terça-feira, 31 de agosto de 2021

Terça-feira 31/08/2021

 Terça-feira, 31 de agosto de 2021

 

"A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente." (Rubem Alves)

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Lc 4,31-37

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

Naquele tempo, 31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. 32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!” 35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade.

36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Queiroz

 

Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar.

Este Evangelho trás para nós a belíssima cena de Jesus curando o homem surdo e que falava com dificuldade.

O texto começa dizendo: “Jesus saiu de novo...” Jesus caminhava, ia atrás do povo, não ficava parado. Ele não ficava esperando que as pessoas fossem até ele. O amor nos dá esse dinamismo. Como é importante nós também aproveitarmos a nossa saúde e tempo disponível para nos movimentarmos, indo até as pessoas que precisam da Água Viva, da Boa Nova de Cristo!

Quando Jesus atravessava uma região, trouxeram-lhe “um homem surdo, que falava com dificuldade”. Geralmente os surdos têm deficiência na conversa, porque a nossa fala depende da audição.

Na área espiritual é a mesma coisa: as pessoas que não ouvem a Palavra de Deus, acabam não ouvindo também os apelos da realidade que as cerca, e conseqüentemente tornam-se mudas, não falando a palavra certa na hora certa. Não ficam indignadas com nada; passam pela vida sem influenciar, indo na onda da sociedade de consumo.

Uma Comunidade que não ouve corretamente a Palavra de Deus, confrontando com a realidade do seu meio, também se torna muda, não fala nem faz nada de transformador, em direção ao Reino Deus.

Jesus, no seu primeiro discurso na sinagoga de Nazaré, disse que veio para abrir os olhos dos cegos, dar audição aos surdos e libertar os oprimidos, anunciando o ano da graça do Senhor (Cf Lc 4,18-19).

Muitas pessoas são como aquelas que Jesus citou na parábola do samaritano: passam ao lado do irmão ferido e fecham os olhos para não ver. Ou então, como o rico da parábola: vivem uma vida inteira ao lado do Lázaro e não se tocam. Não existe nada mais forte para tapar os ouvidos, os olhos e a boca das pessoas, do que o apego às riquezas.

Jesus “olhando para o céu, suspirou e disse: ‘Efatá’, que quer dizer: Abre-te!” Recordando esta cena, no nosso batismo o padre fez um gesto parecido: colocou a mão nos nossos ouvidos e na nossa boca, e disse: “Efatá!”

Quando o povo hebreu era escravo no Egito, Deus apareceu para Moisés e disse: “Eu vi a opressão de meu povo no Egito, ouvi os gritos de aflição diante dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos, e desci para libertá-los” (Ex 3,7-8). Deus tem os olhos e os ouvidos abertos. Assim como chamou Moisés, ele chama os seus filhos e filhas, em todos os tempos e lugares, a fim de libertarem o seu povo. Deus ama o seu povo, e não quer vê-los como ovelhas sem pastor.

“Jesus afastou-se com o homem para fora da multidão”. É interessante que a primeira coisa que Jesus fez com o homem foi afastá-lo para longe da multidão. O primeiro objetivo foi ter um contato mais pessoal com ele. Nós não podemos ficar só “na multidão”, mesmo que essa multidão seja de cristãos.

O segundo objetivo de Jesus é para que o homem, depois de curado, pudesse voltar para o meio do povo, ouvindo e falando sem dificuldade, inclusive para ajudar os outros.

Os nossos bispos, reunidos em Aparecida, disseram: “Vivemos uma mudança de época, e seu nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção integral do ser humano, sua relação com o mundo e com Deus” (DA 44). Portanto, a nossa missão é grande, como “discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que o povo tenha mais vida nele”.

Havia, certa vez, uma menina que morava na roças. E um pássaro muito bonito começou a entrar no quarto dela. Ela comprou ração apropriada e espalhou em cima do guarda-roupa, e também uma tacinha de água, já preparada para não transmitir dengue.

Assim, o belo passarinho fez amizade com ela. Parecia que os dois eram velhos amigos. Todos os dias ele aparecia. Suas penas eram brilhantes e seus olhinhos encantadores.

Com medo de perder o amiguinho, a garota o prendeu numa gaiola. Poucos dias depois, suas penas perderam o brilho e ele passou a contar diferente, um canto parecido com choro. Passava o dia todo olhando para a janela.

Quando percebeu o erro que havia cometido, mais que depressa a menina abriu a gaiola e a ave foi-se embora, para nunca mais voltar.

Que Cristo abra os nossos ouvidos e olhos para contemplarmos a natureza, mas sem prejudicá-la!

O exemplo de Maria Santíssima é maravilhoso. Ela não foi surda nem muda, mas ouviu o apelo de Deus, entendeu-o direitinho e o cumpriu com generosidade. No magnificat, ela mostrou que ouvia também os anseios do povo, e falava com coragem. Que ela nos ajude a nos aproximarmos de seu Filho, a fim de que ele, dizendo “Efatá!”, nos cure da surdez e da conseqüente dificuldade em falar.

Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar.

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Quanto mais caminho, mais percebo o quanto o mundo anda sedento.

As pessoas correm, sofrem, se desesperam e continuam buscando a felicidade como se essa fosse apenas uma miragem nesse imenso deserto que a vida se transformou.

Há muita gente no mundo, milhares e milhares.

Portanto, a solidão continua assolando vidas, maltratando corações que, no fim do dia e das contas acabam desacreditando nas portas que se abrem a elas.

Cada qual pensa no próprio eu e todo mundo se isola.

Enquanto isso, a vida continua, cresce a indiferença, cresce o desamor, multiplicam-se as depressões e incompreensões.

As pessoas sentem-se vazias e reagem como pessoas vazias.

Vazias, pelo menos, de amor e caridade, mas cheias de tristezas e desilusões.

Há, portanto, dentro de cada um de nós um poço de possibilidades e  compartilhar de si é deixar-se um pouquinho em cada um.

Só não tem nada para oferecer quem possui um coração vazio, não as mãos.

E acabar com a solidão de alguém é contribuir para o fim da própria solidão.

Oferecer a esperança é dar-se a si uma nova chance, é reabrir portas, é descobrir o novo e entregar-se a ele.

Há melhor presente no mundo que o dom de si?

Há coisa mais bonita que saciar o coração de alguém?

Devolver a esperança, por menor que seja ela, é dar às pessoas a oportunidade de descobrir o outro lado da vida, aquele que, embora um pouco esquecido, ainda existe.

O dia tem 24 horas e parece muitas vezes que são insuficientes para fazermos tudo o que temos que fazer.

Lamentamos a falta de tempo para isso ou aquilo e pensamos que um dia, quem sabe, se atingirmos a bênção da velhice tranqüila, poderemos dar um pouco mais de nós aos outros.

 

Quanto engano!!!

Podemos dar de nós a cada dia e a cada hora, agindo com o coração e tendo uma atitude que nos torna diferentes em qualquer lugar.

Pode-se resistir ao ódio por muito tempo, mas quem resiste à ternura, ao afeto, ao amor e à boa-vontade?

Quando as pessoas agirem com menos egoísmo e ao invés de ruminarem a própria infelicidade começarem a agir para o bem do próximo, as doenças da alma começarão a encontrar a cura e o amanhecer terá para cada um de nós um outro rosto, mais sereno, mais amigo e mais esperado.

 

Letícia Thompson

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Segunda-feira 30/08/2021

 Segunda-feira, 30 de agosto de 2021

 

“Passe 24 horas sem reclamar e veja como a vida começa a mudar.”

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Lc 4,16-30

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

Jesus foi para a cidade de Nazaré, onde havia crescido. No sábado, conforme o seu costume, foi até a sinagoga. Ali ele se levantou para ler as Escrituras Sagradas, e lhe deram o livro do profeta Isaías. Ele abriu o livro e encontrou o lugar onde está escrito assim:

“O Senhor me deu o seu Espírito. Ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres e me enviou para anunciar a liberdade aos presos, dar vista aos cegos, libertar os que estão sendo oprimidos e anunciar que chegou o tempo em que o Senhor salvará o seu povo.” Jesus fechou o livro, entregou-o para o ajudante da sinagoga e sentou-se. Todas as pessoas ali presentes olhavam para Jesus sem desviar os olhos. Então ele começou a falar. Ele disse:

- Hoje se cumpriu o trecho das Escrituras Sagradas que vocês acabam de ouvir.

Todos começaram a elogiar Jesus, admirados com a sua maneira agradável e simpática de falar, e diziam:

- Ele não é o filho de José? Então Jesus disse:

- Sem dúvida vocês vão repetir para mim o ditado: “Médico, cure-se a você mesmo.” E também vão dizer: “Nós sabemos de tudo o que você fez em Cafarnaum; faça as mesmas coisas aqui, na sua própria cidade.” E continuou:

- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra. Eu digo a vocês que, de fato, havia muitas viúvas em Israel no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e meio, e houve uma grande fome em toda aquela terra. Porém Deus não enviou Elias a nenhuma das viúvas que viviam em Israel, mas somente a uma viúva que morava em Sarepta, perto de Sidom. Havia também muitos leprosos em Israel no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi curado. Só Naamã, o sírio, foi curado.

Quando ouviram isso, todos os que estavam na sinagoga ficaram com muita raiva. Então se levantaram, arrastaram Jesus para fora da cidade e o levaram até o alto do monte onde a cidade estava construída, para o jogar dali abaixo. Mas ele passou pelo meio da multidão e foi embora.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

Será que nosso mundo tem solução? Será que as coisas que vemos e presenciamos são irreversíveis nos sobrando apenas conformar-se? Será que a minha mudança, única e pessoal, muda em alguma coisa o contexto da vida?

Sei lá o que responder, pois existem muito mais gente já conformada do que os que realmente tomam uma atitude diferente. Notemos Jesus nesse evangelho, ele não nega seu trono e a que foi chamado a fazer. Muito mais que um ato corajoso, o Senhor sela, por definitivo, sua sentença: Ele seria para sempre alvo dos não querem o bem.

Ao nos por em pé e a encarar o mundo, declaramos publicamente que pelo menos somos diferentes do regime imposto, ou seja, rompemos paradigmas sociais. Se não acreditasse ainda nisso então Chico Mendes, Dorothy Stang, entre outros tantos mártires da modernidade morreram em vão.

Mudar o mundo pode sim acontecer com a iniciativa de apenas uma pessoa. Preciso (aqui cabe bem o verbo na primeira pessoa) acreditar nisso. Ser o agente da mudança; não temer as perseguições. Ninguém vai sair por ai como homem-bomba ou caçando os que não de sua religião como fazem os extremistas de várias denominações religiosas, o que precisamos de fato são homens e mulheres de fé que tenham coragem de também se levantar e assumir os seus postos.

O que preciso fazer? Mudar de atitude!

“(…) Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possa discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Romanos 12, 2)

Mudar é converte-se. Converter é mudar de direção, tomar outro caminho e não ficar em cima do muro. Se vai fazer algo, faça bem feito, faça o melhor possível, mobilize gente, ajude-as a levantar. Nosso país poderia ser ainda melhor se os cristãos fossem cristãos de verdade e não como aqueles do evangelho de hoje que buscam apenas a ajuda do Senhor e não ajudá—lo. “(…) Nós sabemos de tudo o que você fez em Cafarnaum; faça as mesmas coisas aqui, na sua própria cidade”.

Se a religião virou um negócio é porque permitimos. Quando digo que “permitimos”, pois alimentamos os falsos pastores. Um carro novo, pagar uma grande dívida, curar uma doença,… Deus continua agindo, mas o que fizemos Dele? Um funcionário? Que adianta ser cristão e não descer da árvore como Zaqueu?

Um questionamento: Na sua comunidade tem pastoral da família? Tem alguma ação social como cortar cabelos, cursos profissionalizantes, orientação vocacional, um cursinho pré-vestibular ou aulas de reforço escolar? Ou seu centro catequético ainda é um elefante branco por falta de trabalhadores para a messe?

Nesse momento que antevêem eleições (um pouco mais que um mês) o que tem de cristão que voltou para a igreja para dizer que vai apoiar as mudanças que serão necessárias e bla, blá, blá… Como diria Dom Dimas em uma entrevista certa vez publicada pela Folha de São Paulo

“(…) Dom Dimas Lara Barbosa, afirmou ainda que o fato de um candidato se afirmar como católico não necessariamente implica na defesa de sua candidatura…; é preciso ponderar as diversas propostas e estabelecer um critério que, afinal de contas, seja razoável na consciência do próprio eleitor’,disse”.

Precisamos de políticos sérios e comprometidos, mas também precisamos de operários que sejam sérios com seus chamados e seus carismas.

Eu ainda acredito que as pedras falarão!

Um imenso abraço fraterno.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Meus amigos são todos assim... Metade loucura, metade santidade.

Escolho-os não pela pele, mas pela pupila...

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.

Coisa de louco...

Louco que senta, horas e horas, de conversa ou de silêncio e espera paciente, a chegada da lua cheia ou do amanhecer.

Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.

Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Não quero deles só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria...

Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim:

 

Metade bobeira, metade seriedade.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem. Mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos, nem chatos.

Quero-os metade infância e metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto... E velhos, para que nunca tenham pressa.

Preciso deles para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei que a normalidade é uma ilusão estéril!

Ah, meus amigos...

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

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domingo, 29 de agosto de 2021

Domingo 29/08/2021

 Domingo, 29 de agosto de 2021

 

“O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz homens grandes.”

 

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 7,1-8.14-15.21-23

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

                                                                             

 

Alguns fariseus e alguns mestres da Lei que tinham vindo de Jerusalém reuniram-se em volta de Jesus. Eles viram que alguns dos discípulos dele estavam comendo com mãos impuras, quer dizer, não tinham lavado as mãos como os fariseus mandavam o povo fazer.

(Os judeus, e especialmente os fariseus, seguem os ensinamentos que receberam dos antigos: eles só comem depois de lavar as mãos com bastante cuidado. E, antes de comer, lavam tudo o que vem do mercado. Seguem ainda muitos outros costumes, como a maneira certa de lavar copos, jarros, vasilhas de metal e camas.)

Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram a Jesus:

- Por que é que os seus discípulos não obedecem aos ensinamentos dos antigos e comem sem lavar as mãos?

Jesus respondeu:

- Hipócritas! Como Isaías estava certo quando falou a respeito de vocês! Ele escreveu assim:

"Deus disse:

Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus."

E continuou:

- Vocês abandonam o mandamento de Deus e obedecem a ensinamentos humanos.

Jesus chamou outra vez a multidão e disse:

- Escutem todos o que eu vou dizer e entendam! Tudo o que vem de fora e entra numa pessoa não faz com que ela fique impura, mas o que sai de dentro, isto é, do coração da pessoa, é que faz com que ela fique impura.

Porque é de dentro, do coração, que vêm os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas conseqüências. Tudo isso vem de dentro e faz com que as pessoas fiquem impuras.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor

 

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz

 

Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens.

Este Evangelho tem duas partes. Na primeira, Jesus denuncia o pecado de abandonar o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens. Na segunda, ele nos explica o que realmente torna uma pessoa impura.

A questão começa com uma pergunta dos escribas e fariseus, que vieram de Jerusalém especialmente para fiscalizar Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?”

Para esclarecer, o evangelista apresenta um resumo das tradições dos fariseus e dos judeus em geral: lavar as mãos antes de comer, quando chega da rua, não comer sem tomar banho, a maneira certa de lavar copos, jarras, vasilhas...

Jesus é, como sempre, claro: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas: Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”.

Em seguida ele fala: “Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. Está aí a denúncia a todos e todas que, em nossas paróquias, se apegam demais às tradições antigas. Essas pessoas acabam afastando os jovens, emperrando a caminhada da Comunidade, faltando com a caridade a unidade e descumprindo outros mandamentos de Deus.

Na segunda parte do Evangelho, Jesus fala, agora para todos e não só para os seus acusadores: “O que torna impuro o homem não é o que entra nele, mas o que sai do seu interior,do seu coração”. E ele cita treze tipos de pecados: más intenções, imoralidades, roubos...

Com isso Jesus retira completamente o valor de todas as purificações rituais judaicas, que ocupavam grande parte dos seus ritos cultuais. E ele completa: “De nada adianta o culto que vocês me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos”, deixando de lado os mandamentos de Deus.

Como que isso é atual! Cristãos que baseiam a sua fé em obras externas, sem nenhuma ligação com as suas atitudes e o seu coração. Essas pessoas se assemelham ao fariseu da parábola e do fariseu e do publicano, o qual disse para Deus: “Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros... Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de toda a minha renda” (Lc 18,11-12).

“Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim.” Trata-se do culto vazio, que faz tudo certinho externamente, mas sem ligação com a vida durante a semana, sem trazer para a vida aquilo que rezam e cantam. O culto vazio prefere o tradicionalismo do passado, rejeitando qualquer mudança.

“A religião pura e sem mancha diante de Deus Pai é esta: assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo” (2ª Leitura). “Deus é Espírito, e os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade.” Quem faz isso não se contenta apenas com práticas externas.

O certo é que queremos servir a Deus, conservando a parcela maior da nossa vida para o nosso uso privado.

Os novos fariseus dizem: “Levo uma vida normal, tenho apenas pequenas falhas”. Ou: “Meus pecados são os comuns que todo mundo faz”. Ou: “Os meus pecados são os normais do dia a dia”. Será que existem pequenas falhas? Será que existem pecados normais?

Havia, certa vez, uma senhora que, quando ficou velha, quis preparar-se para o céu. Arrumou um cofrinho e começou a ir à Missa todos os dias. Cada vez, ao chegar em casa, pegava uma pedrinha e punha no cofrinho.

Anos depois, quando ela já estava de cama, desenganada, pediu para abrirem o cofrinho e contar quantas pedrinhas havia lá dentro. Quando abriram, havia uma pedrinha só! Claro, porque diante de Deus o que vale não são atos externos, mas atitudes. A prática religiosa ajuda a purificar e a converter o coração, mas não o faz por artes mágicas. Não vale honrar a Deus apenas com os lábios.

Sem dúvida, as Missas a ajudaram a se aproximar de Deus. Mas a salvação nós não a compramos, ela é dom gratuito de Deus. Se as nossas boas obras, sozinhas, nos salvassem, a salvação seria obra nossa e não presente gratuito de Deus.

Maria, a filha de Deus Pai, esposa de Deus Espírito Santo e Mãe de Deus Filho, não se apegava a tradições, mas sim diretamente a Deus e à sua Palavra.

Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens.

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Existem as culpas pequenas e as grandes.

As que ficam por algumas horas e as que perseguem para o resto da vida.

As primeiras são os pequenos pecados do dia-a-dia, as mentiras bobas, os deslizes, que até nos impedem de dormir muitas vezes, mas são passageiras e acabam tornando-se banais e nem se pensa muito.

As últimas são terrivelmente pesadas de se carregar, elas podem destruir a vida toda de uma pessoa.

São raras as pessoas que recebem uma condenação de outros por algum ato cometido, que não tentem se defender ou se justificar.

Mas não há quem se condena a si mesmo que procure aliviar sua culpa com desculpas.

A questão não está nas coisas sem conseqüências.

Essas coisas fazem parte das marés do dia-a-dia e perdoamo-nos tão facilmente como cometemos os erros.

A questão está nas culpas que chegam sozinhas, os acidentes pelos quais as pessoas se responsabilizam, as perdas e sofrimentos os quais as pessoas se dizem que poderiam ter evitado se tivessem feito isso ou aquilo e se condenam a cada instante.

As auto-punições não resolvem.

O recusar-se a felicidade não corrige erros, não compensa as dores.

O abandonar-se não faz ir adiante.

Dormir mais horas para não ver passar o tempo não vai diminuir o tempo determinado por Deus para a vida de cada um.

E tentar encurtar esse tempo, dom de Deus, pelos próprios meios, só pode trazer uma condenação eterna, que ninguém merece.

Somos nós nossos juízes mais severos se somos também nossos promotores mais duros.

Mesmo com toda compreensão, com todo amor, toda ajuda possível, não podemos nos livrar de culpas se essa libertação não vem do nosso interior, se ela não vem com a ajuda dAquele que sendo tudo, ainda nos prometeu um coração novo.

 

Então, o Anjo que o Senhor prometeu estar à nossa volta, nos diz isso:

Não importa em quantos pedaços seu coração foi quebrado,

Jesus pode restaurá-lo.

Não importa o que você fez, onde você andou, nem os caminhos que escolheu, Jesus ama você acima das suas escolhas.

Não importa quantas vezes você caiu e quantas se levantou,

Jesus pode levantar você de uma vez por todas.

Não importa qual foi seu pecado, se os homens te condenaram ou absolveram, Deus te absolve.

E se Deus absolve...acredite nEle: você é livre!

 

Letícia Thompson

 

 

 

 

 

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