Terça-feira, 19 de
Dezembro de 2017
“Sugestões de presentes para o Natal: Para seu inimigo,
perdão. Para um oponente, tolerância. Para um amigo, seu coração. Para um
cliente, serviço. Para tudo, caridade. Para toda criança, um exemplo bom. Para
você, respeito (Oren Arnold)
EVANGELHO DE HOJE
Lc 1,5-25
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!
5 Existiu, no tempo de
Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e
cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel.
6 E eram ambos justos
perante Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do
Senhor.
7 E não tinham filhos,
porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade.
8 E aconteceu que,
exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem da sua turma,
9 Segundo o costume
sacerdotal, coube-lhe em sorte entrar no templo do Senhor para oferecer o
incenso.
10 E toda a multidão do
povo estava fora, orando, à hora do incenso.
11 E um anjo do Senhor
lhe apareceu, posto em pé, à direita do altar do incenso.
12 E Zacarias, vendo-o,
turbou-se, e caiu temor sobre ele.
13 Mas o anjo lhe disse:
Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará
à luz um filho, e lhe porás o nome de João.
14 E terás prazer e
alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento,
15 Porque será grande
diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do
Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe.
16 E converterá muitos
dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus,
17 E irá adiante dele no
espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e
os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem
disposto.
18 Disse então Zacarias
ao anjo: Como saberei isto? pois eu já sou velho, e minha mulher avançada em
idade.
19 E, respondendo o
anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a
falar-te e dar-te estas alegres novas.
20 E eis que ficarás
mudo, e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam; porquanto
não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir.
21 E o povo estava
esperando a Zacarias, e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo.
22 E, saindo ele, não
lhes podia falar; e entenderam que tinha tido uma visão no templo. E falava por
acenos, e ficou mudo.
23 E sucedeu que,
terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa.
24 E, depois daqueles
dias, Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo:
25 Assim me fez o
Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os
homens.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Jailson Ferreira
Zacarias e
Isabel: Deus quer precisar dos idosos
O Evangelho de hoje narra os
acontecimentos que antecederam o nascimento de João Batista. São Lucas nos dá a
oportunidade de conhecer os pais de João. E é sobre esse casal que nós vamos
falar hoje e tentar aprender um pouco, partindo da sua história.
Primeiro ponto importante: era um casal
idoso, e ainda por cima, ela era estéril. Na palestina daquela época era
costume se ter muitos filhos. Isso era um sinal de fertilidade e era
considerada uma bênção de Deus. Quando um casal não tinha filhos, era como se
Deus não tivesse abençoado o casal. E isso era motivo de vergonha e humilhação,
principalmente para a mulher. Veja só: Deus poderia ter escolhido um casal
jovem para ser a família de João Batista, mas preferiu um casal de idosos. E
esse não foi o primeiro casal de idosos que Deus confiou tão grande missão... o
Antigo Testamento está cheio de casos assim. Daí podemos tirar a primeira lição
de hoje: para servir a Deus, idade não é desculpa! Zacarias ainda tentou se
esquivar dizendo: "Mas como isso pode acontecer? Eu sou um velho, e minha
mulher também..." Do mesmo jeito que muitos velhos de hoje preferem ficar
no seu cantinho, com a boca aberta, cheia de dentes (ou não), olhando o tempo
passar, e esperando a morte chegar... E quando eu digo "velho", não
estou me referindo aos que têm idade avançada não, mas principalmente àqueles
que acham que já passou o seu tempo, que já deu o que tinha que dar...
O segundo ponto que acho importante
frisar hoje é a superação de João Batista frente aos problemas que ele teve que
superar desde antes do seu nascimento. Vá enumerando aí... Ser criado por pais
idosos... a mãe que foi se esconder nas montanhas quando engravidou... a
provável morte dos pais ainda durante a sua infância ou adolescência (já que eram
idosos)... ter que aprender a se virar sozinho (por isso foi morar no deserto,
e aprendeu a comer gafanhotos, mel do campo, e se vestir com a pele de
animais)... João Batista tinha tudo pra ser um coitadinho, mas aprendeu a
superar as dificuldades desde pequeno. Provavelmente, pelos pais serem idosos,
ele passou a ajudá-los nos afazeres da casa desde que aprendeu a andar... Isso,
para uma criança, poderia ser traumatizante, mas João não se deixou abater por
nada. Como já dizia Padre Léo, "João Batista foi um trator de esteira:
veio aplainar o terreno pra Jesus!"
A mensagem de hoje é de incentivo, de
ânimo! Não se deixar abater pelas dificuldades, e enfrentar os obstáculos!
ÂNIMO!!!
COMPORTAMENTO
Viva a vida que você escolheu e bata
palmas para si mesmo
Revista Pazes
“Eu fiz o
meu melhor. Essa é toda a filosofia de viver que alguém precisa ”
Lin-yutang
Faça uma
pausa e dê uma olhada no espelho. Olhe para si mesmo e sorria enquanto se
felicita por tudo o que passou, bom ou ruim, altos e baixos.
Não
importa se você escalou o Monte Everest, aprendeu francês em Paris, completou a
faculdade de medicina, trabalhou na mercearia local ou “simplesmente” deitou no
sofá por muito mais tempo do que você planejou para descobrir o propósito de
sua vida e metas.
O ponto
principal é que tudo o que você passou acabou tornando você a pessoa que você é
hoje. E isso exige uma celebração de vez em quando.
Seja qual
for a sua idade, você tem tudo bem na frente de seus pés, ou melhor, ainda.
Você tem agora.
Agora você
pode reconhecer a vida que você tem vivido até este ponto e pode fazer o que
quiser com o resto do tempo aqui na Terra. Nunca é tarde demais para crescer,
mudar e evoluir.
Quando eu
tinha dezenove anos de idade, recém-saída do ensino médio, o erro de viagem me
deu uma grande lição. Eu realmente senti que o mundo era meu para explorar e
queria experimentar tudo e todos pelo tempo que pudesse.
Eu
praticamente morava em minha mala, de tanto ir de um lado para outro caçando
aventuras, até que me estabeleci próximo a minha cidade natal, aos vinte e oito
anos.
Meus
amigos que ficaram em casa, mais ou menos, cresceram e amadureceram de maneira
diferente de mim, criando uma vida com tudo o que envolve a idade adulta segura
padrão – cartão da família, condomínios, educação, planos de aposentadoria,
seguros, carinhos de bebês e bebês, etc.
No último
ano, quase todas as minhas melhores amigas engravidaram.
Eu chorei
quando descobri, não porque não estivesse feliz por elas, mas porque eu me
achava desprezível por onde eu estava na vida – sem um diploma extravagante, um
pequeno estúdio e um emprego a tempo parcial que não iria cobrir uma longa
licença maternidade sueca de um ano. (Não que realmente tenha feito a
diferença, considerando que eu nem namorava ninguém.)
Tendo meus
vinte e poucos anos, entrando em meus trinta em breve, tive que sentar-me
realmente em silêncio para encontrar um pouco de garantia de que é bom seguir
seu coração e seus próprios sonhos, grandes ou pequenos.
Crescendo
em um dos maiores países socialistas de nosso planeta, a sociedade pode ter nos
guiado para coexistir e viver nossa vida adulta com marido / mulher, cachorro,
carro, dúplex e, claro, o melhor carrinho de bebê para o seu recém-nascido.
Escrevendo
isso, eu estou sentada na minha cama/sofá (simplesmente não há espaço
suficiente para ambos no meu pequeno estúdio) ponderando o pequeno Buda citado
por uma pessoa muito sábia desconhecida:
“Excelência
pode ser obtida se você se importar mais do que outros pensam ser sábio,
arrisque mais do que outros pensam que é seguro, sonhe mais do que outros
pensam ser prático, esperar mais do que outros pensam ser possível”.
Não é
novidade que a vida venha sem garantias ou garantias. Meus anos de viagem podem
ter me custado uma conta de poupança maior e meus dias de filosofar podem
custar-me tempo para se tornar um adulto responsável mais rápido.
Embora a
sociedade tenha construído uma orientação para nós, a vida não tem. É preciso
viver e experimentar todos os dias.
Então,
enquanto você está vivendo a vida que você escolheu, não se esqueça de aplaudir
suas realizações. Seja orgulhoso, apesar de parecerem insignificantes para os
outros.
Você não
precisa nadar com grandes tubarões brancos na África do Sul para ser uma pessoa
corajosa. Todos os tipos de desafios na vida nos tornam mais fortes, mais valentes
e mais sábios.
Lembre-se
de que suas lutas são tão bonitas quanto o seu sucesso.
MOMENTO DE REFLEXÃO
- Ei Sra.
Prins!
Grito
enquanto aceno na direção da janela de sua cozinha. Em cima do “trepa-trepa”,
estico-me através da cerca que limita a escola em direção à sua casa, acenando
freneticamente, mas ela parece não perceber. Seu marido, porém, percebe. Ele
fecha as cortinas da cozinha.
A Sra.
Prins é minha professora da terceira série, ainda que às vezes eu a chame
acidentalmente de "mãe". Sei que ela não é minha mãe, mas não posso
deixar de ter esperanças que ela me adote se minha mãe morrer de câncer.
A Sra.
Prins não sabe nada a respeito dessa esperança, mas sabe que eu gosto dela o
suficiente para brigar depois da aula com os garotos que caçoam de sua boca
virada para cima. Metade de sua boca está sempre sorrindo porque ela fez uma
operação no nervo e as crianças sentam-se em suas cadeiras curvando metade da
boca, caçoando da Sra. Prins pelas costas.
Enquanto
me balanço no trepa-trepa, não consigo entender por que o Sr. Prins fechou as
cortinas na minha cara. Isso faz tanto sentido quanto os meninos caçoarem da
Sra. Prins.
Talvez ele
não tenha me visto balançando nas barras, acenando a um metro e meio de
distância de sua janela. Através das cortinas de sua sala de estar posso ver a
Sra. Prins sentada no sofá lendo o jornal. Começo a acenar e a gritar olá
novamente. O Sr. Prins se aproxima e fecha essas cortinas. Agora eu sei que ele
me acha inconveniente.
Com todas
as cortinas hermeticamente fechadas, permaneço no “trepa-trepa” do playground
vazio, temendo ir para casa, desejando que o Sr. Prins não me considerasse uma
peste. Se ele não estivesse lá, a Sra. Prins me convidaria para entrar. Só
porque não há mais aulas naquele dia ela não pode começar a me considerar uma
peste de repente.
No
primeiro dia de aula, a Sra. Prins me perguntou:
- Você não
é a garota que costumava ter aquele lindo cabelo longo?
Eu ainda
não a conhecia e fiquei preocupada com o motivo de ela ter me notado.
Antes das
aulas começarem, eu havia cortado meu cabelo para me assegurar de que não
passaria mais um ano com uma professora cruel puxando meu cabelo cada vez que
eu fizesse algo errado. Agora todo o meu cabelo está dentro de um saco de papel
na gaveta da cômoda de minha mãe, a salvo de professoras cruéis.
Parada no
“trepa-trepa” com o cabelo curto, imagino como seria ter a Sra. Prins penteando
meu cabelo longo enquanto sento-me a seu lado no sofá. Mas não há mais cabelo e
as cortinas estão fechadas.
À medida
que o céu escurece, a Sra. Prins entra em seu jardim e me oferece alguns
biscoitos de manteiga de amendoim e um copo de leite. Ao invés de dar a volta
no playground, pulo a cerca, esperando impressioná-la com minha força, mas ela
parece preocupar-se quando rasgo minha camisa ao cair do outro lado da cerca.
Dessa vez
não há sangue, só uma camisa rasgada, não um corpo machucado.
- Você não
tem que ir para casa depois da escola? - ela pergunta.
- Claro,
mas não imediatamente.
Sentamo-nos
nas espreguiçadeiras comendo nossos biscoitos. Agora que estou finalmente em
seu jardim, não sei o que dizer.
- A
senhora acabou de fazer esses biscoitos?
- Depois
da aula.
- São os
melhores que já comi - eu disse, certa de que ela os fizera especialmente para
mim.
Quando
termino os biscoitos, sei que é hora de voltar andando para casa através da
colina de cerca de oitocentos metros. Agradeço à Sra. Prins pelos biscoitos,
deixando sua casa silenciosa para trás, cortando caminho lentamente através das
aléias e olhando por cima das cercas para os cachorros, imaginando se meu pai
estará em casa para o jantar ou em um bar, bebendo.
Sinto-me
culpada por não ter ido imediatamente para casa para preparar o jantar, fazendo
mamãe cozinhar quando sei que ela não está se sentindo bem. Imagino o que a
Sra. Prins está fazendo para o jantar e resolvo que será iscas de peixe
congeladas e uma caixa de macarrão com queijo. É isso o que nós vamos comer.
À noite,
escrevo uma história a respeito de Pepper, nosso cachorro. A Sra. Prins quer
que a turma escreva histórias sobre pessoas que são importantes para nós, mas
parece que todos os humanos importantes para mim dariam uma história triste.
Pepper é diferente. Está preso em casa, nem morrendo nem bebendo, apenas
esperando alguém para brincar com ele.
Alguns
dias depois de entregar minha história, a Sra. Prins me pergunta se pode falar
comigo após a aula. Concordo e então passo o dia inteiro preocupando-me com o
que devo ter feito errado. Três vezes vou ao banheiro chorar, certa de que, de
alguma forma, eu feri seus sentimentos.
Porém,
depois da aula, a Sra. Prins tira minha história de dentro da gaveta de sua
escrivaninha e pergunta:
- Posso
ficar com isso?
- Por quê?
- Porque
quero guardá-la em uma gaveta especial em casa com todas as minhas histórias
favoritas.
Ela parece
estar prestes a chorar e quero pedir-lhe a história de volta, apenas para ler o
que eu disse que poderia fazê-la se sentir assim. Mas não posso falar sem
chorar. Então ela me abraça e meus olhos se enchem de lágrimas.
Voltando
para casa, sei que mesmo que eu nunca durma em sua casa, minha história dorme e
isso é suficiente para fazer com que a Sra. Prins pareça ser minha mãe.
Esta será
minha mãe com metade do rosto sorrindo, enquanto seus olhos se enchem de
lágrimas. A mãe para quem posso olhar enquanto subo no “trepa-trepa”. E, mais
importante, a mãe que entende minhas histórias.
(Diane Payne)
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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