Sexta-feira, 22 de outubro de 2021
"O mundo não está ameaçado pelas más pessoas, mas sim por aqueles
que permitem a maldade." (Albert
Einstein)
EVANGELHO DE HOJE
Lc 12,54-59
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!
Jesus dizia também às multidões: “Quando vedes uma nuvem vinda do
ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. Quando sentis soprar o
vento sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. Hipócritas!
Sabeis avaliar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis avaliar o
tempo presente? Por que não julgais por vós mesmos o que é justo? Quando, pois,
estás indo com teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura
resolver o caso com ele enquanto ainda a caminho. Senão ele te levará ao juiz,
o juiz te entregará ao oficial de justiça, e o oficial de justiça te jogará na
prisão. Eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não
sabeis interpretar o tempo presente?
Neste Evangelho, Jesus nos chama a atenção para uma incoerência nossa,
que é fruto do pecado: Somos avançados no conhecimento das ciências e da
técnica, mas muito atrasados no conhecimento das coisas de Deus.
“Hipócritas, vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é
que não sabeis interpretar o tempo presente?” Essa advertência de Jesus vale de
modo especial hoje, em que a humanidade cresce dia a dia no conhecimento das
ciências e da técnica, mas parece até que está regredindo no conhecimento do
sentido fundamental da vida.
A parábola da caminhada com o adversário para o magistrado reforça a
necessidade de andarmos sempre com as contas em dia com Deus, pois quando
estivermos diante do Juiz, que é Cristo, não haverá mais tempo para corrigirmos
os nossos erros, ou para pedirmos perdão a Deus.
As pessoas conhecem o tempo cronológico, mas não procuram conhecer o
tempo da graça. Vivem pesquisando a natureza a fim de utilizá-la, mas não
conhecem o Autor e Criados da natureza. Em resumo, as pessoas aprofundam-se na
ciência, mas não na sabedoria. A ciência não envolve a vida humana no seu
conjunto, que tem duas partes: a terrena e a eterna.
“Não dizeis vós: Ainda quatro meses e aí vem a colheita? Pois eu vos
digo: levantai os olhos e vede os campos, como estão dourados, prontos para a
colheita!” (Jo 4,35-36). Estão aí as duas realidades: a simples ciência e a
sabedoria.
É muito comum, ao andarmos à noite pelas ruas, vermos carros de luxo
estacionados na frente de casa de cartomante. São pessoas formadas na ciência
do mundo, mas analfabetas na ciência de Deus. Vemos pessoas letradas
valorizando o “ter” e se esquecendo do principal que é o “ser”. Pais que, fora
do período escolar, matriculam os filhos em cursos caros de inglês, e nem se
preocupam em levá-los ao catecismo. Pessoas que se dizem católicas, mas desprezam
as leis.
Por exemplo, para combater a AIDS, são apresentados medidas fúteis, já
comprovadas que não funcionam, e se esquecem do principal que é o respeito à
Lei de Deus.
A multiplicação de seitas, que apresentam, muitas vezes, a religião
apenas como meio de adquirir benefícios nesta terra, mas se esquecendo da vida
após a morte.
“Estou ciente de que o bem não habita em mim, isto é, na minha carne.
Pois querer o bem está ao meu alcance, não, porém, realizá-lo. Não faço o bem
que quero, mas faço o mal que não quero” (Rm 8,18-19). Se temos alguma conta a
acertar com Deus, vamos fazê-lo logo, porque amanhã poderá ser tarde!
Cristo nos deixou todos os meios para vencermos o mal e fazer o bem: a
oração, o sacramento da confissão, a Eucaristia, a vida em Comunidade, a leitura
da Bíblia...
Certa vez, um menino passou correndo na rua, na frente da igreja. O
padre estava na porta da igreja e aquilo lhe chamou a atenção. Foi até a
calçada e viu que lá no fim da rua o menino virou para trás e voltou correndo
na mesmo velocidade. Quando estava passando em frente à igreja, o padre gritou:
“Menino, vem cá”. Mas nada, ele não parou. Chegando ao outro extremo da rua,
ele virou para trás e veio correndo do mesmo jeito.
O padre pensou: eu vou segurar esse menino para ver por que ele está
fazendo isso. Quando o garoto estava perto, o padre se colocou na frente dele e
o agarrou. O menino ficou assustado, mas o padre o acalmou e lhe perguntou:
“Filho, o que você está fazendo?” Ele respondeu: “Não sei!” “De onde você vem?”
“Não sei!” “Para onde você vai?” “Não sei!” “Quem é você?” “Não sei!”
Neste momento, um senhor que morava em frente disse: “Iii padre! Esse
menino é bobo. Pode largar, porque ele não sabe nada!” O padre largou e o
garoto continuou correndo pela vida, para lá e para cá.
Que nós não sejamos também bobos, aprofundando-nos nas ciências da
terra, correndo para lá e para cá, mas sem procurar o principal que é responder
àquelas perguntas fundamentais da vida, que o padre fez ao menino!
As poucas palavras de Maria Santíssima que a Bíblia nos trouxe mostram
que ela entendia muito bem das coisas de Deus e do sentido pleno da vida. Que
ela nos ajude a dedicarmos os nossos talentos a “interpretar o tempo presente”.
Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não
sabeis interpretar o tempo presente?
MOMENTO DE REFLEXÃO
A
felicidade e infelicidade são o nosso
estado de alma, ocasionados geralmente por fatores exteriores, que buscamos ou
não. Quantas vezes a gente não se sente triste por causa de uma pessoa que nem
sabe que nos ocasionou tristeza? Somos nós quem reagimos de uma maneira ou de
outra ante o que nos acontece.
Resolvi
hoje falar sobre a ingratidão, não ela em si, pois esse assunto eu gostaria de
desenvolver em outro texto, mas sobre o nosso sentimento em relação às pessoas
que achamos nos dever gratidão. Aquelas às quais nos dedicamos com amor, sem
avaliarmos todas as conseqüências que carregam essa mesma palavra. E, por causa
dessa dedicação, dessa entrega, renúncia em muitos casos, começamos a nos
sentir injustiçados depois. E então a infelicidade toma conta do peito, da alma
e vai nos deixando infelizes exatamente por que quisemos fazer a felicidade de
uma outra pessoa. Tudo muito contraditório!...
Amar
incondicionalmente é amar de olhos fechados e coração escancarado. É atravessar
uma ponte e derrubá-la atrás de si, sem deixar retorno, sem esperar retorno. E
se contentar dessa ação. Sentir-se recompensado e feliz simplesmente por ter
dado algo de si. Utopia? Não, é uma questão de amor.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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