quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Quinta-feira 01-12-2022

 Quinta-feira, 01 de dezembro de 2022

 

"Diante do belo colar, admirei, sobretudo o fio que unia as pedras e se imolava, anônimo, para que todos fossem um. " D.Helder

 

 

EVANGELHO DE HOJE

MT 7,21.24-27

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.­

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Disse Jesus aos que o ouviam: "Nem todos aqueles que me dizem: "Senhor, Senhor!", entrarão no Reino dos céus, mas apenas os que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus. Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática pode comparar-se ao homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu muita chuva, vieram as cheias e os ventos sopraram com força contra aquela casa. Mas ela não caiu, porque os seus alicerces estavam assentes na rocha. Porém, aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática pode comparar-se ao homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu muita chuva, vieram as cheias e os ventos sopraram com força contra aquela casa: ela caiu e ficou toda desfeita."

 

 

Palavras da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe.Antonio Queiroz (In Memorian)

 

Aquele que faz a vontade de meu Pai entrará no reino dos céus.

Este Evangelho narra a belíssima parábola da casa construída sobre a rocha. Jesus identifica por em prática a sua palavra com por em prática a vontade de Deus Pai. Identifica também construir sobre a rocha com entrar no Reino dos Céus. Fica clara a importância de praticarmos as palavras de Jesus para podermos receber a salvação eterna. Em vez de fazer, Jesus usa a expressão por em prática a vontade de Deus. Isso para deixar bem claro que não basta também conhecermos ou até divulgarmos os mandamentos de Deus.

 “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus.” A nossa salvação não depende da nossa oração. Ela é meio. A nossa salvação depende mesmo é de por em prática as palavras de Jesus.

Também a nossa salvação não depende de ouvirmos as palavras de Jesus, e sim, de a colocarmos em prática. Os dois que constroem suas casas – um sobre a rocha e o outro sobre a areia – ouvem a Palavra de Deus. De fato, hoje é muito fácil ouvir as palavras de Jesus, e também de lê-las. Por isso, freqüentemente percebemos certa distância entre a Palavra de Deus que ouvimos e a vida que levamos. Mas não nos importamos muito com isso. Aí que mora o perigo.

Com esta parábola, Jesus derruba todas as nossas desculpas e subterfúgios, e centraliza a nossa salvação no por em prática as suas palavras.

No fundo, a parábola nos pega de cheio e nos chama a todos de imprudentes, porque gostamos muito mais de ouvir a Palavra de Deus do que de praticá-la. Ouvir é até gostoso, se for bem apresentada. Em outras palavras, o que gostamos mesmo é de construir sobre a areia.

Quantas pessoas conseguem enganar os outros, fazendo falcatruas em segredo. Mas cuidado: “Não há nada de oculto que um dia não seja revelado”.

Olhando-nos com sinceridade, temos de reconhecer que existe certa distância entre os ensinamentos de Jesus e a vida que levamos. Apesar disso, continuamos ouvindo, ouvindo, ouvindo... e pouco nos preocupando com a conversão de vida. Em outras palavras, continuamos construindo sobre a areia. Portanto, se, após a nossa morte, nos sairmos bem no Juízo, será por pura misericórdia de Deus.

Quem constrói uma casa sem alicerce é sem juízo; além de jogar dinheiro fora, ainda arrisca a própria vida e da família. O mesmo acontece com quem quer levar uma vida dupla, com dois comportamentos diferentes: na sociedade e na igreja.

 “Quem avisa amigo é.” Ao nos contar esta parábola, Jesus mostrou que é nosso amigo, a fim de não termos surpresas desagradáveis depois.

Que as pessoas, quando se referirem a nós, não tenham de dizer como Jesus falava a respeito dos fariseus: “Sigam o que ele ou ela fala, mas não imitem suas ações”.

Se a nossa casa tiver alguma rachadura, que a reforcemos neste tempo do advento para que, quando Jesus chegar, ele não nos chame de sem juízo.

Certa vez, um homem disse ao seu amigo: “Eu tenho ido à igreja por trinta anos, ouvi uns três mil sermões, e não consigo me lembrar de nem um. Estou preocupado com isso”.

O amigo respondeu: “Eu estou casado há trinta anos. Durante este tempo, minha esposa deve ter cozinhado umas trinta e duas mil refeições para mim. Mas eu não consigo me lembrar do cardápio de nem uma. Mas de uma coisa eu sei: todas elas me nutriram e me deram a força necessária para eu fazer o meu trabalho. Se minha esposa não me tivesse dado essas refeições, eu já teria morrido há muito tempo. Da mesma maneira, se você não tivesse ouvido esses tantos sermões, hoje você seria um marginal”.

A Palavra de Deus é como a semente que, quando semeada, cresce por si mesma. Basta não colocarmos obstáculos, que a Palavra de Deus cresce e produz fruto em nós por si mesma, sem que percebamos. O problema é que o maligno também semeia em nós a sua cizânia, e esta, devido ao pecado que existe dentro de nós e no mundo, cresce mais rápido e tende a abafar a Palavra de Deus.

 “Feliz aquela que acreditou” – disse Santa Isabel a respeito de Maria Santíssima - “pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!” (Lc 1,45). Que a nossa Mãe do céu nos ajude a acreditar, de corpo e alma, nas palavras do seu Filho.

Aquele que faz a vontade de meu Pai entrará no reino dos céus.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Estou preparando a minha árvore de Natal....

Quero que ela seja viva, mas não quero que seja exterior.

Eu a quero dentro de mim.

Tenho medo das exterioridades. Elas nos condenam.

Ando pensando que o silêncio do interior é mais convincente que o argumento da palavra. Quero que minha árvore seja feita de silêncios.

Silêncios que façam intuir felicidade, contentamento, sorrisos sinceros.

Neste Natal não quero mandar cartões. Tenho medo de frases prontas. Elas representam obrigação sendo cumprida. Prefiro a gratuidade do gesto, o improviso do texto, o erro de grafia e o acerto do sentimento.

A vida é mais bonita no improviso, no encontro inesperado, quando os olhares se cruzam e se encontram.

Quero que minha árvore seja feita de realidades.

Neste Natal quero descansar de meus inúmeros planos.

Quero a simplicidade que me faça voltar às minhas origens.

Não quero muitas luzes.

Quero apenas o direito de encontrar o caminho do presépio para que eu não perca o menino Jesus de vista.

Tenho medo de que as árvores muito iluminadas me façam esquecer o dono da festa.

Não quero Papai Noel por perto. Aliás acho essa figura totalmente dispensável! Pode ficar no Pólo Norte desfrutando do seu inverno. Suas roupas vermelhas e suas barbas longas não combinam com o calor que enfrentamos nessa época do ano. Prefiro a presença dos pastores com seus presentes sinceros.

Papai Noel faz muito barulho quando chega. Ele acorda o menino Jesus, o faz chorar assustado. Os pastores não. Eles chegam silenciosos. São discretos e não incomodam...Os presentes que trazem nos recordam a divindade do menino que nasceu. São presentes que nos reúnem em torno de uma felicidade única.

O ouro que brilha, o incenso que perfuma o ambiente e a mirra com suas composições miraculosas.

O papai Noel chega derrubando tudo. Suas renas indisciplinadas dispersam as crianças, retiram a paz dos adultos.

Os brinquedos tão espalhafatosos retiram a tranqüilidade da noite que deveria ser silenciosa e feliz. O grande problema é que não sabemos que a felicidade mais fecunda é aquela que acontece no silêncio.

É por isso que neste Natal eu não quero muita coisa.

Quero apenas o direito de recolher o pequenino menino na manjedoura...

Quero acolhê-lo nos braços, cantar-lhe canções de ninar, afagar-lhe os cabelos, apertar-lhe as bochechas, trocar-lhe as fraldas para que não tenha assaduras e dizer nos seus ouvidos que ele é a razão que me faz acreditar que a noite poderá ser verdadeiramente feliz. Neste Natal eu não quero muito. Quero apenas dividir com Maria os cuidados com o pequeno menino.

Quero cuidar dele por ela. Enquanto eu cuido dele, ela pode descansar um pouquinho ao lado de José.

Ando desfrutando nos últimos dias o desejo mais intenso de que a vida vença a morte. Talvez seja por isso que ando desejando uma árvore invisível.

O único jeito que temos de vencer a morte é descobrindo a vida nos pequenos espaços. Assim vamos fazendo a substituição. Onde existe o desespero da morte eu coloco o sorriso da vida. Façam o mesmo!

 

Descubram a beleza que as dispersões deste tempo insistem em esconder. Fechem as suas chaminés. Visita que verdadeiramente vale à pena chega é pela porta da frente.

Na noite de Natal fujam dos tumultos e dos barulhos.

Descubram a felicidade silenciosa. Ela é discreta, mas existe! Eu lhes garanto!

Não tenham a ilusão de que seu Natal será triste porque será pobre. Há mais beleza na pobreza verdadeira e assumida que na riqueza disfarçada e incoerente.

O que alegra um coração humano é tão pouco que parece ser quase nada.

Ousem dar o quase nada. Não dá trabalho, nem custa muito...E não se surpreendam, se com isso, a sua noite de Natal tornar-se inesquecível.

 

Padre Fábio de Melo

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

 

que Deus lhe guarde serenamente

 

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

 

 

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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Quarta-feira 30-11-2022

 Quarta-feira, 30 de novembro de 2022

 

“Não há excesso de liberdade se aqueles que são livres são responsáveis. O problema é liberdade sem responsabilidade.” (Milton Friedman)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

MT 4,18-22

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.­

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Jesus estava andando pela beira do lago da Galiléia quando viu dois irmãos que eram pescadores: Simão, também chamado de Pedro, e André. Eles estavam no lago, pescando com redes. Jesus lhes disse:

- Venham comigo, que eu ensinarei vocês a pescar gente.

Então eles largaram logo as redes e foram com Jesus.

Um pouco mais adiante Jesus viu outros dois irmãos, Tiago e João, filhos de Zebedeu. Eles estavam no barco junto com o pai, consertando as redes. Jesus chamou os dois, e, no mesmo instante, eles deixaram o pai e o barco e foram com ele.

 

 

Palavras da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

Celebramos hoje o dia de Santo André, o primeiro discípulo. Filho de Jonas e Irmão de Pedro, aquele que ouviu de seu mestre João Batista a frase que muito conhecemos “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” e ao escutar isso, de imediato inflama-se no seu peito o amor, pôs-se então a seguir Jesus.

André foi também o primeiro “recrutador” de seguidores de Jesus; apresentou seu irmão Pedro a Jesus e ali, nesse primeiro encontro, já mencionava a Pedro, que Jesus era o messias que estava por vir; foi ele também que disse ao senhor que um pequeno rapaz tinha cinco pães e dois peixes, pouco antes da multiplicação.

André foi o primeiro, mas nunca se teve noticia ou relato que se importava de ser o “segundo” a frente dos discípulos. Bem antes de Simão se tornar Pedro, nele já habitava a vontade e o ardor missionário de seguir os desígnios de Deus. Ele deixa claro o despojar das vaidades até mesmo no seu martírio, quando antes de receber a pena capital, deu aos seus algozes tudo que possuía. Ele não fez questão de nada; sentia no peito o imenso e contagiante orgulho de ter combatido até o final.

Sabe irmãos, não importa para Deus se somos operários da primeira ou da ultima hora; primeiros ou segundos (…) talvez não importe o que fizemos, mas o que DEIXOU de ser feito; não importa por onde andei, como vivo, como encaro a minha própria realidade, mas a QUANTIDADE DE PASSOS que dou de VONTADE PRÓPRIA para o lado certo. Não importa o quanto falo, mas o quanto OUÇO; não importa o quanto me ostento, mas o quanto SILENCIO e talvez nessa nossa primeira segunda-feira do advento, o perdão que precisamos pedir é o do nosso ímpeto, do nosso orgulho, das nossas vaidades, razões, (…). Precisamos voltar para Deus.

“(…) após a morte nada mais há, o louvor terminou. Glorifica a Deus enquanto viveres; glorifica-o enquanto tiveres vida e saúde; louva a Deus e glorifica-o em suas misericórdias. Quão grande é a misericórdia do Senhor, e o perdão que concede àqueles que para ele se voltam” (Eclesiástico 17, 27-28)

Poucos notam que nesse Evangelho de Mateus diz que Jesus encontrou os dois discípulos (Pedro e André) e os convidou a ser pescador de homens, mas é importante ler também o Evangelho de João pois é lá que encontraremos os fatos que citamos no inicio da reflexão.

“(…) André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João e que o tinham seguido. Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse-lhe: Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo). Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra). (João 1, 40-42)

Por que essa preocupação? Por se tratar de um texto tão rico precisamos ler e minúciar os textos bíblicos para não cometer equívocos de interpretação. Quantas vezes no dia-a-dia nos falta este zelo em minúciar as nossas palavras e ações ao dar uma opinião, uma sugestão, ou ao tecer um comentário? Quantas vezes olhei somente por minha ótica, meus interesses, minhas dores, a um determinado problema e acabei, por orgulho, ferindo alguém?

O que tenho que melhorar após esse perdão de Deus?

O que ainda é falho em mim?

Que aspectos ainda precisam ser completados?

Temos máscaras para o mundo, mas não para aquele que nos conhece.

Uma coisa é comum nos dois evangelhos: “IMEDIATAMENTE se puseram a seguir Jesus”

Um imenso abraço fraterno.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

O valioso tempo dos maduros

 

 

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

 

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

 

Mário Pinto de Andrade- Escritor e político angolano, de nome completo Mário Coelho Pinto de Andrade. (1928-1990)

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

 

que Deus lhe guarde serenamente

 

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

 

 

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segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Terça-feira 29-11-2022

 Terça-feira, 29 de novembro de 2022

 

“Entender a vontade de DEUS nem sempre é fácil, mas crer que ELE está no comando e tem um plano para nossa vida, faz a caminhada valer a pena!”

 

 

EVANGELHO DE HOJE

LC 10,21-24

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.­

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve.

Tudo por meu Pai foi entregue; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

E, voltando-se para os discípulos, disse-lhes em particular: Bem-aventurados os olhos que vêem o que vós vedes.

Pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não o ouviram.

 

Palavras da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe.Antonio Queiroz

 

Eu te louvo, Pai, porque te revelaste aos pequeninos.

Este Evangelho nos mostra que Deus gosta das pessoas simples e humildes. Toda a Bíblia fala do amor predileto de Deus pelos pequenos e pobres.

Jesus mesmo era assim: “Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós” (Mt 11,29).

Quando Jesus fazia um grande portento, mostrando a sua divindade, pedia aos discípulos que não divulgassem. Isso porque ele era humilde e não queria se destacar sobre as pessoas com quem convivia. Seu desejo era ser considerado gente simples, comum e do povo.

E ele nos aconselha a fazer o mesmo: “Quando fores convidado para uma festa, vai sentar-te no último lugar. Quando chegar então aquele que te convidou, ele te dirá: ‘amigo, vem para um lugar melhor!’ Será uma honra para ti, à vista de todos os convidados. Pois todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado” (Lc 14,10-11).

 “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelastes aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.”

Em seguida, Jesus fala: “Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Isso para mostrar que, se ele ocultar dos orgulhosos os mistérios sagrados, os orgulhosos não têm outro meio de ficar sabendo.

 “Felizes os olhos que vêem o que vós vedes...” É um convite de Jesus a não inveja de grandes e famosos personagens, do passado ou do presente. Conhecer a Jesus e segui-lo é a melhor parte, a melhor riqueza, a felicidade completa. E tanto o conhecimento como a fé em Jesus são dados aos pequenos e humildes.

 “O céu é o meu trono... Mas eu olho para o pobrezinho de alma abatida que treme ao ouvir minha palavra” (Is 66,1-2).

 “Não tenhais medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar a vós o Reino. Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei para vós bolsas que não se estragam, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem o traça corrói” (Lc 12,32-34).

Certa vez, um homem recebeu a notícia de que acabava de ser nomeado mandarim. Mandarim era um espécie de ministro dos antigos reinos orientais; um dos cargos mais importantes do reino.

O homem ficou super feliz. Agora sim, pensou ele, serei um grande homem aqui no reino. Preciso então providenciar logo uma roupa adequada, que faça jus à minha nova posição e à minha dignidade.

Foi ao alfaiate mais famoso do reino e lhe pediu que fizesse para ele o manto próprio de mandarim.

O alfaiate tirou todas as medidas, cuidadosamente, depois perguntou ao cliente: “Há quanto tempo o senhor é mandarim?” O homem estranhou a pergunta e disse: “O que tem a ver isso com o manto?”

O alfaiate explicou: “Acontece que um mandarim recém nomeado fica tão deslumbrado com o cargo que mantém a cabeça altiva, ergue o nariz e estufa o peito. Por isso tenho de fazer a parte da frente do manto maior que a de trás.

Agora, anos mais tarde, quando ele está ocupado com o seu trabalho e cansado devido aos transtornos advindos do cargo, ele fica mais sensato e costuma olhar para frente, a fim de ver o que vem na sua direção e o que precisa ser feito. Aí eu costuro o manto de modo que as partes da frente e de trás tenham o mesmo comprimento.

Mais tarde, depois que o seu corpo está curvado pelos anos de trabalho e ele está mais humilde devido às humilhações que recebeu, então eu faço o manto de forma que as costas fiquem mais longas que a frente.

Por isso que eu preciso saber do senhor há quanto tempo está neste cargo”.

O novo mandarim saiu da alfaiataria pensando menos no manto e mais na responsabilidade que ia assumir.

 “Deus resiste aos soberbos, mas concede a graça aos humildes” (Tg 4,6). Ninguém é mais que ninguém. Para Deus, todos os serviços têm a mesma dignidade. O prefeito da cidade não está do lixeiro; o que vale é o amor e a dedicação que colocamos em nossos serviços.

Maria Santíssima, na Anunciação se considerou serva do Senhor. No magnificat, admirou-se de Deus ter olhado para ela, uma pessoa tão humilde. Em toda a sua vida, nunca procurou lugares de honra e destaque; a sua alegria era servir. Que ela nos ajude a ser simples e humildes!

Eu te louvo, Pai, porque te revelaste aos pequeninos.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Por que será que nos lamentamos tanto quando nos decepcionamos, perdemos e erramos?

O mundo não acaba quando nos enganamos; ele muda, talvez, de direção.

Mas precisamos tirar partido dos nossos erros.

Por que tudo teria que ser correto, coerente, sem falhas?

As quedas fazem parte da vida e do nosso aprendizado dela.

Que dói, dói.

Ah! Isso não posso negar!

Dói no orgulho, principalmente.

E quanto mais gente envolvida, mais nosso orgulho dói.

Portanto, o humilhante não é cair, mas permanecer no chão enquanto a vida continua seu curso. O problema é que julgamos o mundo segundo nossa própria maneira de olhar e nos esquecemos que existem milhões e milhões de olhares  diferentes do nosso.

Mas não está obrigatoriamente errado quem pensa diferente da gente só porque pensa diferente.

E nem obrigatoriamente certo.

Todo mundo é livre de ver e tirar suas próprias conclusões sobre a vida e sobre o mundo.

Às vezes acertamos, outras erramos.

E somos normais assim.

Então, numa discussão, numa briga, pare um segundo e pense: "e se eu estiver errado?"

É uma possibilidade na qual raramente queremos pensar.

Nosso "eu" nos cega muitas vezes.

Nosso ciúme, nosso orgulho e até, por que não, nosso amor?

Não vemos o lado do outro e nem queremos ver.

E somos assim, muitas vezes injustos tanto com o outro quanto com a gente mesmo, já que nos recusamos a oportunidade de aprender alguma coisa com alguém.

E é porque tanta gente se mantém nessa posição que existem desavenças, guerras, separações.

Ninguém cede e as pessoas acabam ficando sozinhas.

E de que adianta ter sempre razão, saber de tudo, se no fim o que nos resta é a solidão?

Vida é partilha.

E não há partilha sem humildade, sem generosidade, sem amor no coração.

Na escola, só aprendemos porque somos conscientes de que estamos lá porque não sabemos ainda; na vida é exatamente a mesma coisa.

Se nos fecharmos, se fecharmos nossa alma e nosso coração, vai entrar.

E será que conseguiremos nos bastar a nós mesmos?

Eu duvido.

Não andamos em cordas bambas o tempo todo, mas às vezes é o único meio de atravessar.

 

Somos bem mais resistentes do que julgamos; a própria vida nos ensina a sobreviver, viver sobre tudo e sobretudo.

Nunca duvide do seu poder de sobrevivência!

Se você duvida, cai.

Aprenda com o apóstolo Pedro que, enquanto acreditou, andou sobre o mar, mas começou a afundar quando sentiu medo.

Então, afundar ou andar sobre as águas?

Depende de nós, depende de cada um em particular.

Podemos nos unir em força na oração para ajudar alguém, mas só esse alguém pode decidir a ter fé, força e coragem para continuar essa maravilhosa jornada da vida.

 

Letícia Thompson

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

 

que Deus lhe guarde serenamente

 

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

 

 

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