Domingo, 05 de setembro de 2021
“Aquilo a que você resiste, persiste.” (Carl Jung)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 7,31-37
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Jesus saiu da região que fica perto da cidade de Tiro, passou por Sidom
e pela região das Dez Cidades e chegou ao lago da Galiléia. Algumas pessoas
trouxeram um homem que era surdo e quase não podia falar e pediram a Jesus que
pusesse a mão sobre ele. Jesus o tirou do meio da multidão e pôs os dedos nos
ouvidos dele. Em seguida cuspiu e colocou um pouco da saliva na língua do
homem. Depois olhou para o céu, deu um suspiro profundo e disse ao homem:
- "Efatá!" (Isto quer dizer: "Abra-se!")
E naquele momento os ouvidos do homem se abriram, a sua língua se
soltou, e ele começou a falar sem dificuldade. Jesus ordenou a todos que não
contassem para ninguém o que tinha acontecido; porém, quanto mais ele ordenava,
mais eles falavam do que havia acontecido. E todas as pessoas que o ouviam
ficavam muito admiradas e diziam:
- Tudo o que faz ele faz bem; ele até mesmo faz com que os surdos ouçam
e os mudos falem!
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR
Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar.
Este Evangelho trás para nós a belíssima cena de Jesus curando o homem
surdo e que falava com dificuldade.
O texto começa dizendo: “Jesus saiu de novo...” Jesus caminhava, ia
atrás do povo, não ficava parado. Ele não ficava esperando que as pessoas
fossem até ele. O amor nos dá esse dinamismo. Como é importante nós também
aproveitarmos a nossa saúde e tempo disponível para nos movimentarmos, indo até
as pessoas que precisam da Água Viva, da Boa Nova de Cristo!
Quando Jesus atravessava uma região, trouxeram-lhe “um homem surdo, que
falava com dificuldade”. Geralmente os surdos têm deficiência na conversa,
porque a nossa fala depende da audição.
Na área espiritual é a mesma coisa: as pessoas que não ouvem a Palavra
de Deus, acabam não ouvindo também os apelos da realidade que as cerca, e
conseqüentemente tornam-se mudas, não falando a palavra certa na hora certa.
Não ficam indignadas com nada; passam pela vida sem influenciar, indo na onda
da sociedade de consumo.
Uma Comunidade que não ouve corretamente a Palavra de Deus, confrontando
com a realidade do seu meio, também se torna muda, não fala nem faz nada de
transformador, em direção ao Reino Deus.
Jesus, no seu primeiro discurso na sinagoga de Nazaré, disse que veio
para abrir os olhos dos cegos, dar audição aos surdos e libertar os oprimidos,
anunciando o ano da graça do Senhor (Cf Lc 4,18-19).
Muitas pessoas são como aquelas que Jesus citou na parábola do
samaritano: passam ao lado do irmão ferido e fecham os olhos para não ver. Ou
então, como o rico da parábola: vivem uma vida inteira ao lado do Lázaro e não
se tocam. Não existe nada mais forte para tapar os ouvidos, os olhos e a boca
das pessoas, do que o apego às riquezas.
Jesus “olhando para o céu, suspirou e disse: ‘Efatá’, que quer dizer:
Abre-te!” Recordando esta cena, no nosso batismo o padre fez um gesto parecido:
colocou a mão nos nossos ouvidos e na nossa boca, e disse: “Efatá!”
Quando o povo hebreu era escravo no Egito, Deus apareceu para Moisés e
disse: “Eu vi a opressão de meu povo no Egito, ouvi os gritos de aflição diante
dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos, e desci para
libertá-los” (Ex 3,7-8). Deus tem os olhos e os ouvidos abertos. Assim como
chamou Moisés, ele chama os seus filhos e filhas, em todos os tempos e lugares,
a fim de libertarem o seu povo. Deus ama o seu povo, e não quer vê-los como
ovelhas sem pastor.
“Jesus afastou-se com o homem para fora da multidão”. É interessante que
a primeira coisa que Jesus fez com o homem foi afastá-lo para longe da
multidão. O primeiro objetivo foi ter um contato mais pessoal com ele. Nós não
podemos ficar só “na multidão”, mesmo que essa multidão seja de cristãos.
O segundo objetivo de Jesus é para que o homem, depois de curado,
pudesse voltar para o meio do povo, ouvindo e falando sem dificuldade,
inclusive para ajudar os outros.
Os nossos bispos, reunidos em Aparecida, disseram: “Vivemos uma mudança
de época, e seu nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção
integral do ser humano, sua relação com o mundo e com Deus” (DA 44). Portanto,
a nossa missão é grande, como “discípulos e missionários de Jesus Cristo, para
que o povo tenha mais vida nele”.
Havia, certa vez, uma menina que morava na roças. E um pássaro muito
bonito começou a entrar no quarto dela. Ela comprou ração apropriada e espalhou
em cima do guarda-roupa, e também uma tacinha de água, já preparada para não
transmitir dengue.
Assim, o belo passarinho fez amizade com ela. Parecia que os dois eram
velhos amigos. Todos os dias ele aparecia. Suas penas eram brilhantes e seus
olhinhos encantadores.
Com medo de perder o amiguinho, a garota o prendeu numa gaiola. Poucos
dias depois, suas penas perderam o brilho e ele passou a contar diferente, um
canto parecido com choro. Passava o dia todo olhando para a janela.
Quando percebeu o erro que havia cometido, mais que depressa a menina
abriu a gaiola e a ave foi-se embora, para nunca mais voltar.
Que Cristo abra os nossos ouvidos e olhos para contemplarmos a natureza,
mas sem prejudicá-la!
O exemplo de Maria Santíssima é maravilhoso. Ela não foi surda nem muda,
mas ouviu o apelo de Deus, entendeu-o direitinho e o cumpriu com generosidade.
No magnificat, ela mostrou que ouvia também os anseios do povo, e falava com
coragem. Que ela nos ajude a nos aproximarmos de seu Filho, a fim de que ele,
dizendo “Efatá!”, nos cure da surdez e da conseqüente dificuldade em falar.
Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Receita
de felicidade eu já vi. Ponto por ponto. Conselhos. Mas existe mesmo uma
receita, se consideramos que felicidade é uma coisa individual? Se levamos em
conta que o que é bom pra mim não é necessariamente bom para o meu próximo?
Existe,
certo, pontos onde podemos definir que podem ser a base para a felicidade de
uma maneira geral, mas isso mesmo não é a felicidade em si. Costumamos fazer
projetos para os nossos filhos, às vezes irmãos mais novos e até amigos
próximos. Jogamos sobre eles nosso próprio desejo de conseguir alguma coisa e
colocamos sobre isso a nossa própria expectativa de felicidade sem nos darmos
realmente conta se aquilo será realmente o que aquele pessoa deseja para a sua
realização pessoal e se aquilo está dentro do padrão do que aquela pessoa
deseja para si mesma. Queremos que as pessoas vivam segundo nossos projetos e
não segundo eles próprios.
E
quando essas pessoas dizem não, nos decepcionamos. Às vezes cometemos até o
erro de tentar fazê-los mudar de opinião.
Na
verdade, ao agirmos assim, não estamos pensando na felicidade do outro, nem
mesmo no outro. Estamos pensando em nós, no quanto nos abala saber que as
pessoas são diferentes da gente, muitas vezes até no quanto elas são capazes em
coisas que nós mesmos nunca tivemos a coragem de assumir.
Mas
minha felicidade ou infelicidade, não é a felicidade ou infelicidade de
ninguém. A do outro também não é minha. Eu não sei, mesmo se o conheço
profundamente, quantas noites ele ficou sem dormir porque se sentia infeliz ou
o quanto sonhou acordado com coisas que eu nem posso supor.
É
errado sofrer sofrimento dos outros. E injusto também. Isso pelos dois lados.
É
importante deixar a cada um o direito de ser feliz como ele sente ou aspira. Se
sentir feliz por alguém e ser feliz por esse mesmo alguém são duas coisas
distintas. Amamos e nos preocupamos com alguém e isso é muito natural e mesmo
sadio, mas é importante saber se liberar do peso de se sentir feliz ou infeliz
por outra pessoa, mesmo se a amamos muito!
Letícia
Thompson
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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