Segunda-feira,
21 de dezembro de 2020
"Dar
o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única."
(Albert Schweitzer)
EVANGELHO DE
HOJE
Lc 1,39-45
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a
vós, Senhor!
Naqueles
dias, Maria partiu apressadamente para a região montanhosa, dirigindo-se a uma
cidade de Judá. Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel
ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel
ficou repleta do Espírito Santo. Com voz forte, ela exclamou: “Bendita és tu entre
as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como mereço que a mãe do meu
Senhor venha me visitar? Logo que a tua saudação ressoou nos meus ouvidos, o
menino pulou de alegria no meu ventre. Feliz aquela que acreditou, pois o que
lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!”.
www.paulinas.org.br/diafeliz
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Padre
Antonio Queiroz
Como posso
merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
Este Evangelho, que relata a
visita de Maria a Isabel e a saudação da prima, destaca a figura de Maria, a
mãe do Messias. Cristo é sempre o centro da liturgia da Igreja. Mas este
cristocentrismo vai adquirindo matizes diferentes ao longo do ano.
Maria fez uma viagem de 150 km,
portanto, longa e penosa, pois teve de subir e descer montanhas. Mas o impulso
da caridade é mais forte, e ela foi às pressas. A caridade é um precioso dom
que Deus colocou em nossos corações no dia do batismo.
“Como posso merecer que a mãe
do meu Senhor me venha visitar?” “Mãe do meu Senhor” é o mesmo que dizer “Mãe
de Deus”. Foi devido a esse Deus, que Maria já carregava em seu ventre, que
João Batista pulou de alegria, ainda no ventre da mãe. É a força da salvação
que Cristo veio realizar, e começou mesmo antes de nascer. Esta visita de Maria
foi, na verdade, a primeira procissão de Corpus Chisti.
Fascinada por Deus, Maria de
Nazaré encarnou a esperança multissecular do seu povo. Ela se alegrou e se
abriu de corpo e alma ao plano de Deus Pai: “Eis aqui a escrava do Senhor.
Faça-se em mim segundo a tua palavra”.
A aceitação de Maria é um eco
da aceitação do próprio Jesus Cristo: “Eis me aqui, ó Deus, para fazer a vossa
vontade” (1ª Leitura e Sl 39,8).
Ter fé é abrir-se à ação
divina. É seguir um caminho novo, traçado não por nós, mas por Deus para nós. E
Maria seguiu esse caminho com grande solicitude. Porque ela amava muito a Deus,
e quem ama se entrega à pessoa amada.
A solidariedade em servir a
Deus leva à solidariedade em servir o próximo. Quanto mais uma pessoa ama a
Deus, mais ama o próximo, por amor a Deus. E o nosso amor ao próximo por amor a
Deus é universal, como Deus que manda o sol e a chuva sobre todos, maus e bons
(Mt 5,45). E é um amor preferencial a quem mais precisa de uma ajuda. Em Maria,
esse amor extensivo aconteceu nesta visita, no Calvário, junto à Igreja
nascente, e continua pelos séculos. E, como nós, Maria fez isso na
claridade-escuridão da fé. A fé ultrapassa a clareza e a evidência.
A exemplo de Cristo e de Maria,
quantos cristãos e cristãs, de ontem e de hoje, colaboram na redenção! Conviver
com esses irmãos é uma grande alegria que temos, em meio às cruzes da vida.
Há quem idealiza tanto Maria
que acaba por pensar que ela sabia tudo em relação ao plano de Deus. E se
esquece que ela é uma pessoa humana como nós. Segundo os Evangelhos, ela não
teve, logo de início, uma luz plena da revelação pascal e do mistério de
Cristo. Nem uma visão direta de Deus. Sua fé ia crescendo e amadurecendo
progressivamente, na medida em que ela respondia “sim”, como acontece conosco.
Sabemos que o contrário também é certo: quando respondemos “não” a Deus, a
nossa fé vai diminuindo, e pode chegar até a abandonar a fé legítima, na Igreja
una, santa, católica e apostólica.
O advento de Cristo ainda não
aconteceu plenamente. Por isso a nossa missão antes do Natal é agilizar a sua
vinda hoje, através da dedicação ao Reino de Deus. Assim estaremos preparados
para celebrar o seu nascimento histórico, isto é, o seu aniversário natalício.
“Arrancastes do Egito esta videira, e expulsastes as nações para plantá-la...
Vinde logo, Senhor, vinde depressa pra salvá-la!”
Antífona do Ó: “Ó Chave de Davi,
Cetro da casa de Israel, que abris e ninguém fecha, que fechais e ninguém abre:
vinde logo e libertai o homem prisioneiro, que, nas trevas e na sombra da
morte, está sentado”.
Certa vez, um homem estava, com
sua espingarda, dando tiros para cima. Veio um guarda e lhe perguntou: “O que
você está fazendo aí, dando tiros para cima?” Ele respondeu: “Estou espantando
elefantes”. O guarda olhou em volta e disse: “Mas eu não estou vendo nenhum
elefante!”. “É sinal que eu já espantei todos”, disse o homem.
“Eu corro, não como às tontas.
Eu luto, não como quem golpeia o ar” (1Cor 9,26). Cada vez que chega alguém que
carrego Cristo, acontece uma explosão de alegria, como teve Isabel. Mas não
podemos perder tempo, golpeando o ar ou dando tiros para espantar o que não
existe na realidade. Precisamos ir para a ponta da linha, lá onde o problema
está, e vencê-lo com a graça de Deus.
Que Maria Santíssima e Santa
Isabel nos ajudem na abertura ao plano de Deus, que ainda hoje que usar de nós
para que seu Filho possa nascer em plenitude no mundo.
Como posso
merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
MOTIVAÇÃO NO
TRABALHO
Cuidado
com meias-verdades
Todos nós recebemos informações
que podem ser “meias-verdades”. Ao tomar uma decisão, temos que ter muito
cuidado e analisar com calma e profundidade o real valor daquela informação.
Nem sempre a informação é falsa ou mentirosa. Na maioria dos casos, trata-se de
uma simples “meia-verdade” e muitas vezes de boa fé.
Quando alguém nos diz que “todo mundo está
reclamando” é nossa obrigação saber se esse “todo mundo” são todas as pessoas
ou apenas um pequeno grupo. Quando alguém nos diz que “ninguém irá aceitar essa
mudança” é nossa obrigação saber qual a base dessa informação. Será mesmo
ninguém ou apenas algumas pessoas. Quando alguém nos diz que tal coisa é
“impossível de ser feita”, é nossa obrigação saber se todas as alternativas
foram pesquisadas ou se trata-se apenas de uma “força de expressão”.
Da mesma forma, temos que ter o hábito de
comparar realidades antes de formar uma opinião. É comum lermos nos jornais
notícias sobre outros países. É preciso sempre ter em mente o tamanho relativo
desses países antes de formarmos um juízo de valor. Só para exemplificar,
segundo os últimos dados do Banco Mundial, a Argentina é a 30a. maior economia
do mundo, mas somente o Estado de São Paulo é a 17a. e o Brasil a 10a. . A
economia brasileira, portanto, é cinco vezes maior que a Argentina, assim como
a economia americana é dez vezes maior que a brasileira. Se não levarmos isso
em conta, poderemos ter uma visão distorcida da realidade. No Brasil, somente o
interior do Estado de São Paulo, por exemplo, é
economicamente maior que a Argentina. Assim, é sempre útil fazer uma
análise comparativa para não sermos induzidos ao erro. E essa análise dependerá
muito de nossos objetivos.
Muitas vezes, ficamos impressionados com o
crescimento das vendas de uma determinada empresa concorrente, mas temos que
analisar qual a base desse crescimento. Quatro é o dobro de dois - o
crescimento foi de 100%. Quando a base é baixa, o crescimento percentual
elevado não é tão difícil como quando essa base já estiver num patamar alto.
Para dobrar vendas de mil para dois mil, certamente será mais difícil do que de
dois para quatro. Assim, antes de acreditar em tudo e tomar decisões
apressadas, filtre as informações e veja se não são meias-verdades.
MOMENTO DE
REFLEXÃO
Tudo o que é desmedido causa
dano.
Comer demais é tão nocivo quanto
comer de menos.
Uma vida sedentária conduz
tanto à destruição quanto uma vida corrida.
E o amor? O amor também.
Amor ao outro, aos filhos, a
uma causa... tudo aquilo que nos ultrapassa, nos faz esquecer, nos torna
dependentes e vulneráveis é prejudicial.
O amor exagerado ao parceiro,
sufoca-o.
O ciúme doentio pode levar um a
querer experimentar exatamente o que o outro teme tanto, para que, enfim, este
tenha razão e possa se sentir justificado.
E as pequenas mentiras dentro
de um casal surgem também à partir daí.
Fazem-se coisas às escondidas,
às vezes sem grande importância, mas que se o outro souber vai causar brigas.
Estabelece-se assim a dualidade
entre os casais mais unidos.
É aí que os caminhos começam a
se separar.
Pais que amam tanto os filhos
que fazem tudo por eles e no lugar deles, os deixam despreparados para a vida.
É como agasalhar demais, dar presentes demais, estar sempre disponível, não
saber dizer não.
A vida nunca se conduz como
pais protetores e não é raro ver criminais que foram superprotegidos na
infância e adolescência.
Toda pressão conduz à
necessidade de sair dela.
A proibição absoluta é um
grande abismo atraente.
E o excesso de liberdade pode
conduzir à libertinagem.
Filhos livres demais são tão
infelizes quanto os que se sentem em prisão.
Sentem-se mal-amados.
Não podemos viver a vida dos
nossos filhos por eles e não podemos deixá-los vivê-la completamente sozinhos,
pois nosso papel é justamente educá-los, mostrar o que é certo e errado, deixar
que façam suas experiências e estar do lado para quando precisarem.
Mesmo a dor é necessária e útil
ao nosso equilíbrio.
O equilíbrio é o sal na vida, é
o tempero, o que dá gosto.
Deve haver sempre uma balança
em todas as nossas ações.
Não dizemos que as pessoas
loucas são desequilibradas?
Para essas pessoas não existe
meio termo, alguma coisa nas suas vidas pesou tanto que causou essa
desigualdade essencial a uma vida sã.
O que é normal e anormal nas
nossas atitudes no dia-a-dia nem sempre é visível aos nossos próprios olhos.
Nossos conceitos podem
cegar-nos e frequentemente precisamos de um olhar exterior que nos mostre onde
estamos errando.
E aí precisamos estar abertos a
críticas, não como algo prejudicial, mas como uma nova visão daquilo que
pensamos.
Viver bem é viver na boa
medida, é não ser dependente, não criar dependentes, é dar ao eu e ao outro a
liberdade de ser estando, porém, do lado.
Viver bem é aprender a arte de
bem-viver.
Letícia
Thompson
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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