sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Sábado 09/12/2017

Sábado, 09 de Dezembro de 2017



“Que neste Natal, eu possa lembrar dos que odeiam, e fazer por eles uma prece de amor.”



EVANGELHO DE HOJE
Mt 9,35-10,1.6-8

O Senhor esteja convosco.
                                              Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade.

36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”

10,1E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade.

Enviou-os com as seguintes recomendações: 6“Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Diácono Antônio Oliveira


"A messe é grande, mas poucos são os operários"

O evangelho de hoje nos relata uma parte do chamado discurso missionário de Jesus; ou seja, o grande apelo do mestre de que os seus discípulos participem da sua missão de levar a salvação àqueles que ainda não a possuem. Como enviado do Pai, Jesus veio no nosso meio e assumiu a nossa condição humana, para cumprir a sua missão de nos ensinar um novo modo de viver entre nós: como irmãos; e nos fazer descobrir e viver a nossa grande dignidade de filhos de Deus. Foi justamente para salvar a criatura mais amada por Deus: o homem, daquela situação de dor e de sofrimento que o pecado o reduziu, que Jesus se encarna e vai ele próprio à busca de quem se perdeu no caminho que conduz à vida. Mas essa tarefa é grande! Enormes são as exigências da messe. O número daqueles que necessitam ouvir a boa nova da libertação, a boa nova da vida, é grande; e, portanto, se faz necessário uma ajuda. E Jesus, vai confiar essa sua mesma missão aos seus discípulos, dando a eles o seu mesmo poder de lutar, de destruir, de aniquilar todas aquelas coisas que vão contra a vida e a felicidade do ser humano. Jesus, portanto, chama e envia os seus discípulos a serem mensageiros do reino de Deus. Reino este, que é vida nova, é esperança para quem ainda jaz debaixo do peso da escravidão do pecado. Mas quem são aqueles que o Senhor chama para serem seus enviados ao longo de todos os tempos? A resposta é simples: somos nós, os seus discípulos. Aqueles que o receberam como Senhor e mestre. Aqueles que primeiramente experimentaram a vida nova que ele nos trouxe. Portanto, esse convite comprometedor é feito também para nós hoje. Jesus interpela também, a cada um de nós, a sermos seus missionários, portadores de vida e de esperança, para o nosso mundo, para a nossa realidade de pobreza, miséria, violência, vícios, divórcios, e tantas outras coisas mais, que estão matando aos poucos e, silenciosamente, os irmãos. E por que, poderíamos nos perguntar, fazer isso, se já busco viver bem a minha fé, se quem está lá fora não quer saber de nada? Porque é nosso dever. É um pedido de Jesus. Porque também, se somos o que somos, é porque Deus por primeiro usou de misericórdia para conosco.  Porque tudo aquilo que temos e somos, foi gratuitamente que o recebemos. Seria egoísmo demais não desejar que também os outros tenham vida, tenham esperança. Como nos lembra Jesus: "Gratuitamente recebemos, e gratuitamente devemos dar". Assim como Deus não exigiu nada de nós na hora de nos enriquecer dos seus dons, do mesmo modo, devemos ter este espírito de gratuidade na hora de trabalhar para que o reino de Deus chegue também para nossos irmãos. Da generosidade de Deus, deve brotar a nossa generosidade para com os outros. Como nos dirá São Paulo na sua carta aos romanos: "Quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós". Hoje, também é tempo de estabelecer o reino de Deus, e Deus necessita de alguém que seja a sua voz portadora de boa nova para os sofredores; para a multidão "abatida e cansada, como ovelhas sem pastor". Hoje, somos nós os novos enviados de Jesus, que como Ele somos chamados a sentir compaixão dos cansados e oprimidos do nosso tempo. E não é esta justamente a missão que recebemos no fim de toda celebração Eucarística, quando depois da benção o sacerdote ou o diácono nos envia a anunciar o reino de Deus, colocando em prática aquilo que o Senhor nos manda, e que nós mesmos experimentamos na celebração da Eucaristia? Pois é justamente, neste momento da celebração, que nos comprometemos em acolher o convite, de sermos missionários, que Jesus nos faz. Assim como Ele fez com seus discípulos, chamando-os a si, ensinando-os e  fortalecendo-os com seu poder, do mesmo modo, ele nos reúne na celebração da Eucaristia, nos amestra com a sua palavra e nos fortalece com o poder do seu corpo e do seu sangue; para depois nos enviar ao mundo, como seus porta-vozes na nossa família, no nosso trabalho, na nossa comunidade.



"Fazei ó senhor que eu não seja um servo inútil!"

(Bem-Aventurado Pe. João Batista Piamarta)







CASA, LAR E FAMÍLIA


Relacionamentos familiares: Desista da competição
Suely Buriasco


O espírito competitivo é um dos elementos mais comuns dos desentendimentos familiares. É, pois, fundamental refletir sobre como desistir disso.



Um dos grandes motivos dos conflitos familiares é a competitividade manifestada no desejo de se ter razão sempre. Muitas pessoas gastam considerável energia na luta incessante de sobrepor a sua opinião e lutam, muitas vezes de forma violenta, para manter-se no pódio de suas ilusórias vitórias.

Dizia Mario Quintana: “A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade... Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.” E então, o que é mais importante, ter razão ou ser feliz?

Opte pelo silêncio

Você não deixou de ter razão só porque não polemizou, tentando fazer com que as pessoas mudassem de opinião, você só desistiu de confrontar o seu ego com o das outras pessoas. Em discussões desse tipo, onde um tem que vencer, sempre alguém terá que perder e é assim que os desentendimentos se avolumam, chegando a desmanchar elos familiares. Lembre-se que quanto mais pessoas, mais pontos de vista, e aceite que tenham suas maneiras de pensar e manifestar pensamentos.

Não julgue

Quando julgamos alguém em erro estamos colocando o nosso conceito do "certo" e "errado" como se fôssemos donos da verdade. É importante, claro, que tenhamos esse discernimento para guiar as nossas ações, o que não nos confere o direito de exigir que os outros se guiem por conceitos que não são da concordância deles. Deepak Chopra declara em seu livro, O caminho para a felicidade suprema, que: "É trágico que pessoas sacrifiquem o verdadeiro objetivo da vida, que é aumentar a alegria e a felicidade, pelo frio conforto de julgar os outros e se sentir superiores".

Desista da teima e não da pessoa

Em relacionamentos tão íntimos como os familiares, tomar consciência de que os afetos têm formas opostas de pensar pode causar grande sofrimento. É possível que a sua tentativa de impor suas razões afaste as pessoas que você ama, então desista de teimar. Não entre em discussões infecundas com quem não deseja rever conceitos, ou você estará agindo da mesma forma. Opte por manter um bom relacionamento com as pessoas da sua família, afinal, mesmo pensando diferente de você, o afeto é que deve prevalecer sempre.

Demonstre razão por exemplos

Você não precisa discutir, mas de forma alguma pode desistir do que realmente acredita. Então é preciso avaliar: é um conceito ou uma birra? Se for birra deixe de lado porque ninguém é feliz fazendo pirraça; mas se for um conceito, então demonstre em atos. Coloque em prática o que você acredita e espere que, pelo seu exemplo, as pessoas compreendam a sua mensagem. Mas não faça isso para mostrar nada a ninguém, faça por você mesmo e pela sua satisfação de estar agindo conforme as suas concepções íntimas.

Não acredite que é preciso ter grande afinidade no amor; para amar, basta... Amar!




MOMENTO DE REFLEXÃO


Existe uma história maravilhosa a respeito de Jimmy Durante, um dos grandes artistas de teatro de variedades de algumas gerações atrás.
Pediram-lhe que fizesse parte de um show para veteranos da Segunda Guerra Mundial. Ele disse que estava com a agenda muito ocupada e que poderia ceder apenas alguns minutos, mas que, se não se importassem de ele fazer um monólogo curto e partir imediatamente para seu próximo compromisso, ele iria.
É claro que o diretor do espetáculo concordou alegremente.
Mas quando Jimmy subiu no palco algo interessante aconteceu. Ele acabou o pequeno monólogo e ficou. Os aplausos ficaram cada vez mais altos e ele continuou ali - quinze, vinte, então trinta minutos.

Finalmente, fez sua última reverência e saiu do palco. Na galeria alguém o deteve e disse:
- Achei que o senhor tinha que partir depois de alguns minutos. O que aconteceu?
Jimmy respondeu:
- Eu realmente tinha que ir, mas posso lhe mostrar o motivo pelo qual fiquei. Você mesmo pode ver se olhar para a primeira fila.
Na primeira fila estavam dois homens, cada um dos quais havia perdido um braço na guerra. Um perdera o braço direito e o outro, o esquerdo. Juntos, eram capazes de aplaudir e era exatamente isso o que estavam fazendo, bem alto e alegremente.

(Tim Hansel)



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





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