Domingo, 02 de maio de 2021
Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se
atreve... A vida é muita para ser insignificante." (Charles Chaplin)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 15,1-8
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!
"Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo
que não dá fruto em mim, ele corta; e todo ramo que dá fruto, ele limpa, para
que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que vos
falei. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar
fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis
dar fruto se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele
que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada
podeis fazer. Quem não permanecer em mim será lançado fora, como um ramo, e
secará. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. Se
permanecerdes em mim, e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes,
e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos
torneis meus discípulos."
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
O que posso esperar de mim sem Deus?
É possível viver no mundo sem esquecer-se de Deus?
Uma coisa a ser refletida: Sim, é possível viver sem Deus (calma, vou
explicar), pois assim vivem aqueles que não acreditam, não crêem e não amam. É
possível viver sem acreditar em nada e somente em si. Sim, isso também é
possível. Preferir não acreditar em Deus também é possível, MAS como vive
aquele que não crê? Em que se apóia nos momentos de dificuldade? A quem busca?
Então precisamos levantar um grande paradoxo: O descrente desconhece ou
não reconhece que Deus ainda continua a acompanhá-lo.
“(…) Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada
Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando um com o outro de
tudo o que se tinha passado. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o
mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. MAS OS OLHOS ESTAVAM-LHES
COMO QUE VENDADOS E NÃO O RECONHECERAM”. (Lucas 24, 13-16)
Se pudéssemos comparar assim, diríamos que aquele que prefere ficar
longe ou não acreditar na Boa Nova é um cacto plantado num local onde não falta
chuva.
Diferentemente dos seus “irmãos” que tem um motivo real (a seca, a
aridez, a falta d água) para ser daquele jeito, esse cacto prefere continuar
seco sem motivos aparentes. Ele não é isso que demonstra. Por vezes até vemos
flores brotando no calar da noite, mas ao amanhecer as vemos no chão. Tem medo
de mostrar que tem flores.
Quem prefere esperar de si sem Deus é o próprio cacto. Tem tudo ou quase
tudo ao seu redor e a sua disposição, mas prefere, contrariando as
expectativas, a manter os espinhos. Tem talentos, dons, mas os esconde ou só os
revela as escondidas. Recebem todos os dias as chuvas de bênçãos dedicadas aos
filhos, mas ainda prefere ser escravo.
É escravo da mídia, do prazer, da moda, da TV. É escravo da vergonha de
admitir que crê em Deus, que deseja um mundo melhor e mais humano; é escravo de
sua própria imaginação á imaginar o que pensam ou que andam falando de si; é um
ser cismado, pé-atrás, arisco… Engraçado! Foi por você que Jesus se deu na
cruz.
Deus não precisa de nós, mas contrapondo a lógica humana, Ele quer
precisar. Sente nossa falta, insiste em nos acompanhar, nos momentos certos nos
poda, nos que ver crecer, mas respeita a vontade daqueles que preferem ficar
longe.
Talvez Claudinho e Buchecha tenham de forma simples, em uma das suas
canções mais famosas, apresentado a relação de nossa existência perante o amor
de Deus
“(…) Avião sem asa, Fogueira sem brasa, Sou eu assim, sem você. Futebol
sem bola, Piu-piu sem Frajola, Sou eu assim, sem você… Porque é que tem que ser
assim? Se o meu desejo não tem fim Eu te quero a todo instante Nem mil
auto-falantes Vão poder falar por mim… (…) Tô louco prá te ver chegar Tô louco
prá te ter nas mãos Deitar no teu abraço Retomar o pedaço Que falta no meu
coração… Eu não existo longe de você E a solidão é o meu pior castigo Eu conto
as horas pra poder te ver, Mas o relógio tá de mal comigo…”. (Fico assim sem
você – Caudinho e Buchecha)
Ninguém precisa ser só ainda mais se sabe que Deus o ama. O problema é
que ainda existem muito que nunca foram apresentados a esse amor. São ramos
secos por não saber da videira.
Temos muito que fazer.
Um imenso abraço fraterno
MOMENTO DE REFLEXÃO
Numa
das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores
voluntários. Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e
tínhamos até um lema: "Para poder ensinar, antes é preciso aprender"
(copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai). Um dia, nos reunimos
para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200
funcionários. Estava claro que o método convencional, botar todo mundo numa
sala, não iria funcionar, já que o
professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público
daquele tamanho.
Como
sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que,
lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como
tema do evento. E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de
primeira. Aliás, pensou alto: - Jesus era peripatético...Seguiu-se uma
constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por
alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária,
interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar
urgentemente com o professor. E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.
Não
sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto, disse a Laura. Eu
nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo, emendou o Jorge, para
acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.
Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento ponderou o
Sales, que era o mais ponderado de todos. Mas eu até vejo uma razão para
isso...Que é isso, Sales? Que razão? Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu. Não
diga! Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a
religiosidade alheia...Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez
minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou.
Mas
nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando: Então, como ia dizendo, podíamos
montar várias salas separadas e colocar
umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de
repetir a mesma apresentação várias vezes, mas... Por que vocês estão me
olhando desse jeito? Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de
peripatético, veja bem... Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se
locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar
seus discípulos. Mas Jesus foi o Mestre dos
Mestres,
portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz.
Teríamos
uma bela mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é
essa?...Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando". E nós ali,
encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar
que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma
simples ida ao dicionário. Isto é, para poder ensinar, antes era preciso
aprender. Finalmente, aprendemos. Duas coisas. A primeira é: o fato de todos
estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro. E a segunda é que a
sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.
Por
Max Gehringer- Revista VOCÊ S/A
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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