Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
“Não
importa quão grande seja o Teu problema, nosso Deus é o Deus do impossível.”
EVANGELHO DE
HOJE
Mc 7,24-30
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
— Glória a
vós, Senhor!
Naquele tempo, 24Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido.
25Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. 26A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. 27Jesus disse: “Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos”.
28A mulher respondeu: “É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”.
29Então Jesus disse: “Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha”. 30Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela.
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Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Fé não tem fronteiras…
Na dinâmica do relacionamento entre o servo e seu senhor há sempre um
espaço especial para aqueles que são obstinados (persistentes) e ao mesmo tempo
dóceis.
É comum ver plantado nos nossos jardins e calçadas uma planta comum do
cerrado cujo nome parece ser FICUS. De fácil lidar e cuidar ela é plantada e
esquecida, somente lembrada na época das podas. Essa planta tem uma grande
peculiaridade, sua persistência em crescer a faz entupir os encanamentos de
água e esgoto das casas
A vontade com que busca por água, faz com que suas raízes se tornem tão
profundas e compridas, que tornam difíceis a sua extração da terra. Assim, quem
procura Deus, mesmo que cresça abandonada da vista das pessoas,
silenciosamente, cria raízes na fé que dificilmente serão arrancadas do chão.
A condução desse ano para a renovação carismática, que estendo como
necessária a todo católico, cristão ou filho de Deus é agarrar na promessa. É
ter raízes profundas na fé que Deus cumpre sempre o que diz:
“(…) A promessa é de abertura das portas para seu povo, restauração e
anúncio de um tempo novo, da graça de Deus PARA TODO AQUELE QUE ACREDITAR e, a
partir da Sua Palavra, TOMAR ATITUDES CONCRETAS DE CONVERSÃO E OUSADIA”. (site
RCC Brasil).
O que esse evangelho trás para nós além disso? Como não ver nessa mulher
a própria monção descrita no site da RCC? Alguém que realmente acredita, toma
uma atitude ousada e de uma atitude bem concreta.
Quantas vezes Deus por intermédio de outras pessoas também nos fala, nos
cura e liberta, mas diferentemente dessa mulher, não tomamos posse que era a
orientação que nos faltava para sairmos da situação que nos afligia?
Diferentemente do que pensam os céticos, Deus ainda age e muito nos
nossos tempos, nós que não vemos.
Tente lembrar-se das vezes que sua dor ou aflição era tamanha, no
entanto, ainda no mesmo dia alguém apareceu com a solução. Talvez Deus não
tenha dito “(…) Por causa dessa resposta você pode voltar para casa”; mas
talvez tenha falado “Sei que você não merece esse sofrimento” ou “levante-se,
pare de chorar” ou “esta na hora de sair desse luto”…
Quem procura a Deus na aflição, na mesma intensidade que o FICUS procura
pela a água acaba pelo caminho se aprofundando na fé. Deus não quer ver o
sofrimento de ninguém e tão pouco se alegra com ele, pois como o apóstolo João
bem diz, Ele é o Próprio Amor (I João 4, 8). Quem se dedica a persistir, mesmo
abandonado, lembrado apenas nas podas, reclamações, cobranças, preconceitos,
(…) acaba movendo a mão de Deus sobre sua vida e a sobre os seus. “ele entrou
numa casa e não queria que soubessem que estava ali, MAS NÃO PÔDE SE ESCONDER”.
Deus anda sempre conosco, só não se deixa ver.
No dia 11/02 é lembrada pela igreja N. Sra. de Lourdes, aquela que é
suplicada intercessão a todos que estão doentes. Quem não melhor que mãe de
Jesus, que mesmo discordando, fez o que ela lhe pediu no milagre das bodas de
Caná da Galiléia. Jesus estava ali também e mais uma vez, pela insistência e
ousadia de uma mulher, não pode se esconder.
Creia, seja ousado (a), toque o Senhor e Ele se revelará!
“(…) Na tribulação invoquei o Senhor; ouviu-me o Senhor e me livrou”.
(Salmo 117, 5)
Um imenso abraço fraterno
MUNDO ANIMAL
Cães idosos e o que fazer quando falecem
Já falei neste espaço sobre um garoto chamado Luís Maurício que cresceu
e ficou famoso como grande guitarrista com nome artístico canino, Lulu Santos.
Pois bem, falarei agora de outro garoto que teve seu primeiro contato com o
sucesso aos dez anos de idade, vencendo um concurso de talentos infantis
cantando uma canção sobre a vida e morte de seu melhor amigo, um cachorro de
estimação. Sim, refiro-me a Elvis Presley, e a canção era a valsa "Old
Shep", sucesso do cantor e compositor country Red Foley, e que Elvis, logo
que se tornou mundialmente famoso, fez questão de gravar no seu segundo álbum,
em 1956. Esta valsinha é bom e raro exemplo de canção sentimental que não
descamba para o brega, e também serve de mapa para este artigo, sobre como
lidar com nossos caninos — e com nossas próprias emoções — quando chega a hora
de eles partirem desta para a melhor.
O cão idoso ou muito doente
Um cão pode viver até 20 anos (há casos de cães que chegaram aos 29!),
bem menos que a média de 70-80 das pessoas, de modo que estas precisam estar
preparadas para quando tiverem de se separar dos peludos. Isto pode acontecer
devido à idade avançada do cão ou se, Deus nos livre, ele for atropelado ou
contrair toxoplasmose, câncer ou outra doença grave. A canção "Old
Shep" começa falando do começo da amizade de 'Shep' e Jim, seu dono
humano, quando aquele é filhotinho e este um garoto; ambos vivem passeando
pelos campos e colinas, e 'Shep' chega a salvar Jim de morrer afogado. (Para
quem sabe algo do idioma inglês, a letra pode ser lida aqui
http://www.answers.com/topic/old-shep-performed-by-various-artists ). Tudo vai
bem, até que um dia... "Os anos passaram rápido/o velho 'Shep'
envelheceu/seus olhos foram se esmaecendo rapidamente."
Sempre comparo caninos a humanos, e agora é a vez dos cães velhinhos que
ficam debilitados e mais sensíveis, perdendo independência e exigindo muita
atenção e cuidados. O primeiro sintoma de idade avançada é a diminuição de
atividade e entusiasmo para atividades físicas e do interesse pelo que acontece
à sua volta. Uma das primeiras providências é evitar que o peludo se deixe
abater e fique prostrado, dando-lhe uma terceira idade produtiva, com
atividades de acordo com sua condição física, como pequenas caminhadas ou brincadeiras
com bolinhas e objetos. Outros sintomas são surdez, aumento de peso, catarata e
outros problemas de visão, incontinência urinária e senilidade — o primeiro
sintoma desta última costuma ser quando o cão tenta atacar algo que ninguém
mais vê).
Ah, sim: é verdade que cães castrados vivem mais, mas a noção de que
"um ano canino equivale a sete anos humanos" é mais um mito para a
coleção. Vejamos dois detalhes. Um cão com 20 anos equivaleria a uma pessoa com
140; nenhum ser humano vive tanto. E o envelhecimento (ou melhor,
amadurecimento) canino não é linear como o humano; com um ano de idade cães
(assim como gatos) já são maduros o suficiente para procriarem. E raças de
grande porte, como os Buldogues e Mastifes, costumam viver menos que as
pequenas, como Dachsunds e Pequineses.
Enfim, é preciso estarmos sempre atentos, pois, mudando um pouco de
autor e citando Vinicius de Moraes, cão é como gente, que "mal nasce,
começa a morrer".
Eutanásia: sim ou não?
Voltando à letra de "Old Shep": "Um dia o médico olhou
para mim e disse/'nada mais posso fazer por ele, Jim'". Muitos de nós
passam por isso quando o cão está realmente muito idoso e quase não responde a
estímulos, ou sofreu um acidente muito grave, ou ainda chegou à fase terminal
de uma doença. Obviamente, o dono pode procurar outro veterinário, pedir
segunda e terceira opiniões. Quando o cão realmente está nas últimas, não se
alimentando nem respondendo a estímulos, com sinais vitais cada vez menores e
vida mais longa significar vida sem qualidade com dores, imobilidade e
sofrimento, o mais usual é o veterinário sugerir a eutanásia. Ou seja, tirar a
vida do cão de maneira serena e indolor. Isso é bom ou ruim? Quem decide é o
dono. E a decisão tem de ser muito bem pensada. Valerá a pena termos conosco o
cão de que tanto gostamos, mesmo que para continuar vivo ele precise sofrer,
imóvel e cheio de dores? E haverá tempo ou possibilidade financeira para
tratamentos mais caros e demorados? Volto a dizer: quem decide é o dono.
Uma certeza é de que a prática da eutanásia tornou-se muito mais
tranquila e discreta do que conforme a letra de "Old Shep", que,
lembramos, já era antiga quando Elvis a cantou em 1945 (composta antes de ele
ter nascido, em 1933): "Com as mãos trêmulas/peguei minha espingarda/e
apontei-a para a fiel cabeça de 'Shep'/eu não podia fazer isso/tive vontade de
fugir/e quisera eu ter levado o tiro no lugar dele/ele veio para meu lado/olhou
para mim/e descansou sua velha cabeça em meu joelho/eu havia atirado no melhor
amigo que uma pessoa jamais teve/chorei tanto que mal pude ver." Pois bem:
de 1933 para cá tanto o canino quanto o dono se livraram de tanto sofrimento. O
método mais usado para eutanásia é, simplesmente, colocar o cão para dormir.
Ele é anestesiado e, ao adormecer de vez, recebe uma injeção de um composto
químico (normalmente um barbitúrico) que paralisa coração e pulmões, tudo em no
máximo cinco minutos. Há quem prefira aplicar apenas uma dose muito forte, mas
o método de duas etapas (anestesia e injeção letal), embora mais demorado, permite
ao cão e ao dono se despedirem. (Ah, sim, nada de muita cerimônia: o ambiente
deve ser tranquilo, sem a presença de muita gente — apenas o médico ou
assistente, o cão e o dono se este quiser estar presente — ou de outros
animais. E, obviamente, a eutanásia é recomendável somente para abreviar o
sofrimento de cães agonizantes e eliminar cães infectados pela raiva, perigosos
ou totalmente fora de controle, e não como método para diminuir a população
canina.)
Última morada
Para o derradeiro repouso do canino existem várias opções, desde
sepultamento no próprio quintal do dono (obviamente bem acondicionado para
evitar contaminação do solo) e recolhimento gratuito do corpo pelas Prefeituras
para cremação a funerais requintados como o Pet Memorial em São Paulo, primeiro
crematório para cães (e outros animais de estimação) da América Latina, e
cemitérios como Jardim do Amigo (em Itapevi, a 40km de São Paulo), Pet's Garden
(Rio de Janeiro), Campo da Saudade (em Salvador), Jardim do Bom Amigo (em
Colombo, perto de Curitiba), Cemitério Parque Bosque São Francisco de Assis
(Belo Horizonte) e o cemitério do canil Dream's Bloom, dedicado a Beagles (em
Tatuí, interior de São Paulo). O custo do funeral ou cremação varia de R$ 200 a
R$ 2000, conforme o local, o porte do animal e o luxo exigido. E se o cão
falecer no consultório do veterinário, este pode ficar com o corpo para
encaminhamento à cremação pelo Centro de Controle de Zoonoses, mediante
pequenas taxas (cerca de R$ 20).
...E a vida continua
Assim diz a última estrofe de "Old Shep": "O velho 'Shep'
foi/para onde vão os cães bonzinhos/e não mais passearei por aí com o velho
'Shep'/Mas se os cães tiverem um Paraíso/uma coisa eu sei com certeza:/o velho
'Shep' tem um lar maravilhoso."
Em caso de morte do cão, você não deve, nem precisa, ter vergonha de
chorar muito e se descabelar um pouco; afinal, trata-se de um ente querido, e
guardar sentimentos pode até fazer mal. Mesmo que você possua oito peludos, são
os SEUS oito peludos, não apenas oito dentre os tantos que houver em sua
cidade. Espalhe fotos e vídeos do cão por paredes, cadernos e blogs, fale dele
à vontade, relembre bons momentos e "causos" pitorescos passados com
ele, pode até seguir o exemplo de Red Foley e compor poesias ou canções nele
inspirados. Compartilhar experiência com outras pessoas que passaram pela mesma
situação e adotar outro canino também ajuda. Enfim, recorde mais a vida que a
morte do cão. Com o tempo você se acostumará com o fato de que ele se foi e
que, mesmo que o velho 'Shep' esteja brincando no céu, não está mais aqui na
Terra.
Ou, por outra, está sim. Como todo ente querido, o peludo sempre viverá
nas boas lembranças de quem o conheceu e, de uma forma ou outra, estará sempre
presente. Assim como o citado Elvis Presley, que às vezes nem parece ter
falecido há quase 35 anos...
(Ah, sim: "Shep" vai entre aspas porque não é o nome do cão, e
sim apelido popular estadunidense para cães mestiços de "German
Shepherd", ou seja, Pastor Alemão. E esta valsa foi inspirada num Pastor
Alemão de verdade, que, infelizmente, não morreu de velho, e sim envenenado por
um vizinho.)
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certo dia, decidi dar-me por
vencido. Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações e à minha fé.
Resolvi desistir até da minha
vida.
Dirigi-me ao bosque para ter
uma última conversa com Deus.
“Deus”, eu disse: “O Senhor
poderia me dar uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu:
“Olhe em redor. Você está vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.
“Pois bem, quando Eu semeei as
samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem. Não lhes deixei faltar luz e
água. A samambaia cresceu rapidamente. Seu verde brilhante cobria o solo.
Porém, da semente do bambu nada saía.
Apesar disso, eu não desisti do
bambu. No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa. E,
novamente, da semente do bambu, nada apareceu.
Mas, eu não desisti do bambu.
No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa. Mas, no quinto ano, um pequeno broto
saiu da terra. Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno,
até insignificante.
Seis meses depois, o bambu
cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara cinco anos afundando
raízes. Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para
sobreviver.
A nenhuma de minhas criaturas
eu faria um desafio que elas não pudessem superar.”
E, olhando bem no meu íntimo,
disse: “Você sabia que durante todo esse tempo em que você vem lutando, na
verdade, estava criando raízes?
Eu jamais desistiria do bambu.
Nunca desistiria de ti. Não se compare com outros. O bambu foi criado com uma
finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do
bosque um lugar bonito.
Seu tempo vai chegar”, disse-me
Deus. “Você crescerá muito!”
“Quanto tenho de crescer?”
Perguntei.
“Tão alto como o bambu?” Foi a
resposta. E eu deduzi: Tão alto quanto puder!
Espero que estas palavras
possam lhe ajudar a entender que Deus nunca desistirá de você.
Nunca se arrependa de um dia da
sua vida.
Os bons dias lhe dão
felicidade.
Os maus lhe dão experiência.
Ambos são essenciais para a
vida.
A felicidade lhe faz doce.
Os problemas lhe mantêm forte.
As penas lhe mantêm humano.
As quedas lhe mantêm humilde.
O bom êxito lhe mantém
brilhante.
Mas, só Deus lhe mantém
caminhando.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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