terça-feira, 2 de abril de 2019

Domingo de Ramos 14/04/2019

Domingo de Ramos, 14 de abril de 2019




"Não é o que você deseja fazer, mas o que você faz para Deus que transforma a sua vida."
(Henrietta C. Mears, autora de Estudo panorâmico da Bíblia)





EVANGELHO DE HOJE
Lc 22,14-23,56



- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Glória a vós Senhor!



14 Então chegou Jesus com os discípulos, e na altura devida todos se sentaram à mesa. Jesus disse: 15/16 “Desejei muito comer esta Páscoa convosco antes de começar o meu sofrimento. Porque agora vos digo que não comerei outra vez assim em vossa companhia senão quando o que esta refeição representa se realizar no reino de Deus.”
17/18 Pegou então num copo de vinho e, depois de ter dado graças, disse: “Tomem e repartam entre si, porque só tornarei a beber vinho quando tiver chegado o reino de Deus”.
19 Depois pegou no pão e, dando igualmente graças a Deus por ele, partiu­o e deu­o aos discípulos: “Este é o meu corpo, que é dado em vosso favor. Façam isto em memória de mim.” 20 Depois da ceia serviu­lhes de novo um copo de vinho, dizendo: “Este vinho é o sinal do novo pacto, assinado com o meu sangue, que é derramado em sacrifício por vocês.
21 Mas aqui sentado comigo a esta mesa está também o homem que me vai trair. 22 O Filho do Homem tem de morrer porque isso faz parte do plano de Deus. Mas ai daquele que me trairá!”
23 Os discípulos puseram­se a perguntar entre si quem, de entre eles, seria capaz de fazer semelhante coisa!
24 Depois começaram também a discutir qual deles teria posição mais destacada. 25 Jesus disse­lhes: “Neste mundo, os que têm o poder dominam seus súbditos, e são considerados figuras de relevo ao serviço da sociedade! 26 Mas, no vosso meio, quem governa será como quem serve. 27 O senhor senta­se à mesa e é servido pelos criados. Mas aqui, não! Porque eu sou quem vos serve. 28/30 Porque me têm sido fiéis nestes tempos de aflição, e como o meu Pai me deu o reino, eu vos concedo o direito de comer e beber à minha mesa nesse reino. E sentar­se­ão em tronos próprios, para julgar as doze tribos de Israel.
31/32 Simão, Simão, Satanás pediu para vos peneirar a todos vocês como o trigo. Mas eu intercedi por ti para que a tua fé não enfraqueça. Assim, quando te tiveres voltado para mim, fortalece os teus irmãos.”
33 Simão disse: “Senhor, estou pronto até a ir para a prisão e a morrer contigo”.
34 Mas Jesus observou­lhe: “Pedro, deixa­me dizer­te uma coisa: até o galo cantar, esta madrugada, três vezes dirás que não me conheces”.
35 Então Jesus perguntou­lhes: “Quando vos enviei a pregar as boas novas e não tinham dinheiro, nem bagagem, nem vestuário de muda, como é que se governaram?”
 “Foi bem. Nada nos faltou.”
36/37 “Mas agora”, Jesus disse, “se tiverem um saco, ou bolsa com dinheiro, levam. E, se não possuem uma espada, vendam a roupa e comprem­na. Porque chegou a altura de se cumprir isto que está escrito a meu respeito: ‘Ele será condenado como criminoso!’ Sim, o que se escreveu de mim se cumprirá.”
38 “Mestre, temos aqui duas espadas!”
 “Basta!” retorquiu Jesus.






Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor!








MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Ir. Patrícia Silva, fsp

Inicio este momento de Leitura Orante, em sintonia com todos os internautas em ação de graças  com os bispos:
“Bendizemos a Deus que se nos dá na celebração da fé, especialmente na Eucaristia, pão de vida eterna. A ação de graças a Deus pelos numerosos e admiráveis dons que nos outorgou culmina na celebração central da Igreja, que é a Eucaristia, alimento substancial dos discípulos e missionários.”. (DAp 26).

E canto com o Padre Zezinho:
Meu Senhor criou um pão que é muito mais
Muito mais, muito mais que um simples pão
Meu Senhor criou um pão que é muito mais
Muito mais porque este pão tem Jesus.

Por isso eu chamo este pão da vida,
de pão da vida e de pão do céu.
(CD Muito mais que pão, Pe. Zezinho).

Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Lc 22,14-23,56, e observo as palavras e gestos de Jesus, na última ceia.
Quando chegou a hora, Jesus sentou-se à mesa com os apóstolos e lhes disse:
- Como tenho desejado comer este jantar da Páscoa com vocês, antes do meu sofrimento! Pois eu digo a vocês que nunca comerei este jantar até que eu coma o verdadeiro jantar que haverá no Reino de Deus.
Então Jesus pegou o cálice de vinho, deu graças a Deus e disse:
- Peguem isto e repartam entre vocês. Pois eu afirmo a vocês que nunca mais beberei deste vinho até que chegue o Reino de Deus.
Depois pegou o pão e deu graças a Deus. Em seguida partiu o pão e o deu aos apóstolos, dizendo:
- Isto é o meu corpo que é entregue em favor de vocês. Façam isto em memória de mim.
Depois do jantar, do mesmo modo deu a eles o cálice de vinho, dizendo:
- Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, aliança que é garantida pelo meu sangue, derramado em favor de vocês. Mas vejam: o traidor está aqui sentado comigo à mesa! Pois o Filho do Homem vai morrer da maneira como Deus já resolveu. Mas ai daquele que está traindo o Filho do Homem!
Então os apóstolos começaram a perguntar uns aos outros quem seria o traidor.
Uma das empregadas o viu sentado ali perto da fogueira, olhou bem para ele e disse:
- Este homem também estava com Jesus!
 Medite nesta música:
Este Pão (Pe. Zezinho, scj)
Este pão, que a gente chama: Eucaristia,
É lembrança de uma ceia sem igual.
Quem partiu aquele pão naquele dia,
Partiu o pão, partiu o pão,partiu o pão,
E dentro dele achou o céu,
Achou o céu, achou o céu

Este pão, que a gente chama: Eucaristia,
No deserto desta vida é o novo maná.
Quem tem fome de justiça e de luz,
Aproxime-se da mesa de Jesus!

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje?

Jesus  se fez pão para ficar conosco. Quis ser meu alimento. Como acolho e recebo este alimento?  No  Evangelho Jesus também fala do traidor e do apóstolo que nega conhecer Jesus.
Meditando
Em Aparecida, os bispos falaram da Páscoa de Jesus: “Jesus Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, com palavras e ações e com sua morte e ressurreição inaugura no meio de nós o Reino de vida do Pai,que alcançará sua plenitude num lugar onde não haverá mais “morte, nem luto, nem pranto, nem dor, porque tudo o que é antigo desaparecerá” (Ap 21,4). Durante sua vida e com sua morte na cruz, Jesus permanece fiel a seu Pai e a sua vontade (cf. Lc 22,42). Durante seu ministério, os discípulos não foram capazes de compreender que o sentido de sua vida selava o sentido de sua morte. Muito menos podiam compreender que, segundo o desígnio do Pai, a morte do Filho era fonte de vida fecunda para todos (cf. Jo 12,23-24). O mistério pascal de Jesus é o ato de obediência e amor ao Pai e de entrega por todos seus irmãos. Com esse ato, o Messias doa plenamente aquela vida que oferecia nos caminhos e aldeias da Palestina. Por seu sacrifício voluntário, o Cordeiro de Deus oferece sua vida nas mãos do Pai (cf. Lc 23,46), que o faz salvação “para nós” (1 Cor 1,30). Pelo mistério pascal, o Pai sela a nova aliança e gera um novo povo que tem por fundamento seu amor gratuito de Pai que salva.” (DAp 143).

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo ao Senhor, dizendo que quero recebê-lo no meu coração, mas não me sinto com a dignidade suficiente. Minha oração inspira-se na canção do padre Zezinho:
Eu não sou digno
Eu não sou digno, ó meu Senhor
Eu não sou digno de que Tu entres, ó meu Senhor
Na minha casa, porque és tão Santo e eu pecador
Eu nem me atrevo até pedir este favor
Mas se disseres uma palavra, a minha casa se transformará
Uma palavra é suficiente, suavemente ela nos salvará

Eu não sou digna, ó meu Senhor,
Eu não sou digna de que tu entres, ó meu Senhor,
Na minha casa. Meu coração é tão pecador
que nem me atrevo a te pedir este favor

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Hoje,com a Igreja da América Latina,
"louvamos a Deus porque Ele continua derramando seu amor em nós pelo Espírito Santo e nos alimentando com a Eucaristia, pão da vida (cf. Jo 6,35)”. (DAp 106).

 Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.



patricia.silva@paulinas.com.br


                                                     




VÍDEO DA SEMANA

Evangelho Encenado: Domingo de Ramos - Entrada de Jesus em Jerusalém
https://www.youtube.com/watch?v=ivJQrB5p-SE






MOMENTO DE REFLEXÃO



A manhã apenas despertara e o  homem se levantou.
Na tristeza com que se sentia  envolvido, olhou para a filha  doente, que gemia no leito pobre.
 A esposa dormia e ele se preparou para sair antes que ela despertasse, com o mau humor habitual.
Seu rumo era o mercado, onde ele recolhia os frutos desprezados por aqueles que têm em demasia e desconhecem a dor do estômago vazio.
Um movimento inesperado, no entanto, lhe chamou a atenção.
Eram gritos, correria.
O povo se acotovelava formando um cortejo barulhento.
Soldados da Roma dominadora e audaciosa conduziam um condenado à morte.
O homem parou a observar aquela cena e pensou que aquele prisioneiro era mais infeliz do que ele próprio.
Suas dores eram morais: doíam por dentro. Mas aquela criatura se apresentava machucada, sem forças, a carregar sobre os ombros um madeiro bruto e pesado. Seus passos eram vagarosos, como  num compasso desinfonia fúnebre.
Arcado, a túnica que vestia se arrastava pelo chão, embaraçando-lhe os pés, dificultando-lhe, ainda mais, o caminhar.
O cireneu estava extático.
O homem estava sendo conduzido para o terrível suplício da cruz.
Era, sim, muito mais infeliz que ele próprio.
Nisto, a voz áspera de um dos soldados lhe ordenou auxiliar o condenado que caíra.
Não que o soldado se condoesse da sua dificuldade.
É que tinha pressa de se desvencilhar daquela tarefa.
O homem foi praticamente jogado para debaixo daquela madeira bruta, cheia de farpas.
Colocou o ombro ao lado do condenado e suspendeu o peso.
Sentiu uma dor profunda nos ombros e o olhar do auxiliado o penetrou.
Eram dois olhos de luz estampados numa face de sofrimento.
Jamais o cireneu haveria de esquecer aquele olhar.
A dor do ombro aumentava.
Logo adiante, o prisioneiro voltou a tropeçar e cair e as chicotadas da brutalidade o fizeram levantar-se.
Um pouco mais de tempo e o cireneu livrou-se do peso.
Agora o madeiro se transformara na cruz erguida para crucificar o condenado.
Aquele homem de cirene, conhecido como cireneu, aguardou que a morte do crucificado se consumasse.
Algo nele o atraía, magnetizava-o.
Quando tudo terminou foi para casa e, porque chegou de mãos vazias, a esposa o repreendeu.
Ele não revidou.
Uma paz diferente tomava conta dele.
A filha veio correndo e o abraçou:
Estou boa, papai!
O homem recordou aqueles dois olhos azuis que agradeceram seu auxílio, sem nada dizer.
Um perfume sem igual penetrou o lar pobre.
A mulher se enterneceu.
Uma delicada e sutil presença podia ser sentida pelos três.
A vida do cireneu se transformou.
Apesar das lutas e dissabores, nunca mais o fantasma do desespero fez morada em sua casa.
Curioso, no dia seguinte, foi perguntar a respeito da identidade do condenado.
Descobriu que ele se chamava
Jesus de Nazaré.




UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...



E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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Cortesia
www. yahoo.com


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