Segunda-feira, 24 de maio de 2021
“Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso
fazer alguma coisa. E, por naõ poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o que
posso.” (Edward Everett Hale)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 19,25-34
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã
da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.
26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava,
disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse
ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a
acolheu consigo.
28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a
Escritura se cumprisse até o fim, disse: “Tenho sede”.
29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja
embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e
disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos
ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa
solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados
e os tirasse da cruz.
32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que
foram crucificados com Jesus.
33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe
quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo
saiu sangue e água.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
José Raimundo Oliva
“A presença das mulheres no momento da crucifixão é registrada pelos
três evangelistas sinóticos. Contudo, elas permanecem a distância. João, no seu
evangelho, as apresenta junto à cruz, Maria Madalena e Maria, a mãe de Jesus,
acrescentando o discípulo que Jesus amava. Neste contexto, João introduz as
duas falas de Jesus: ‘Mulher, eis teu filho’, à sua mãe, e ‘Eis a tua mãe’, ao
discípulo. Sua mãe está presente neste momento final do ministério de seu
filho, assim como estivera no início, nas bodas de Caná, quando Jesus afirma
que ainda não é chegada sua hora. Jesus dirige-se a sua mãe com o termo
‘mulher’. Com esta expressão, repetida, Jesus irá se dirigir também à mulher
samaritana, à beira do poço, e será a expressão com que o Ressuscitado se
dirigirá a Maria Madalena, ao lado do túmulo vazio. Agora é chegada a hora. É a
hora do sinal maior: a glorificação de Jesus, a sua fidelidade plena ao projeto
do Pai, até a morte, estando garantida a continuidade de sua missão pelas novas
comunidades. Em Maria, a mulher, temos a mãe de Deus. Maria Madalena, que sairá
em busca de Jesus no horto, como no Cântico dos Cânticos, representa a nova
comunidade como esposa do Ressuscitado. João, recebendo Maria como mãe,
representa o discipulado, como filhos de Deus, herdeiros da vida eterna, em
Jesus. […] As narrativas da Paixão se diversificam nos evangelhos, trazendo a
marca de cada evangelista. Segundo João, Jesus é crucificado na véspera
(‘preparação’) da Páscoa, que naquele ano coincidiu com o sábado. Com
hipocrisia, para que a solenidade da Páscoa não fosse profanada pelos mortos,
os judeus se preocupam em retirar das cruzes Jesus e os outros dois. Era comum
os crucificados se sustentarem sobre o apoio dos pés na ânsia de evitar a
morte. Os romanos só os retirariam mortos; assim, os judeus pedem que lhes
quebrem as pernas para acelerar sua morte. A Jesus, já encontraram morto, porém
um soldado golpeia seu lado com uma lança, saindo sangue e água. No sangue
temos a expressão do amor de Jesus, que se doou sem limites, e na água temos a
expressão da origem da vida nova no Espírito de amor, doado por Jesus”.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Trabalhavam
juntos há anos, mas não se apreciavam, apenas suportavam um ao outro por causa
dos imperativos da atividade profissional. O complicado é que dividiam um
espaço pequeno, cerca de 4 metros quadrados. Passavam oito horas por dia em
total mutismo, cada qual mergulhado em seu mundo íntimo sem se preocupar com o
“colega”. Quando muito trocavam algumas breves palavras relativas às atividades
da empresa, o contato de ambos,
portanto, resumia-se ao famoso: bom dia, boa tarde e boa noite.
Certo dia, porém, por um desses “acasos da
vida” um deles ficou sabendo que o outro era apaixonado por suco de milho.
Movido por singular e rara simpatia presenteou o colega com jarra gelada de
suco. O presenteado até estranhou, no começo, assustado pelo inesperado julgou
que o colega “pudesse estar, inclusive, envenenando-o”. Notou que seus
pensamentos raiavam o absurdo e experimentou o suco. Estava uma delícia.
Agradeceu, e naquele dia depois de tantos anos respirando o nocivo ambiente da
antipatia mútua o clima ficou, mesmo que timidamente, mais leve.
No outro dia, para retribuir a gentileza, o
presenteado decidiu levar um bolo de
chocolate. O outro adorou. A antipatia começou a diluir-se, as conversas,
então, fluíram mais amenas, sem a carranca de antes. Descobriram que tinham
afinidades, gostavam de rock e lasanha, eram casados com Claudias, apreciavam
futebol e adoravam pescar.
Tornaram-se amigos, ou melhor, grandes amigos.
A amizade estendeu-se às famílias e as confraternizações tornaram-se
freqüentes.
No
entanto, transcorridos alguns anos de amizade
um deles caiu enfermo, necessitando de transplante de rim. O amigo,
sensibilizado prontificou-se a ser doador. Feitos os exames e, por um desses
“acasos da vida”, confirmou-se a compatibilidade. A operação foi um sucesso.
Aquele que rompeu as barreiras da antipatia presenteando o “colega” com uma
jarra de suco de milho, agora recebia da vida e do amigo uma bela recompensa
que lhe restituiu a saúde: um rim para que pudesse prosseguir seu aprendizado
nessa Terra escola.
Um gesto de simpatia tem poder arrebatador, é
capaz de romper as fronteiras estreitas da antipatia, filha da má vontade. No
entanto, muitas vezes comportamo-nos de maneira antipática com aqueles que
trabalham conosco. Muitas pessoas passam mais tempo no ambiente profissional do
que com a própria família, e se forem conviver com os colegas de trabalho de
forma carrancuda e antipática fatalmente tornar-se-ão pessoas amargas, azedas,
enfim, antipáticas. È a falta do cultivo da simpatia que faz muita gente estressar-se
a culpar o trabalho ou os colegas pelos seus problemas. Uma pena. Ainda não
aprenderam a assumir suas responsabilidades perante a vida, e por isso não
conseguem oferecer a “jarra de milho ao companheiro”. A lei de sociedade
mostra-nos a importância do contato social para nosso progresso como seres
humanos. Atualmente, inclusive, as redes
de contatos que estabelecemos através da simpatia não raro socorrem-nos nos
momentos de dificuldade. No entanto, ainda há aqueles que não compreendem isso
e, carrancudamente fazem questão de construir para si os muros da antipatia no
ambiente de trabalho.
Temem
se misturar, por isso estão sempre às voltas com o mau humor ou a indiferença
para com o colega. Antes de tudo é necessário aprender a oferecer ao colega que
convive conosco o suco de milho, representado pela vontade de ajudar,
porquanto, ao nos dispormos de braços abertos à amizade, certamente seremos
retribuídos pela vida com delicioso bolo de chocolate, ou, quem sabe, algo
ainda mais valioso, capaz de salvar-nos a vida.
Pensemos
nisso.
Wellington
Balbo – Bauru – SP
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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