Sábado, 01 de junho de 2023
"Você nunca sabe a força que tem, até que a
sua única alternativa é ser forte."
EVANGELHO DE HOJE
Mt 8,5-17
— O Senhor esteja
convosco.
— Ele está no meio de
nós.
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós,
Senhor!
Naquele tempo,
5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele,
suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo
terrivelmente com uma paralisia”.
7Jesus respondeu:
“Vou curá-lo”. 8O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em
minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu
também sou subordinado e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’,
e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo a meu escravo: ‘Faze isto!’, e
ele faz”.
10Quando ouviu isso,
Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca
encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do
Oriente e do Ocidente, se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão,
Isaac e Jacó, 12enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas
trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”.
13Então, Jesus disse
ao oficial: “Vai! E seja feito como tu creste”. E, naquela mesma hora, o
empregado ficou curado. 14Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele
deitada e com febre. 15Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e
pôs-se a servi-lo. 16Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas
possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou
todos os doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele
tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe.Antonio Queiroz
Muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se
sentarão à mesa junto com Abraão, Isac e Jacó.
Este Evangelho narra dois milagres de Jesus: A
cura do empregado do oficial romano e a cura da sogra de S. Pedro. Jesus se
admirou da fé do oficial, e a Igreja também admira, pois a frase dele nós
dizemos na Missa, antes da comunhão: “Senhor, eu não sou digno(a) de que
entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a)”.
O oficial tinha uma convicção tão forte de que
Jesus tem poder sobre as forças da natureza e as doenças, que lhe pediu uma
palavra dali mesmo, sem ter o trabalho de ir até a sua casa.
Jesus quer e pode nos ajudar, e sua ajuda é
sempre eficaz e vitoriosa. Mas quer que lhe manifestemos antes a nossa fé. Por
isso quem tem fé nunca se apavora, seja qual for a situação, porque sabe que
tem ao seu lado um amigo ultra poderoso.
Ter fé não significa que no passado a pessoa não
tenha cometido pecados. Pode ter cometido, e muitos, pois isso não é obstáculo
para a ação de Deus, contanto que haja arrependimento, conversão e boa vontade.
“Muitos
virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa No Reino dos Céus, junto
com Abraão, Isac e Jacó, enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para
fora.” Diante de Deus, não existe povo, raça ou nação privilegiada. O povo de
Israel era privilegiado enquanto tinha a missão de preparar a vinda do Messias.
Mas depois que o Messias veio, acabaram os privilégios.
A todos igualmente Deus dá a graça da fé. Se a
pessoa acolhe, Deus lhe dá a esperança e a caridade. Acolhidas essas três
virtudes teologais, a pessoa recebe a salvação. A Igreja Católica, a única
religião que Jesus fundou, nos ajuda a acolher e a viver a fé, a esperança e a
caridade. A Igreja é o caminho mais curto e mais fácil da salvação. Aliás, o
batismo já nos insere na Comunidade dos salvos em Cristo. Basta não perder essa
graça.
A fé é o segredo da felicidade. Quem tem fé “tira
de letra” todas as dificuldades e obstáculos que aparecem na vida. Quem tem fé
sabe que uma doença, por mais grave que seja, para Deus é um grãozinho de
areia.
A fé é uma graça que Deus dá a quem ele quer, do
Oriente ou do Ocidente, do Norte ou do Sul, sem nenhuma restrição em relação à
raça, ao país ou a qualquer outra distinção.
Quem tem fé faz como o oficial fez: vai atrás de
Jesus, expõe o seu problema e acredita que Deus quer e pode solucionar. Por isso,
quem tem fé não entra em pânico, não se revolta, não desilude, não alvoroça,
não perde a alegria nem a esperança, mesmo nas situações mais desafiadores.
Ter fé é muito mais que acreditar com a cabeça; é
acreditar com o corpo inteiro, jogando-se naquilo que crê. Mas, é claro, ter fé
é seguir um caminho novo, traçado não por nós, mas por Deus para nós.
“A fé é a
certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se
vêem” (Hb 11,1). É caminhar “como se visse o invisível” (Hb 11,27).
O exemplo de Moisés, na travessia do Mar Vermelho
nos esclarece bem sobre o que é fé: “Moisés estendeu o bastão sobre o mar, e
durante a noite inteira o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito
forte, fazendo recuarem as águas... E assim os hebreus puderam atravessar” (Ex
14,21-22). Dá impressão que no início as águas não se afastavam, mas Moisés
continuou firme, com o seu bastão estendido. Deus quer que nós mostremos a fé
nele, mesmo sem ver uma resposta imediata. Em vez de uma noite, ele pode
demorar dias ou até anos para nos atender. Mas, se permanecermos com o nosso
bastão estendido, ele se manifestará e, com toda a certeza, separará as águas.
O oficial disse a Jesus: “Senhor, eu não sou
digno de que entres em minha casa...” Jesus lhe falou: “Vai! E seja feito como
tu creste”. Naquele momento, o empregado ficou curado. A Palavra de Deus
acolhida com fé tem uma força incrível. Mesmo à distância, ela transforma as
pessoas e o mundo.
Uma realidade bonita que aparece nestes dois
milagres de Jesus é que quem tem fé ama o trabalho. O empregado do oficial
“sofria terrivelmente com uma paralisia”. Certamente um dos sofrimentos dele é
porque não podia trabalhar. A sogra de Pedro, logo que foi curada, “levantou-se
e pôs-se a servi-lo”. O trabalho é uma bênção de Deus. Poder trabalhar é poder
servir. “Descubra a felicidade de servir”. Jesus trabalhava; ele era
carpinteiro. E na vida pública Jesus continuou trabalhando, pois a atividade
missionária é trabalho. Quem tem fé gosta de trabalhar, pois a fé sem obras é
morta. Nós, que recebemos tanto da família e da sociedade, precisamos ajudá-las
também, através do nosso trabalho. O trabalho é uma fonte de virtudes; já “a
ociosidade é a mãe de todos os vícios”.
Certa vez, um noivo procurou o padre a fim de combinar
o casamento. O vigário, que estava sentado no escritório terminando uns
escritos, resolveu fazer-lhe umas perguntas. A primeira: “Você sabe religião?”
O noivo respondeu: “Sei sim senhor”. O padre, enquanto escrevia, lhe perguntou:
“Então me diga: quantos deuses há no céu?” O rapaz não sabia! O padrinho, que
estava atrás dele, lhe fez o gesto de um dedo para cima. O moço disse logo para
o padre: “Eu sei, senhor padre, há um Deus no céu”. O padre falou: “Muito bem.
E quantas pessoas há em Deus?” Agora enroscou – pensou o moço – e olhou
disfarçadamente para o padrinho. Este novamente levantou a mão para ele com
três dedos levantados. O noivo disse: “Eu sei também, senhor padre, há três em
pé e dois deitados”.
Para crescermos na fé, precisamos conhecer mais
profundamente o catecismo e as verdades nas quais acreditamos! Senão a nossa fé
pode ficar ingênua.
Isabel elogiou a fé da sua prima Maria
Santíssima: “Feliz aquela que acreditou, pois aquilo que lhe foi dito da parte
do Senhor será cumprido!” (Lc 1,45). Maria nunca vacilou na fé, nem na hora
mais difícil, que foi a cruz. Que ela nos ajude a crescer na fé, e também a
amar o trabalho, pois assim cresceremos em todas as virtudes.
Muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se
sentarão à mesa junto com Abraão, Isac e Jacó.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Um homem trabalhava de sol a sol, plantando
batatas.
Em dado momento, cansado, suarento, limpou o suor
da fronte com a manga da camisa e começou a lamentar consigo mesmo:
- Que vida dura essa! Batalhando aqui o dia todo,
suportando o sol e a chuva, as variações do clima, para auferir parcas rendas.
E quando o produto tão trabalhosamente obtido
chega à banca dos feirantes, as donas de casa compradoras escolhem
exigentemente cada fruto, desprezando os menos atraentes, sem fazer ideia do
trabalho que dá...
Nisso, distendeu a vista pelo asfalto distante e
viu um ônibus deslizando suavemente.
Comentou com seus botões:
- Vida boa é a de motorista de ônibus; trabalha
sentado, à sombra, viajando, vendo paisagens!...
Nesse exato instante, o motorista do ônibus
conjecturava, tristemente:
- Que vida
sacrificada!
Há quantos anos vivo de lá pra cá, de cá pra lá,
sem parada, suportando a frivolidade de turistas e a chatice de passageiros
problemáticos!
Passo a vida praticamente fora de casa, sem poder
acompanhar o crescimento dos filhos e desfrutar o conforto doméstico.
Além de tudo, correndo risco de vida e de ser
despedido quando ocorra qualquer acidente que estrague o carro... Olhou
distraidamente pela janela do ônibus e viu um automóvel de passeio que o
ultrapassava com facilidade.
- Vida boa é como a desse empresário que vai ali
naquele 'Del Rey' - balbuciou.
- Despreocupado, dono de seu tempo, com dinheiro
suficiente para ter o que deseja e ir onde quer!
Naquele momento, o homem de negócios ia em seu
automóvel matutando, amargamente:
- Que vida estafante!
Trabalho 14 horas por dia, corro sem parar
administrando interesses da empresa, da família, dos empregados e ainda sou
tido como ambicioso, insensível!
Ninguém reconhece meus esforços, os filhos julgam
que o dinheiro cai do céu para usarem e abusarem, a esposa não compreende as
longas ausências do lar, as filiais exigindo viagens repetidas, as flutuações
de mercado, as pressões do fisco, os juros altos dos financiamentos...
Olhou ao alto, através do para-brisa, e viu um
avião a jato singrando os céus, deixando um rastilho de fumaça e ponderou:
- Vida boa é como a do piloto desse avião que ali
vai; voando lá no silêncio das alturas, distante das agruras terrenas, desfrutando
o status de uma profissão respeitável, sem ter que se preocupar com os
problemas da empresa a que serve, atendido gentilmente em cada aeroporto...
Exatamente nessa hora, o piloto do jato, em sua
cabina, divagava cismarento:
- Não aguento mais esta vida!
- Voando sempre de um lado para outro, em meio a
esta parafernália de instrumentos, sujeito a horários e normas rígidas, tendo
que confiar em mecânicos nem sempre atentos, sem liberdade para dispor do tempo
desejável em cada cidade!
Dirigiu o olhar para baixo, meditativo, e viu um
homenzinho lá embaixo arroteando um terreno para plantar batatas e afirmou
convicto:
- Vida boa é a daquele lavrador lá embaixo,
exercendo o mister mais original e legítimo do homem: lavrar a terra e colher
dela o alimento de que se nutre, sem complicar a vida!
No chão firme, seguindo o ritmo da natureza, sem
se preocupar com estes mapas complicados de voo e manômetros complexos...
É... vida boa... uma questão de perspectiva.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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