sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Sexta-feira 28/02/2020


Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020


“Existem coisas pelas quais devemos esperar, outras que devemos correr atrás, e outras que nem vale a pena perder tempo.”



EVANGELHO DE HOJE
Mt 9,14-15


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus, segundo Mateus
Glória a vós, Senhor!


Aproximaram-se de Jesus os discípulos de João e perguntaram: "Por que jejuamos, nós e os fariseus, ao passo que os teus discípulos não jejuam?" Jesus lhes respondeu: "Acaso os convidados do casamento podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão.


Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.



MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz CSsR

Dias virão em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.
Este Evangelho narra a pergunta que os discípulos de João Batista fizeram a Jesus: “Por que razão nós e os fariseus praticamos o jejum, mas os teus discípulos não?” – e a resposta de Jesus. Jesus compara a sua presença física na terra com uma festa de casamento, durante a qual ninguém fica de luto nem jejua.
Jesus está se referindo à comparação que os profetas fazem entre a aliança de Deus com o seu povo e o casamento. Veja o que diz o profeta Oséias: “Naquele dia, ela (a família do Povo de Deus) passará a chamar-me de “meu marido” e não mais de “meu Baal”... Afastarei desta terra o arco, a espada e a guerra, e todos poderão dormir em segurança. Eu me caso contigo para sempre, casamos conforme a justiça e o direito, com amor e carinho” (Os 1,18-20). A presença do Messias na terra foi a festa do casamento “para sempre”, isto é, uma aliança eterna.
O jejum praticado pelos judeus tinha um sentido de preparação para a chegada do Messias e do Reino de Deus. Como que os discípulos de Jesus iam praticar esse jejum, se o Messias já estava com eles?
Mas “dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”. Trata-se do nosso jejum, o jejum dos discípulos de Jesus, desde o dia em que Jesus subiu para o céu. É um sentido muito amplo de jejum, significando todas as perseguições, sofrimentos e privações dos cristãos por causa do seguimento de Jesus.
Precisamos dominar as nossas más inclinações e corrigir os nossos defeitos. Libertar-nos da ira, da soberba, da avareza, do erotismo, da inveja, da gula, da preguiça, aprender a perdoar ou pedir perdão, voltar a conversar depois de um atrito... Nós só conseguimos libertar-nos desses vícios e defeitos, se nos exercitarmos, inclusive com jejum.

Existe ainda outro tipo de jejum muito importante: O jejum dos olhos. Há cenas que nos fazem mal, incitam-nos à violência, ao ódio, à desordem, à luxúria... Quantos filmes e revistas nos conduzem a isso! “Vigiai e orai para não cairdes em tentação”, disse Jesus. Vigiar é, entre outras coisas, praticar o jejum dos olhos.
Muitos padres dão aos jovens o seguinte conselho: “Você sentiu sede? Não beba logo a água, mas espere cinco minutos. Recebeu uma carta? Não abra logo, mas espere cinco minutos.” É um ótimo treinamento do domínio sobre os impulsos naturais do nosso corpo. Os nossos instintos são cegos. Tanto podem levar-nos ao bem como ao mal. Se nós não os dominarmos, ai de nós, e daqueles que convivem conosco!
Existe ainda o jejum do espírito: O controle das palavras, do afeto, do humor, da disposição para o trabalho, o domínio das emoções... Saber dar um abraço quando sentimos vontade de fazer o contrário, ou saber engolir seco e não dizer nada, quando a vontade seria de dizer algo muito pesado.
As pessoas são capazes de fazer grandes sacrifícios pelo seu amado ou por sua amada. Os que amam a Deus devem fazer a mesma coisa por ele. Por isso que os santos diziam que para eles a cruz era doce como o mel; foi treinamento.
O amor de mãe é o mais belo retrato do amor de Deus por nós. “Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei!" (Is 49,15). Que o nosso amor a Deus nos leve também a fazer tudo o que for necessário e útil para não perdê-lo.
Campanha da fraternidade. O objetivo da campanha é sensibilizar-nos a usar os meios que temos para diminuir a violência e promover a cultura da paz. Também denunciar os crimes contra a ética e a economia nas gestões públicas, assim como combater a mentalidade de combater a violência com a violência.
Não é cristã nem correta a idéia de separação da sociedade em dois grupos: bandidos e não bandidos, vendo a si mesmo como não bandido. Todos os cento e dez milhões de brasileiros pensam assim, isto é, se colocam a si mesmos como não bandidos. “Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra”.
Certa vez, foi feito um concurso de pinturas para representar a paz. O quadro que ganhasse ia ser premiado com um alto valor de dinheiro.
Apareceram os quadros mais diversos. Um trazia uma pomba, a pomba da paz. Outro, uma flor belíssima molhada de orvalho. Outro uma paisagem bonita, dando sensação de silêncio, e apenas uma leve brisa roçando o jardim. E muitos outros.
Mas o que ganhou trazia uma cachoeira muito perigosa, em cima da qual havia um galho de árvore. Neste galho estava um pássaro cantando.
Realmente, a paz verdadeira é aquela que se consegue no meio da luta e da turbulência da vida, sem fugir da situação. Só quem se exercita no domínio de si mesmo pode manter a paz em momentos de forte conflito ou agressão.
Maria Santíssima é a mulher forte que enfrentou situações difíceis, como a fuga para o Egito, e a morte do Filho na cruz. Sinal de que ela se exercitava no auto domínio. Santa Maria, rogai por nós!
Dias virão em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.



CULINÁRIA

Chutney de Uva

Ingredientes - Chutney de Uva
4 colheres de sopa de azeite
3 xícaras de chá de cebola picada
Meia colher de sopa de semente de coentro
1 anis estrelado
Meia colher de chá de pimenta caiena
3 xícaras de chá de uva verde sem caroço
Meia xícara de chá de açúcar
Meia xícara de chá de vinho branco seco
Sal a gosto

Modo de Preparo - Chutney de Uva
Numa panela aquecida em fogo baixo, coloque o azeite, a cebola, a semente de coentro, o anis estrelado, a pimenta caiena e refogue por 10 minutos.
Depois desse tempo, adicione as uvas, o açúcar, o vinho branco seco e tampe a panela. Cozinhe por 20 minutos, apague o fogo, tempere com sal a gosto e sirva



MOMENTO DE REFLEXÃO

Alguns anos atrás, assisti à peça Raisin in the Sun [Uva-Passa ao Sol], de Lorraine Hansberry, e ouvi um trecho que até hoje não me sai da memória.
Na peça, uma família afro-americana recebe US$ 10.000 provenientes do seguro de vida do pai. A dona da casa vê no dinheiro a oportunidade de deixar o gueto onde vivia no Harlem e de mudar-se para uma casa no campo, enfeitada com jardineiras.
A filha, uma moça muito inteligente, vê no dinheiro a oportunidade de realizar seu sonho de estudar medicina.
O filho mais velho, contudo, apresenta um argumento difícil de ser ignorado. Quer o dinheiro para que ele e um “amigo” iniciem um negócio juntos.
Diz à família que, com o dinheiro, ele poderá trabalhar por conta própria e facilitar a vida de todos. Promete que, se puder lançar mão do dinheiro, proporcionará à família todos os confortos que a vida lhes negou.
Mesmo contra a vontade, a mãe cede aos apelos do filho. Ela tem de admitir que as oportunidades nunca foram tão boas para ele e que ele merece a vida boa que esse dinheiro pode oferecer-lhe.
Conforme você deve ter imaginado, o tal “amigo” foge da cidade com o dinheiro. Desolado, o filho é forçado a voltar para casa e dizer à família que suas esperanças para o futuro lhe foram roubadas e que seus sonhos de uma vida melhor foram desfeitos.
A irmã atira-lhe no rosto toda sorte de insultos. Qualifica-o com as palavras mais grosseiras que se possa imaginar. Seu desprezo em relação ao irmão não tem limites.
Quando ela para um pouco para respirar, a mãe a interrompe e diz:
— Pensei que tivesse ensinado você a amar seu irmão.
Beneatha, a filha, responde:
— Amar meu irmão? Não restou nada nele para eu amar.
E a mãe diz:
— Sempre sobra alguma coisa para amar. E, se você não aprendeu isso, não aprendeu nada. Você chorou por ele hoje? Não estou perguntando se você chorou por causa de si mesma e de nossa família, por termos perdido todo aquele dinheiro. Estou perguntando se chorou por ele: por aquilo que ele sofreu e pelas consequências que terá de enfrentar.
Filha, quando você acha que é tempo de amar alguém com mais intensidade: no momento em que faz coisas boas e facilita a vida de todos? Bem, então você ainda_não aprendeu nada, porque essenão é o verdadeiro momento de amar.
Devemos amar quando a pessoa está se sentindo humilhada e não consegue acreditar em si mesma, porque o mundo a castigou demais. Se julgar alguém, faça-o da forma certa, filha, da forma certa. Tenha a certeza de que você levou em conta os revezes que ele sofreu antes de chegar ao ponto em que está agora.
Essa é a graça misericordiosa! É o amor ofertado quando não se fez nada para merecê-lo. É o perdão concedido quando não se fez nada para conquistá-lo. É a dádiva que flui como as águas refrescantes de um riacho para extinguir as labaredas provocadas por palavras de condenação carregadas de ira.
O amor que o Pai nos oferece é muito mais abundante e generoso. A graça que Deus nos dá é muito mais copiosa.

- Tony Campolo, em Histórias Para o Coração.








UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





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