terça-feira, 12 de março de 2019

Terça-feira 26/03/2019

Terça-feira, 26 de março de 2019



“A amizade começa onde termina ou quando conclui o interesse.” (Cícero)





EVANGELHO DE HOJE
Mt 18,21-35



- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória a vós Senhor!



Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? "
Jesus respondeu: "Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete.
"Por isso, o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos.
Quando começou o acerto, foi trazido à sua presença um que lhe devia uma enorme quantidade de prata.
Como não tinha condições de pagar, o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que ele possuía fossem vendidos para pagar a dívida.
"O servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’.
O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o deixou ir.
"Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que lhe devia cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Pague-me o que me deve! ’
"Então o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: ‘Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei’.
"Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.
Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido.
"Então o senhor chamou o servo e disse: ‘Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou.
Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você? ’
Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores




Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor!








MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
       

Bom dia!
A ingratidão e o perdão…
Certa vez Jesus foi questionado por um Jovem que queria saber o que fazer para ter a vida eterna. Ele respondeu: Dê o que tem e SEGUE-ME! Outra vez uma mulher que iria ser apedrejada foi salva por Jesus então Ele diz: VÁ E NÃO TORNES A PECAR! E em outra ocasião dez leprosos pediram ajuda e por Ele foram atendidos, no entanto apenas um voltou – um samaritano. A esse homem Jesus diz:
“(…) Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?! E acrescentou: LEVANTA-TE E VAI, TUA FÉ TE SALVOU”. (Lucas 17, 17-19)
A parábola do empregado mal não fala de dinheiro ou dívidas, mas fala de INGRATIDÃO. Mostra o quanto somos doces e amáveis quando há o que nos interessa e o quanto esquecemos o bem que nos fizeram e em especial o que Deus nos concede.
Somos passíveis de erros e os com quem nos relacionamos também. Se entendermos a mensagem da Boa Nova de Jesus temos pelo menos a obrigação de nos perdoar e quando isso não for AINDA possível, pelo menos relevar para poder viver bem. Sei que existem pessoas que talvez esgotem até os nossos “setenta vezes sete” (risos), mas esses são casos especiais e raros. O que não podemos é se comportar erroneamente, por vingança, raiva ou rancor. Qual seria nossa gratidão a Deus?
Falar do amor e não fazer dele sua política, nos credencia como fariseus! Receber o perdão e não dar, como ingratos!
“(…) Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia, a fidelidade. Eis o que era preciso praticar em primeiro lugar, sem contudo deixar o restante”. (Mateus 23, 23)
Cada um tem um limite, uma limitação. Cada um sabe o que suporta, tolera ou engole. Mas a resposta sugerida por Jesus para o mal que nos fazem não é a resignação ou o sofrimento, mas um ato corajoso de não enfrentamento. É dizer não ao rancor que nos consome, nos envelhece e aos poucos nos entristece.
Um grande dramaturgo inglês dizia que “guardar rancor é beber veneno e esperar que o outro pereça”, ou seja, é bobagem.
Um imenso abraço fraterno!






COMPORTAMENTO

A neurose obsessiva e o narcisismo na sociedade digital

A neurose obsessiva também penetrou na sociedade digital, impactando o comportamento psicológico e social das organizações, sobretudo, dos sujeitos.
Ela é uma condição na qual a mente de alguns indivíduos é invadida por imagens, ideias e palavras fixas, que reforçam a perseguição e a importunação de outrem. Tais obsessões se tornam incontroláveis e são experimentadas como patológicas, na medida em que recusa temporariamente a liberdade de pensamento e ação.
O conceito freudiano de neurose obsessiva está ligado ao bloqueio do desenvolvimento dos sujeitos. E tem o papel de fixação e regressão à fase psicossexual infantil. Os narcisistas são os que mais apresentam esse tipo de neurose, não apenas por serem egocêntricos. Mas por terem uma egomania extremamente frágil, que não consegue suportar a diferença.
Os narcisistas passaram a ser muito conhecidos como neuróticos predominantes na sociedade pelo seu exibicionismo na internet, porque são hábeis manipuladores de aparências e anseios. E ainda possuem a submissão de uma plateia entorpecida.
Além disso, os neuróticos obsessivos e narcisistas são uma complexa reação psíquica de um novo reordenamento político, social e digital. Porém, na relação com os outros, eles têm no ódio uma força que nega – o amor – e assevera uma falsa moral para proteger os seus objetos de desejos. Tudo ocorre por meio de projeção de textos, imagens e deslumbres, que são ordenados por egos inseguros.
No entanto, a neurose obsessiva e narcísica busca um ligeiro alívio psicológico da condição humana, procurando soluções fáceis ao preço da violência e da servidão. É um comportamento social baseado no patriarcalismo, que é um sistema neurótico caracterizado pela alienação psíquica inconsciente.


O psicanalista Erich Fromm descreve esses sujeitos como clinicamente fanáticos e excessivamente narcisistas, que estão próximos a psicose com tendências paranoicas, pois estão desligados do mundo como qualquer psicótico. Mas os fanáticos encontraram uma saída que os salvem da psicose. Por isso escolhem uma causa, qualquer que seja: política, religiosa e outras e as endeusam, agora digitalmente.
Hoje, determinados grupos e pessoas são incapazes de discutir, de modo equilibrado, os seus problemas psicossociais.
A modernidade líquida está transformando o mundo em uma casa de neuróticos virtuais, que acreditam que pela estupidez podem resolver as suas divergências, causando medo, angústia, ansiedade, recalque, isolamento e morte.
Enfim, a psicanálise deve ser formulada de tal modo, que torne entendíveis os aspectos inconscientes desses sintomas e de suas condições causadoras de doenças na sociedade, que destroem a capacidade de lucidez e compaixão das pessoas.
Aliás, a teoria psicanalítica precisa estudar essa nova neurose crônica associada à cultura digital, que impulsiona o caráter autoritário, obsessivo e narcísico, que até então estava oculto no inconsciente individual e coletivo.







MOMENTO DE REFLEXÃO



A paz de Cristo. A Palavra de Deus nos surpreende com seus acontecimentos e revelações. Creio que todo leitor já deva ter se deparado com um texto que lhe chamou mais a atenção.

Quando me deparo com o texto de Mateus (27: 11-26), e vejo o povo mandando soltar a “Barrabás” e crucificar a “Jesus, o Cristo”, mesmo sabendo das profecias, mesmo entendendo que era inevitável que isso acontecesse para que o pecado fosse tirado do mundo, reflito e me espanto com a cegueira de todo aquele povo.

A impressão que se tem é a seguinte, pelo menos da minha percepção: Não importava o fato de Barrabás ser conhecido pelos seus delitos, que mal teria em se soltar alguém que com certeza voltaria a cometer os mesmos crimes. Indagado, o povo não teve dúvidas, estava decidido, em coro responderam a Pilatos: Seja crucificado a Jesus! Acredito que qualquer comentário a mais sobre esse assunto da minha parte é desnecessário visto a contextualização dos fatos.

Infelizmente, muitas das vezes temos soltado as atitudes que condenaram a Barrabás dentro de nós e ignorado a Cristo. Barrabás simboliza por meio de suas ações o pecado, a desobediência e toda obra da carne. Sabemos quais são os frutos do Espírito Santo, mas ao soltar Barrabás damos liberdade à ira, discórdia, inveja e a todo tipo de pecado. Ficamos cegos, sabemos no íntimo o que é o certo, mas fazemos o errado. Diz a Palavra que o povo foi persuadido pelos principais sacerdotes e anciãos a tomarem tal decisão, assim também, a nossa carne em embate diário contra o espírito quer que soltemos Barrabás e que façamos aquilo que desagrada a Deus. Que ao olhar para Barrabás vejamos um exemplo do que não deve ser feito em nossas vidas.

Quero deixar uma pergunta de reflexão não apenas para este dia, mas para a vida toda:

Jesus ou Barrabás?

Que Deus nos dê a graça de carregarmos a nossa cruz.

Em Cristo,



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...



E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





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