Sexta-feira, 06 de agosto de 2021
Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o
respeito. (Geog Lichtenberg Pensador
alemão)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 9,2-10
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Seis dias depois, Jesus foi para um monte alto, levando consigo somente
Pedro, Tiago e João. Ali, eles viram a aparência de Jesus mudar. A sua roupa
ficou muito branca e brilhante, mais do que qualquer lavadeira seria capaz de
deixar. E os três discípulos viram Elias e Moisés conversando com Jesus. Então
Pedro disse a Jesus:
- Mestre, como é bom estarmos aqui! Vamos armar três barracas: uma para
o senhor, outra para Moisés e outra para Elias.
Pedro não sabia o que deveria dizer, pois ele e os outros dois
discípulos estavam apavorados. Logo depois, uma nuvem os cobriu, e dela veio
uma voz, que disse:
- Este é o meu Filho querido. Escutem o que ele diz!
Aí os discípulos olharam em volta e viram somente Jesus com eles.
Quando estavam descendo do monte, Jesus mandou que não contassem a
ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse. Eles
obedeceram à ordem, mas discutiram entre si sobre o que queria dizer essa
ressurreição.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Tenho sido insistente em anunciar que precisamos vencer algumas
barreiras. Algumas pessoas, que por ventura se encontram num estágio razoável
ou maior de espiritualidade e amadurecimento cristão, precisaram estar alerta a
influencia da inércia sobre esse crescimento.
Uma reflexão e uma analogia:
Grandes alpinistas, ao tentar escalar o Everest, precisam entender que o
topo só será alcançado, mediante as paradas que existem. Ninguém até hoje, saiu
da base ao cume sem fazer essas paradas. Precisamos ter essa verdade: O estágio
seguinte só será vencido com certas adaptações. O próprio corpo precisa de um
tempo para se adaptar.
Escalar o Everest precisou primeiro de uma vontade, é o que chamam de
“vontade de conversão individual”, ou seja, eu preciso querer mudar. A cada
passo dado teremos que enfrentar os problemas e tribulações de cada fase e
rapidamente se adaptar. O tempo pertence a Deus, portanto a adaptação, ou a
conversão é dada a cada dia e dia após dia. Como o Dunga prefere chamar: Um
PHN.
Somos muitos, e ao mesmo tempo, e talvez de formas e métodos diferentes
(pastorais, movimentos, ministérios) a tentar escalar esse Everest chamado
Santidade. Somos, portanto como os alpinistas a deixar os pinos de segurança
para que outros consigam ir por onde já passamos e às vezes deixar de subir,
por um instante para resgatar algum outro que escorrega ou toma o caminho mais
perigoso da escalada.
Toda essa reflexão é para não cairmos na tentação de querermos ficar e
montar tendas, pois aqui “esta muito bom”. Precisamos descer do monte e encarar
que pessoas precisam de nós e às vezes o comodismo no faz ficar esperando por
elas. Continuo a afirmar na minha crença que o bom pastor trás suas ovelhas,
mas Ele antes de partir nos deu a missão de levar a boa nova a todo.
Graças a Deus não sou o único a sentir isso em meu coração.
“(…) Caríssimos Presbíteros, nós, pastores, nos tempos de hoje, somos
chamados com urgência à missão, seja “ad gentes”, seja nas regiões dos países
cristãos, onde tantos batizados afastaram-se da participação em nossas
comunidades ou, até mesmo, perderam a fé. Não podemos ter medo nem permanecer
quietos em casa. O Senhor disse a seus discípulos: “Por que tendes medo, homens
fracos na fé?” (Mt 8, 26). “Não se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do
alqueire, mas no candeeiro, para que ilumine a todos os que estão na casa”
(5,15). “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15).
“Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt
28,20). Não lançaremos a semente da Palavra de Deus apenas da janela de nossa
casa paroquial, mas sairemos ao campo aberto da nossa sociedade, a começar
pelos pobres, para chegar também a todas as camadas e instituições sociais.
Iremos visitar as famílias, todas as pessoas, principalmente os batizados que
se afastaram. Nosso povo quer sentir a proximidade da sua Igreja. Faremo-lo,
indo à nossa sociedade com alegria e entusiasmo, certos da presença do Senhor
conosco na missão e certos de que Ele baterá à porta dos corações aos quais O
anunciarmos”. (Cardeal Cláudio Hummes – Arcebispo Emérito de São Paulo Fonte:
Canção Nova 04/08/09)
Esse pedido aos padres (presbíteros) foi reiterado por Dom Alberto no
congresso da RCC a TODOS nós. Essa é a beleza de nossa igreja: um mover do
Espírito para todos. Não somos convidados a viver uma direção diferente do que
nossa igreja pede se assim o fizermos, corremos o risco de escalar o Everest
sem ajuda, sem oxigênio… Algumas pastorais e movimentos sumiram ou deixaram de
acontecer pela subida sem oxigênio; por lideranças com boas intenções, mas com
pouca humildade na bagagem.
Precisamos respeitar o tempo, a direção, a vontade de Deus. As vezes um
tempo parado, pode significar amadurecimento para o próximo estagio a escalada.
Continuemos subindo em busca do cume (santidade)… Mas talvez algumas
etapas do trajeto não aconteçam sozinhas, que talvez a caminhada só seja
concluída cercada de outras pessoas. Um fato: o passo mais difícil até o cume é
o abandono de si mesmo.
“(…) Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus
discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome
a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o
que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Pois que
aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?”
(Marcos 8, 34-36)
Um imenso abraço fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
A
paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...
Quando
se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer,
repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia,
o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas
lições importantes que a vida nos oferece.
A
paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na
fé...
Ter
paz é ter a consciência tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou,
pelo menos, tentou...
Ter
paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos
mais difíceis da vida.
Ter
paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêm e boca que diz palavras que
constroem.
Ter
paz é ter um coração que ama...
Ter paz
é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza
sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas água se espreguiçam...
Ter
paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as
opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter
paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer
dizer...
Ter
paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...
É
ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...
Ter
paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as
carências...
A
paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como
são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a
humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...
É a
vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.
É
melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter
lucidez para distinguir uma coisa da outra.
É
admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha não brigar por causa
disso.
A
paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o
mundo...
A
certeza da convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas
tiver oferecido.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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