Sexta-feira, 28 de Fevereiro
de 2020
“Existem
coisas pelas quais devemos esperar, outras que devemos correr atrás, e outras
que nem vale a pena perder tempo.”
EVANGELHO
DE HOJE
Mt 9,14-15
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Mateus
Glória a vós, Senhor!
Aproximaram-se de Jesus os discípulos de João e perguntaram:
"Por que jejuamos, nós e os fariseus, ao passo que os teus discípulos não
jejuam?" Jesus lhes respondeu: "Acaso os convidados do casamento
podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo
lhes será tirado. Então jejuarão.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Padre Antonio
Queiroz CSsR
Dias
virão em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.
Este Evangelho narra a pergunta que os
discípulos de João Batista fizeram a Jesus: “Por que razão nós e os fariseus
praticamos o jejum, mas os teus discípulos não?” – e a resposta de Jesus. Jesus
compara a sua presença física na terra com uma festa de casamento, durante a
qual ninguém fica de luto nem jejua.
Jesus está se referindo à comparação
que os profetas fazem entre a aliança de Deus com o seu povo e o casamento.
Veja o que diz o profeta Oséias: “Naquele dia, ela (a família do Povo de Deus)
passará a chamar-me de “meu marido” e não mais de “meu Baal”... Afastarei desta
terra o arco, a espada e a guerra, e todos poderão dormir em segurança. Eu me
caso contigo para sempre, casamos conforme a justiça e o direito, com amor e
carinho” (Os 1,18-20). A presença do Messias na terra foi a festa do casamento
“para sempre”, isto é, uma aliança eterna.
O jejum praticado pelos judeus tinha
um sentido de preparação para a chegada do Messias e do Reino de Deus. Como que
os discípulos de Jesus iam praticar esse jejum, se o Messias já estava com
eles?
Mas “dias virão em que o noivo será
tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”. Trata-se do nosso jejum, o
jejum dos discípulos de Jesus, desde o dia em que Jesus subiu para o céu. É um
sentido muito amplo de jejum, significando todas as perseguições, sofrimentos e
privações dos cristãos por causa do seguimento de Jesus.
Precisamos dominar as nossas más
inclinações e corrigir os nossos defeitos. Libertar-nos da ira, da soberba, da
avareza, do erotismo, da inveja, da gula, da preguiça, aprender a perdoar ou
pedir perdão, voltar a conversar depois de um atrito... Nós só conseguimos
libertar-nos desses vícios e defeitos, se nos exercitarmos, inclusive com
jejum.
Existe ainda outro tipo de jejum muito
importante: O jejum dos olhos. Há cenas que nos fazem mal, incitam-nos à
violência, ao ódio, à desordem, à luxúria... Quantos filmes e revistas nos
conduzem a isso! “Vigiai e orai para não cairdes em tentação”, disse Jesus.
Vigiar é, entre outras coisas, praticar o jejum dos olhos.
Muitos padres dão aos jovens o
seguinte conselho: “Você sentiu sede? Não beba logo a água, mas espere cinco
minutos. Recebeu uma carta? Não abra logo, mas espere cinco minutos.” É um
ótimo treinamento do domínio sobre os impulsos naturais do nosso corpo. Os
nossos instintos são cegos. Tanto podem levar-nos ao bem como ao mal. Se nós
não os dominarmos, ai de nós, e daqueles que convivem conosco!
Existe ainda o jejum do espírito: O
controle das palavras, do afeto, do humor, da disposição para o trabalho, o
domínio das emoções... Saber dar um abraço quando sentimos vontade de fazer o
contrário, ou saber engolir seco e não dizer nada, quando a vontade seria de
dizer algo muito pesado.
As pessoas são capazes de fazer
grandes sacrifícios pelo seu amado ou por sua amada. Os que amam a Deus devem
fazer a mesma coisa por ele. Por isso que os santos diziam que para eles a cruz
era doce como o mel; foi treinamento.
O amor de mãe é o mais belo retrato do
amor de Deus por nós. “Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho
de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me
esquecerei!" (Is 49,15). Que o nosso amor a Deus nos leve também a fazer
tudo o que for necessário e útil para não perdê-lo.
Campanha da fraternidade. O objetivo
da campanha é sensibilizar-nos a usar os meios que temos para diminuir a
violência e promover a cultura da paz. Também denunciar os crimes contra a
ética e a economia nas gestões públicas, assim como combater a mentalidade de
combater a violência com a violência.
Não é cristã nem correta a idéia de
separação da sociedade em dois grupos: bandidos e não bandidos, vendo a si
mesmo como não bandido. Todos os cento e dez milhões de brasileiros pensam
assim, isto é, se colocam a si mesmos como não bandidos. “Aquele que não tiver
pecado, atire a primeira pedra”.
Certa vez, foi feito um concurso de
pinturas para representar a paz. O quadro que ganhasse ia ser premiado com um
alto valor de dinheiro.
Apareceram os quadros mais diversos.
Um trazia uma pomba, a pomba da paz. Outro, uma flor belíssima molhada de
orvalho. Outro uma paisagem bonita, dando sensação de silêncio, e apenas uma
leve brisa roçando o jardim. E muitos outros.
Mas o que ganhou trazia uma cachoeira
muito perigosa, em cima da qual havia um galho de árvore. Neste galho estava um
pássaro cantando.
Realmente, a paz verdadeira é aquela
que se consegue no meio da luta e da turbulência da vida, sem fugir da
situação. Só quem se exercita no domínio de si mesmo pode manter a paz em
momentos de forte conflito ou agressão.
Maria Santíssima é a mulher forte que
enfrentou situações difíceis, como a fuga para o Egito, e a morte do Filho na
cruz. Sinal de que ela se exercitava no auto domínio. Santa Maria, rogai por
nós!
Dias virão em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.
CULINÁRIA
Chutney de Uva
Ingredientes -
Chutney de Uva
4 colheres de sopa de azeite
3 xícaras de chá de cebola picada
Meia colher de sopa de semente de coentro
1 anis estrelado
Meia colher de chá de pimenta caiena
3 xícaras de chá de uva verde sem caroço
Meia xícara de chá de açúcar
Meia xícara de chá de vinho branco seco
Sal a gosto
Modo de
Preparo - Chutney de Uva
Numa panela aquecida em fogo baixo, coloque o azeite,
a cebola, a semente de coentro, o anis estrelado, a pimenta caiena e refogue
por 10 minutos.
Depois desse tempo, adicione as
uvas, o açúcar, o vinho branco seco e tampe a panela. Cozinhe por 20 minutos,
apague o fogo, tempere com sal a gosto e sirva
MOMENTO DE REFLEXÃO
Alguns anos atrás, assisti à peça Raisin in the
Sun [Uva-Passa ao Sol], de Lorraine Hansberry, e ouvi um trecho que até hoje
não me sai da memória.
Na peça, uma família afro-americana recebe US$
10.000 provenientes do seguro de vida do pai. A dona da casa vê no dinheiro a
oportunidade de deixar o gueto onde vivia no Harlem e de mudar-se para uma casa
no campo, enfeitada com jardineiras.
A filha, uma moça muito inteligente, vê no
dinheiro a oportunidade de realizar seu sonho de estudar medicina.
O filho mais velho, contudo, apresenta um
argumento difícil de ser ignorado. Quer o dinheiro para que ele e um “amigo”
iniciem um negócio juntos.
Diz à família que, com o dinheiro, ele poderá
trabalhar por conta própria e facilitar a vida de todos. Promete que, se puder
lançar mão do dinheiro, proporcionará à família todos os confortos que a vida
lhes negou.
Mesmo contra a vontade, a mãe cede aos apelos do
filho. Ela tem de admitir que as oportunidades nunca foram tão boas para ele e
que ele merece a vida boa que esse dinheiro pode oferecer-lhe.
Conforme você deve ter imaginado, o tal “amigo”
foge da cidade com o dinheiro. Desolado, o filho é forçado a voltar para casa e
dizer à família que suas esperanças para o futuro lhe foram roubadas e que seus
sonhos de uma vida melhor foram desfeitos.
A irmã atira-lhe no rosto toda sorte de insultos.
Qualifica-o com as palavras mais grosseiras que se possa imaginar. Seu desprezo
em relação ao irmão não tem limites.
Quando ela para um pouco para respirar, a mãe a
interrompe e diz:
— Pensei que tivesse ensinado você a amar seu
irmão.
Beneatha, a filha, responde:
— Amar meu irmão? Não restou nada nele para eu
amar.
E a mãe diz:
— Sempre sobra alguma coisa para amar. E, se você
não aprendeu isso, não aprendeu nada. Você chorou por ele hoje? Não estou
perguntando se você chorou por causa de si mesma e de nossa família, por termos
perdido todo aquele dinheiro. Estou perguntando se chorou por ele: por aquilo
que ele sofreu e pelas consequências que terá de enfrentar.
Filha, quando você acha que é tempo de amar alguém
com mais intensidade: no momento em que faz coisas boas e facilita a vida de
todos? Bem, então você ainda_não aprendeu nada, porque essenão é o verdadeiro
momento de amar.
Devemos amar quando a pessoa está se sentindo
humilhada e não consegue acreditar em si mesma, porque o mundo a castigou
demais. Se julgar alguém, faça-o da forma certa, filha, da forma certa. Tenha a
certeza de que você levou em conta os revezes que ele sofreu antes de chegar ao
ponto em que está agora.
Essa é a graça misericordiosa! É o amor ofertado
quando não se fez nada para merecê-lo. É o perdão concedido quando não se fez
nada para conquistá-lo. É a dádiva que flui como as águas refrescantes de um
riacho para extinguir as labaredas provocadas por palavras de condenação
carregadas de ira.
O amor que o Pai nos oferece é muito mais
abundante e generoso. A graça que Deus nos dá é muito mais copiosa.
-
Tony Campolo, em Histórias Para o Coração.
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas
mãos.
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