sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Sexta-feira 03/09/2021

 Sexta-feira, 03 de setembro de 2021

 

“Guardar ressentimento é como dar uma bofetada em si mesmo e então esperar que a outra pessoa sinta a dor.”

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Lc 5,33-39

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

Naquele tempo, 33os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: "Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com freqüência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem". 34Jesus, porém, lhes disse: "Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão".

36Jesus contou-lhes ainda uma parábola: "Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. 38Vinho novo deve ser posto em odres novos. 39E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor".

8Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 11Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

 

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antônio Queiroz CSsR

 

Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão.

Neste Evangelho, partindo da pergunta sobre o jejum, Jesus nos mostra a radicalidade da Boa Nova trazida por ele. Não podemos misturar a Boa Nova de Jesus com outros caminhos ou projetos. Ou nos jogamos inteiramente no seguimento do Evangelho, ou não o seguimos. Meio termo não existe.

“Os convidados a um casamento podem jejuar enquanto o noivo está com eles?” Numa festa de casamento, ninguém jejua. Conforme a tradição bíblica, Deus é o noivo e a humanidade é a noiva. Com o pecado original, a noiva havia abandonado o noivo; mas agora o noivo a procurou e fez com ela uma Aliança, que se desdobra em duas Alianças: antiga e nova. No nova Aliança, Jesus é o noivo, o que significa que ele é Deus.

E Jesus acrescenta duas parábolas que vêm justificar a sua resposta à questão do jejum: ninguém remenda uma roupa velha com pano novo. A roupa velha representa, naquele tempo, a religião judaica com seus jejuns e ritos de purificação. Hoje, essa roupa velha é a mentalidade do mundo, pluralista e pecador. Não podemos remendar essa roupa velha com o pano novo que é o Evangelho, pois, além de não ficar bonito, acabamos estragando o pano novo, que é a Boa Nova de Jesus.

Uma roupa remendada desse jeito fica feia e repuxada; um cristão com mentalidade velha, apenas com remendos da fé cristã, fica a mesma coisa.

A comparação do vinho nos odres vai na mesma linha. Não podemos colocar o vinho novo, trazido por Jesus, em odres velhos, seja do Antigo Testamento, seja do mundo caduco e pecador. Jesus nos pede para escolher um dos dois caminhos e segui-lo integralmente. Ficar com os pés em duas canoas não dá certo. O Evangelho do Reino não é compatível com instituições ou mentalidades caducas.

A fé cristã é uma proposta de vida, não de leis. E a vida muda, evolui constantemente, estourando qualquer código de leis. A lei é necessária, mas é morta, e o Reino de Deus é vivo.

Um dia, Jesus recriminou os judeus por serem muito ciosos na prática da letra da Lei, e se esquecerem do principal que é o espírito da Lei: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito: este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mc 7,6; Is 29,13).

Uma pergunta: nós estamos em condições de receber o Vinho Novo de Jesus, ou ainda estamos “com os pés em duas canoas”? Somos uma roupa nova, uma roupa velha, ou uma roupa remendada?

Diógenes foi um grande filósofo que viveu em Atenas, na Grécia, no Séc. IV A/C. Ele tinha fama de doido, porque fazia coisas exóticas. Não era doido nada. Um dia, ele foi ao centro da cidade e, em pleno meio dia, com o sol quente, começou a andar numa rua movimentada, com uma candeia acesa na mão. As pessoas lhe perguntavam: “O que você está fazendo, Diógenes?” Ele respondia: “Estou procurando um amigo”.

Nós podemos imitar Diógenes e, se as pessoas nos perguntarem o que estamos fazendo, vamos respondeu: “Estou procurando um cristão integral, sem mistura de outros “valores”.

Maria Santíssima, na hora da Anunciação, jogou-se inteiramente nas mãos de Deus, como uma criança se joga nos braços da mãe. O amor é totalizante, ele se dá totalmente. Que Maria nos ajude a fazer o mesmo, no seguimento do seu Filho.

Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Ela se chamava Mega e tinha uma chefe terrível. Quando Mega chegava pela manhã e falava "bom dia", a chefe respondia com uma pergunta:

- Por que não chegou mais cedo?

Se chegasse antes da hora, a chefe não estava lá, mas ficava sabendo e lhe perguntava se ela não sabia qual o horário do expediente, mesmo depois de trabalhar ali há tantos anos. Era uma mulher má, implicava com tudo, até que um dia Mega se cansou e decidiu se demitir:

- Vou sair, mas antes vou dizer tudo o que tenho vontade.

Exatamente naquele dia ela estava almoçando quando encontrou a Dra. Casarjian que a convidou para assistir a um treinamento, naquela tarde ao que ela respondeu:

- Não posso, tenho expediente a cumprir.

- E por que não?

Mega falou sobre a chefe que vivia implicando com ela e a Dra. Casarjian lembrou que pior a situação não poderia ficar, além do que, se a chefe lhe desse uma bronca por faltar ao trabalho, naquela tarde, ao menos teria motivo.

Mega lembrou que no dia seguinte iria se demitir, por isso resolveu ir ao encontro. Ali ouviu referências a respeito do perdão. A Dra começou a palestra:

- O perdão é bom para você... Se você perdoar alguém que o ofendeu ele continua do mesmo jeito mas você se sentirá bem. Se você perdoar o mentiroso, ele continuará mentiroso mas você não se sentirá mal por causa das mentiras dele.

Ao final do treinamento, Mega concluiu que a sua chefe estava muito doente e tirou a chefe da cabeça e tomou uma resolução:

- Não vou deixar que ela me atormente mais. E nem vou abandonar o trabalho que eu gosto.

No dia seguinte, Mega chegou e cumprimentou sua Chefe:

- Olá.

A chefe foi logo lhe perguntando o que tinha acontecido. Ela estava diferente. Mega falou que havia participado de um treinamento e que estava bem consigo mesma e até convidou a chefe para tomar chá, ao final da tarde.... a reação veio logo:

- Você está me convidando só para eu não reclamar de você?

Mega calmamente lhe respondeu:

- Pode reclamar, até mandar descontar as minhas horas. Mas eu insisto no chá.

E foram. Durante o chá, a chefe falou da sua surpresa em ter sido convidada para aquele chá. Ela sabia que era intratável... também falou da sua emoção... nunca ninguém a convidara para um lanche, um café e acabou por falar das suas dores. O marido lhe batia, o filho vivia no mundo das drogas. Por isso ela odiava as pessoas... era infeliz e agredia.

Semanas depois, era a própria chefe que comparecia ao novo treinamento da Dra. Casarjian a respeito do perdão.

Perdoar é libertar-se. Quando alguém nos agride é porque este alguém está a um passo do desequilíbrio e não pode nem imaginar o quanto se encontra enfermo.

Sem dúvida, a felicidade pertence sempre àquele que pode oferecer, que a possui para dar. Nosso maior exemplo é Jesus... poderia ter reagido às agressões, mas preferiu perdoar e amar, por saber que aqueles que o afligiam eram espíritos atormentados em si mesmos... por essa razão, dignos de perdão.

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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