Sexta-feira, 01 de Dezembro de 2017
“Montando a árvore de natal, podemos ver em cada bola um remontar, em cada adereço uma esperança, em cada lâmpada um caminho novo a seguir renovando as esperanças, e na estrela do alto um guia em novos caminhos. Essa árvore, por mais que seja bela, se vista por este ângulo, estará ainda mais bela por sua missão.” (Jean Carlos Sestrem)
EVANGELHO DE HOJE
Lc 21,29-33
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!
E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores;
Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão.
Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto.
Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça.
Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz ( In Memoriam)
Quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto.
Neste Evangelho, Jesus continua nos falando a respeito do final dos tempos. Deus nos manda sinais para sabermos que a sua segunda vinda está próxima. A certeza da segunda vinda de Jesus nos dá segurança e um novo sentido para a vida.
“Essas coisas”, a que ele se refere, são os problemas sociais e cósmicos citados um pouco antes: guerras, mortandades, terremotos, maremotos...
Quando as folhas das árvores caem, e começam a aparecer os brotinhos das novas folhas e dos frutos, esses brotinhos são os sinais pelos quais sabemos que a primavera está chegando. Da mesma forma, aquelas calamidades são os sinais de que a nossa salvação está próxima.
Quando Jesus fala: “Tudo isso vai acontecer antes que passe esta geração”, ele está se referindo, não tanto ao final dos tempos, mas à queda de Jerusalém e à abertura do Evangelho e do Reino de Deus aos não judeus.
Jesus exclui toda tentativa de precisão cronológica da sua segunda vinda. Isso desqualifica qualquer especulação adventista nesse sentido.
Também, para tirar preocupações exageradas dos seus discípulos, ele que a sua segunda vinda será tão clara como um relâmpago, desses relâmpagos grandes que brilham de um ao outro lado do horizonte. Portanto, ninguém deve preocupar-se com isso. Naquele tempo, havia uma idéia muito generalizada de que o final dos tempos estava próximo.
“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” A afirmação vai além da questão de quando acontecerá a sua segunda vinda. A nossa esperança, baseada no Evangelho, é eterna e ultrapassa este mundo material. O verdadeiro fim dos tempos acontece para quem não segue a Jesus, pois está ao léu deste mundo, que tem como fruto a destruição e a morte. O cristão fiel sempre vê uma luz no fim do túnel, e essa luz chama-se ressurreição, que lhe abre as portas para o mundo novo e eternamente feliz.
A Palavra de Jesus não falha. Mesmo as coisas mais sólidas, como o céu e a terra, passarão, mas a Palavra do Senhor permanece eternamente. Ao contrário da palavra do homem, que é instável, não tem consistência. Até as teorias científicas, que são consideradas descobertas imutáveis, amanhã já serão negadas.
É importante para nós vivermos sempre vigilantes e com a antena ligada em Deus, a fim de captarmos os sinais da sua vinda na nossa vida, o acontece a qualquer momento, independente da segunda vinda de Jesus. A tecnologia tem receptores de sinais com alta precisão, o mesmo devíamos ter em relação à vinda de Deus. Entretanto, infelizmente, como o próprio Jesus previu, a sua vinda nos pegará se surpresa.
Luiz XI foi rei da França, de 1461 a 1483. Era um homem mau, cruel e violento.
Um dia lhe contaram que um adivinha havia previsto a morte de uma funcionária do palácio, e isso acontecer. Disseram-lhe também que esse adivinho era extraordinário, adivinhava tudo com precisão.
O rei mandou trazer o adivinho, e instruiu os seus guardas: “Se eu fizer tal sinal, vocês o matem imediatamente”.
O homem veio e o rei lhe disse: “Dizem que você adivinha as coisas, é verdade?” O adivinho respondeu: “É, às vezes, com a graça de Deus”. “Então me diga” – indagou Luiz XI: “Quando você irá morrer?” “Três dias antes de vossa majestade”, respondeu o adivinho. Diante disso, o rei preferiu não matá-lo, pois tinha muito medo da morte. E com razão, pois era um homem mau.
Acontece que não basta ter medo da morte. Precisamos estar sempre preparados, porque com medo ou sem medo, a morte vem, e vem para todos.
Maria Santíssima era uma mulher vigilante, e vivia sempre preparada para o encontro com o Senhor. Santa Mãe de Deus, rogai por nós!
Quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto.
CULINÁRIA
Bolo de Chocolate com Batata Chips
Ingredientes da massa
1 xícara (chá) de manteiga sem sal em temperatura ambiente (135 g)
1 xícara (chá) de açúcar (200 g)
1/2 xícara (chá) de cacau em pó peneirado (40 g)
1 xícara (chá) de farinha de trigo (130 g)
1/2 colher (chá) de bicarbonato
1 pitada de sal
2 ovos
2/3 xícara (chá) de leite (140 ml)
Ingredientes do creme de côco
1/2 xícara (chá) de leite condensado (150 g)
1/2 xícara (chá) de leite de coco (120 ml)
2 colheres (sopa) de coco ralado (15 g)
1 colher (sopa) de manteiga sem sal (20 g)
2 colheres (sopa) de creme de leite de caixinha
Ingredientes - Calda para molhar o bolo
1/4 xícara (chá) de açúcar (50 g)
1 xícara (chá) de água (240 ml)
Ingredientes - Cobertura
100g de chocolate meio amargo picado
150g de creme de leite de caixinha (restante da caixinha)
Ingredientes - Decoração
150g de chocolate meio amargo fracionado derretido
1 colher (sopa) de óleo de canola
chips de batata
castanha-de-caju picada, chocolate branco derretido ou coco ralado
Modo de Preparo – Massa
Na batedeira, coloque 1 xícara (chá) de manteiga sem sal em temperatura ambiente, 1 xícara (chá) de açúcar, 1/2 xícara (chá) de cacau em pó peneirado, 1 xícara (chá) de farinha de trigo, ½ colher (chá) de bicarbonato, 1 pitada de sal e bata em velocidade baixa até misturar tudo. Com a batedeira ligada, adicione 2 ovos, um a um. Junte 2/3 xícara (chá) de leite, aumente a velocidade e continue batendo por +/- 5 minutos até ficar uma massa homogênea.
Transfira a massa para uma forma redonda de fundo falso (21 cm de diâmetro X 6 cm de altura) untada só no fundo com manteiga e polvilhada com cacau em pó e leve ao forno pré-aquecido a 180°C por 45 minutos. Retire do forno, deixe esfriar, desenforme e reserve.
Modo de Preparo - Creme de Coco
Numa panela, coloque ½ xícara (chá) de leite condensado, 1/2 xícara (chá) de leite de coco, 2 colheres (sopa) de coco ralado, 1 colher (sopa) de manteiga sem sal e leve ao fogo médio, sem parar de mexer, até começar a soltar do fundo da panela (+/- 10 minutos). Apague o fogo, espere esfriar e misture 2 colheres (sopa) de creme de leite de caixinha. Reserve.
Modo de Preparo - Calda para molhar o bolo
Numa panela, em fogo médio, coloque 50 g de açúcar, 1 xícara (chá) de água e assim que ferver conte 2 minutos. Apague o fogo e reserve.
Modo de Preparo – Cobertura
Numa panela, coloque 100 g de chocolate meio amargo picado e 150 g de creme de leite de caixinha (restante da caixinha) . Leve ao fogo baixo, sem parar de mexer, até derreter tudo.
Modo de Preparo – Decoração
Numa tigela, misture 150 g de chocolate meio amargo fracionado derretido com 1 colher (sopa) de óleo de canola e banhe os chips de batata. Coloque os chips de batata numa forma forrada com papel manteiga, decore com castanha-de-caju picada, chocolate branco derretido ou coco ralado. Deixe secar e reserve.
Modo de Preparo – Montagem
Corte o bolo ao meio no sentido horizontal formando 2 discos. Regue metade da calda em um disco, espalhe o creme de coco, cubra com o outro disco de massa e regue o restante da calda. Cubra o bolo com a cobertura de chocolate, alise com uma espátula e decore com os chips de batata cobertos com chocolate. Sirva.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.
Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.
Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.
A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.
O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre.
Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.
Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço”- Carlos Drummond de Andrade
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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