Sexta-feira,
19/09/2025.
“A
paciência que nunca se esgota não é paciência: é subserviência.”
EVANGELHO DE HOJE
Lc 8,1-3
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, 1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova
do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam
sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual
tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes;
Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os
bens que possuíam.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Ontem fiz uma pergunta: Quem são os que de fato amam a Deus?
Apesar da maioria das narrativas bíblicas haver um nítido predomínio do
protagonísmo masculino, característica da cultura judaica, esse breve trecho
introdutório de Lucas revela a presença de mulheres.
Longe de serem simples mulheres, pois aparecer, destacar-se num cenário
masculino revela um grande teor de importância dentro de um grupo social.
Notamos que mulheres que foram citadas na bíblia mudaram a história de suas
vidas e por vezes do grupo ou comunidade que viviam.
Antes de conhecerem Jesus pertenciam a um grupo seleto chamado deserto.
Elas eram “os excluídos” a quem nos referimos comumente nos dias de hoje. Não
tinham voz, vez ou fala. A vida devia se vivida conforme o que ia acontecendo;
eram meras espectadoras de suas próprias vidas… Jesus então aparece e as
promove a protagonistas.
Todo aquele que se aproxima de Jesus começa a compreender que suas vidas
merecem muito mais do que o pouco que oferecem ou se dão. Por vezes, nós que
estamos a frente, pensamos que somos a última bolachinha do pacote, mas na
verdade as grandes pérolas de Jesus não são vistas ou passam desapercebidas aos
nossos olhos: São os filhos de Deus no mundo.
Esse povo bom, mesmo sem saber tem a proteção do Altíssimo a lhe
guardar. Apesar de apenas acompanhar os apóstolos, (ir a missa de vez em
quando, rezar muito pouco,(…) Deus conhece o que já venceram e sua fé.
“(…) Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo, que moras à sombra do
Onipotente, dize ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que
eu confio. É ele quem te livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa. Ele
te cobrirá com suas plumas, sob suas asas encontrarás refúgio. Sua fidelidade
te será um escudo de proteção. Tu não temerás os terrores noturnos, nem a
flecha que voa à luz do dia, nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que
grassa ao meio-dia. Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita, tu
não serás atingido. Porém verás com teus próprios olhos, contemplarás o castigo
dos pecadores, porque o Senhor é teu refúgio. Escolheste, por asilo, o
Altíssimo. Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda, porque
aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos”. (Salmo 90,
1-11)
Entranho dizer que alguém tão pouco dedicado tenha a máxima atenção do
Pai, mas na realidade também fazemos isso… Quantos filhos bons (que não dão
trabalho) “sofrem” pela falta de atenção dos pais que dedicam 100% do seu tempo
e cuidado a aquele que dá trabalho? Poderíamos até cobrar mais de Deus quanto a
isso, mas a sabedoria divina explica ao filho que ficou na parábola do filho
pródigo que “(…) Tudo que é meu é seu!”.
Engraçado é que nenhuma das mulheres, pelo menos no que está escrito,
demonstrou falta de fé ou coragem como aqueles que ficavam “agarrados” a
Cristo. Pedro quase afogou, Felipe correu; João não quis entrar no sepulcro, e
por ai vai… Em que momento essas mulheres desistiram de acreditar? Não encontro
referência…
A maioria das pessoas que ABANDONAM a luta, a igreja, o grupo, a
pastoral são aquelas de frente e não aquelas que passeiam. Claro que as aflições
são maiores, mas não é “via de regra”. Quantas pessoas em nossas comunidades,
que não estão de frente, mas as vemos há anos, nos mesmos lugares nas missas e
eventos. Elas não abandonam a Deus com facilidade. Quermesses, novenas,
tríduos, festas, (…) lá estão elas. Chovendo? Lá vêm elas de capa! (risos!)
Será que também não tem seus próprios problemas e aflições.
Precisamos aprender com o exemplo silencioso daquelas mulheres e desses
irmãos perseverantes de hoje a não desistir. Deus nos promove a protagonista
para que EU DECIDA não desistir; EU QUEIRA levantar; EU QUEIRA algo melhor…
Um imenso abraço fraterno
MOMENTO DE REFLEXÃO
Assim
é a vida, repleta de chegadas e partidas. Somos seres a caminho, passageiros de
um trem onde embarcam e desembarcam companheiros de viagem, enquanto
percorremos caminhos, rumo ao nosso destino.
Os
embarques são quase sempre motivos de alegria, seja pelo esperado, seja pelo
novo da companhia. Aquele que chega abre para nós o leque de novas experiências,
da descoberta de novas paisagens; outras vezes, o prazer da realização de um
desejo ou de um sonho.
Os
desembarques, no entanto, são motivo de tristeza. É alguém que parte do trem da
nossa vida, deixando um lugar vazio e levando consigo um pedaço da nossa
história. Partir significa sair, retirar-se, ir embora, pôr-se a caminho,
seguir viagem. Um outro trem, um outro caminho, uma outra viagem, um outro
destino. Partir também significa quebrar-se, romper-se e, no sentido figurado,
doer-se. Dói ver o outro partir. Quebram-se liames, rompem-se laços. De um modo
ou de outro, sempre haverá alguém desembarcando, na viagem da nossa vida e,
apesar dos desembarques, é preciso sabermos como seguir adiante. Afinal, o
nosso trem prossegue no seu curso. A vida continua.
Esse
aprendizado passa pela compreensão do transitório nas nossas vidas. Tudo passa.
A dor da partida passa. O que num determinado momento nos parece o final de
tudo, num outro momento vemos que foi, apenas, um trecho do caminho. A amizade
rompeu-se? O relacionamento amoroso chegou ao final? Dói. Dói mas passa. A vida
segue o seu curso, cada dia trazendo a perspectiva de um novo começo, fazendo
novas solicitações, despertando novos interesses. Não é possível fazermos o
tempo parar. Quando nos apegamos ao passado temos a ilusória impressão de que
são atuais aqueles fatos já depositados nas prateleiras do tempo. Esta ilusão é que nos causa sofrimentos,
simplesmente, porque o que foi já não é mais. E a vida acontece no que é. No
aqui e agora.
A
amizade que se rompeu ou o relacionamento amoroso que terminou sempre causa
sofrimento, num primeiro momento. Desfazer laços não é fácil. Mexe com a
afetividade, e o afeto é uma emoção de sobrevivência, o que dificulta a
aceitação da realidade. Vários são os fatores que podem determinar a ruptura de
uma relação afetiva. No entanto, sejam quais forem esses fatores é preciso ter
em mente que a amizade e a relação amorosa são situações que envolvem pessoas e
que cada uma delas tem o seu próprio universo, que precisa ser respeitado. Um
"não" é um "não" e dispensa explicações. Partiu sem se
despedir? Em muitos casos, o silêncio fala mais alto do que as palavras. Para
quem sabe escutar, a voz do silêncio é de uma eloquência significativa e tem o
poder de revelar o outro muito mais do que se ele houvesse proferido um
discurso.
À
primeira vista, o respeito pelo livre arbítrio, a aceitação do direito de
escolha do outro podem ser confundidos com indiferença. Isto porque fomos
ensinados a "lutar" pela vida. Mas não se trata de uma guerra!
Trata-se de viver. Enquanto lutamos perdemos oportunidades de vida. Respeitar a
vontade do outro com serenidade é uma forma de expressão da maturidade
emocional. Na maioria das vezes, o sentimento de rejeição leva-nos à situações
e comportamentos inadequados e, como consequência, a um sofrimento
desnecessário. Um bom exercício é colocar em prática este pensamento do Dr.
Roberto Shinyashiki: "Se você quer me amar, legal!!! Se você quer me
desvalorizar, o problema é seu. Aprendi que somente eu posso me
desqualificar."
Por
outro lado, as relações humanas estão assentadas sobre quatro pilares de
sustentação. São eles: confiança, respeito, consideração e
admiração. No momento em que um um amigo, um namorado, um marido, enfim, quando
uma pessoa resolve cortar uma relação, estabelece um ponto de ruptura, um marco
de distanciamento, minando um dos elementos mais importantes de qualquer
relação, a confiança, que não precisa ser, necessariamente, naquela pessoa, mas
na sua maneira de conduzir a relação. Sem confiança não há condições de
existir, harmonicamente, qualquer relacionamento. Haverá aquela lacuna
precisando, constantemente, ser preenchida pelo outro, para que a relação
permaneça harmonizada. Além de cansativo, provar que se é confiável, a todo
instante, é uma espécie de trabalho forçado. E o sentimento precisa ser livre
para que se manifeste em toda a sua plenitude e possa gerar alegrias e
felicidade.
Portanto,
se em algum ponto da sua viagem pelo planeta alguém decidir desembarcar do trem
da sua vida, deixe-o ir-se e mantenha a sua serenidade. Essa pessoa, por sua
livre escolha, exerceu o seu direito de não ocupar aquele assento que você lhe
havia destinado. Era o melhor lugar? Que bom! Quando você leva um presente para
uma pessoa e ela não o aceita, você volta com ele. O presente é seu. Pegue de
volta o melhor lugar da sua vida e aguarde o momento certo para presenteá-lo a
uma outra pessoa que esteja disposta a partilhar a viagem da vida com você.
Lêda
Yara Motta Mello
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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