terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Terça-feira 23/02/2021

Terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

 

 

“Com muita loucura, ou pouca, tem uma grande verdade: Ninguém pode torná-lo infeliz sem o seu consentimento. “

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 16,13-19

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

Quando orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. Vós, portanto, orai assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, como no céu, assim também na terra. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. E não nos introduzas em tentação, mas livra-nos do Maligno. De fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos outros, vosso Pai também não perdoará as vossas faltas.

www.paulinas.org.br/diafeliz

 

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

Gostaria de partilhar um texto que escrevi no ano passado, que creio que ainda é profundamente reflexivo e atual…

 

(…)Deus nos conhece e isso é bem claro em nossas vidas. Antes mesmos de nascermos ela já nos chamava pelo nome. O “Pai Nosso”, ou oração dominical, sintetiza todo o Evangelho. Ele denota simplicidade e ao mesmo tempo profundidade. Não são somente palavras, mas declarações diárias que Deus pode entrar e fazer Seu reino em minha vida.

 

“(…). Quando dizemos Pai «nosso», reconhecemos, antes de mais nada, que todas as suas promessas de amor, anunciadas pelos profetas, se cumpriram na Nova e eterna Aliança no seu Cristo: nós tornámo-nos o «seu» povo e Ele é doravante o «nosso» Deus. Esta relação nova é uma pertença mútua, dada gratuitamente: é por amor e fidelidade (36) que temos de responder «à graça e à verdade» que nos foram dadas em Cristo Jesus (37)”. (Catecismo da Igreja Católica § 2787)

Ao pedir que Deus entre em nossas vidas, precisamos aprender a “responder à graça e à verdade”, que se reportam aos nos dez mandamentos, em especial no empenho em amar o próximo como a mim mesmo. É preciso ver que a nossa contextualização ou entendimento de amar, muitas vezes se confunde ou é banalizado. Entender o amor é ver algo profundo e pouco explicável. É talvez, querer bem sem nada querer em troca.

Nosso coração, onde habita o amor poético, não é fechado as ações do mundo e das pessoas que nos cercam. Ele possui brechas pequenas por onde gestos pequenos de misericórdia, compaixão, esperança e temor de Deus passam facilmente se devidamente lubrificados com o exercício do perdão.

“(…) Ora, e isso é temível, esta onda de misericórdia não pode penetrar nos nossos corações enquanto não tivermos perdoado àqueles que nos ofenderam. O amor, como o corpo de Cristo, é indivisível: nós não podemos amar a Deus, a quem não vemos, se não amarmos o irmão ou a irmã, que vemos (121). Recusando perdoar aos nossos irmãos ou irmãs, o nosso coração fecha-se, a sua dureza torna-o impermeável ao amor misericordioso do Pai. Na confissão do nosso pecado, o nosso coração abre-se à sua graça” (Catecismo da Igreja Católica § 2840)

O “Pai Nosso” mais que um conjunto de versos, é a evocação do próprio Jesus ao Pai. É uma forma sintática de agradecer, reconhecer e aceitar a vontade de Deus em nossas vidas. Reconhecer as vezes que não estamos ainda prontos para perdoar quem nos feriu, mas que existe em mim, a vontade verdadeira que um dia isso ocorra. Essa nossa eterna procura em sermos cada vez melhores

 

“(…) Assim ganham vida as palavras do Senhor sobre o perdão, sobre este amor que ama até ao extremo do amor (124). A parábola do servo desapiedado, que conclui o ensinamento do Senhor sobre a comunhão eclesial (125), termina com estas palavras: «Assim procederá convosco o meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão do fundo do coração». É aí, de fato, «no fundo do coração», que tudo se ata e desata. Não está no nosso poder deixar de sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão”. (Catecismo da Igreja Católica § 2843)

Portanto, proclamar o “Pai Nosso” é trazer a nossa memória e ao nosso dia-a-dia, o compromisso com o zelo com que é de Deus; é atestar que concordamos e acreditamos em suas promessas; é afirmar que sou um dos que seguem o Nazareno.

Um compromisso: Hoje no silencio do nosso quarto, pausadamente, reafirmemos essa oração em nosso coração

“(…) Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á”. (Mateus 6, 6)

Um imenso abraço fraterno!

 

 

 

 

COMPORTAMENTO

 

Aprendendo a dizer não – Uma atitude importante

Li Arruda

 

 

Seu filho lhe pede um celular novo, mais moderno e bastante caro. Você, mesmo estando apertada financeiramente, vai até a loja e parcela o aparelho em dez vezes. Uma colega de trabalho pede para você ajudá-la no serviço, pois precisa sair mais cedo para resolver alguns problemas. Você, mesmo estando muito atarefada, assume o compromisso e fica sobrecarregada, só para não negar o pedido. Sua amiga mais íntima pergunta se você pode lhe emprestar um dinheiro para ela viajar com o marido. Você constrangida em negar, responde sim sem pensar duas vezes. Um vizinho de apartamento inconveniente pergunta se você se importaria em lhe ceder sua vaga de garagem, já que não possui carro, enquanto ele tem dois. Você, mesmo com planos de alugar a vaga, cede ao vizinho de graça, sem ao menos mencionar a palavra “aluguel”.

 

Identificou-se com as situações acima? É… Parece que você possui um grande problema: Não sabe como dizer “não”.

 

Por que algumas pessoas não conseguem negar nada?

 

A principal razão para alguém sentir dificuldades em dizer “não” é autoestima baixa. Nestas condições, a pessoa sente que precisa agradar os outros a qualquer custo. É como se tivesse um medo inconsciente de que ao dizer não, a pessoa sinta-se ofendida e fique magoada com ela.

 

Outra razão que está relacionada à autoestima é simplesmente o fato de que dizer “sim” para tudo está culturalmente associado a ser uma pessoa boazinha. Quando negamos algo para alguém que não sabe ouvir um “não”, logo somos taxadas de malvadas. Essa situação contrária gera um sentimento de culpa em quem costuma dizer sim para tudo.

 

Sentimento de mãe: Mulheres protetoras têm o hábito de achar que os outros (não só os filhos) precisam da sua ajuda sempre, e que são incapazes de resolver seus problemas sozinhos. Além de se sentirem culpadas por negarem algo, elas tendem a sentir muita pena da pessoa, por isso não conseguem dizer não.

 

Quais as consequências de dizer “sim” quando se quer dizer “não”?

 

Em primeiro lugar, dizer “sim” quando é preciso dizer “não” é prejudicial tanto para quem diz, como para quem ouve. Se você não pode assumir a responsabilidade de algo (como os exemplos citados no início deste artigo), não tem sentido fazê-lo com sacrifícios, até porque muitas vezes isso implica em prejuízos financeiros, sobrecarga física e emocional.

 

Já quem está acostumado a ouvir “sim” o tempo todo, também pode sofrer prejuízos. A diferença é que eles não afetam o bolso, e podem ser a longo prazo.

 

Filhos mimados, colegas e amigos folgados e pessoas aproveitadoras não são bem vistas por ninguém. Quem quer ter uma pessoa assim por perto? Dizer sim para elas é o mesmo que incentivá-las a viverem dessa forma.

 

Isso não significa que você deve dizer não para tudo e todos. Diga sim quando realmente puder atender ao pedido. É verdade que em alguns momentos precisamos fazer pequenos sacrifícios em favor dos outros, mas até para isso é preciso ter bom senso. Vale a pena se sacrificar sempre? É claro que não.

 

Como dizer não?

 

Não seja grosseira: Negar algo a alguém não tem nada a ver com ser grosseiro ou arrogante. Quando precisar dizer não, lembre-se de se colocar no lugar do outro. Explique o porquê do “não”, e saiba como falar de maneira educada e gentil.

 

Não é preciso platéia: É muito constrangedor quando alguém te nega algo em público, não é? Para o outro também é. Portanto, quando for negar algo, procure fazer isso a sós com a pessoa. Evite chamar a atenção dos outros para a conversa.

 

Seja clara e objetiva: “Talvez eu possa”, “Vou ver”, “Acho que sim”, “Não sei se posso”… Se você precisa negar algo, seja muito clara! Diga não e pronto. Explique as razões e não deixe dúvidas, nem crie falsas expectativas de que irá atender ao pedido.

 

Tenha postura: Não precisa ficar constrangida em negar algo. Você tem suas razões e precisa estar convencida disso. Não fique se lamentando, muito menos na frente da pessoa. Isso é desnecessário e pode até atrapalhar a compreensão do outro.

 

Dizer “não” também é importante nas nossas vidas. Tenha confiança em si mesma e lembre-se de que não precisa se sujeitar à vontade dos outros sempre. O “não” só frustra e magoa pessoas que não estão preparadas para uma negação, mas isso já não é culpa sua.

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

 

Qualquer que fosse seu alvo inicial, os tiros de morteiros caíram em um orfanato dirigido por um grupo missionário na pequena aldeia vietnamita. Os missionários e uma ou duas crianças morreram imediatamente e várias outras crianças ficaram feridas, incluindo uma menininha de uns oito anos de idade.

 

As pessoas da aldeia pediram ajuda médica de uma cidade vizinha que possuía contato por rádio com as forças americanas.

 

Finalmente, um médico e uma enfermeira da Marinha americana chegaram em um jipe apenas com sua maleta médica.

 

Determinaram que a menina era a que estava mais gravemente ferida. Sem uma ação rápida, ela morreria por causa do choque e da perda de sangue.

 

Uma transfusão era imprescindível e era necessário um doador com o mesmo tipo sangüíneo. Um teste rápido revelou que nenhum dos americanos possuía o tipo correto, mas vários dos órfãos que não haviam sido atingidos tinham.

 

O médico falava um pouco de vietnamita simplificado e a enfermeira possuía uma leve noção de francês aprendido no colégio. Usando essa combinação, juntos e com muita linguagem de sinais improvisada, eles tentaram explicar para a jovem e assustada platéia que, a não ser que pudessem repor uma parte do sangue perdido da menina, ela com certeza morreria.

 

Então, perguntaram se alguém estaria disposto a doar um pouco de sangue para ajudar. Seu pedido encontrou um silêncio estupefato.

 

Após longos momentos, uma mãozinha lenta e hesitantemente levantou-se, abaixou-se e levantou-se novamente.

 

- Oh, obrigada - disse a enfermeira em francês. - Qual é o seu nome?

- Heng - veio a resposta.

 

Heng foi rapidamente colocado em um catre, os braços limpos com álcool e uma agulha inserida em sua veia. Durante toda a penosa experiência, Heng permaneceu tenso e em silêncio.

 

Depois de algum tempo, ele soltou um soluço trêmulo, cobrindo rapidamente seu rosto com a mão livre.

 

- Está doendo, Heng? - perguntou o médico.

 

Heng balançou a cabeça, mas, após alguns instantes, outro soluço escapou e mais uma vez ele tentou esconder o choro. Novamente o médico perguntou se a agulha o estava machucando e novamente Heng balançou a cabeça.

 

Porém agora seus soluços ocasionais haviam dado lugar a um choro constante e silencioso, seus olhos apertados, o punho na boca para abafar seus soluços.

 

A equipe médica estava preocupada. Algo obviamente estava muito errado. Nesse momento, uma enfermeira vietnamita chegou para ajudar. Vendo o sofrimento do pequeno, ela falou rapidamente com ele em vietnamita, escutou sua resposta e respondeu-lhe com a voz reconfortante.

 

Após um instante, o paciente parou de chorar e olhou interrogativamente para a enfermeira vietnamita. Quando ela assentiu, um ar de grande alívio se espalhou pelo rosto do menino.

 

Olhando para cima, a enfermeira contou calmamente para os americanos:

 

 

- Ele achou que estava morrendo. Entendeu errado. Achou que vocês haviam pedido que ele desse todo o seu sangue para que a menina pudesse viver.

 

- Mas por que ele estaria disposto a fazer isso? - perguntou a enfermeira da Marinha.

 

A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta para o menino, que respondeu simplesmente:

 

- Ela é minha amiga.

 

(John W. Mansur, extraído de The Missileer)

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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