Quarta-feira 25 de agosto de 2021
“O tempo não cura. Faz você aprender.”
EVANGELHO DE HOJE
Mt 23,27-32
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois como sepulcros caiados:
por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de
toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros,
mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Ai de vós, escribas e
fariseus hipócritas! Construís sepulcros para os profetas e enfeitais os
túmulos dos justos, e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais,
não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. Com isso, confessais que
sois filhos daqueles que mataram os profetas. Vós, pois, completai a medida de
vossos pais!”
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Sois filhos daqueles que mataram os profetas.
Neste Evangelho, Jesus continua censurando os escribas e fariseus. Mas
sabemos que os pecados deles estão no Evangelho como advertências para nós, o
novo Povo de Deus. Quantas vezes escondemos as nossas malandragens atrás de uma
aparência de santidade! A hipocrisia é uma herança do pecado original, presente
em todos os tempos e lugares.
A comparação do sepulcro caiado, ou pintado, ou coberto de azulejos e
flores, é muito viva, devido ao contraste com o que está lá dentro. Que não
sejamos assim, isto é, bonitinhos por fora, mas no nosso interior cheios de
podridão e de ossos daqueles e daquelas que massacramos pela vida! É preferível
a transparência e a sinceridade, como fazem as crianças.
“Completai a medida de vossos pais!” O povo judeu exaltava os profetas
do passado. Mas esses profetas foram assassinados pelos ancestrais deles
mesmos. Completar a medida é fazer o mesmo agora com Jesus, o maior dos
profetas: matam e depois vão enfeitar o túmulo, reconhecendo-o como herói.
Exaltar um profeta do passado é fácil, porque ele não está mais aqui
para nos questionar e advertir. Eles não estão mais presentes fisicamente,
assim podemos torcer à vontade as suas palavras e o seu testemunho, de acordo
com os nossos interesses egoístas.
O Papa João Paulo II está sendo exaltado, mas no seu tempo ele era
criticado, como é hoje o Papa Bento XVI. O mesmo acontece com os nossos líderes
da Paróquia ou da Comunidade. Os do passado eram bons, mas os atuais são cheios
de defeitos e pecados, tanto na vida
como nas mensagens que nos passam. Tudo isso fazemos para não vestir a
carapuça, e continuar nas nossas mediocridades.
Assim como o povo de Israel devia acolher bem os seus profetas
contemporâneos, especialmente Jesus Cristo, nós devemos acolher bem o Papa, o
nosso Bispo, o nosso Pároco, o nosso coordenador ou coordenadora da Comunidade.
Acolhê-los e ajudá-los a serem melhores, pois todos somos “farinha do mesmo
saco”.
Um dia, uma senhora ouviu tocar a campainha da sua casa e foi atender.
Era um menino pobre. Ele disse: “A senhora tem pão velho?” Ela disse: “Novo
serve?” “Sim” disse ele, todo acanhado. Ela foi lá dentro e veio com um pedaço
de bolo, leite com café e outras coisas. Enquanto ele comia, ela falou: “Vou
buscar o pão para você levar, mas antes podemos conversar um pouco?” “Sim”
respondeu ele.
Os dois se sentaram e a mulher perguntou: “Filho, onde você mora?"
"Depois do zoológico" disse o garoto. A senhora comentou: "Bem
longe, hein!" “É”, respondeu ele, “mas eu venho aqui ao centro porque
tenho de pedir as coisas para nós comermos". A mulher perguntou: “Nós
quem?” “Eu, minha mãe e meus irmãos” disse ele. “Você está na escola?” “Não.”
“Minha mãe não pode comprar material”. “Seu pai mora com vocês?” “Ele sumiu”. E
o papo continuou, até que ela disse: "Vou buscar o pão”. Ele falou: “Não
precisa não. A senhora já conversou comigo, isso é o suficiente”. E queria ir
embora. Só com muito custo esperou que ela buscasse o pão e uma cainha de
leite.
O menino ficou tão contente de conversar com uma senhora distinta, que
nem queria dar trabalho a ela de ir buscar pães. Queria salvar a amizade.
Aquela senhora comentou depois: “Eu tive a sensação de ter absorvido
toda a solidão e a falta de amor daquele menino. Um garoto de nove anos, sem
sonhos, sem brinquedos, sem escola, sem comida... E tive a felicidade de ver
seus olhinhos brilharem, refletindo dentro da pupila o meu rosto. Aquele dia
foi muito rico para mim. E está sendo até hoje, porque sei onde ele mora, e de
vez em quando eu e meu marido vamos à casa deles”.
A nossa sociedade é composta de “sepulcros caiados”, de pessoas tão
egoístas que, num caso desses, já se ofereceriam para adotar um dos filhos
daquela senhora, arrancando-lhe do coração mais um amor da sua vida.
Que Maria Santíssima interceda por nós junto do seu Filho, a fim de
sermos protegidos das tramas farisaicas e do grande pecado da hipocrisia. Sois
filhos daqueles que mataram os profetas.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Até
há pouco tempo, falar de perdão cabia de forma exclusiva aos religiosos. Dizer a alguém que lhe seria
melhor perdoar, conforme ensinou Jesus, parecia próprio de quem vive fora da
realidade. No entanto, na atualidade, perdoar tem se tornado uma medida de
bom
senso. Pessoas não religiosas têm descoberto que perdoar é terapêutico.
O
Dr. Fred Luskin, diretor do projeto perdão, da Universidade de Stanford, em seu
livro "O poder do perdão", afirma que carregar a bagagem da amargura é muito tóxico. Nos estudos que
realizou com voluntários, constatou que a
ação de perdoar lhes melhorou os níveis de energia, de humor, a
qualidade do sono e a vitalidade física geral. Isso ocorre, explica, porque
somos programados para lidar com a tensão. Pode ser um alarme de incêndio, uma
crise, uma discussão mais acalorada.
Nessas ocasiões, o corpo libera os
hormônios do estresse - adrenalina e cortisol - acelerando o coração, a
respiração e fazendo a mente disparar.
Ao mesmo tempo, a liberação de açúcar estimula os músculos e os fatores de coagulação aumentam no
sangue. Se isso for breve, como por
exemplo um sobressalto na estrada por um
quase acidente, é inofensivo. Contudo, a
raiva e o ressentimento são como acidentes que não têm fim. Transformam em toxinas os hormônios
que deveriam nos salvar. O efeito depressor do cortisol no sistema imunológico
está relacionado a doenças graves.
Ele esgota o cérebro, causando atrofia celular
e perda de memória. Ainda mais, provoca
doenças cardíacas por elevar a pressão sangüínea, os níveis de açúcar no
sangue, enrijecendo as artérias. É aí
que entra o perdão, que parece interromper a circulação
desses hormônios, melhorando a nossa qualidade de vida.
Primeira
- concentre-se nos fatos da ofensa.
Quase
sempre quando nos sentimos ofendidos, nossa tendência é aumentar o que de fato
aconteceu. Acrescentamos os nossos sentimentos
e tudo toma um volume muito maior.
Segunda
- tente entender o que ocasionou a ofensa.
Por
vezes, somos nós mesmos os promotores dela, por algo que tenhamos dito ou
feito.
Mesmo que não tenha sido nossa intenção
ferir a outro, a forma como dizemos ou uma atitude que tomemos em um momento
delicado, pode levar a criatura a reagir mal, agredindo.
Terceira
- focalize a natureza humana do agressor, não só a sua
atitude. Pense em que nós mesmos, no trato pessoal, em momentos de estresse, de cansaço, dizemos coisas que constituem
mais um desabafo.
Assim
pode ocorrer com o outro, porque na
terra somos todos ainda seres muito imperfeitos.
Quarta
- perdoe apenas para si mesmo. Ninguém mais.
Perdoe
em seu coração. Não é indispensável que você comunique o fato ao agressor.
Enfim, lembre que perdoar de forma alguma
significa que você concorda com a ofensa. Muito menos que você deve permitir
que o tratem injustamente.
A
sabedoria de Jesus recomendou, há mais de 2000 anos: "amai os vossos
inimigos. Fazei o bem aos que vos odeiam. Orai pelos que vos perseguem e caluniam.
Perdoai
aos homens as faltas que cometerem contra
vós."
E
acentuou que nunca se deveria guardar mágoa.
Se
num momento de oferenda de nosso coração ao pai, nos lembrássemos de que alguém
tem algo contra nós, prescreveu Jesus que deveríamos, antes, nos reconciliar
com o adversário. O Mestre do amor e da
sensibilidade sabia porque dizia essas coisas. Os estudiosos de hoje estão
provando que ele tinha toda a razão.
(Baseado
no artigo “O poder do perdão”, de Lisa Collier Cool, e enviado por Ângela Maria
Crespo)
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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