Segunda-feira, 25 de outubro de 2021
“Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se
deixar distinguir.” Paul Valery
EVANGELHO DE HOJE
Lc 13,10-17
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado.
11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava
doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e
lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus pôs as mãos sobre ela,
e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus.
14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura
em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem
seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, não em
dia de sábado”.
15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do
curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado?
16Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria
ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” 17Esta resposta envergonhou
todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas
que ele fazia.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Esta filha de Abraão, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de
sábado?
O Evangelho de hoje narra a cura da mulher encurvada, num dia de sábado,
o protesto de chefe da sinagoga e a explicação de Jesus. A mulher não pediu. A
iniciativa foi de Jesus que a viu na sinagoga e sentiu dó dela.
A atitude de Jesus, ao contrário de violar a lei do sábado, vem
cumpri-la, pois a finalidade é a mesma: glorificar a Deus, mediante a
libertação do homem de toda escravidão. O glória de Deus não se realiza à
margem do bem do homem, porque a honra e a grandeza de Deus se manifesta
precisamente na sua misericórdia e no seu amor aos homens, cuja vida glorifica
a Deus.
A lei do sábado foi criada justamente para beneficiar o homem,
especialmente os pobres escravos e trabalhadores, dando-lhes um dia de descanso
semanal. Todas as leis de Deus são celebrações de seu amor aos homens. Por isso
que Jesus afirmou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o
sábado” (Mc 2,27).
Jesus era assim. Há muitas outras cenas semelhantes nos Evangelhos: a
viúva de Naim, cujo filho ele ressuscitou; a mulher adúltera que estava prestes
a ser apedrejada; a multidão com fome e a multiplicação dos pães... Jesus via
as pessoas sofrerem, se tocava e procurava resolver o problema.
Com isso, o povo se alegrava, é claro. Alegrava-se e o procurava,
inclusive fazendo longas caminhadas.
Jesus foi assim em toda a sua vida terrena. Ainda antes de morrer, deu o
céu para o bom ladrão.
Neste Evangelho, quando o chefe da sinagoga ficou furioso, Jesus sentiu
dó também dele, e lhe mostrou a sua incoerência, ao ter mais cuidado com os
animais, do que com as pessoas. Jesus falou a verdade, e anunciar a verdade é
um ato de caridade, pois liberta as pessoas. As palavras de Jesus são
dirigidas, não só àquele chefe, mas a todos os chefes religiosos dos judeus.
S. Pedro, no discurso que fez na casa de Cornélio, em Cesaréia, disse:
“Jesus passou pela vida fazendo o bem” (At 10,38). De fato, lendo os
Evangelhos, nós percebemos isso.
O próprio Jesus disse: “Eu estou no meio de vós como aquele que serve”
(Lc 22,27). “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar
sua vida em resgate por muitos” (Mt 20,27). E ele é o nosso caminho, verdade e
vida. Segui-lo é o nosso jeito de ser felizes.
S. Tiago, na sua carta, diz: “A religião pura e sem mancha aos olhos de
Deus é esta: Cuidar dos órfãos e das viúvas e conservar-se puro da corrupção
deste mundo” (Tg 1,27). Muitos cristãos procuram ter uma religião pura e sem
mancha, fazendo o bem ao próximo por própria iniciativa.
Certa vez, uma semente de flor resolveu deixar o seu jardim, todo
estercado e regado, e ir nascer no deserto. Algumas colegas lhe disseram: “Você
está louca! Lá o clima é quente, não há proteção contra o sol, a terra é fraca
e arenosa. E além disso, os animais podem pisar em você”. Ela respondeu: “Vou
me defender”. E foi. Ela foi nascer perto de um oásis, conseguiu sobreviver.
Tempo depois, aquele deserto virou um jardim, com belas flores que embelezavam
a natureza.
Mais que falar de flores, ser uma flor no meio do deserto. Jesus viveu
em ambientes difíceis e tomou atitudes arriscadas, como esta de curar a mulher
encurvada no sábado. Mas conseguiu vencer, transformando o deserto em jardim. E
ele nos convida a continuar a sua missão, assegurando que estará sempre
conosco. Assim, mais que falar de flores, podemos ser uma flor, uma bela, no
meio do deserto.
Maria Santíssima sempre se mostrou caridosa em sua vida. Que ela nos
ajude a imitar o seu Filho, que “passou pela vida fazendo o bem”.
Esta filha de Abraão, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de
sábado?
MOMENTO DE REFLEXÃO
A
história é comovente. Fala de uma honestidade a toda prova, contada por
Vladimir Petrov, jovem prisioneiro de um campo de concentração no Nordeste da
Sibéria.
Vladimir
tinha um companheiro de prisão chamado Andrey.
Ambos
sabiam que daquele lugar poucos saíam com vida, pois o alimento que se dava aos
prisioneiros políticos não tinha por objetivo mantê-los vivos por muito tempo.
A
taxa de mortalidade era extremamente alta, graças ao regime de fome e aos
trabalhos forçados. E como é natural, os prisioneiros, em sua maioria, roubavam
tudo quanto lhes caía nas mãos.
Vladimir
tinha, numa pequena caixa, alguns biscoitos, um pouco de manteiga e açúcar -
coisas que sua mãe lhe havia mandado clandestinamente, de quase três mil
quilômetros de distância.
Guardava
aqueles alimentos para quando a fome se tornasse insuportável. E como a caixa
não tinha chave, ele a levava sempre consigo.
Certo
dia, Vladimir foi despachado para um trabalho temporário em outro campo. E
porque não sabia o que fazer com a caixa, Andrey lhe disse: "Deixe-a
comigo, que eu a guardo. Pode estar certo de que ficará a salvo comigo."
No
dia seguinte à sua partida, uma tempestade de neve, que durou três dias, tornou
intransitáveis todos os caminhos, impossibilitando o transporte de provisões.
Vladimir
sabia que no campo de concentração em que ficara Andrey, as coisas deviam andar
muito mal.
Só
dez dias depois os caminhos foram reabertos e Vladimir retornou ao campo.
Chegou
à noite, quando todos já haviam voltado do trabalho, mas não viu Andrey entre
os demais.
Dirigiu-se
ao capataz e lhe perguntou:
"Onde
está Andrey?"
"Enterrado
numa cova enorme junto com outros tantos prisioneiros." - respondeu ele.
"Mas antes de morrer pediu-me que guardasse isto para você."
Vladimir
sentiu um forte aperto no coração.
"Nem
minha manteiga, nem os biscoitos puderam salvá-lo." - pensou.
Abriu
a caixa e, dentro dela, ao lado dos alimentos intactos, encontrou um bilhete
dizendo:
"Prezado
Vladimir. Escrevo enquanto ainda posso mexer a mão. Não sei se viverei até você
voltar, porque estou horrivelmente debilitado. Se eu morrer, avise a minha
mulher e meus filhos. Você sabe o endereço.
Deixo
as suas coisas com o capataz. Espero que as receba intactas.
Andrey."
* *
*
Ser
honesto é dever que cabe a toda criatura que tem por meta a felicidade.
E a
fidelidade é uma das virtudes que liberta o ser e o eleva na direção da luz.
Uma
amizade sólida e duradoura só se constrói com fidelidade e honestidade
recíprocas.
(Momento
em casa)
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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