Segunda-feira, 08 de abril de 2019
"Quem controla as suas
palavras é sábio e quem mantém a calma mostra que é inteligente."( Pv.
17:27)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 8,12-20
- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Glória a vós Senhor!
Falou-lhes, pois,
Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em
trevas, mas terá a luz da vida.
Disseram-lhe, pois,
os fariseus: Tu testificas de ti mesmo; o teu testemunho não é verdadeiro.
Respondeu Jesus, e
disse-lhes: Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro,
porque sei de onde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem
para onde vou.
Vós julgais segundo
a carne; eu a ninguém julgo.
E, se na verdade
julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me
enviou.
E na vossa lei está
também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro.
Eu sou o que
testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou.
Disseram-lhe, pois:
Onde está teu Pai? Jesus respondeu: Não me conheceis a mim, nem a meu Pai; se
vós me conhecêsseis a mim, também
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor!
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre
Bantu
Eu sou a luz do mundo. Quem me segue
não andará na treva, mas terá a luz da vida. Esta aqui a chave de todo esclarecimento
das palavras e da missão de Jesus. Nesta expressão de São João que, mesmo
desvinculada do seu contexto mais amplo (8,12-20), desempenha uma função
essencial: faz pensar. Faz pensar, antes de tudo, nos adversários imediatos
que, logo em seguida, tentam neutralizá-la, mas também põe na balança a nossa
fé: Você sabe de onde veio e para onde vai? Você já encontrou sentido para a
sua vida? Você faz diferença entre Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo?
Você tem em si a Luz de Jesus? O que você distingue nos acontecimentos da sua
vida como sendo vindo da luz que é Cristo?
Jesus ao dizer Eu
sou..., quer mostrar a todos nós a importância decisiva da sua pessoa para o
mundo inteiro. É bom lembrar que o lugar onde Jesus pronuncia solenemente esta
auto-afirmação é a sala do Tesouro do Templo (8,20). Lá, durante as Festas,
eram acesos os grandes candelabros, cuja luz chegava a iluminar toda a cidade
de Jerusalém.
Esse ambiente,
densamente repleto de ressonâncias messiânicas, é o lugar em que Jesus se
declara luz do mundo. O motivo da luz, de acordo com as profecias messiânicas,
indica felicidade, libertação, alegria: "Levanta, resplandece porque a tua
luz vem vindo, a glória de Javé brilha sobre ti" (Is 60,1).
Por trás da
afirmação de Jesus, podemos ver os textos proféticos que se referem ao Servo de
Deus constituído para ser a luz das nações (Is 49,6:) Pouca coisa é que sejas o
meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e reconduzires os sobreviventes
de Israel. Também te estabeleci como luz das nações, a fim de que a minha
salvação chegue até as extremidades da terra; cfr. Is 42,6).
Esses textos que
exprimem a missão do servo nos convidam a percorrer o caminho de um novo êxodo
que liberta da treva e da opressão. Por isso eles ajudam a compreender que também
a missão de Jesus não se reduz ao povo de Israel, mas está totalmente aberta
para o mundo das nações.
Por esse motivo,
Jesus convida a percorrer o mesmo caminho e acrescenta, logo em seguida, uma
expressão não menos significativa do que a primeira: Quem me segue não andará
na treva, mas terá a luz da vida. A dimensão universal da "luz" tem
sua incidência concreta na experiência humana, também universal (a expressão
quem me segue é singular, mas indica totalidade), revelando a necessidade de uma
decisão pessoal.
Está em jogo o
sentido da história: quem acolhe a luz encontra efetivamente o caminho da vida,
e o caminho certo é aquele do "seguimento". Vale lembrar que seja a
"luz" seja a "treva" possuem dimensões universais (cfr 1,5)
bem como muitos outros contrastes do evangelho de João (vida-morte,
verdade-mentira, espírito-carne, etc.).
No entanto, esses
contrastes não são fruto da fantasia, mas surgem da experiência humana, porque
é lá que é preciso decidir se enveredar pelo caminho da luz, do projeto de Deus
e da vida, ou se percorrer o caminho dos projetos humanos auto-referenciais.
Não há outra escolha senão entre dois caminhos: auto-suficiência humana e
gratuidade divina.
Para o evangelista,
todo ser humano realiza suas escolhas dentro do horizonte da história humana,
assim como Jesus se manifesta como "luz do mundo" em sua própria
humanidade. De fato, é muito significativo observar que o símbolo da luz ocorre
só nos primeiros 12 capítulos e é quase sempre aplicado a Jesus em sua
realidade histórica.
Portanto, ainda
hoje, numa história repleta de ambigüidades, a decisão do
"seguimento" não só obtém a luz da vida, mas revela ao mesmo tempo
uma formidável dose de otimismo: a luz e a treva continuam se opondo como
outrora, mas a Luz, no fim das contas, acaba resplandecendo gratuitamente para
todos. Isso faz pensar e muito!
Jesus é a Luz que
veio ao mundo para nos tirar das trevas. A luz revela, clareia, mostra e
esclarece. A treva é a ignorância, a confusão, a desesperança e o desamor. Com
Jesus nós temos a Luz da vida e o entendimento para todos os fatos que nos
acontecem enquanto aqui vivermos. A partir desta realidade nós então
encontraremos sentido para o nosso viver. Se tivermos uma experiência com
Jesus, nós também, como Ele, iremos perceber de onde viemos e para onde vamos.
Encontraremos razão para a nossa existência, porque deixaremos de viver segundo
a carne, mas guiados pelo Espírito Santo e o nosso testemunho também será
válido.
O próprio Jesus é
quem nos confidencia: Se me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai.
Conhecer a Jesus é, portanto, a condição imprescindível para que possamos sair
das trevas e ter a Luz da vida. Deus Pai é quem nos dá testemunho da Luz de
Jesus, através das Suas obras em nós e por nosso intermédio. O Pai está onde
Jesus se encontra e vice-versa, por isso, não precisamos perguntar onde
encontrá-Los, mas entrar em comunhão com Eles, conduzidos pelo Seu Amor que é o
Espírito Santo. Aí então, sairemos da ignorância, da confusão, da desesperança
e do desamor para entrarmos no reino dos céus. Que Deus nos dê esta graça de
vermos o caminho afim de lá chegarmos.
Espírito de luz,
não me deixes caminhar nas trevas, e sim, na luz que dá vida - Jesus.
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
Max
Gehringer responde
Palavra
da semana: ata. A memória escrita de uma reunião. Em latim, acta era o plural
de actum, que por sua vez veio de agere, “fazer”, ou “agir”. A ata deveria ser
uma lista de ações que requerem providências, e não, como comumente ocorre, um
documento para ser arquivado e esquecido.
Morei
dois anos no exterior e, por isso, tenho inglês fluente. Mas não consigo me
empregar no Brasil. Já mandei perto de 150 currículos para empresas, e nada.
Existe uma explicação para isso? – Lucas
Sim.
Ter residido no exterior não é um diferencial tão poderoso como muita gente
imagina. O que conta é a experiência profissional obtida nesse período. As
pessoas que analisam seu currículo procuram uma experiência compatível com o
cargo ou a função que você está pleiteando. O inglês entraria depois, como um adicional,
mas não como a razão principal da contratação.
Tenho
33 anos. Sou professora da rede pública e iniciei um curso de gestão em RH,
porque pretendo atuar nessa área na iniciativa privada. Estou delirando ou
posso acreditar que isso será possível? – Carmem
Mudanças
radicais são sempre complicadas, Carmem. Em seu caso, seriam duas: do setor
público para o privado, e numa área na qual você nunca atuou. Você não está
delirando, mas tenha duas coisas em mente: (1) enviar currículos para empresas
ou se cadastrar em sites de emprego não vai gerar respostas; (2) mesmo que você
venha a participar de processos seletivos, sempre aparecerá um candidato mais
apto a preencher os pré-requisitos de escolaridade e experiência estabelecidos
pela empresa. Portanto, você só conseguirá seu objetivo se conseguir uma
indicação direta para uma vaga (talvez de um colega que você venha a conhecer
no curso que está fazendo ou de um professor).
Minha
empresa juntou dois escritórios que estavam em prédios diferentes. Apesar de a
nomenclatura ser diversa (nós, que chegamos, somos auxiliares; os que já
estavam no local são assistentes), fazemos o mesmo tipo de trabalho. Não
deveríamos ter salários iguais? Nós ganhamos 20% a menos. – Ricardo
Indubitavelmente,
para usar uma palavra vistosa. A CLT (Artigo 461) não menciona títulos. Ela
estabelece que os salários devem ser equiparados quando o serviço é executado
por pessoas na mesma função, na mesma localidade e com a mesma produtividade. A
única ressalva é o tempo na função: se ele for inferior a dois anos, pode
existir uma diferença salarial que beneficia os mais antigos.
Trabalho
em uma empresa de telemarketing. A rotatividade de pessoal é enorme (quase 90%
no ano passado). Todas as empresas desse setor são assim? – Lygia
Seria
cruel generalizar, mas a maioria parece ser assim. A pressão é grande, o
reconhecimento é pequeno e a substituição é fácil, porque as exigências
acadêmicas para admissão são mínimas. Eu diria que é um bom setor para iniciar
uma carreira, mas não para construir uma em longo prazo.
Minha
empresa implementou um programa de cargos e salários. Eu era gerente e fui
reclassificada como “líder setorial”, nome que detestei. A empresa pode fazer
isso? – S.
Entendo
o lado emocional da questão, porque isso certamente vai dar a muitos de seus
amigos e familiares a impressão de que você foi rebaixada. Mas a resposta é
sim. Se a empresa não mexeu em sua remuneração nem modificou a essência de seu
trabalho, ela pode alterar o nome do cargo.
O
que leva ao sucesso na carreira? – Lia
Pressa
e paciência. E sabedoria para perceber o momento certo de optar por uma ou
outra.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certa vez, três
moças queriam ser Irmãs religiosas, e foram a um convento. A madre as recebeu
na portaria, com afeto, e conversou com elas.
Depois, as convidou
para entrar no convento. As jovens foram, uma por uma. No meio do corredor,
havia uma vassoura caída no chão.
A primeira, ao
passar, chutou a vassoura para a beira da parede e foi em frente. Esta foi
reprovada.
A vassoura foi
recolocada no meio do corredor, e veio a segunda jovem. Ela levantou o pé
elegantemente e passou por cima da vassoura. Também foi reprovada.
A terceira menina
veio. Quando viu a vassoura caída no chão, abaixou-se, pegou-a e a colocou em
pé, na parede. Esta foi aprovada.
As duas primeiras
poderiam ser chamadas de “jovens de vitrine”, ou “de novela”, ou “cabeça de
vento”. Pensam em tudo, menos no principal que é a beleza interior, a beleza da
alma.
Já a terceira tem
condições de, após uma preparação, assumir o protagonismo da fé, pois quem sabe
tomar iniciativas em pequenos gestos, saberá também assumir grandes obras pelo
Reino de Deus.
Quem não vive para
servir, não serve para viver.
Nas Bodas de Caná,
Maria Santíssima passou no teste com nota dez. Através da intercessão junto ao
Filho, conseguiu o que para os noivos era impossível: Mais vinho em abundância.
Mãe das vocações, rogai por nós.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário