saindo da comunidade por dificuldade com os irmãos também é. Qual é nossa
função então? “(…) Prepare o jantar para mim, ponha o avental e me sirva
enquanto eu como e bebo. Depois você pode comer e beber”.
Façamos nossa função. Exerçamos nosso ministério com
respeito e afinco. Não percamos ninguém por nossas diferenças. Façamos
realmente o que Deus quer.
Um imenso abraço fraterno.
COMPORTAMENTO
Quanto mais inteligente você se torna, menos você fala
Christie Christen
Com o tempo, a nossa inteligência amadurece e passa a nos
calar, evitando, assim, que palavras desnecessárias sejam proferidas, motivadas
pela força do impulso e da raiva.
Quando despertamos para este mundo, o nosso primeiro momento
é expressar as nossas boas-vindas, através do choro quase desesperador.
À medida que amadurecemos, mais acentuado se torna o anseio
pela comunicação, inclusive a verbal. Contudo, quanto mais tempo passa, mais
aprendemos a medir as nossas palavras, pois reconhecemos a dimensão do seu
poder, tanto enriquecedor, como avassalador.
As palavras geram positivas e negativas consequências. Elas
podem gerar a paz, mas também podem destruir, gerar consequências
irreversíveis. Assim, passamos a conduzir a vida de forma mais cautelosa e
menos impulsiva.
Aprendemos que devemos nos conhecer mais profundamente, a
fim de desenvolver o tão almejado autocontrole e, dessa forma, evitar o uso de
palavras ofensivas.
Tudo o que praticamos, bem ou mal, palavras de incentivo ou
depreciativas, a nós retorna, como um bumerangue, com força ainda maior.
Por tudo isso, com o passar dos dias, das semanas, dos
meses, dos anos, das gerações, dos momentos, enfim, com as experiências e os
passos avançados em letras, palavras, frases, textos e livros provindos do
nosso âmago comunicador tão peculiar à raça humana, que não sobreviveria sem
esse poder abstratamente tão poderoso, refinamos a nossa inteligência,
aperfeiçoamos o nosso comportamento, de forma a lidar melhor com determinadas
circunstâncias, em determinados ambientes e situações.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certa vez, um homem caminhava pela praia numa noite de lua
cheia.
Pensava desta forma:
Se tivesse um carro novo, seria feliz...
Se tivesse uma casa grande, seria feliz...
Se tivesse um excelente trabalho, seria feliz...
Foi quando tropeçou numa sacolinha cheia de pedras.
Ele começou a jogar as pedrinhas, uma a uma, no mar, cada
vez que dizia:
Seria feliz se tivesse...
Assim o fez ficando somente com uma pedrinha na sacola, que
decidiu guardá-la.
Ao chegar em casa percebeu que aquela pedrinha tratava-se de
um diamante muito valioso!
Você imaginou quantos diamantes ele jogou no mar enquanto
não parava de pensar?
Assim são as pessoas: jogam fora seus preciosos tesouros por
estarem esperando o que acreditam ser perfeito ou sonhando e desejando o que
não têm, sem valorizar o que tem perto delas.
Se olhassem ao redor, parando para observar, perceberiam o
quão afortunadas são!
Muito perto de si está sua felicidade.
Cada pedrinha deve ser observada. Pode ser uma diamante
valioso...
Cada um de nossos dias pode ser considerado um diamante
precioso, valioso e insubstituível.
Depende de nós aproveitá-los ou lançá-los ao mar do
esquecimento para nunca mais recuperá-los.
E você: como anda jogando suas pedrinhas?
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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