Terça-feira 28 de setembro de 2021
“Existem pessoas que usam roupas muito caras, mas têm sentimentos muito
baratos.”
EVANGELHO DE HOJE
Lc 9,51-56
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!
51Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele
tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua
frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, a
fim de preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam,
pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54Vendo isso, os discípulos
Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para
destruí-los?” 55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para
outro povoado.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Bom dia!
Se recordarmos outro trecho do evangelho (o da Samaritana) poderemos
criar um desfecho equivocado a esse evangelho.
”(…) Ora, devia passar por Samaria. Chegou, pois, a uma localidade da
Samaria, chamada Sicar, junto das terras que Jacó dera a seu filho José. Ali
havia o poço de Jacó. E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço.
Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe
Jesus: Dá-me de beber“. (João 4, 4-7)
Poderíamos pensar: “não foram esses mesmos samaritanos que se
converteram ao ouvir a mulher falar de Jesus”? “não são eles que acolheram a
mensagem e agora não querem que Jesus passe por seu território”?
Nada podemos afirmar se era a mesma região ou o mesmo povoado visto que
a região da Samaria era extensa e se assim for verdade cairia por terra nossa
primeira impressão de traição. Quem não imaginaria a cena e não se revoltaria
com o povo. Sem saber da plena verdade dos fatos criamos algo odioso chamado
pré-conceito.
É claro que nossas convicções poderiam estar certas sobre o fato, mas
nossos esquemas pessoais sobre o mundo e sobre as pessoas precisam mudar.
Precisamos “adivinhar” menos!
Quem nunca ouviu estórias e contos de pessoas simples, trajando roupas
simples entrarem em lojas e não serem atendidas, pois os vendedores “pensavam
que era perca de tempo”? Quem nunca ouviu também estórias de pessoas
desprezadas aos olhos comprarem a loja à vista?
Jesus era um “problema”. Sua presença na região trazia a atenção dos
poderosos e influentes para onde estava e com quem falava. Quantos não foram
interrogados pelos mestres da lei após serem curados buscando um traço de
mentira nos milagres do homem de Nazaré? Muita gente não queria que Jesus as
encontrasse, pois tinham receio de serem vistos como um dos seus. Que o diga Nicodemos,
José de Arimatéia e outros que foram seus seguidores em silêncio
Muita gente preferia admirá-lo de longe, sem se comprometer; viam talvez
nele a esperança, mas o medo as impedia de segui-lo. Reparem na seqüência
imediata desse evangelho que alguns desejam segui-lo mas ainda não conseguem
abandonar o velho regime. Cada qual a seu tempo, pois todos temos nossas
limitações e cárceres.
Esse trecho antecede o envio dos discípulos (setenta e dois) de dois em
dois pelas regiões da Judéia. Jesus identifica o medo que os impedia de mudar
sua vida, mas não deseja que se
exponham. “(…) O senhor quer que a gente mande descer fogo do céu para acabar
com estas pessoas? PORÉM JESUS, VIRANDO-SE PARA ELES, OS REPREENDEU”.
O Senhor talvez não desejasse que fossem julgados pelo medo
(pré-conceito, limitações pessoais) e sim pelas atitudes de fé e coragem. Na
passagem seqüencial que manda que os setenta e dois aos vilarejos, propõe uma
mudança de atitude: o medo deve dar lugar a paz! Uma pequena porta que se abre
para a acolher a Jesus torna-se maior que os pecados e erros de outrora.
Talvez essa narrativa explique por que tanta gente cantou aquela música
“faz um milagre em mim”.
“(…) Entra na minha casa. Entra na minha vida. Mexe com minha estrutura;
Sara todas as feridas. Me ensina a ter Santidade; Quero amar somente a Ti,
Porque o Senhor é o meu bem maior, Faz um Milagre em mim”
Muita gente que também o ama em segredo com medo de se expor. Somos
muito mais que setenta e dois, levemos a paz!
Um imenso abraço fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Conta
um jovem universitário que no seu primeiro dia de aula o professor se
apresentou e pediu que todos procurassem conhecer alguém que ainda não
conheciam.
Ele
ficou de pé e olhou ao redor, quando uma mão lhe tocou suavemente o ombro. Deu
meia volta e viu uma velhinha enrugada, cujo sorriso lhe iluminava todo seu
ser.
Ela
lhe falou sorrindo: Oi, gato. Meu nome é Rose. Tenho oitenta e sete anos. Posso
lhe dar um abraço?
O
moço riu e respondeu com entusiasmo: claro que pode!
Ela
lhe deu um abraço muito forte.
Por
que a senhora está na Universidade numa idade tão jovem, tão inocente?
Perguntou-lhe o rapaz.
Rindo,
ela respondeu: estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, ter uns dois
filhos e, logo me aposentar e viajar.
Eu
falo sério, disse seu jovem colega. Quero saber o que a motiva a enfrentar esse
desafio na sua idade.
Rose
respondeu gentil: sempre sonhei em ter uma educação universitária e agora vou
ter.
Depois
da aula ambos caminharam juntos por longo tempo e se tornaram bons amigos.
Todos
os dias durante os três meses seguintes saíam juntos da classe e conversavam sem
parar.
O
jovem universitário estava fascinado em escutar aquela "máquina do
tempo". Ela compartilhava com ele sua sabedoria e experiência.
Durante
o curso, Rose se fez muito popular na universidade. Fazia amizades onde quer
que fosse.
Gostava
de se vestir bem e se alegrava com a atenção que recebia dos outros estudantes.
Ao
término do último semestre, Rose foi convidada para falar na festa de
confraternização. Naquele dia ela deu a todos uma lição inesquecível.
Logo
que a apresentaram ela subiu ao palco e começou a pronunciar o discurso que
havia preparado de antemão. Leu as primeiras frases e derrubou os cartões onde
estavam seus apontamentos.
Frustrada
e um pouco envergonhada se inclinou sobre o microfone e disse simplesmente:
desculpem que esteja tão nervosa. Não vou poder voltar a colocar meu discurso
em ordem. Assim, permitam-me, simplesmente, dizer-lhes o que sei.
Enquanto
todos riam, ela limpou a garganta e começou:
Não
deixamos de brincar porque estamos velhos; ficamos velhos porque deixamos de
brincar.
Há
alguns segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar.
Temos
que rir e encontrar o bom humor todos os dias.
Temos
que ter um ideal. Quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer.
Há
tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem sequer sabem!
Há
uma grande diferença entre estar velho e amadurecer. Se vocês têm dezenove anos
e ficam um ano inteiro sem fazer nada produtivo se converterão em pessoas de
vinte anos.
Se
eu tenho oitenta e sete anos e fico por um ano sem fazer nada de útil,
completarei oitenta e oito anos.
Todos
podemos envelhecer. Não requer talento nem habilidade para isso. O importante é
amadurecer encontrando sempre a oportunidade na mudança.
Não
me arrependo de nada. Nós, de mais idade, geralmente não nos arrependemos do
que fizemos mas do que não fizemos.
E,
por fim, os únicos que temem a morte são os que têm remorso.
Terminou
seu discurso cantando "A rosa". Pediu a todos que estudassem a letra
da canção e a colocassem em prática em suas vidas.
Rose
terminou seus estudos e, uma semana depois da formatura, morreu tranqüilamente
enquanto dormia.
Mais
de dois mil estudantes universitários assistiram as honras fúnebres para render
tributo à maravilhosa mulher que lhes ensinou, com seu exemplo, que nunca é
demasiado tarde para chegar a ser tudo o que se pode e deve ser.
...............
O
importante não é acumular muitos anos de vida, mas adquirir sabedoria em todos
os momentos que os anos nos oferecem.
Afinal,
envelhecer é obrigatório, amadurecer é opcional.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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