Terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
“Com muita
loucura, ou pouca, tem uma grande verdade: Ninguém pode torná-lo infeliz sem o
seu consentimento. “
EVANGELHO DE
HOJE
Mt
16,13-19
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a
vós, Senhor!
Quando
orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que
serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois o vosso
Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. Vós, portanto, orai assim:
Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino;
seja feita a tua vontade, como no céu, assim também na terra. O pão nosso de
cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos
que nos devem. E não nos introduzas em tentação, mas livra-nos do Maligno. De
fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus
também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos outros, vosso Pai também
não perdoará as vossas faltas.
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Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Gostaria de partilhar um texto que escrevi no ano passado, que creio que
ainda é profundamente reflexivo e atual…
(…)Deus nos conhece e isso é bem claro em nossas vidas. Antes mesmos de
nascermos ela já nos chamava pelo nome. O “Pai Nosso”, ou oração dominical,
sintetiza todo o Evangelho. Ele denota simplicidade e ao mesmo tempo
profundidade. Não são somente palavras, mas declarações diárias que Deus pode
entrar e fazer Seu reino em minha vida.
“(…). Quando dizemos Pai «nosso», reconhecemos, antes de mais nada, que
todas as suas promessas de amor, anunciadas pelos profetas, se cumpriram na
Nova e eterna Aliança no seu Cristo: nós tornámo-nos o «seu» povo e Ele é
doravante o «nosso» Deus. Esta relação nova é uma pertença mútua, dada
gratuitamente: é por amor e fidelidade (36) que temos de responder «à graça e à
verdade» que nos foram dadas em Cristo Jesus (37)”. (Catecismo da Igreja
Católica § 2787)
Ao pedir que Deus entre em nossas vidas, precisamos aprender a
“responder à graça e à verdade”, que se reportam aos nos dez mandamentos, em
especial no empenho em amar o próximo como a mim mesmo. É preciso ver que a
nossa contextualização ou entendimento de amar, muitas vezes se confunde ou é
banalizado. Entender o amor é ver algo profundo e pouco explicável. É talvez,
querer bem sem nada querer em troca.
Nosso coração, onde habita o amor poético, não é fechado as ações do
mundo e das pessoas que nos cercam. Ele possui brechas pequenas por onde gestos
pequenos de misericórdia, compaixão, esperança e temor de Deus passam
facilmente se devidamente lubrificados com o exercício do perdão.
“(…) Ora, e isso é temível, esta onda de misericórdia não pode penetrar
nos nossos corações enquanto não tivermos perdoado àqueles que nos ofenderam. O
amor, como o corpo de Cristo, é indivisível: nós não podemos amar a Deus, a
quem não vemos, se não amarmos o irmão ou a irmã, que vemos (121). Recusando
perdoar aos nossos irmãos ou irmãs, o nosso coração fecha-se, a sua dureza
torna-o impermeável ao amor misericordioso do Pai. Na confissão do nosso
pecado, o nosso coração abre-se à sua graça” (Catecismo da Igreja Católica §
2840)
O “Pai Nosso” mais que um conjunto de versos, é a evocação do próprio
Jesus ao Pai. É uma forma sintática de agradecer, reconhecer e aceitar a
vontade de Deus em nossas vidas. Reconhecer as vezes que não estamos ainda
prontos para perdoar quem nos feriu, mas que existe em mim, a vontade
verdadeira que um dia isso ocorra. Essa nossa eterna procura em sermos cada vez
melhores
“(…) Assim ganham vida as palavras do Senhor sobre o perdão, sobre este
amor que ama até ao extremo do amor (124). A parábola do servo desapiedado, que
conclui o ensinamento do Senhor sobre a comunhão eclesial (125), termina com
estas palavras: «Assim procederá convosco o meu Pai celeste, se cada um de vós
não perdoar a seu irmão do fundo do coração». É aí, de fato, «no fundo do
coração», que tudo se ata e desata. Não está no nosso poder deixar de sentir e
esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida
em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão”.
(Catecismo da Igreja Católica § 2843)
Portanto, proclamar o “Pai Nosso” é trazer a nossa memória e ao nosso
dia-a-dia, o compromisso com o zelo com que é de Deus; é atestar que
concordamos e acreditamos em suas promessas; é afirmar que sou um dos que
seguem o Nazareno.
Um compromisso: Hoje no silencio do nosso quarto, pausadamente,
reafirmemos essa oração em nosso coração
“(…) Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai
em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á”. (Mateus 6,
6)
Um imenso abraço fraterno!
COMPORTAMENTO
Aprendendo a dizer não – Uma atitude importante
Li Arruda
Seu filho lhe pede um celular novo, mais moderno e bastante caro. Você,
mesmo estando apertada financeiramente, vai até a loja e parcela o aparelho em
dez vezes. Uma colega de trabalho pede para você ajudá-la no serviço, pois
precisa sair mais cedo para resolver alguns problemas. Você, mesmo estando
muito atarefada, assume o compromisso e fica sobrecarregada, só para não negar
o pedido. Sua amiga mais íntima pergunta se você pode lhe emprestar um dinheiro
para ela viajar com o marido. Você constrangida em negar, responde sim sem
pensar duas vezes. Um vizinho de apartamento inconveniente pergunta se você se
importaria em lhe ceder sua vaga de garagem, já que não possui carro, enquanto
ele tem dois. Você, mesmo com planos de alugar a vaga, cede ao vizinho de
graça, sem ao menos mencionar a palavra “aluguel”.
Identificou-se com as situações acima? É… Parece que você possui um
grande problema: Não sabe como dizer “não”.
Por que algumas pessoas não conseguem negar nada?
A principal razão para alguém sentir dificuldades em dizer “não” é
autoestima baixa. Nestas condições, a pessoa sente que precisa agradar os
outros a qualquer custo. É como se tivesse um medo inconsciente de que ao dizer
não, a pessoa sinta-se ofendida e fique magoada com ela.
Outra razão que está relacionada à autoestima é simplesmente o fato de
que dizer “sim” para tudo está culturalmente associado a ser uma pessoa
boazinha. Quando negamos algo para alguém que não sabe ouvir um “não”, logo
somos taxadas de malvadas. Essa situação contrária gera um sentimento de culpa
em quem costuma dizer sim para tudo.
Sentimento de mãe: Mulheres protetoras têm o hábito de achar que os
outros (não só os filhos) precisam da sua ajuda sempre, e que são incapazes de
resolver seus problemas sozinhos. Além de se sentirem culpadas por negarem
algo, elas tendem a sentir muita pena da pessoa, por isso não conseguem dizer
não.
Quais as consequências de dizer “sim” quando se quer dizer “não”?
Em primeiro lugar, dizer “sim” quando é preciso dizer “não” é
prejudicial tanto para quem diz, como para quem ouve. Se você não pode assumir
a responsabilidade de algo (como os exemplos citados no início deste artigo),
não tem sentido fazê-lo com sacrifícios, até porque muitas vezes isso implica
em prejuízos financeiros, sobrecarga física e emocional.
Já quem está acostumado a ouvir “sim” o tempo todo, também pode sofrer
prejuízos. A diferença é que eles não afetam o bolso, e podem ser a longo
prazo.
Filhos mimados, colegas e amigos folgados e pessoas aproveitadoras não
são bem vistas por ninguém. Quem quer ter uma pessoa assim por perto? Dizer sim
para elas é o mesmo que incentivá-las a viverem dessa forma.
Isso não significa que você deve dizer não para tudo e todos. Diga sim
quando realmente puder atender ao pedido. É verdade que em alguns momentos
precisamos fazer pequenos sacrifícios em favor dos outros, mas até para isso é
preciso ter bom senso. Vale a pena se sacrificar sempre? É claro que não.
Como dizer não?
Não seja grosseira: Negar algo a alguém não tem nada a ver com ser
grosseiro ou arrogante. Quando precisar dizer não, lembre-se de se colocar no
lugar do outro. Explique o porquê do “não”, e saiba como falar de maneira
educada e gentil.
Não é preciso platéia: É muito constrangedor quando alguém te nega algo
em público, não é? Para o outro também é. Portanto, quando for negar algo,
procure fazer isso a sós com a pessoa. Evite chamar a atenção dos outros para a
conversa.
Seja clara e objetiva: “Talvez eu possa”, “Vou ver”, “Acho que sim”,
“Não sei se posso”… Se você precisa negar algo, seja muito clara! Diga não e
pronto. Explique as razões e não deixe dúvidas, nem crie falsas expectativas de
que irá atender ao pedido.
Tenha postura: Não precisa ficar constrangida em negar algo. Você tem
suas razões e precisa estar convencida disso. Não fique se lamentando, muito
menos na frente da pessoa. Isso é desnecessário e pode até atrapalhar a
compreensão do outro.
Dizer “não” também é importante nas nossas vidas. Tenha confiança em si
mesma e lembre-se de que não precisa se sujeitar à vontade dos outros sempre. O
“não” só frustra e magoa pessoas que não estão preparadas para uma negação, mas
isso já não é culpa sua.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Qualquer que fosse seu alvo
inicial, os tiros de morteiros caíram em um orfanato dirigido por um grupo
missionário na pequena aldeia vietnamita. Os missionários e uma ou duas
crianças morreram imediatamente e várias outras crianças ficaram feridas,
incluindo uma menininha de uns oito anos de idade.
As pessoas da aldeia pediram
ajuda médica de uma cidade vizinha que possuía contato por rádio com as forças
americanas.
Finalmente, um médico e uma
enfermeira da Marinha americana chegaram em um jipe apenas com sua maleta
médica.
Determinaram que a menina era a
que estava mais gravemente ferida. Sem uma ação rápida, ela morreria por causa
do choque e da perda de sangue.
Uma transfusão era
imprescindível e era necessário um doador com o mesmo tipo sangüíneo. Um teste
rápido revelou que nenhum dos americanos possuía o tipo correto, mas vários dos
órfãos que não haviam sido atingidos tinham.
O médico falava um pouco de
vietnamita simplificado e a enfermeira possuía uma leve noção de francês
aprendido no colégio. Usando essa combinação, juntos e com muita linguagem de
sinais improvisada, eles tentaram explicar para a jovem e assustada platéia
que, a não ser que pudessem repor uma parte do sangue perdido da menina, ela
com certeza morreria.
Então, perguntaram se alguém
estaria disposto a doar um pouco de sangue para ajudar. Seu pedido encontrou um
silêncio estupefato.
Após longos momentos, uma
mãozinha lenta e hesitantemente levantou-se, abaixou-se e levantou-se
novamente.
- Oh, obrigada - disse a
enfermeira em francês. - Qual é o seu nome?
- Heng - veio a resposta.
Heng foi rapidamente colocado
em um catre, os braços limpos com álcool e uma agulha inserida em sua veia.
Durante toda a penosa experiência, Heng permaneceu tenso e em silêncio.
Depois de algum tempo, ele
soltou um soluço trêmulo, cobrindo rapidamente seu rosto com a mão livre.
- Está doendo, Heng? -
perguntou o médico.
Heng balançou a cabeça, mas,
após alguns instantes, outro soluço escapou e mais uma vez ele tentou esconder
o choro. Novamente o médico perguntou se a agulha o estava machucando e
novamente Heng balançou a cabeça.
Porém agora seus soluços
ocasionais haviam dado lugar a um choro constante e silencioso, seus olhos
apertados, o punho na boca para abafar seus soluços.
A equipe médica estava
preocupada. Algo obviamente estava muito errado. Nesse momento, uma enfermeira
vietnamita chegou para ajudar. Vendo o sofrimento do pequeno, ela falou
rapidamente com ele em vietnamita, escutou sua resposta e respondeu-lhe com a
voz reconfortante.
Após um instante, o paciente
parou de chorar e olhou interrogativamente para a enfermeira vietnamita. Quando
ela assentiu, um ar de grande alívio se espalhou pelo rosto do menino.
Olhando para cima, a enfermeira
contou calmamente para os americanos:
- Ele achou que estava
morrendo. Entendeu errado. Achou que vocês haviam pedido que ele desse todo o
seu sangue para que a menina pudesse viver.
- Mas por que ele estaria
disposto a fazer isso? - perguntou a enfermeira da Marinha.
A enfermeira vietnamita repetiu
a pergunta para o menino, que respondeu simplesmente:
- Ela é minha amiga.
(John W.
Mansur, extraído de The Missileer)
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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